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21/05/2011
Homilia Dominical


Evangelho - Homilia Dominical
21/5/2011 22:29:16

Evangelho - Homilia Dominical


4º Domingo da Páscoa da Ressurreição
Domingo do Bom Pastor
“117º Domingo no Exílio”
Ano “A”
 
At  2, 14. 36-41 / Sl 22 / 1 Pd 2, 20-25 / Jo 10, 1-10
 
Domingo da Páscoa da Ressurreição, 15 de Maio de 2011.
 
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para Sempre seja louvado e nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
Meus amados! Celebramos o 4º Domingo da Páscoa da Ressurreição, conhecido também como Domingo do Bom Pastor. Jesus é o Bom Pastor! Durante os 03 (três) Anos Litúrgicos, na Sagrada Liturgia da Santa Igreja, se repete o capítulo 10, do Evangelho de São João, e neste capítulo Jesus nos fala do Pastor e das suas ovelhas. A figura do pastor era central na cultura e na vida do povo de Israel, seja no Antigo Testamento, quanto no tempo de Jesus. No Antigo Testamento Deus é visto como Pastor que conduz o Seu rebanho, e lhes dá verdes pastagens, como nos fala o Salmo 22, que acabamos de escutar: “O Senhor me apascenta: nada me falta; em verdes pastos me faz recostar. Conduz-me junto das águas para descansar” (Sl 22, 1-2). Pois ao longo da história da Salvação Deus suscitou Profetas, Reis, Sacerdotes e Doutores chamados a conduzir, guiar e ensinar o povo, nas verdades divinas. Todos eles eram chamados pastores de Israel, pois tinham a incumbência de ser voz de Deus, guiar e conduzir o Seu povo. Destes, temos exemplos emblemáticos: Davi, chamado pelo Senhor e ungido como Rei de Israel, antes era pastor de ovelhas; como, também, Moisés que recebeu a Missão de conduzir o Seu povo, pelo deserto, até a Terra da Promessa. Este ia à frente com o seu cajado de pastor... “Reconforta a minha alma, guia-me por veredas retas, por causa do seu nome” (Sl 22, 3). Mas é no Novo Testamento que a imagem do pastor deixa de ser figura, e passa a ser a ser realidade plena, em Jesus de Nazaré, Bom Pastor das nossas almas. Aqui, no Santo Evangelho de hoje, ao confrontar-Se com os mestres da lei, fariseus e doutores do Templo, Jesus denuncia o descaso dos pastores, e Se apresenta como Bom Pastor. Mas, antes Ele afirma que também Ele é a Porta, a qual passará pastores e ovelhas. Enquanto o ladrão e assaltante sobem por outro lugar - e este “subir por outro lugar”, segundo O Santo Padre o Papa Bento XVI significa apascentar a si mesmo - porque não são pastores, mas estranhos, e as ovelhas não escutam a sua voz. “Em verdade, em verdade vos digo que quem não entra pela porta do aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte é ladrão e salteador. Mas o que entra pela porta, é pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e as suas ovelhas chama pelo seu nome e as tira para fora” (Jo 10, 1-3).
 
Meus amados! É neste contexto que Jesus se apresenta como Pastor das ovelhas, escolhidas, chamadas e conduzidas pela graça de Deus. Uma vez que os líderes religiosos daquela época esqueceram do seu compromisso de pastor, e apascentaram-se a si mesmos, ao invés do rebanho a eles confiado. Portanto, para ser verdadeiro Pastor é preciso passar pela Porta – e Jesus é a Porta; é preciso que morramos para nós mesmos, para nossas vontades, para os nossos desejos naturais que nos satisfazem, é preciso que abracemos a Cruz e a Missão a nós confiada! Somos Católicos e nos alegramos com isso, mas temos a tentação de escolhermos seguir apenas aquilo que nos convém, que nos apraz, que nos agrada, que aparentemente nos “faz bem”, e isto não é cruz! No entanto, somos chamados a abraçar toda a verdade da nossa fé - pois Jesus é a verdade. Somos chamados a abraçarmos a Doutrina Católica e os Mandamentos do Senhor, pois este é o caminho que nos leva a vida – e Jesus é o Caminho. Sim, amados, devemos lutar para sermos fiéis a herança que foi confiada por Jesus aos Seus Apóstolos, a Santa Igreja. Pois não temos o direito de escolhermos “algumas verdades da fé”, que nos convém – pois essa é a porta larga, que leva as facilidades do mundo – mas sim abraçarmos, com fidelidade, tudo aquilo que nos foi revelado (a Sã Doutrina), deixada para nós, como
Patrimônio espiritual. A verdade é que muitas vezes nós vimos ao Santo Sacrifício da Missa, com o objetivo de nos “sentirmos Bem”, mas Missa não é para se “sentir bem!”, mas sim para assistir o Sacrifício (incruento) de Jesus, que Se oferece ao Pai. E nós, amados, participamos desse Mistério, oferecendo nossas vidas, nossas fraquezas, nossos pecados no Altar do Sacrifício. Escutemos a voz do Bom Pastor e não nos deixemos seduzir pela voz do estranho, pois este as ovelhas não escutam a sua voz, antes fogem dele. É por Jesus que nós pastores e ovelhas devemos passar, pois Ele é a Porta das ovelhas, onde encontramos verdes pastagens, o Alimento para a nossa salvação. O Pastor “Se faz Pasto” – em Seu Sacratíssimo Corpo e Sangue – para Alimentar as ovelhas e as conduzir aos Prados Eternos – o Céu! “E depois que tirou para fora suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem o estranho, antes, fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (Jo 10, 4-5).
 
Meus filhos! Os nossos dias são maus, diz o Apóstolo São Paulo, pois vivemos o tempo predito pelas Sagradas Escrituras, onde a perda da fé é generalizada (apostasia), e as ovelhas do rebanho Católico se dispersam por caminhos tortuosos. Mas o Senhor vem nos dizer que precisamos ser firmes, seguirmos Seus passos, e passarmos pela porta do Seu Coração, que é a porta estrita, a cruz que abraçamos com amor e resignação. E não pela porta larga que leva a perdição, ao inferno, preparado para o demônio e seus anjos, não pra os filhos de Deus. “... Se fazendo o bem, sofreis com paciência, isto é agradável diante de Deus. Foi ele mesmo que levou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro (da cruz), a fim de que, mortos para o s pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados” (1 Pd 2, 20b. 24). Ele deseja com Sua presença amorosa, santificar, curar, restaurar e renovar nossos corações, nos preparando para o encontro com Ele, nos Santos Mistérios. Portanto, corramos para os braços da Misericórdia de Deus, na Sagrada Confissão, pois Ela é graça que se manifesta a nós, pela ternura do Bom Pastor, que acolhe no redil do Seu Coração, as ovelhas desgarradas pelo pecado, mas que reconhecendo a voz do Pastor, volta com alegria. Este é o convite que Deus, insistentemente, vem fazendo a nós, através dos Seus discípulos, com o anúncio da Boa Nova, por São Pedro, a Igreja primitiva... “Pedro então disse-lhes: Fazei penitência, e cada um de vós seja batizado... para a remissão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa é para vós e para vossos filhos, e pra todos os que (agora) estão longe (da salvação), para os quantos o nosso Deus chamar (a si)” (At 2, 38. 39). Ele nos chama a conversão. E a conversão sincera, quotidiana, só acontece com o verdadeiro arrependimento dos nossos pecados. Reconhecendo nossas misérias, nossas fragilidades, nossas fraquezas, e correndo para os Braços do Bom Pastor, no Sacramento da Reconciliação. E Deus tem nos chamado! Temos escutado a Sua voz?  Ou preferimos a voz do Estranho, que nos seduz com suas lisonjas, e falsas promessas de felicidade temporal. Há dois dias celebramos o Aniversário das aparições da Virgem Maria, em Fátima, e esse mistério é o grito de Deus no mundo, por meio do Imaculado Coração da Sua Mãe e nossa Mãe. Não para nos dizer novidades, mas para nos lembrar que precisamos nos converter, e voltarmos para Deus. Rezai, rezai e rezai eis o apelo! Este tem sido o convite insistente do céu, não sejamos indiferentes, pois ainda é tempo de graça. E, para que tenhamos essa força, e vencer a batalha final, que se concretiza nos dias de hoje, somos convidados – quotidianamente - a nos Alimentarmos dos Santíssimos Corpo e Sangue do Crucificado Ressuscitado. Coragem, amados!
 
O apóstolo São Pedro nos diz, ainda: “E com outras muitíssimas palavras , os persuadia e exortava, dizendo: Salvai-vos dessa geração perversa” (At 2, 40). Sim, salvemo-nos deste mundo corrompido, imoral, idólatra, depravado, irreverente..., que, com suas lei
s afrontam a Deus, a dignidade humana e a família, criada e instituída pela vontade divina. Afastemo-nos dessa degradação moral a qual se enraizaram nossas instituições, incluindo uma porção da “igreja”, infelizmente! Como disse o Santo Padre, o Papa Paulo VI: “o fumo de Satanás penetrou pelas frestas da Santa Igreja”, mas Jesus prometeu que o poder do inferno não prevaleceria sobre Ela.Também, desde La Salete a Vigem nos fala, mas nós temos escutados os apelos do céu? Não nos iludamos amados, escutemos a voz do Bom Pastor, guia das nossas almas, pois só Ele pode nos dar a verdadeira felicidade, e esta é o céu, que ele prepara para nós. Não escutemos a voz do mercenário, pois ele só vem para matar, roubar e destruir, afastando para longe as ovelhas do Coração de Jesus. Assassinam impiedosamente nossas crianças nos seios das suas mães, exterminam vidas inocentes, sem direito e sem voz - é o grito silencioso! É um banho de sangue inocente derramado, sobre muitas Nações, através dos abortos realizados, com toda espécie de crueldade que se possa pensar. Espedaçados, cortados e mutilados nos ventres maternos, envenenados e sugados até não mais existirem... Eis o terrível crime do aborto! Rezemos por nossa Nação, pois ela é governada por este governo ateu, socialista (comunista), disfarçados de democrata, zombam de Deus e das Suas Verdades imutáveis. Sim, com suas leis eles violam o direito constituído, violam a dignidade humana e afrontam a Deus, com suas blasfêmias – com a aprovação da união estável homossexual, equiparando a família constituída, pela lei natural – porque chegamos ao auge da degradação moral e espiritual da sociedade moderna. Pois, institucionalizar o pecado contra a natureza (a sodomia), contra a pureza, contra os Mandamentos do Senhor, é uma terrível afronta a Deus e a Sua Soberania. Todas as pessoas, filhos de Deus – incluindo os homossexuais - devem ser amadas, e a Santa Igreja as ama, sem distinção, mas não aprova o pecado que fere a dignidade humana e ofende a Deus. Este deve ser “odiado”, rejeitado, combatido, pois todos nós fomos chamados a Santidade, e o pecado – de modo particular o pecado contra a pureza – impede que alcancemos este fim. Deus “odeia” o pecado, sendo assim, nós também devemos “odiá-lo” e combatê-lo, até o fim... Força! Suplicamos a graça do Coração Imaculado da Mãe do Bom Pastor, A Virgem Santíssima, para que tenhamos a força de vencer a tribulação presente, e os lobos que desejam nos afastar do Aprisco, preparado para nós, pelo Bom Pastor das nossas almas. Que a Virgem Imaculada nos ajude a viver o triunfo do Seu Imaculado Coração! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para Sempre seja louvado e nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
 
“Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor da a Sua vida pelas Suas ovelhas”
 (Jo 10, 11)
 
 
Pela intercessão da Bem-Aventurada e Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, do Seu Castíssimo Esposo, São José, e São Miguel Arc’Anjo nosso protetor...
 
Abençoe-vos, Deus, Todo Poderoso,
 
Pai, Filho † e Espírito Santo. Amém!
† Padre Tarciso Alves Maia Júnior 


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