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09/01/2020
A papolatria vigente
Trata-se da falsa devoção, quase adoração, de quem confunde um papa com um cristo inerrante!


Comentário ao final.

A Igreja, (Adelante la fe) A Igreja como uma sociedade visível, precisa de uma hierarquia visível, um vigário de Cristo que a governe visivelmente. A visibilidade é, acima de tudo, a do Presidente de São Pedro, na qual 266 pontífices se sentaram até hoje.

O papa é uma pessoa que ocupa uma cadeira. Não é a cadeira pessoalmente, mas existe o perigo de que a pessoa esqueça a existência da cadeira, ou seja, a instituição legal que a precede. A papolatria é a falsa devoção de quem não vê no papa reinante um dos sucessores de São Pedro, mas o considera um novo Cristo na Terra, personalizando, reinterpretando, reinventando, impondo o Magistério de seus antecessores, aumentando, melhorando e aperfeiçoando a doutrina de Cristo.

Antes de um erro teológico, a papolatria é uma atitude psicológica e moral deformada. Os papólatras costumam ser conservadores ou moderados que são enganados acreditando que podem obter bons resultados na vida sem luta e sem esforço. O segredo de sua vida é adaptar-se continuamente para tirar o melhor proveito de todas as situações. Seu lema é que nada acontece e não há motivo para preocupação. Para eles, a realidade nunca é um drama. Os moderados não querem que a vida seja um drama, porque os forçaria a assumir responsabilidades que eles não querem assumir.

Mas como a vida é dramática, seu senso de realidade é perturbado e eles caem no total irrealismo. Antes da atual crise da Igreja, o moderado reage negando-o instintivamente. E a maneira mais eficaz de tranquilizar a consciência é afirmar que o Papa nunca está errado, mesmo que ele se contradiga ou contradiga seus antecessores. Nesse ponto, o erro passa inevitavelmente do nível psicológico para o doutrinário e se torna papolatria, ou seja, na mentalidade de que sempre se deve obedecer ao Papa, independentemente do que ele faça ou diga, porque o Santo Padre é a única regra e Sempre infalível da fé católica.

No nível doutrinário, a papolatria tem suas raízes na vontade de Guillermo de Occam (1285-1347), que, paradoxalmente, era um adversário raivoso do papado. Enquanto Santo Tomás de Aquino afirma que Deus, Verdade absoluta e Alto Bem, não pode querer ou fazer nada contraditório, Occam argumenta que Deus pode querer e fazer qualquer coisa, mesmo - que paradoxo - o mal, pois o mal e o bem não o fazem. eles existem em si mesmos, mas Deus os faz assim.

Para St. Thomas, uma coisa é ordenada ou proibida porque é boa ou ruim ontologicamente. Para os seguidores de Occam, é exatamente o oposto: uma coisa é boa ou ruim, dependendo de Deus ter ordenado ou proibido. Adultério, assassinato ou roubo são ruins apenas porque Deus os proibiu. Assim que esse princípio é admitido, não apenas a moralidade se torna relativa, mas o representante de Deus na Terra, o vigário de Cristo, por sua vez, pode exercer sua autoridade suprema de maneira absoluta e arbitrária, e os fiéis não serão capazes de fazê-lo. outra coisa a pagar-lhe obediência incondicional.

De fato, a obediência na Igreja implica para o sujeito o dever de cumprir, não apenas a vontade do superior, mas apenas a de Deus. Por esse motivo, a obediência nunca é cega ou incondicional. Possui limites estabelecidos pela lei natural e divina e pela Tradição da Igreja, da qual o pontífice é guardião e não criador.

Para o papólatra, o papa não é o vigário de Cristo na Terra, que tem a tarefa de transmitir a doutrina que recebeu na íntegra e pura, mas um sucessor de Cristo que aperfeiçoa a doutrina de seus predecessores, adaptando-a com o tempo. . A doutrina do Evangelho é para ele em evolução perpétua, porque coincide com o Magistério do pontífice naquele momento reinante. O Magistério perene é substituído por um magistério vivo, expresso em um ensinamento temporário que muda diariamente e tem sua regra fidei no assunto da autoridade, e não no objeto da verdade transmitida.

Uma consequência da papolatria é a reivindicação de canonizar todos e cada um dos papas, de modo que cada palavra e todo ato de governo deles adquira caráter retroativamente infalível. Obviamente, isso é feito apenas com os pontífices após o Concílio Vaticano II, não com aqueles que precederam esse concílio.

Nesse ponto, devemos considerar o seguinte: a idade de ouro da Igreja era a Idade Média. E, no entanto, os únicos papas medievais canonizados pela Igreja são Gregório VII e Celestino V. Nos séculos XII e XIII, viveram grandes pontífices, e nenhum deles foi canonizado. Durante sete séculos, entre os séculos XIV e XX, foram canonizados apenas Pio V e Pio X. Os outros são papas indignos e pecadores? Claro que não.

Mas a virtude heróica no governo da Igreja é a exceção, não a regra, e se todos os papas são santos, nenhum é. A santidade é quando é excepcional, mas perde o sentido quando se torna a regra. Há quem suspeite que atualmente queira canonizar todos os pontífices precisamente porque não acredita mais na santidade de ninguém. Quem quiser se aprofundar nesse problema achará útil ler o artigo dedicado por Christopher Ferrara na crise O Remanescente das Canonizações (1).

1 https://remnantnewspaper.com/web/index.php/articles/item/3753-the- canonization-crises- part-1

Artigo publicado em Ade la Fe.

A entrada O erro da papolatria foi publicado pela primeira vez no InfoVaticana.

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OBS > No juramento que todos os papas fazem, quando depois de eleitos validamente assumem o papado, ele juram diante de Deus e dos homens que jamais reformarão aquilo que foi feito e determinado pelos seus antecessores. Mas isso não tem acontecido no papado visível atual, onde muitas e muitas determinações de Papas anteriores têm sido questionadas e mesmo postas na lata de lixo, como por exemplo a questão da pena de morte, claramente já definida ad aeternum no Catecismo de João Paulo II, como também a questão do adultério, definida luminarmente nas Sagradas Escrituras como pecado continuado e grave, o que jamais pode admitir a recepção de Jesus Eucaristia, sob pena de sacrilégio. Em nenhuma circunstância ou atenuante. Isso entre dezenas.

É cretino e obliterante, quase contagioso, o comportamento de muitos clérigos – já não falo da maioria dos católicos atuais, formados exatamente para ser cegos, quanto a tudo o que diz respeito à sua Santa Igreja – que se fiam no normalismo dos outros que também acham assim e na mentira dos exegetas e teólogos do inimigo, para acreditarem, pia, pura e ingenuamente que um papa não erra, porque conduzido pelo Espírito Santo, e que ele tem poder de reformar as decisões anteriores da Santa Igreja. Quanta cegueira!

Ora, este é um disparate que a história de maus papas anteriores derruba com a maior facilidade. Um Papa não erra, nem pode errar, quando fala ex-cátedra, depois da formulação de um Dogma, por exemplo, onde toda a Santa Igreja, com seus cardeais e bispos, concorda com a precisão de tal doutrina, como fonte da verdade eterna. Fora disso, quando dá entrevistas em aviões, ou quando pronuncia certas homilias nos fundos da Santa Marta, ele erra sim, e pode errar grosseiramente, como a alegar que os asnos também vão para o céu e que os “pets” estarão por lá com seus donos, por toda a eternidade. Isso contradiz com todas as letras Bento XVI que disse: os animais não contemplam a glória. E se um dono de pet idolatra seu cão, pode vir a entregar sua alma ao "cão".

Um papa erra sim, se afirma que Maria não é Corredentora. Erra sim, quando diz que Maria é Mãe, mas todas as mães têm seus defeitos. Erra sim, quando afirma que Maria se irou contra o Pai na hora da Cruz, e erra tanto contra Maria, que talvez seja por isso que, em todos os santuários marianos que ele visitou até hoje, sempre tropeça e cai diante da Virgem. Mas não se corrige.

Será que estes clérigos, que deveriam ser os luzeiros da Igreja na condição das gentes não se dão contas de que tudo isso é grave delito e não pode partir de um papa? Será que são tão tansos a ponto de acreditarem nas eternas justificativas dos porta-vozes do Vaticano, “o papa não quis dizer bem isso”, “ele não estudou bem esta questão”, sempre com eternas e esfarrapadas desculpas que vedam os olhos dos cegos e aliviam as mentes de quem deveria ser guia de salvação e não condutor para a perdição.

Da mesma forma os Santos e doutores verdadeiros da Igreja, sempre afirmaram que SIM, até um papa pode ser criticado, se ele se tornou um contumaz desviado da fé ou quando afirma coisas erradas. O Papa João Paulo II afirmou certa vez que, “se não houvesse uma teologia da libertação, seria preciso criar uma”, uma coisa execranda, no que foi corrigido e melhor informado pelo então Cardeal Ratzinguer. E João Paulo se retratou. São Paulo criticou São Pedro, e este aceitou que estava errado.

O que realmente nos deixa perplexos é esta abominável papolatria, e neste caso, quando me falam em “santo padre”, me corroem as entranhas e sinto ânsias de gritar, porque ali existe de tudo, menos santidade. Quem estapeia com iras uma senhora que desejava lhe falar absolutamente não tem veia de santo, nem cacife para comandar toda a Igreja de Cristo. É preciso que se acabe com esta verdadeira adoração, e as pessoas comecem a desconfiar de que tudo o que o vaticano apresenta hoje como “reforma” da igreja na realidade é para a sua destruição.

Enfim, não há como enumerar aqui todos os desatinos e descalabros deste papado visível atual, porque já dariam enciclopédias. Infelizmente, não é a toa que as profecias falam que 2/3 dos católicos serão enganados, e que a maioria do clero sucumbiria diante desta avalanche de desatinos, seja por covardia, seja por idolatria, seja por concordância. Mas vem aí o pré-aviso aos sacerdotes, e vem aí a Justiça divina. Também está dito ali que 2/3 da humanidade desaparecerão: os cegos que não percebem esta tremenda realidade: (Aarão)


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