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05/09/2006
O Livro da Vida (3)


Visões - 12 O Livro da Vida (3)
Visões - 12 O Livro da Vida (3)

O LIVRO DA VIDA (3)
 
Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrou que eu era uma assassina espantosa, e que cometera o mais abominável de todos os crimes diante do Senhor: o aborto! (28) Vejam o poder que me deu o dinheiro! Ele me permitiu financiar vários abortos, porque eu dizia: a mulher tem o direito de escolher quando quer estar grávida ou não. Olhei o Livro da Vida e me doeu quando o vi: Uma menina de 14 anos abortando, porque eu lhe havia ensinado! Porque, sabem, quando um tem veneno, todos os que se acercam dele saem prejudicados.
 
28 – E Deus mostrou a ela! Está gravado no Livro da Vida! Quem fez o aborto é criminoso, quem o praticou é assassino, quem o incentivou é bandido. E diante de Deus não tem outro nome. O dono da clínica é também assassino, a parteira que o fez é criminosa, e todos os que criam leis para instituí-lo “legalmente”, diante de Deus é igual a um que mata sem dó nem piedade. O aborto é um hino em louvor a Lúcifer! Ele é regido a gritos de inocentes que são extraídos criminosamente dos ventres maternos: os homens não os ouvem, ao Céu diante deste som treme de espanto, mas para o inferno o aborto é uma sinfonia! Todos os que não se arrependerem, passarão pela eternidade ouvindo estes gritos.
 
Umas meninas, três sobrinhas minhas, e a noiva de um sobrino abortaram. Eles as mandavam para minha casa, porque eu era a que tinha o dinheiro, e as convidava, enquanto falava de moda, de glamour, e de como exibir seu corpo. E minha irmã as mandava para lá - vejam como as prostituí – e as prostituí ainda menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto. Porque eu lhes dizia: não sejam bobinhas, porque se suas mães lhes falam de virgindade e de castidade é que elas estão fora da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos e os padres não a tem querido modernizar, porque falam pelo Papa, mas este Papa é também fora da moda.
Imaginem o meu veneno, e eu ensinava a estas meninas que elas tinham que desfrutar de seus corpos sem culpa, porém nada de planejamento! Eu lhes ensinava os métodos de “planejamento de uma mulher perfeita”, e esta menina de quatorze anos, a noiva de meu sobrinho, chegou um dia ao meu consultório – eu vi isso no meu Livro da Vida – chorando e me disse: Glória sou uma criança e estou grávida! E eu lhe disse: burra! Eu não te ensinei a planejar? Então ela falou: sim, mas não funcionou! (29)
 
29 – O DIU não funcionou! Quer dizer que funcionar significa quando mata, assassina? Estes dispositivos intra-uterinos são todos abortivos, e criminosos, porque eles apenas impedem que o óvulo, já fecundado nas trompas, se fixe às paredes do útero. Mas quando chega ali já é uma vida humana! E esta mulher verá a morte, o assassinato de cara criança dela que já estava fecundada e com um grito morre envenenada pelo cobre.
 
Então olhei para o Senhor, que me mostrava ali esta menina, que na verdade pedia apoio, para que não se atirasse no abismo, para que não abortasse! Porque o aborto é como uma cadeia, que pesa tanto, que arrasta e que pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de se saber assassino! E o pior: a um filho da gente!
E sabem o que foi o pior com esta menina? É que no lugar de falar-lhe de Deus, eu lhe dei dinheiro para que fosse abortar, em um lugar bem novo, para que depois não viesse a se prejudicar.
Assim, com este patrocínio, fiz vários abortos! Cada vez mais sangue de um bebê sendo derramado em holocausto a satanás, um holocausto que o Senhor lhe concedeu. E ele acontece, a cada vez que se mata uma criança, porque no Livro da Vida, vi como a nossa a
lma se funde com uma chama formosa, tão logo se tocam o óvulo e o espermatozóide, numa luz como que colhida de Deus. O ventre de uma mãe tão logo fecundado se ilumina com o brilho vindo desta alma. E quando se aborta, esta alma grita e geme de dor, assim como se vê aos olhos da carne, e se escuta seu grito quando a estão assassinando. E o Céu estremece e no inferno se escuta um grito de júbilo. E de imediato do inferno se abrem umas brechas, por onde saem como larvas para seguir assediando a humanidade, para que siga se fazendo escrava da carne e de todas as coisas que acontecem, e ficam a cada dia pior.
E pergunto: quantos bebês se matam diariamente? E esse é um triunfo real! Como será que este preço de sangue inocente atrai um demônio? Lavada neste sangue inocente, vi que minha alma branca começou a ficar completamente escura. Depois dos abortos, já não tive mais noção de pecado, para mim tudo isso estava bem.
E o triste era ver como estes pagamentos me uniam ao demônio, e ele me mostrava todos estes bebês que eu ajudara a matar, e sabem por quê? Porque eu própria os evitava, usando no útero um dispositivo “diu” em forma de “T” feito de cobre! E me foi doloroso ver quantos benditos haviam sido fecundados, já se haviam instalado no útero e agora eram desprendidos dali. E com um grito desgarravam-se das mãos de Deus Pai.
Com razão eu vivia amargurada, de gênio sempre mau, fazendo cara feia, frustrada devido a muita depressão e dizia para mim: Por que isso? Claro, eu me havia tornado em uma máquina de matar bebês!
E isso me afundou mais ainda no abismo. Como que eu não as havia matado?
E o que dizer de cada pessoa gorda que me aparecia, e que eu as odiava, as detestava? Também nisso eu era assassina. Porque não somente com um disparo se mata uma pessoa, basta odiá-la, basta lhe fazer mal, ou ter-lhe inveja que já com isso se mata, ou ter-lhe inveja! Com isso também se mata!
E quanto ao sexo mandamento que diz: não fornicar? Aqui eu disse: não, aqui não me vão levantar suspeitas, nenhum amante, porque em toda a minha vida fui mulher de um homem só, que é meu esposo.
Foi quando me mostraram que cada vez que eu estava com meus seios descobertos, e meu corpo com seus detalhes à mostra estava incitando outros homens a me olharem, e eles tiveram maus pensamentos comigo, eu os fazia pecar, então percebi que desta forma que eu também cometia o pecado do adultério!
Eu também aconselhava mal as mulheres, a que fossem infiéis com seus esposos e lhes dizia: não sejam bobas! Desquitem-se! Não os perdoem e se divorciem! E com isso eu estava cometendo um outra abominável forma de adultério!
E me dei conta de que os pecados da carne são espantosos e condenatórios, embora o mundo lhes diga que somos livres e que podemos seguir agindo como os animais. Tristemente me soltei das mãos do meu Senhor, porque os pecados estavam em meus pensamentos, na minha alma e na minha ação.
Foi muito doloroso ver como todos estes pecados, por exemplo: o pecado do adultério de meu pai, prejudicou e desgarrou a seus filhos e a mim me tornou uma ressentida com os homens. E fez dos meus irmãos três fotocópias fiéis de meu pai, felizes por serem muito machos, mulherengos e beberrões! Não se davam conta de como prejudicavam aos seus filhos! (30) Por isso é que vi meu pai chorando, com tão violenta dor, por causa de seu pecado, que havia transferido por herança a eles, e que com este ato danificava toda a obra de Deus.
 
30 – Importante saber que o adultério do pai ou da mãe, também a bebida e o cigarro, são causa de degeneração e prejuízo das gerações de filhos. Até isso se paga! Um pai que gera seu filho estando em estado de porre, nunca terá um filho perfeito. Porque sempre será um espermatozóide degenerado que alcançará o óvulo. E o pai pagará por isso, e verá em seu livro tudo registrado. Para sua vergonha e pranto!
 
No sétimo mandamento, não
roubar, eu me considerava honesta. Então o Senhor me mostrava que eu desperdiçava comida em minha casa, enquanto tanta gente padecia de fome no mundo. E Ele me dizia: Eu tinha fome e olha o que fazias com tudo o que Eu te dava, tu desperdiçavas. Eu tinha frio e olha o que fazias como escrava da moda, e das aparências, gastando muito dinheiro em tudo o que te fazia aparecer magra. Escravizada pelo corpo, em poucas palavras fizeste um deus de teu corpo e me mostrava que eu era culpada da miséria de meu país, quando eu achava que nada tinha a ver com isto (31).
 
31 – Tudo o que as pessoas gastam em bijuterias, em futilidades, em excessos de pintura e perfumaria, em produtos caros de embelezamento – dinheiro que poderia ser bem aproveitado para a prática da caridade – será causa de condenação. E pagaremos sim, como nação, por não termos olhado para aqueles que passam fome, o órfão e a viúva – como diz a Palavra de Deus – claro, não se trata aqui de dar comida de graça para quem não luta nem se esforça. Quem não trabalha, não tem direito de comer, diz a Palavra!
 
Também me mostrava que, cada vez que falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e quão difícil é devolvê-la. Que teria sido mais fácil reparar que roubar-lhe um bilhete, porque isso se poderia devolver com dinheiro, o que não pode ser feito roubando a honra de uma pessoa.
Ele me apontava meus filhos, que pediam a graça de uma mãe presente, terna, uma mamãe que os amasse de fato, e não uma mãe ausente, que sai de casa deixando seus filhos sozinhos com o papai televisor. Uma mamãe computador com jogos de vídeo, que para acalmar sua consciência lhes comprava roupas de marca.
O que mais me horrorizou foi quando vi minha mãe, que se questionava disso tudo e isto que ela foi uma mulher santa, que nos corrigia e nos amava, igualmente meu papai, tal que e eu disse: que será de mim, que nada disso dei a meus filhos? Que espanto! Que dor tão grande!
Deu-me uma enorme vergonha, porque o “Livro da Vida” me mostrava tudo como um filme, e meu filho dizia: ai como a mãe se demora! E falavam com raiva: porque minha mãe é uma cansona, que nada faz senão xingar? Que tristeza ouvir um filho de três anos, e uma menina um pouco maior dizendo isso. E eu lhes roubei a sua mamãe, lhes roubei a sua paz, lhes roubei a vida que lhes deveria dar como mãe de verdade, em minha casa! E não fiz que eles conhecessem a Deus. Também não lhes ensinei a amar ao próximo, e é tal que se não amo ao meu próximo, nada tenho a ver com meu Senhor. Se eu não tenho misericórdia, nada tenho a ver com Deus.
Deu-me uma vergonha imensa, porque no “Livro da Vida”, cada um vê como o outro é. Porque Deus é amor! É Bom! E eu lhes vou falar um pouco sobre não levantar falso testemunho. Nem mentir, e nisso sim eu uma fui especialista! Viram? Porque Satanás se tornou meu pai, e eu troquei a Deus por satanás!
Se Deus é o Amor, eu sou ódio! Quem é meu pai então? Não era tão difícil entender isso. E se Deus me fala de perdão, de amar aos que me causam dano, eu Lhe dizia que quem me faz aqui, me paga aqui. Quem era então meu pai? E Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, que era meu pai? E não existe mentira pequena, nem verde nem amarela: todas são mentiras! Então satanás é teu pai!
Tão terríveis foram os pecados de minha língua!... Eu vi quanto mal eu causava com ela! Quando eu depreciava, quando eu enganava, quando chamava alguém pelo apelido, como não se sentia esta pessoa? Como lhe doía o apelido? Que lhe podia trazer complexo de inferioridade, como caso de uma pessoa gordinha, ou quando estava engordando, quanto mal eu lhes causava, sempre com uma palavra ferina que terminava aquela ação (32).
 
32 – Coisas tão corriqueiras, tão comuns em no
sso meio: os apelidos, as gozações! São coisas que depreciam o irmão! Que enquanto o fazem menor, nos fazem engrandecer! E este ato é abominável! Criticar a beleza, a gordura, a magreza, o modo de falar, de se vestir, de andar, como agente faz isso! O apelido, sempre é mau! Sempre!

 
Enquanto eu fazia o exame dos 10 mandamentos, vi a cobiça com que executei todos os meus desejos loucos. Eu pensava que ia ser feliz tendo muito dinheiro, e para mim virou uma obsessão ter muito dinheiro! Uma lástima! Porque quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, até o ponto de me querer suicidar.
Com tanto dinheiro, e só, e vazia! Amarga! Frustrada! Esta cobiça de desejar ter dinheiro, foi o caminho que me levou a extraviar-me e a me soltar das mãos do meu Senhor.
Depois deste exame dos 10 mandamentos, me mostraram por fora o meu Livro da Vida: Formoso! Eu quisera ter palavras para descrevê-lo! O meu Livro da Vida começou desde a minha concepção, desde quando se uniram o par de células de meu pai e minha mãe. Assim, num zás! Uma centelha! Uma linda explosão (33) e se me formou a alma! Minha alma, colhida das mãos de Deus Pai, este Deus tão maravilhoso! Por 24 horas do dia me cuidando, buscando-me, tudo isso eu via. Nada mais que o Seu amor, porque Ele não me olhava na carne e sim em minha alma.
 
33 – Para mais pessoas o Bom Deus tem mostrado o momento mágico da concepção, o momento mágico e único da vida das pessoas, onde a alma entra no corpo da criança. É ali que começa a vida. Dizem que um clarão extraordinário ilumina todo interior da mãe, e isso se poderia chamar a explosão do amor criador, o amor e um Deus. Frustrar isso com um aborto, é um crime sem nome!
 
E agora me mostrava como fui me desviando de minha salvação! Este Livro da Vida, para terminar, lhes vou dar um exemplo de como é formoso este livro: Eu era muito hipócrita, e muitas vezes eu dizia para uma pessoa: Fulana, como estás linda com este vestido tão precioso, como te aparentas bem! Mas por dentro eu dizia: Ui! Que pinta tão asquerosa! E ainda pensa que é rainha! Isso em meus pensamentos!
Pois neste livro se vê exatamente o que eu dizia interiormente! Como seu eu estivesse falando com minha boca, embora viesse do meu pensamento! Eu via como do interior de minha alma! Todas as minhas mentiras tornaram-se um raio vivo! Ficaram vivas, e todos os presentes se deram conta disso! Que vergonha!
Para minha mãe, quantas vezes eu a enganava, porque ela não me deixava ir a algum lugar! Mãe! Tenho um trabalho em grupo a fazer na Biblioteca, e ela acreditava no que eu dizia. E me arrancava a assistir algum filme pornográfico, ou ia a um bar tomar cerveja com minhas amigas, e minha mãe estava ali, vendo minha vida! Nada lhe foi escondido! Ela via isso agora!
É tão lindo este Livro da Vida! Vi ali quando era criança e meus pais me davam bananas, numa época em que eles eram muito pobres, de modo que em minha lancheira eu levava bananas, doces e leite. E eu comia a banana e jogava as cascas por todos os lados! Nunca tive a consciência de que largando uma casca de banana no chão, poderia causar mal a alguém. Que poderia cair pisando nela!
Mas sabem o que foi mais lindo? Foi quando o Senhor me mostrou algumas vezes que alguns caíram por causa destas cascas, e eu as podia ter assassinado, por minha falta de misericórdia. E me mostrou que somente uma vez, quando fiz uma boa confissão com dor e vergonha, porque uma senhora me devolveu 4.500 pesos a mais, em um supermercado de Bogotá.
E papai nos havia falado para sermos honrados, e não tocar em um só centavo de ninguém, e me dei conta disso no carro. Quando ia para meu consultório eu disse: esta velha bruta! Me deu 4.500 pesos a mais de troco, e agora me toca ir devolver. Mas depois pensei: Eu que não vou devolver, que
m mandou ela ser burra!
Mas como isso agora me doeu! Por causa deste dinheiro!
Mas meu pai nos havia instruído muito bem sobre a honorabilidade, e no Domingo eu me confessei e disse ao padre: Padre: perdoa-me, porque eu roubei 4.500 pesos e não os devolvi a uma senhora. Mas nem dei atenção ao que me disse o padre! Achei que assim o maligno não podia me acusar de ser ladra!
Mas sabem o que me disse o Senhor? Esta foi uma falta de caridade tua, quando não reparaste devolvendo os 4.500 pesos, que para ti eram nada, mas para aquela mulher era como um soldo e significava para ela o alimento de três dias.
E sabem o que mais Ele me mostrou? O quanto ela sofreu de fome por um par de dias! Por minha culpa, sofreram ela e os seus filhos! Porque o Senhor nos mostra que quando cometo algo, alguém sofreu, quem atuou e como atuou:
Então me perguntou o Senhor! Que tesouros espirituais tens para me mostrar?
Tesouros espirituais!? Vi as minhas mãos vazias, não levava nada, minhas mãos estavam com absolutamente nada!
Então Ele me disse: de que te adianta dizer então que tens dois apartamentos desocupados, que tens casas, que tens o consultório? Que te consideravas uma profissional de muitíssimo êxito! Tu podias me trazer pelo menos a poeira de um ladrilho!
E acrescentou: Que fizeste com os talentos que te dei? Talentos? Tu tinhas uma missão: Defender o Meu Reino de Amor. O Reino de teu Deus!
Eu havia esquecido até que tinha uma alma, e muito mais que tinha talentos, o que era as mãos misericordiosas de Deus! Todo o bem que deixei de fazer, doeu muito ao Senhor! Porque sabem o que Ele sempre me perguntava? Sobre a falta de amor e de caridade para com o próximo, e sempre me perguntava sobre o amor!
Então Ele falou: Tu estás morta espiritualmente!
Eu estava viva, porém morta! Se vocês vissem o que significa uma morte espiritual! Como é realmente uma alma que odeia! Como é espantosamente terrível uma alma fastidiosa e amarga. Que faz mal a todo mundo! Quando alguém está cheia de pecados, embora por fora esteja ricamente vestida, bem perfumada, por dentro, porém sua alma esta fedendo horrivelmente, e vivendo no abismo. Com o coração cheio de depressão e de amargura!
E Ele me disse: Acontece que a tua morte começou quando a ti deixaram de doer as dores dos teus irmãos. Era um alerta quando tu vias os sofrimentos de teus irmãos. E isso em todos os lugares. E quando vias nos meios de comunicação, que mataram, seqüestraram, desprezaram o que tua língua dizia? Ó pobrezinhos! Que pecado! Porém não te doíam os teus irmãos! No coração não sentias nada, eras toda de pedra! O pecado te petrificou!
Quando meu livro foi fechado, vocês não imaginam a tristeza imensa que me deu. Que grande dor senti por ter me portado assim tão mal como meu Papai do Céu! Porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundícia, e de toda a minha indiferença, de todos os meus sentimentos horríveis, o Senhor sempre, até o último instante me buscou! Sempre me enviava instrumentos, pessoas, e me falava, me gritava, inventava coisas para buscar-me! Ele me buscou sempre, até o último instante.
Sabem quem é Deus Pai? É Aquele que nos pede, a cada um de nós, pela conversão! E para mim me perguntava: Ouça-me, Senhor, você me condenou? Claro que não, em meu livre arbítrio, eu escolhi meu pai, e este nunca foi Deus! Escolhi satanás, este foi meu pai.
Enfim, quando se fechou este livro, eu vi em minha mente que estava para partir, que havia um oco, e que depois deste oco, iria se abrir uma porta. E lá me fui!
Então comecei a gritar por todos os sa
ntos, que me salvassem! Vocês não fazem idéia da quantidade de santos que cheguei a invocar, tanto que nem tinha idéia de que sabia tantos nomes deles, já que era tão má católica!
Pedi que me salvasse Santo Isidoro, o trabalhador! E São Francisco de Assis! E quando me acabaram os nomes de santos, havia somente o silêncio!
Então senti uma dor muito forte! E disse: lá na terra tanta gente pensando que eu era tão santa, e quem sabe até estava esperando que eu morresse para me pedir um milagrinho! Mas veja para onde estou indo!
Então, levantando os olhos, eu vejo diante de mim os olhos de minha mãe! E sentindo uma forte dor lhe gritei: Maaami! Que vergonha! Condenei-me mãe, é para onde vou! Não voltarei a te ver jamais!
Entretanto, neste momento, lhe concederam a ela uma grande graça: Ela estava imóvel, mas lhe permitiram mover seus dois dedos um pouco acima. Ela sinalizou e me saltaram dos olhos duas crostas espantosamente dolorosas: esta era minha cegueira espiritual.
E quando elas saltaram, revi um momento maravilhoso, quando uma paciente me havia dito: Olhe Doutora! Você é muito materialista, mas vou dizer algo de que irá precisar: Quando você estiver em eminente perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com Seu Sangue, que Ele nunca, nunca a irá abandonar. Porque Ele pagou um alto preço de Sangue por você!
E com vergonha, e com enorme dor, comecei a gritar: Jesus Cristo! Senhor Jesus tem compaixão de mim e me perdoa! Senhor: Dá-me uma segunda chance!
E este foi o momento mais lindo, tal que não tenho palavras para descrever: Ele abaixou-Se e me retirou daquele oco! E quando me recolheu, vi que novamente tinha firmeza no chão, me colocou em uma parte plana e me disse com todo amor: Vais voltar! Vais ter uma segunda oportunidade!
Porém falou: não pela oração de tua família! Porque é normal que eles orem e clamem por ti, e sim pela intercessão de todas as pessoas alheias a tua carne, ao teu sangue, que têm chorado, que têm rezado, que têm enlevado seu coração com muitíssimo amor por ti.
E comecei a ver que se desprendia um montão de luzinhas, que são como pequenas almas, brancas e cheias de amor. E via as pessoas que estavam rezando por mim! Porém havia uma alma grande, enorme, que era a que dava mais luz! A que mais amor me dava, e eu não conseguia ver quem era esta pessoa que me amava tanto.
Então me disse o Senhor: Esta pessoa que tu vês ali, é alguém que te ama muito. Porém sequer te conhece. E me mostrou o recorte do jornal que saiu na imprensa do dia anterior, sobre o povo simples! Bem pobre, este era um camponês que vivia no sopé da Serra Nevada de Santa Marta! E Ele mostrou-me um homem pobrezinho! Ele havia comprado uma panela, e a envolveram com uma folha do Jornal “Ele Espectador”, do dia anterior: Estava ali a minha fotografia, e eu toda queimada! Quando este homem viu esta notícia, que nem lhe dizia respeito, ele correu e jogou-se no piso, e começou a chorar com um amor muito grande! E falou assim: Pai! Senhor, tem compaixão de minha irmãzinha! Senhor, salva-a! Senhor, olha por ela! Se tu salvas a minha irmãzinha, eu prometo que vou ao Santuário de Buga, e te cumpro uma promessa. Porém salva-a!
Imaginem, um pobre homenzinho, que não estava renegando, nem maldizendo porque estava com fome, tem agora esta capacidade de amor, de oferecer-se a atravessar todo um país, por alguém que sequer conhecia!
Então disse o Senhor: Isso é amor ao próximo! E completou: tu vais voltar, mas deves repetir mil vezes isto! Senão mil vezes mil! E ai daqueles que ouvindo isso, não mudarem de vida! Porque serão julgados com muito mais severidade! E assim, vais ter teu segundo regresso! Os ungidos que são os sacerdotes, e qualquer deles e todos eles! Porque não há maior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver!
E isso, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, porque o Senhor não costuma nos ameaçar! Esta é também, para cada um de vocês, uma segunda oportunidade, que vocês recebem pela graça de Deus.
O que eu vivi, vivi! Porque quando se abre o Livro da Vida, para cada um, quando cada um de vocês morrer, irá passar como eu por igual momento. E vamos nos ver tal qual nós somos, com a diferença que vamos ver até os nossos pensamentos, tudo na presença de Deus. E o mais maravilhoso, é saber que de cada um de nós o Senhor já foi à frente.
Outra vez Ele nos pede oração, para que nos convertamos, para que de verdade nós comecemos a ser novas criaturas com Ele, pois sem Ele nada podemos. Que o Senhor abençoe a todos grandemente. Para a Glória de Deus! Para a glória de Nosso Senhor, Jesus Cristo.
 
Concluindo: Temos aí um relato impressionante, com uma prova extraordinária do Amor e da Misericórdia Eterna de nosso Deus. É Ele Quem Se curva diante de nós, quando deveria ser o contrário. Quase de joelhos está Ele: implorando-nos a conversão! Mas aqui, com obstinação sempre renovada, cada vez mais nos afastamos Dele.
 
Está chegando o dia do Grande Acerto de contas. Hoje quem fala é o Misericordioso! Amanhã irá falar o Juiz! E você bem viu que nada lhe escapa. Fez as contas de quantos pecados iguais a Glória você cometeu? Eu fiquei com vergonha de alguns que lembrei, e nem me dava conta! Bom confessar isso, para que Deus apague do nosso Livro da Vida, pois se Deus perdoou, se reparamos plenamente nossa falta, Deus esquece, e quando Ele esquece, imediatamente a falta desaparece do livro. E ninguém a vê mais!
 
Sim, que tenhamos o Livro cheio apenas de boas ações! Elas nos acompanharão, aliás, já irão à nossa frente. Então, por toda a eternidade este nosso Livro atará ali a disposição de qualquer um, que poderá lembrar seus atos, e todos poderão ver o que de bom fizemos para os nossos irmãos. Um dos bons atos que fazemos é levar estas coisas aos que vivem os mesmos erros, quem sabe a graça da conversão aconteça. Sim, muitos retornarão!
 
No site indicado constam os documentos médicos, os exames e os atestados dos padres que acompanham Glória. Eu acredito firmemente que tudo foi verdade. Uma mulher que recebe um raio como esta, que lhe fulmina os dois seios deixando dois buracos sem carne, que perde os rins, o fígado, o pulmão e os ovários, que tem o ventre queimado e as pernas cheias de carne em carvão, e ainda assim volta a vida, certamente tem uma grande missão a cumprir nesta terra. E muitos se converterão pelo seu testemunho!
 
Como será que está, no Céu, o seu, o meu Livro da Vida? Cheio de boas obras? Cheios de frutos de conversão? Cheio de lutas pelo Reino de Jesus? Mas não esqueçamos jamais do confessionário: ele é a única forma de apagar as páginas negras do nosso Livro.
 
Com todo carinho: Arnaldo



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