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25/04/2011
Sábado Santo


Evangelho - Sábado Santo
25/4/2011 13:15:18

Evangelho - Sábado Santo


 Sábado Santo – Missa Solene da Vigília Pascal
“113º Semana no Exílio”
Ano “A”
 
 
                                                           Gn 1, 1- 2,1
                                                           Sl 103
                                                           Gn 22, 1-18
                                                           Sl 15
                                                           Ex 14, 15- 15,1
                                                           Ex 15
                                                          
                                                           Rm 6, 3-11
                                                           Mt 28, 1-10
 
 
 
Sábado Santo da Vigília Pascal, 23 de Abril de 20011.
 
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado e nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
Meus amados! Nesta Noite Santa celebramos a Solene Vigílias Pascal, e chegamos ao ápice do nosso Tríduo Sacro da Semana Santa. A Vigília faz memória das ações maravilhosas que Deus realizou e continua realizando na história da humanidade. É nesta noite que nós proclamamos solenemente: Jesus Verdadeiramente Ressuscitou! Esta proclamação acende em nossos corações a alegria da nossa participação na vida, na Redenção que Ele nos trouxe. Se Cristo venceu a morte, nós também, pela fé, a venceremos, com Ele. Por isso ca
ntamos: Aleluia! Aleluia! Ó morte, onde está a tua vitória? Cristo, com sua oferta amorosa a venceu! A Vigília Pascal é a Celebração mais festiva de todas as celebrações litúrgicas. Não é por menos, que ela é chamada por Santo Agostinho de ‘Noite Santa e a Mãe de todas as Vigílias cristãs’. Essa alegria é recitada em alto e bom tom, com a proclamação da Páscoa: “o Exultat”. Sim! Toda a terra e o Céu exultam e cantam as Maravilhas do Senhor! Maravilhas realizadas na criação, desde todos os tempos. Pois fomos criados e amados por Deus, desde sempre, sim, somos criados a Imagem e Semelhança do Altíssimo. Ao nos criar Ele imprimiu em nós o Selo do Seu amor, em nossos corações. Portanto, trazemos conosco a marca (o Espírito) do Altíssimo! Adão desfigurou essa imagem, afastando-se da graça de Deus, mas hoje todas as criaturas - de modo particular o homem - foram glorificadas, pela Redenção por Ele realizada, motivo de tão grande júbilo para todo universo! Como vemos na narrativa da criação: “e (por fim) disse: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança... E Deus viu todas as coisas que tinha feito, e eram muito boas” (Gn 1, 26a. 31a). Deus revela, constantemente, através do ato criador, seu desejo de nos salvar. Sendo Luz, Ele reflete Sua imagem em nós, pois somos reflexo do Seu amor, portanto, obra prima da mão do criador. Sem dúvida, é difícil enumerar, com palavras, a riqueza e a beleza, que a liturgia de hoje nos oferece. É uma riqueza que sai do Coração de Deus, para toda a Igreja. Uma beleza que inunda os nossos corações, e, graças ao nosso Bom Deus nós podemos beber dessa fonte, e nos saciarmos das Suas graças.
 
            Amados, através das leituras bíblicas, de modo particular, do Antigo Testamento, vemos como Deus concretizou, em sua benevolência, seu Plano de Salvação na história da criação. Deus revela, constantemente, através do ato criador, seu desejo de nos salvar. Portanto, vemos como Deus acompanha o povo escolhido, na sua peregrinação, através da experiência de libertação e redenção: “teu redentor é o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra” (Is 54,5b). Como escutamos na Leitura do Êxodo, Deus guiou o Seu povo com Mão poderosa, permitindo que eles passassem a pé enxuto, através do Mar Vermelho. Pois as ondas formavam duas colunas, protegendo o povo de Israel, mas, ao Faraó Ele afogou no Mar. O Mar Vermelho Prefigura o Santo Batismo que nós recebemos, e que hoje, nesta Noite Santa, tivemos a graça de renovar suas promessas. “E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar exuto; porque a água estava como um muro à direita e a esquerda deles” (Ex 14, 22). Que tenhamos a coragem de nos abeirarmos da graça, onde o Senhor nos dá, por meio dos Santos Sacramentos da Igreja, de modo particular a Santíssima Eucaristia e a Confissão Sacramental. Pois o perdão de Deus abre novamente a porta do Paraíso, que os nossos pais haviam perdido, mas que Jesus - o novo Adão - nos restituiu. Deus nunca abandonou o seu povo e, hoje, como nunca, permanece conosco - o Emanuel. Experimentamos essa graça através da Sua Presença Real, no Santíssimo Sacramento do Altar - a Carne e o Sangue de Jesus.  Portanto, meus filhos, a riqueza da liturgia desta noite é extraordinária, pois ela revela os desígnios de Deus, que continua realizando maravilhas na História da Salvação.
 
Toda a história da salvação tem seu ápice e centro, na pessoa de Jesus. Alfa e Omega, Princípio e fim de todas as coisas. Ele é a Luz que brilha nas trevas... A Luz do Círio, que acenderam as nossas velas, significa Jesus que vem iluminar as trevas dos nossos corações. Portanto, o nosso coração deve irradiar-se de profunda alegria, porque o Senhor, vencendo a morte, nos garantiu a vida Eterna, a Vida Divina. A vida futura plenamente restaurada n’Ele, pelo Batismo, na Sua morte, como nos diz o Apóstolo São Paulo, ao escrever a Comunidade dos Romanos: “Pelo batismo, na sua morte fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim tamb
ém nós levemos uma vida nova” (Rom 6, 4). Eis o desafio para nós cristãos: sermos luz, num mundo obscuro, e onde o pecado quer e parece imperar, pois, a luz que recebemos, pela Água da Regeneração, muitas vezes, é ofuscada pelos “holofotes” e pelas “estrelas” do mundo moderno. O Senhor nos chama, pela Água Batismal, a sermos luz.  Pois o satanás, o pecado e a morte foram vencidos! O inferno foi derrotado pelo poder do Cristo...  Que a Luz desta noite santa – Jesus - que o Círio Pascal representa, permaneça iluminando o interior das nossas almas, para que proclamemos com as nossas palavras e com os nossos testemunhos a vida nova que Jesus Ressuscitado nos dá. Corramos para proclamar com as nossas vidas essa alegria: Jesus está vivo, Ressuscitou! Aleluia! O túmulo está vazio! “Mas o anjo, tomando a palavra, disse as mulheres: Vós não temais, porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado; ele já não está aqui, porque ressuscitou como tinha dito... E ide já dizer aos seus discípulos que ele ressuscitou...” (Mt 28, 5. 6a. 7a).
 
Não obstante nossos passos sejam vacilantes, o Senhor Ressuscitado seguirá a nossa frente, como Tocha Viva, nos iluminando e, com o seu cajado de Pastor, nos defendendo de todo perigo. Temos, verdadeiramente, motivos para nos alegrarmos e gritarmos Aleluia! Aleluia! Jesus Ressuscitou! Ele Verdadeiramente Vive! Poderíamos então perguntar: qual o motivo de tão grande júbilo? Porque apesar dos nossos sofrimentos, fraquezas e limitações, nós estamos certos - pela fé - que o Senhor é quem cuida de nós. A mesma fé que fez Abraão – por obediência - levar o seu único filho Isaac, para oferecê-lo em sacrifício. Num ato de fé ele colocou a lenha sobre os ombros do Seu Filho Isaac e subiu a montanha; que prefigura Jesus, o Filho de Deus, que tomou sobre Seus ombros o Lenho da Cruz, na obediência e na fidelidade ao Pai. Por Suas chagas fomos curados, e o poder do inferno foi vencido. “Passando isto, tentou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão, Abraão. E ele respondeu: Aqui estou. (E Deus) disse-lhe: Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão, e ai o oferecerás em holocausto sobre um dos montes, que eu te mostrar. Tomou também a lenha do holocausto, e póla sobre Isaac, seu filho...” (Gn 22, 1-2. 6a). Sejamos firmes na provação e tenhamos fé, pois satanás não tem mais poder sobre os filhos de Deus. Uma vez que estamos unidos Aquele que nos libertou da morte Eterna e nos garanti a Plenitude da vida.
 
            Oh! Santíssima Virgem Maria, alegria dos nossos corações, nesta Sagrada Vigília! O Triunfo do Coração de Jesus é o triunfo do Vosso Coração Imaculado, como nos dissestes, quando da Sua Aparição em Fátima. É uma alegria para o Vosso Coração Co-redentor, as almas que são reconciliadas com Deus, pelo Mistério da entrega do Vosso Amado Filho! Porque participas ativamente da Redenção, Co-redentora, pela dor, pelo abandono, pelo silêncio, pois as trevas nunca suportaram a luz, que emana do seu Coração humilde e cheio de graça! Guardai-nos e refugiai-nos, ó Santa Mãe de Deus e nossa, para que, auxiliados pelo Vosso Santo Terço e Santo Rosário, travemos a batalha e vençamos as trevas que nos circunda. Pois é certo que foste por primeiro a Vós, que Vosso Amado Filho levou a alegria da Sua Ressurreição, só depois aos Seus discípulos. Nós nos alegramos Contigo, ó Mãe, pois somos confiantes que o Vosso Filho nos abriu as portas do Paraíso, e nos garantiu a vitória definitiva. Que a Luz (Jesus) desta noite santa, ó Virgem, nunca se apague em nossos corações, para que o vencer das lutas de cada dia, seja uma antecipação do gozo, e uma preparação para o abraço da Eternidade. Pois é para lá que nós vamos, ó, Mãe! Viva Jesus Ressuscitado! Aleluia! Aleluia! Viva a Virgem Mãe de Deus e nossa! Aleluia! Aleluia! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado e nossa Mãe Maria Santíssima. Salve!
 
 
“A Vigília noturna da Páscoa é chamada por Santo Agostinho de ‘Noite Santa, a m
ãe de todas as Vigílias cristãs”.
            Conta essa Vigília de várias funções, a saber: A Bênção do Fogo Novo, a Bênção do Círio Pascal com a Procissão e o Precônio Pascal (proclamação), as Leituras das Profecias, as Ladainhas de Todos os Santos..., a Bênção da água Batismal e a Renovação das Promessas do Batismo; por fim a Missa Solene e festiva da Vigília Pascal.
 
(Missal Romano Quotidiano pg. 372)
 
 
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é Convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!
 
Pela interseção da Bem-Aventurada e Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, do Seu Castíssimo Esposo, São José, e São Miguel Arc’Anjo nosso protetor...
 
Abençoe-vos, Deus, Todo Poderoso,
 
Pai, Filho † e Espírito Santo. Amém!
† Padre Tarciso Alves Maia Júnior         
 
                                                         Uma Santa e Feliz Páscoa a todos...
 
 
 
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Vejamos o significado, conforme o Missal Romano Quotidiano,
de cada parte da nossa celebração:
 
 
            A Bênção do Fogo. “A extinção de todo e qualquer lume, conforme Guéranger, quer significar a ab-rogação da lei antiga, enquanto o fogo novo indica a promulgação da nova lei, trazida por Cristo, que é a luz do mundo. A pedra da qual sempre se deveria acender o fogo, é símbolo de Cristo, ‘Pedra Angular’ do templo de Deus (Ef 2, 20). O incenso simboliza os aromas com que foi embalsamado o Corpo do Salvador”.
 
                                                                       (Missal Romano Quotidiano pg. 372)
 
 
            A Bênção do Círio Pascal. “O Círio Pascal deve sua origem ao lume, conhecido por Lucernário, que servia antigamente para iluminar o local das funções e que, no início destas, o Diácono consagrava em honra do Cristo, Luz indefectível”.
            O Círio Pascal é o centro das funções deste dia: antes de ser aceso representa o Cristo morto; incisão da cruz indica a bênção mesmas; as letras Alfa e Omega, primeira e última do alfabeto grego, mostram o Cristo princípio e fim de tudo e de todos; os algarismos do ano corrente apresentam o Redentor como Rei e Senhor absoluto de todos os homens e de todos os tempos; os grãos de incenso, que se colocam nas quatro extremidades e no centro da cruz, representam as cinco chagas do Salvador; por fim, o Círio aceso simboliza Cristo com suas chagas e sua cruz gloriosas no esplendor da Ressurreição”.
                                                                      

(Missal Romano Quotidiano pg. 373)
 
 
            A Solene Procissão e Precônio Pascal (Proclamação da Páscoa). “A procissão tem por escopo acompanhar solenemente o Círio Pascal, símbolo de Cristo, que com a sua Paixão, Morte e Ressurreição iluminou o mundo inteiro. O Precônio Pascal, magnífico hino de glória ao Cristo redivivo, é por si só um verdadeiro tratado sobre o mistério da Redenção”.
                                                                       (Missal Romano Quotidiano pg. 375)
 
 
            As Leituras. “Com a última reforma litúrgica da Semana Santa, foram reduzidas a quatro as doze lições, cuja leitura se fazia no Sábado. A princípio tais lições tinham por finalidade dar aos catecúmenos as últimas instruções preparatórias para o Batismo que lhes era administrado nesta vigília pascal. Hoje conservam-se as quatro mais importantes, a saber: a criação do mundo, a libertação do povo escolhido da escravidão egípcia; a felicidade do povo Hebreu após o cativeiro e as exortações de Moisés, símbolos históricos, respectivamente, da nova criação efetuada pela graça de Cristo Redentor, da libertação dos neo-batizados da escravidão do pecado, a felicidade do povo cristão regenerado pela água batismal, e as exortações da Igreja a observarem a lei evangélica”.
 
                                                                       (Missal Romano Quotidiano pg. 380-381)
 
 
            A Bênção da Água Batismal. “Nesta significativa função, o sacerdote divide a água ‘em forma de cruz, porque o batismo tira toda a sua força regeneradora da Paixão e Morte de Cristo; toca depois a água com a mão, significando a expulsão do demônio; faz três vezes o sinal da cruz sobre a água para indicar que no batismo enervem as três Pessoas da Santíssima Trindade, como aconteceu no batismo de Cristo; divide novamente a água e asperge para os quatro pontos caldeais, indicando com isso a pregação universal do Evangelho e a administração do batismo a todos os povos da terra”...
 
                                                                       (Missal Romano Quotidiano pg. 389)
 
 
            A Missa Solene da Vigília Pascal. “A Missa da Vigília Pascal é a mais solene e festiva do ano. Ao som de sinos, órgãos e campainhas, entoa-se o Glória in exelsis, hino de alegria que, até o Século XI, os sacerdotes somente nesta Missa, podiam recitar. Depois da Epístola, outro brado de alegria ecoa no recinto sagrado: o Aleluia”.
            “O pensamento dominante da Missa é a comemoração do mistério pascal, mas inspira-se também na presença dos neófitos, que por meio do batismo foram renovados na alma e no corpo e ressuscitaram com C
risto. Procuremos servir a Deus na inocência, e praticar a caridade, vivendo na concórdia”.
 
(Missal Romano Quotidiano pg. 397)
 
 
 


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