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17/07/2021
A hora da resistência
Na realidade passou da hora da resistência. O Alto clero deveria ter rejeitado o usurpador. Agora é esperar pela intervenção divina em Sua Santa e Justa Ira. Os eleitores dele se arrependerão amarga e tardiamente.


16 JULHO, 2021

A hora da resistência chegou! Não retrocederemos jamais!

Por FratresInUnum.com, 16 de julho de 2021 – Hoje, festa de Nossa Senhora do Carmo, o papa argentino deu um golpe contra o tesouro mais precioso para os fiéis católicos de todo o mundo: a Santa Missa na até então chamada forma extraordinária do rito romano — para nós, a Missa de Sempre!

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Contudo, precisamos fazer uma análise mais profunda para entendermos que a situação não é tão favorável para a revolução como parece, a um primeiro olhar.

Antes de tudo, é necessário lembrarmos que a Missa de Sempre estava produzindo resultados pastorais impressionantes em diversas partes do mundo, especialmente notados nos Estados Unidos. As missas modernas estavam numa queda vertiginosa de frequência, enquanto as missas tradicionais não paravam de crescer. Em outras partes do mundo, fenômenos similares estavam bastante bem difundidos.

A medida extrema de Francisco, que vai na contramão de tudo que se pudesse esperar da sinodalidade que ele tanto apregoa, é um sinal desmedido de força, que não convinha para ele tomar de nenhuma maneira: seria muito melhor que as missas conciliares estivessem abarrotadas e que ninguém precisasse recorrer ao Summorum Pontificum; seria muito mais confortável que os padres jovens não quisessem celebrar e que os fieis não tivessem alternativa senão procurar os padres mais velhos. Entretanto, foi o cenário oposto que se impôs diante de todos: além de fecunda, a Missa tradicional é objeto de interesse do clero mais jovem, enquanto o clero progressista é praticamente um fenômeno de museu, reservado aos mais velhos dentre os velhos — ambos, portanto, com prazo de validade próximo de seu termo.

A atitude traiçoeira de Francisco provoca um enorme déficit em sua figura, pois, mesmo entre os tradicionalistas, ainda existia quem abraçava voluntariamente a mordaça que lhes impedia ver quem é realmente Jorge Mario Bergoglio. Agora, o papismo romântico acabou — salvo aos que sofrem de síndrome de Estocolmo e estarão sempre prontos a justificar seus algozes — e não haverá alternativa senão reconhecer que estamos diante de um verdadeiro inimigo da Igreja, de alguém cujo ódio a tudo aquilo que é sagrado é a alma mesma de todos os seus gestos e palavras.

Papa Bergoglio, com o seu gesto, não quer apenas provocar uma divisão, mas pretende sobretudo forçar os fieis católicos a um cisma, não se importando nem com as suas almas nem muito menos com a sangria que pode produzir no tecido eclesial. Ele quer empurrar os católicos tradicionais para o que qualificam de grupos dissidentes, a fim de manter a hegemonia sobre o corpo dos fieis e a hostilidade para com guetos. Inclusão? Só para o erro. Silenciando males como a adoração da Pachamama, a bênção de parceiros homossexuais ou a intercomunhão para luteranos, Francisco elege o tradicionalismo como pecado capital e atira os bons fieis a uma excomunhão prática; ou seja, ainda que não de direito, de fato, pois os obriga à clandestinidade.

Existem alguns sites e blogs situacionistas, cleaners, histéricos, movidos por pessoas que querem sempre defender Francisco até dele mesmo, que, no caso do presente Motu Proprio, estão dizendo que o Papa teve de fazer uma correção por causa dos erros dos tradicionalistas.

Ora, tais afirmações não passam de argumentos canalhas, são a inversão completa da relação agressor-vítima: as maiores vítimas, no caso, são os grupos tradicionalistas, são os fieis leigos que padecerão esta privação. Culpá-los por isso é apenas sintoma de cafajestagem. Francisco não se importa em ter de comportar-se como um ditador! Foi para o lixo a sua sinodalidade!

Foi para o lixo, também, a tal hermenêutica da continuidade, defendida tão vorazmente por conservadores e ratzingerianos em geral. Ele tacitamente confessa, em sua carta aos bispos, que as duas missas representam duas doutrinas diferentes, a doutrina do Concílio dogmático de Trento, infalível e perene, e a doutrina do Concílio pastoral Vaticano II, que, apesar de não ter proclamado dogmas ou anátemas, tornou-se um superdogma que produziu um super-anátema contra todo o povo verdadeiramente fiel.

Francisco, num clericalismo extremamente rígido, apoia-se nos bispos para impor seu restauracionismo da mais completa apostasia pós-conciliar. Acuse-os do que você faz!

Trata-se de ruptura, mesmo. Ruptura explícita e confessa. Trata-se de uma nova religião, que não deve e, sobretudo, não pode aceitar a doutrina antiga nem a missa que a encarna.

Mesmo tristes, precisamos encontrar motivos para a esperança no meio deste caos, pois a Providência Divina quer a salvação das almas e não pode permitir que a sacralidade da doutrina de sempre, dos sacramentos de sempre e, especialmente, da Missa de Sempre, seja emprestada para aqueles que vivem para destruir a Fé.

No entanto, mesmo para estes que estão no topo da hierarquia eclesiástica, a situação é muito pouco cômoda, por vários motivos, dos quais vale a pena salientar dois.

Em primeiro lugar, a Providência Divina permitiu que Bento XVI dissesse em Summorum Pontificum a mais importante de todas as verdades: a Missa de Sempre “nunca foi ab-rogada”. Mesmo como “forma extraordinária”, nunca foi, em si, ab-rogada. Em outras palavras, Deus sabia que chegaria o dia que alguém quereria fechar esta porta e encontrou um modo para deixá-la sempre aberta. Pois, “aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial”.

De fato, mesmo com Summorum Pontificum, a maior parte dos bispos não permitiu o reconhecimento de grupos para a celebração segundo a forma extraordinária nem autorizou a ereção canônica de paróquias pessoais. A situação, agora aparentemente legal, já era antes ilegalmente vivenciada pela maior parte dos fieis que solicitava a Missa tradicional.

Por que é que os bons padres, agora, irão se render a um abuso de autoridade como estes? Se os bispos não obedeciam Summorum Pontificum, por que os padres agora obedecerão Traditionis Custodes? Celebrem a Missa de Sempre! Ela nunca foi ab-rogada e não pode sê-lo!

Em segundo lugar, porém, há algo realmente muito mais importante. Na época em que se escreveu o Motu Proprio Ecclesia Dei afflicta, o fenômeno do tradicionalismo estava muito mais circunscrito aos grupos ligados à FSSPX ou dela dissidentes. Agora, especialmente após Summorum Pontificum, o tradicionalismo se tornou um fenômeno de massa e, por assim dizer, incontornável.

Não se pode enganar a todos, sobre todas as coisas e por todo o tempo. E, atualmente, os fieis estão mais do que nunca conscientes dos desvios conciliares e do fato de que a Missa de Paulo VI não é apenas endemicamente problemática do ponto de vista doutrinal, mas que é profanada pelos próprios progressistas o tempo todo. Quem jogou no lixo a liturgia reformada não foram os fieis tradicionalistas, mas foram os próprios reformadores. Este é um problema insolúvel.

Insolúvel também é o fato de que agora os fieis sabem muito bem o que se lhes está sonegando, não são mais aqueles católicos desinformados dos tempos do Vaticano II, inocentes e impotentes diante do clero revolucionário. A atitude autoritária de Francisco não pode falsificar a realidade por inteiro e mediante a imposição mudar aquilo que os olhos dos fieis estão enxergando claramente.

Agora, fica ainda mais claro que é preciso protestar, que é necessário erguer a voz, que precisamos nos organizar, que chegou a hora de dizermos “não” a esta revolução maldita cuja liderança foi assumida por este pontificado, que isso não é e nunca foi catolicismo, que queremos a nossa religião de volta, que não aceitamos nada disso e que não irão nos calar.

Esta é a hora da resistência! Não podemos retroceder. A Santa Igreja precisa de nós e, com ou sem o Motu Proprio Summorum Pontificum, iremos mostrar a todos que é chegada a hora de conservamos tudo aquilo que este clero podre e este papa péssimo se propuseram a destruir. Podemos falar isso sem escrúpulos e sem medo, pois quem tirou as nossas mordaças e as vendas de nossos olhos foi ninguém menos que o papa:

“Por muito tempo me calei; estive em silêncio, e me contive; mas agora darei gritos como a mulher que está em parto” (Isaías 42,14).

 


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