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19/04/2006
Brado de Jonas


Biblia - 14 Brado de Jonas
Biblias - 14 Brado de Jonas

O BRADO DE JONAS
(Escrito em 07/01/2003)
 
    Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída (Jn 3,4). Quando estudamos mais atentos os livros dos antigos profetas bíblicos, percebemos que apenas o profeta Jonas não fala sobre o fim dos tempos, especificamente. Ou seja, ele é o único que não trás mensagens voltadas aos dias em que estamos vivendo, porque sua missão se resumiu ao anuncio da destruição da grande cidade de Nínive, tão grande, que eram precisos três dias para percorre-la (Jn 3,3) de pé certamente.
 
     Entretanto, uma leitura mais acurada dos nossos tempos, nos leva a encontrar semelhanças em seu terrível de destruição, com os dias de hoje, de tal forma que isso merece uma melhor reflexão. Naquela feita, Deus havia enviado este profeta para tal cidade, com o fito de avisa-la de sua iminente destruição, caso não se convertesse e voltasse a Deus, pois sua iniqüidade havia chegado à presença do Senhor Javé dos exércitos.
 
     Sim, Jonas relutou, não quis ir, mas forçadamente levado por um peixe, acabou aportando na grande cidade, e começou a clamar contra elas seus oráculos, assim como o Senhor lhe havia determinado. Toda a tal história do peixe, que muitos julgam inverossímil, no ventre qual o profeta permaneceu por três dias, guarda semelhanças com outras passagens bíblicas, notadamente os três dias de trevas que envolveram o Egito, os três dias em que o Senhor permaneceu no túmulo, e também os três dias de trevas que são profetizados para as últimas 72 horas de nosso tempo, antes do raiar da Nova Terra.
 
    Também naquela feita, Jonas clamou a Deus do ventre escuro do peixe dizendo: Em minha aflição, invoquei ao Senhor e Ele ouviu a minha voz. Do meio da morada dos mortos clamei a vós e ouvistes a minha voz. Ora, nos dias de hoje, temos novamente em nosso meio outros Jonas, que cumprem a mesma função do anuncio profético do fim dos fins, ou seja, do encerramento da primeira condição, pois está para se completar o tempo das nações pagãs, anunciado por Jesus, exatamente o último tempo da redenção. Por isso se diz “Fim”, para o que na realidade é um começo. Ou seja, as pessoas ficam apavoradas com esta palavrinha tão simples, quando deveriam estar alegres porque a nossa libertação está próxima.
 
     Certamente que o grande Jonas de nosso tempo, é Pedro. Embora certas forças estranhas o hajam encerrado no “ventre” do Vaticano – pois á apenas aparente sua liberdade – o certo é que destemidamente ele insiste em anunciar o retorno Glorioso do Senhor, com o mesmo destemor de Jonas, depois de instruído por Deus. O Padre Léo Persch, estudando as cartas de João Paulo II, proferidas durante seu pontificado, e também as homilias que ele proferiu, encontrou 52 referências escatológicas – sobre o fim dos tempos – já agora mais reforçadas por novas citações, como aquela que ele fez recentemente em Cracóvia, diante de 2,7 milhões de pessoas de todas as partes do mundo: preparem-se para a segunda vinda de Jesus. Ou seja, insistentemente ele bate nesta tecla, pois guiado pelo mesmo Espírito, ficando no aguardo da resposta positiva da humanidade.
 
    Claro, que sua voz não tem podido clamar forte como a de Jonas. Sufocada pelos gritos da besta medonha, que lhe cerceia os movimentos, certamente que ela tem chegado ao povo com uma certa debilidade, ou envolvida em meios confusos. Mas para aqueles que estão atentos, nada passa despercebido, pois os que lhe são fiéis, entendem perfeitamente aquilo que ele fala: O mundo será destruído em breve, casa não se converta logo ao Senhor. Ora, antes de ser engolido pelo peixe Jonas havia descido para o porão do navio e, deitando-se ali, dormia profundamente.
 
     Hoje, meus caros amigos não é diferente. Também milhares de pessoas estão mergulhados num fétido porão de satanás, iludidos, cegos,
pensando ao certo que passará a tormenta e não os atingirá. E também eles dormem profundamente, pois lhes é mais fácil tapar os ouvidos ao anuncio do Senhor que vem, que terem de enfrentar a realidade gritante de um mundo que se desfaz em sinais e se desdobra em mil avisos.
 
    Naquela feita, veio o capitão e o despertou dizendo: Dorminhoco! Que estás fazendo aqui? Levanta-te e invoca o teu Deus, para ver ele lembra talvez de nós e nos livre da morte, eis que o navio ameaçava ir a pique, embora todos os esforços da tripulação. Talvez hoje Pedro não consiga, assim como o capitão antigo, acordar todos os dorminhocos do mundo de hoje, pois são milhares. É preciso, quem sabe, que o próprio Senhor o faça. E certamente que isso se dará no momento do Grande Aviso de Deus.
 
     Então, todos aqueles que hoje se negam a ouvir a voz do Senhor, já estão antecipadamente sorteados para serem lançados no mar assim como Jonas, que tentava fugir de Deus. E quando estes homens todos perceberem seu atual desatino, terão que dizer como Jonas: Tomai-me a lançai-me às ondas que o mar se acalmará, pois reconheço que sou causa desta terrível tempestade que vos sobreveio. Ou seja, por causa da insensatez de alguns, toda a humanidade estará num grande barco em perigo de afundar, pois já não haverá porto seguro por perto, nem mesmo haverá cordas para prender o barco ao porto.
 
     Mas veja, hoje ainda o Pedro lança as cordas ao barco, e aflito tenta fazer com que os homens prendam o barco a uma margem segura. Esta corda que ele aumentou agora de tamanho chama-se Rosário de Maria, acrescentado em mais cinco mistérios da Luz. Meus amigos! Sinto que esta será a última corda lançada por Deus, na direção do barco da humanidade. Esta é a última tentativa do Senhor, em nos amparar, em nos conduzir com segurança relativa ao bom porto da Nova Terra. Esta é com certeza a última chance que nos temos de, pelo menos, atenuar os castigos previstos para este nosso tempo, e diminuirmos a cota de sangue a ser derramado para completar a purificação da terra.
 
     Ou seja, temos mais um ano de tempo, até outubro do ano que vem, aliás, temos apenas dez meses, para nos agarrarmos seguramente à esta corda da salvação, chamada Rosário. Minha intuição diz claramente que, a partir daquele mês, daquele dia, daquele ano, os mil anjos da guarda de Nossa Senhora, haverão de percorrer toda a terra com seus cestinhos, para virem fazer a colheita dos Rosários que nós tivermos rezado. Da medida da colheita deles, sairá a medida dos nossos sofrimentos. De fato, nós poderemos aliviar grandemente todos os acontecimentos futuros, já que eliminá-los completamente já se tornou impossível – pois é hora tarde – fazendo com que o Senhor se apiede de nós.
 
     Ora, naquele tempo, mas ressoaram os gritos de Jonas: Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída,... Os ninivitas creram na mensagem de Deus e proclamaram um jejum, vestindo-se de sacos, desde o maior até o menor. A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se de seu trono, tirou seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre cinza. Em seguida, foi publicado pela cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: Fica proibido aos homens e aos animais, tanto gado maior como menor, comer o que quer que seja, assim como pastar ou beber. Homens e animais se cubram de sacos. Todos clamem a Deus, em alta voz: deixe cada um o seu mau caminho e converta-se da violência que há em suas mãos. Quem sabe Deus se arrependerá aclamará o ardor de sua cólera e deixará de nos perder. Quem sabe hoje também?
 
    Vejam, até os pobres animais foram obrigados a jejuar e a se vestir de sacos. Hoje, porém, a pobre natureza, os animais, já sofrem demasiado os tormentos deste tempo, e até eles aguardam ansiosos a manifestação do Senhor. São, pois, os homens que deverão deixar cada um o seu mau caminho e converter-se da violência que há em suas mãos.
 
     Sim, o anuncio já foi feito, os prof
etas já anunciaram, as trombetas dos anjos troam pelo infinito na tentativa de acordar a nova Nínive, já agora uma Babilônia Universal, para que volte ao Senhor. Mas onde está o resultado? Onde as conversões em massa? Onde as orações em quantidade suficiente? Onde os Rosários recitados em família, em praça pública, em cima das casas e dos telhados por multidões de homens, mulheres e crianças?
 
    Na verdade, passaram-se dois meses do anuncio do Rosário Novo, na verdade já 72 dias, sem que a Igreja tenha escutado a voz do Pastor. Que eu saiba, não existe nenhuma diocese deste país, quem sabe de país algum do mundo, que tenha acolhido com verdadeiro ímpeto o amor ao Rosário conforme a proposta do Papa. Não sei se por surdez ou se por má vontade, prefiro achar que, por não verem a grande importância no Rosário, por acharem que “tão pouca coisa”, não vá resolver, deixam de incentiva-lo com denodo, como arma eficacíssima que é, mal sabendo que com isso estão desprezando uma das últimas – talvez a maior de todas – chances de salvação da humanidade, frente às hecatombes que virão certamente.
 
     Claro que, não estou dizendo que tudo começará a acontecer após o dia 15/10/2003 – caso rejeitemos o Rosário – mas certamente que este é o final do tempo da graça maior. Da chance maior, de obtermos pelo menos a minimização das catástrofes. Quando a gente confere os profetas antigos, a respeito do que falaram sobre o Dia do Senhor, ou seja, o Tempo que antecede ao retorno Glorioso de Jesus, notamos que são de fato assombrosos os anúncios de destruição. E se são assombrosos, e se são profecias para nosso tempo, a gente pode antever que o resultado dos Rosários será magro, será quase nulo.
 
     É possível já antever que os anjos voltarão com as cestas vazias, pois na verdade, já o mundo não reza mais. As famílias se dispersaram por efeitos de trabalho e lazer, e já não se unem mais ao redor desta oração santa. Num cenáculo com a família, tempos atrás, o Cláudio rezava e eram 11 horas da noite. Claro, um pouco tarde! Mas ai Nossa Senhora lhe disse que iria mandar seus anjos por todas as casas da cidade – onde moram uns 200 mil habitantes (Mais que nínive) – para colher as orações das outras famílias. Tristemente, depois de alguns instantes, todos voltaram de mãos vazias. Não havia, naquela hora, em toda aquela grande cidade, nenhuma outra família rezando unida.
 
    Claro que não se anuncia este fato para engrandecimento, mas como sentimento de falta. Onze horas da noite, não é tão tarde assim, especialmente para aqueles que acordam as oito da manhã, tendo, portanto nove horas de descanso. Hoje está provado que ninguém precisa de mais de oito horas de descanso, entretanto as pessoas correm hoje atrás de tantas coisas inúteis, que acabam estressadas e levantam pela manhã, parecendo mais cansadas que na noite anterior. Aí não sobra mais tempo para rezar, especialmente para a família rezar junto. Como hoje não existe um rei com força suficiente para obrigar o povo – e o gado – a jejuar, é possível, ao Papa, apenas sugerir que nós rezemos o Rosário. É simples: O Rosário!
 
    O que vemos é mais uma possibilidade de abertura aos escarnecedores. De fato, sinto que nenhum tipo de pessoa está mais na “esquerda” de Deus, que aqueles que escarnecem do Papa e de todos os que anunciam a iminência da tormenta. De fato, o Papa não anuncia o medo, e sim a maravilha do nascimento da Nova Terra.
 
     Ora, o nascimento implica em um parto e um parto implica em dor e sofrimento. Para gerar esta nova Terra, é preciso que essa atual, passe por uma reformulação completa, tão profunda, que Deus fará novas todas as coisas. Ou seja, a terra anterior ficará irreconhecível, pois afinal já nem nos lembraremos das antigas formações. Assim, a gente sabe que as coisas virão e virão pelo máximo rigor, pois o homem tem rejeitado sistematicamente todos os atenuantes propostos pelo Pai.
 
    Na verdade, depois que passados os 45 dias, Jonas teve a coragem de reclamar de Deus por Ele não h
aver destruído, a cidade de Nínive. E agente sabe que hoje, ante este exército de escarnecedores, caso o povo rezasse e o anjo destruidor passasse sem ferir a terra, muitos haveriam de escarnecer dos que rezaram o Rosário.
 
     Mas que saibam, o dia da ruína não tarda, nem a destruição deles se afugenta. E embora o Senhor tenha dito a Jonas: Não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil seres humanos, que não sabem discernir entre a sua mão direita da sua esquerda?... verdade é que amanhã não teremos esta benção, porque rejeitamos todas as propostas de Deus.
 
   É assim que, como Jonas, seremos todos atirados no mar e nas ondas, para que turbilhões nos submirjam e as montanhas nos cubram. De fato, é hoje grande a arrogância dos homens que se julgam imunes a estes efeitos, eis que acreditam na pobre ciência humana, e se desatinam em crenças vãs, de que escaparão das mãos do Todo Poderoso.
 
     De fato, quando mil mares engolirem a maioria dos homens, mulheres e crianças da terra, talvez seja tarde para se ouvir o grito igual ao daqueles pobres marinheiros de Jonas: Salvai-nos Senhor, aliás o mesmo grito dado pelos apóstolos que afundavam na tempestade da barca! Só Deus pode vir em nosso socorro!
 
     O único sentimento que nos anima, é que, embora a tormenta venha para engolir 2/3 partes da humanidade, que não sabem discernir entre a sua mão direita da sua esquerda, na verdade a Misericórdia sempre presente de Deus, haverá de salvar-lhes a maioria das almas, pois, mesmo que a undécima hora, lhes sobrevirá o arrependimento e encontrarão a contrição final, capaz de conduzi-los aos braços do Pai. Isso se fará, certamente, sem mérito nenhum da parte dos homens, e sim, apenas, pelos efeitos exclusivos do Amor de Deus.
 
     Quanto aos que servem ídolos vãos e abandonam a fonte das graças (Jn 2,9), para estes não estará destinado o ventre de algum peixe salvador, mas sim o ventre do abismo, onde poderão escarnecer eternamente de si próprios, eis que o remorso eterno será seu túmulo.
 
      É, pois, extremamente necessário hoje, que aqueles poucos que rezam, que rezam unidos, que rezam em família, que rezam o Rosário, coloquem em suas intenções a conversão destes escarnecedores, a fim de que adquiram a graça da contrição final e digam: Salvai-nos, Senhor, que perecemos!
 
     Para que finalmente acreditem que Deus existe e digam: Meu Senhor e Meu Deus! E que digam como Jonas: Agora, Senhor, toma a minha alma, porque me é melhor morrer que viver! (Jn 4,3).
 
Ouçamos ao nosso Pastor maior: Preparem-se para a Segunda Vinda de Jesus!
 
Arnaldo
 
 
 



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