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Evangelho
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05/05/2011
Homilia dominical


2º Domingo da Páscoa da Ressurreição
 
“115º Domingo no Exílio”
Ano “A”
 
 
                                                                                  At 2, 42-47
                                                                                  Sl 117
                                                                                  1 Pd 1, 3-9
                                                                                  Jo 20, 1-9
 
 
 
Domingo da Páscoa da Ressurreição, 01 de Maio de 2011.
 
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para Sempre seja louvado e nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
Meus amados! Celebramos o 2º Domingo da Páscoa da Ressurreição, também conhecido como Domingo da Misericórdia. Jesus aparecendo aos discípulos – como nos relata o Evangelista São João – e, hoje, a cada de nós, por meio dos Seus Santos Mistérios, vem nos comunicar o Dom da paz, e nos acolher em Sua Infinita Misericórdia. Os discípulos de Jesus estavam reunidos a portas fechadas, pois estavam com muito medo, depois de tudo que havia acontecido com o Senhor, mas Jesus aprece no meio deles para confortá-los, e os oferecer o Dom da Paz! Por mais de uma vez ele diz: “A paz seja convosco...” Como nos relata o Santo Evangelho de hoje: “Chegada, pois, à tarde daquele dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos Judeus, veio Jesus, e pôs-se no meio deles, e disse-lhes: A paz seja convosco...” (Jo 20, 19). É esta a verdadeira paz que nós precisamos, para vivermos segundo a vontade do Senhor, não a paz que o mundo nos oferece. Pois a paz que o Senhor nos comunica é Dom do Espírito Santo, e esta ninguém pode arrancar de nós, dos nossos corações, porque vem de Deus! Ao encontrarmos com o Senhor, Ele, misericordiosamente nos oferece a paz do Seu Coração, pois, assim como no Tempo dos discípulos, hoje, nós também vivemos tempos difíceis. Sim! Pelos sinais, vemos que já estamos nos últimos dias, preditos nas Escrituras, e anunciado pelo Apóstolo São João, no Apocalipse! Tempos difíceis, tempo de prova e de dor, mas tempo de esperança, sim, de muita esperança no Senhor, como nos diz o Apóstolo São Pedro: “... Vós exultareis, embora presentemente convenha que sejais afligidos por pouco de tempo com várias tentações, a fim de que a prova da vossa fé, muito mais preciosa que o ouro (o
qual se prova com o fogo) se ache digna de louvor, de glória e de honra, quando Jesus Cristo se manifestar (como juiz)” (1 Pd 1, 5-7). Sim, a nossa fé será provada, como também foram provados os Mártires dos primeiros tempos da Santa Igreja. Sejamos firmes, pois, sem temor, e a graça de Deus nos dará coragem para sermos as verdadeiras testemunhas do Ressuscitado.
 
Meus amados! Os Atos dos Apóstolos nos fala, como viviam os primeiros cristãos e como eles compartilharam sua fé, sua vida, através da prática das virtudes, com o desejo de alcançar a santidade, em Jesus Cristo. É interessante o que os Atos dos Apóstolos relatam: “E perseveraram na doutrina dos Apóstolos, e na comum fração do pão, e nas orações. E toda gente estava com temor... E todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e distribuíam o preço por todos... E todos os dias freqüentavam em perfeita harmonia o templo, e partindo o pão pelas casas, tomavam a comida com alegria e simplicidade de coração” (At 2, 42-43a. 44. 45a. 46). Portanto, amados, a conversão é o primeiro passo para vivermos as virtudes cristãs, e crescermos no amor de Deus. E o Senhor vem nos convidar, hoje, por meio do Seu Coração Misericordioso a vivermos nossa conversão diária, orientando nossas vidas e nossos corações para Ele. Sejamos fortes e perseveremos na fé, como os primeiros Cristãos, pois o Senhor espera de nós, ainda que vivamos as tribulações necessárias, que nos permitem crescer na santidade almejada por Deus e por nós. Não tenhamos medo de viver nossa fé, mesmo insultados, rejeitados, escarnecidos pelo mundo, também nosso Mestre e Senhor viveu tudo isso!... Abracemos a fé Católica com Sua Doutrina e com Suas verdades a nós reveladas, pois não devemos ser Católicos de qualquer jeito, do nosso jeito, como costumamos dizer, abraçando somente aquilo que nos convém, rejeitando a Cruz que nos é oferecida, pela graça de Deus! Sejamos fiéis e busquemos no Coração de Jesus, fonte de Misericórdia o balsamo para as nossas dores e os nossos os sofrimentos... “O qual vós amais, sem nunca o ter visto; no qual vós também agora credes sem o ver; e crendo, exultais com uma alegria inefável e cheia de glória, alcançando o fim da vossa Fe, a salvação das vossas almas” (1 Pd 1, 8-9).
 
Meus filhos, mesmo que a nossa fé seja fraca, como a de São Tomé, sigamos as pegadas do Senhor, e Ele nos ensinará o caminho para chegar ao Seu Coração. Por isso a necessidade da conversão diária, pois desejamos ser, cada dia, mais santos, e animados da graça de Deus... Não façamos como nossos irmãos protestantes, que se dizem convertidos, afirmando que aceitaram Jesus. No entanto, São Tomé era também  um homem convertido, e mesmo assim não acreditou, a não ser que o Senhor aparecesse para ele. Aparecendo para nós, hoje, na Sua Santa Palavra e, de modo particular nos Santos Mistérios, no altar do Sacrifício, Ele vem nos convidar a enchermos nossos corações com o Dom do Céu. Sim! Corramos para Jesus Misericordioso, pois, por meio da Santa Igreja, pela Sagrada Confissão, Ele vem curar nossas enfermidades, lavar nossas almas e nos preparar para o abraço com o Ressuscitado. Não tenhamos medo de nos humilharmos na presença do Senhor e reconhecermos nossas fraquezas, nossas misérias. Bebamos desta fonte que purifica a lama do pecado, e abre o Paraíso para nós – o Céu! Corramos para o Sacrário, lá vemos Jesus resplandecente, Ressuscitado, inundando nossos corações de alegria, e nos convidando a nos oferecermos a Ele com nossas fraquezas. Sim! Dobremos nossos corações, nossos joelhos, diante do nosso único Deus e Senhor, como professou São Tomé: “Respondeu Tomé, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu” (Jo 20, 28). Não sejamos incrédulos, como São Tomé, mas dobremos nossas vidas diante de tão grande Mistério, e bebamos da graça que Ele nos oferece, ao Se oferecer a nós no Santíssimo Sacramento do Altar. Comer a Carne e Beber o Sangue Preciossíssimos de Jesus é o maior Dom que poderíamos receber do Altíssimo. Agradeçamos ao Senhor por Essa Ma
ravilha. “Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua grande Misericórdia, nos regenerou para uma esperança viva, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se, nem murchar, reservada nos céus para vós” (1 Pd 1, 3-4).
 
Peçamos a graça de Deus que nos anime a seguir a nossa vocação, com fidelidade, a exemplo dos Santos Mártires, dos primeiros Cristãos que derramaram seu sangue, para defender a fé. Coragem! Peçamos a Virgem Santíssima que caminhe conosco, que nos console em nossas aflições, assim como esteve toda a Sua vida ao lado do Seu Filho. Como, também, durante o nascimento da Santa Igreja Apostólica, Ela estava ao lado dos discípulos, dos Apóstolos, os ajudando a dar os seus primeiros passos... Que o fogo do Espírito Santo de Deus anime nossos corações e ajude a Santa Igreja dar testemunho do Senhor, com coragem! Apoiados os nossos corações no Colo da Nossa Santíssima Mãe, sigamos em frente, pois o Céu nos foi dado, pela graça de Deus. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado e Nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
 
“Não é grande coisa alguém livrar-se da morte por algum tempo, se pouco depois terá de morrer. O que é admirável é evitar a morte de uma vez para sempre, como aconteceu conosco por meio de Cristo, que foi imolado como nosso Cordeiro Pascal”
 
(Da Homilia pascal de um Autor antigo, PG 59, 723-724).
 
 
Pela interceção da Bem-Aventurada e Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, do Seu Castíssimo Esposo, São José, e São Miguel Arc’Anjo nosso protetor...
 
Abençoe-vos, Deus, Todo Poderoso,
 
Pai, Filho † e Espírito Santo. Amém!
† Padre Tarciso Alves Maia Júnior



Artigo Visto: 1869

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