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05/07/2005
Haverá Fome


Sinais - 02 Haverá Fome
Sinais - 02 Haverá Fome

HAVERÁ FOME
13/12/2002
 
   Ouve ó Israel! O Senhor nosso Deus, é o único Senhor (Dt 6,4). Eis as ordenações. As leis e os preceitos que o Senhor, vosso Deus, me ordenou ensinar-vos, a fim de que os pratiqueis na terra..(6,1). Não haverá pobres no meio de ti, porque o Senhor teu Deus te abençoará, certamente... contanto que obedeças fielmente a voz do Senhor, teu Deus, pondo em prática os mandamentos que hoje te imponho (Dt 15,4-5). Se houver algum pobre entre os teus irmãos, em uma de tuas cidades, na terra que te dá o Senhor, teu Deus, não endurecerás o teu coração e não fecharás a mão diante de teu irmão pobre; mas abrir-lhes-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo a sua indigência (15,7-8).
 
    Sempre, em todos os escritos, tenho procurado levar ao leitor o sentido da anterioridade da lei, como princípio milenar que nos deve ser guia. De fato, o próprio Jesus falou que não veio para revogar a Lei Antiga, nem os profetas, mas sim para a reforçar. E desta Antiga Lei, cujo texto transcrevi acima, gostaria que o leitor se fixasse apenas nos três tópicos negritados: 1) Não haverá pobres; 2) Contanto que obedeças a Lei; 3) Emprestar-lhe-ás segundo a sua necessidade. Ora, este texto é de uma clareza luminar, e auto-explicativo. E se aplica certamente ao tempo de hoje e a qualquer tempo antigo. O decreto primeiro é cumprir a Lei! A conseqüência direta desta prova de amor é a prodigalidade de Deus. Isso jamais foi revogado e serve também para os tempos de “natal sem fome” de agora.
 
    Por este indicativo, então, vemos que a existência deste imenso exército de famintos que hoje habita a terra é causada, exclusivamente, pela inobservância da Lei Divina; pelo não cumprimento dos mandamentos do Senhor, nosso Deus. Pelo caminho inverso, a única forma de acabar com a fome na terra, é certamente voltar às origens, cumprindo antes a Lei, para que o Senhor rico e benevolente, pródigo para com aqueles que O amam e talvez até mais com aqueles que Lhe obedecem, volte a Sua face e se compadeça de nós. Esta verdade é confirmada no primado absoluto, incontestável, quase infinito, da ALMA sobre o corpo físico, conforme centenas de passagens Bíblicas assim o atestam. Que quer dizer, afinal, amar a Deus sobre todas as coisas? Quer dizer: Buscai primeiro as coisas de Deus, o RESTO, vos será dado por acréscimo (Mt 9,33)! Será muito difícil de entender isso?
 
     O leitor que melhor desejasse aprofundar nestes pontos poderia ler o nosso pequeno Livro “Uma Teologia Morta”, neste mesmo site em “Livros”, onde tais colocações estão bem claras. Mas enquanto não lê, gostaria de deixar algumas colocações novas, tanto sobre as campanhas da TV “Natal sem Fome”, quanto o tal “Fome Zero” do governo futuro, e também o “Mutirão pelo fim da Fome e da Miséria” da nossa amada Igreja. Note, inicialmente, o leitor, que os três pretendem a mesma coisa: sem fome – fome zero – fim da fome! Isso significaria em tese conseguir o miraculoso efeito de suplantar o poder divino, daquele que disse a Judas, o ladrão da bolsa dos apóstolos: Pobres vocês sempre terão em vosso meio, a Mim nem sempre!(Jo 12,8) Ou seja, os projetos acima, pretendem acabar com os pobres, certo? Pois vou mostrar que antes de “acabar” com os pobres, por matar sua fome, irão acabar com eles, por matá-los de verdade, corpo e alma, distantes de Deus.
 
    Antes de ir adiante, e para que ninguém nos critique depois, deixo bem claro que não sou contra nenhuma destas iniciativas. Não se pode ignorar a existência, hoje, de um pavoroso exército de miseráveis, criados pela força do ódio, gerados pela ganância e mantidos propositadamente nesta situação de penúria extrema, apenas para o ex
ercício de uma falsa e mortal “caridade”, por parte dos grupos dominantes do mundo. Caridade mortal, porque mata a fome de alguns para efeitos de mídia, quando na verdade nada faz para acabar com a fome de todos, pois no fundo trabalham para efetivamente acabar com a vida humana. Não é por outro motivo que promovem esterilizações em massa em certos países, difundem todo tipo de contraceptivo que acaba com a vida e pregam o aborto legal como forma de diminuir as populações do planeta. Eis o veneno do capeta! Tudo vem dos maus e do mau!
 
    Ou seja, é diabólico em todos os sentidos, este movimento de falsa caridade, que visa por frente mostrar benemerência, mas por trás trabalha furiosamente para matar os pobres. É diabólico também, porque eles todos partem já do princípio errado de, arrogantemente, dizerem que serão eles a acabar com aquilo que Deus determinou como permanente. É também diabólico, porque não é o excesso de população o que provoca a fome, mas a falta de verdadeira distribuição dos alimentos produzidos. Já foi suficientemente provado, que toda a população da terra poderia viver apenas no Brasil, que haveria comida para todos. Eis que tudo isso é uma monumental farsa, que ilude os cegos, congrega os tontos, e só faz provocar a ira de Deus. Porque somente DEUS, poderá um dia acabar com a fome na terra. Mas para isso ele terá de eliminar daqui ANTES, todos aqueles que promovem esta farsa.
 
     Primeiro o “Natal sem Fome”! Dizem os organizadores que pretendem fazer uma ceia de Natal para todos os pobres do Brasil, arrecadando para isso 50 mil toneladas de comida. Ora, a farsa desta iniciativa, já começa na ignorância, de que antes de uma ceia de Natal, existe uma refeição necessária, e depois da ceia de natal, existe outra refeição necessária. Ou seja, existe um dia após o outro, onde as pessoas também têm fome. Elas precisam de três refeições diárias e isso tudo tem um custo. Imaginemos que 50 milhões de brasileiros passem fome crônica. Três refeições diárias somariam 150 milhões de refeições por dia. Há em São Paulo um pequeno restaurante fazendo refeições a R$ 1,00, ou seja, seria preciso um volume de R$ 150 milhões, a cada dia e isso num ano inteiro somaria R$ 54,75 bilhões, para alimentar razoavelmente este povo todo. Quem tem esse dinheiro? Quem está disposto a despender esta quantia toda? Eis, então, que a campanha visa apenas mostrar serviço na mídia, aparecendo diante de todos como “grandes caridosos”. Na verdade, isso só serve aos donos de supermercados que lucram com isso.
 
     Agora o projeto do governo o tal de “Fome Zero”. Ora, tal iniciativa esbarra no mesmo efeito do natal sem fome: A falta de recursos. Ao governo, embora seja competência dele o provimento das necessidades básicas do cidadão, não adianta uma campanha caríssima de tratamento de bocas famintas; é obrigação, antes, do governo, uma falta de empregos zero. Quero dizer, criar empregos estáveis para todos os brasileiros, de modo a que todos os pais e mães de família tenham condições de promoverem o próprio sustento, o que seria muito mais barato além de duradouro. É isso que o povo brasileiro precisa: trabalho digno, capaz de promover o sustento de sua família. É isso que também Deus quer! Disse o presidente Lula, que sairá do governo satisfeito, se conseguir dar uma refeição diária digna para cada cidadão brasileiro. Pois então ele já começa errado. Não é aumentando a renda mínima de R$ 30 para R$ 80 que ele conseguirá isso, mas sim arrumando 20 ou 30 milhões de empregos permanentes. Deve acabar com a roubalheira, com o desperdício e com o déficit assombroso da previdência federal, mexendo nas aposentadorias milionárias, que provocam um rombo anual de mais de R$ 32 bilhões. Quem falou neste vespeiro durante a campanha?
 
   Agora o mutirão da Igreja. Para ela, já estão colocados os textos do início. A Igreja recebeu de Jesus uma única missão: levar as almas para Ele! A missão da Igreja na terra é apenas salvar almas. Se Jesus quisesse uma Igreja para matar a fome do povo, fund
aria uma rede de supermercados “Baratão”, colocaria ali gerentes honestos e faria com que todos tivessem acesso aos alimentos ali vendidos. Mas vejam, no deserto, por quarenta anos a fio Deus alimentou o povo santo, sem que eles precisassem trabalhar, não precisando de mercado algum. Quando o povo obedecia, tudo ia bem! Quando desobedecia, Deus se obrigava a castigar por diferentes meios. E para alimentar, vestir e calçar todo aquele povo, durante tantos anos, Deus não precisou de campanhas, nem mutirões contra a fome, nem exigiu nada deles em troca, além do cumprimento da lei. Este é o segredo!
 
    Ora, quando a Igreja parte cegamente para um mutirão nacional contra a fome, não sabe nem o que faz, não sabe o que diz e mal suspeita de que desafia ao Senhor que falou: sempre haverá pobres! Por que motivo, sempre os haverá? Porque Deus conhece bem a dureza do nosso coração, e sabe que não cumpriremos a lei, não sendo dignos, portanto, de que Ele nos alimente fisicamente até a saciedade plena. No salmo 81 está dito: Há se meu povo me tivesse ouvido, se Israel andasse nos meus caminhos!... Eu o teria alimentado com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o fartaria. Ou seja, bastaria que andássemos na Lei do Senhor, que cumpríssemos todos os mandamentos, para que Deus simplesmente não deixasse faltar nada, na mesa de pessoa alguma, em toda a terra e nunca mais. Simples!
 
     O leitor percebeu, o único Ser ou entidade, ou governo, que pode erradicar a fome e a miséria da terra é o próprio Deus. Só Ele tem poder para alimentar dia após dia, todos os seis bilhões de seres humanos que existem, assim como o faz com os trilhões de animais, peixes e insetos que existem, para não falar nos incontáveis microorganismos que fazem pulular de vida todo o planeta. Por que não alimenta? Porque o homem não permite! Assim, todo projeto humano, que vise a eliminação da fome, tipo arrogante “nós vamos acabar”, está de saída fadado ao insucesso já de saída. É balela pura! E tanto é, que faço aqui um desafio, depois de conclamar todo o povo, todas as pessoas, não só do Brasil, mas de toda a terra a ajudarem nas campanhas propostas. Peço que todos ajudemos, dia após dia a sustentar os que precisam, sem que eles se esforcem ou trabalhem, para que ano após ano, década após década, eles tenham o suficiente para comer.
 
    Sim!Vinde e colaboremos! Façamos isso sem Deus, porque dizem os maus “Deus dorme”, pois não vê a miséria da terra. Duvido que daqui há um milhão de anos teremos acabado com ela. Porque antes disso, com fastio de tanto ajudar, alguns de nós pegarão em metralhadoras para matar aqueles que não se esforçam, que não ganham o pão “com o suor de seu rosto” (Gn, 3,19). Pois a ordem é: “não haverá pobres... desde que vocês cumpram a minha Lei”. Mas, “se houver pobres, emprestem a eles na medida da necessidade” e afora isso, tudo o mais é desafio direto ao Criador. De fato, São Paulo diz claramente: quem não trabalha, não tem direito de comer!
 
     Ou seja, o caminho é este: lutem para que todas as pessoas tenham um emprego digno, para que se auto-sustentem dia após dia, mas que isso seja feito como cidadãos que se organizam, JAMAIS como Igreja, engajada em lutas por bens materiais. Sim, exercer a caridade como a maior das virtudes, mas que não seja como sinônimo de justificação perante Deus, pois a verdadeira caridade, a maior e mais esplendorosa caridade é levar almas para Deus. Esta é enfim, a verdadeira e grande obra que a fé que Tiago nos pede em sua carta: salvar almas!
 
    Como o leitor viu, estas campanhas todas, tem origem no homem e sem Deus são todas fadadas ao insucesso, sejam elas promovidas por entidades, ou pelos governos e mesmo pela Igreja. O correr dos dias, provará a todos, quem tem razão. Eu jamais me insurgiria contra a Igreja em si, e de minha parte procuro fazer tudo para que dê certo! Enfim, para que a campanha da Igreja funcione, minha casa estará aberta 365 dias por ano, para doar um quilo
de alimentos por dia. Mas não serei eu a juntar estes alimentos em minha cidade por questão coerência. Não é esta minha missão! Afinal, nada mais tenho de meu, só minha vontade! Mas seria loucura de minha parte, não entender que esta solução de contínuo dar e dar é apenas paliativa, pois não resolve sequer o problema de um dia, como provamos acima, nem de um ano, e jamais de uma vida inteira! Insistir nisso, é calar a própria inteligência, é menosprezar o poder de Deus, é desafiar ao Criador, é provocar a ira divina.
 
     E é aqui que pretendo chegar! Os dias dirão quem tem razão, mas minha visão me obriga a dizer: de tanto o homem insistir em deixar Deus de fora das coisas, ele acabará por colher os frutos malditos de sua lide. Os profetas antigos, especialmente Jeremias e Joel, nos falam de um tempo de monstruosa miséria na terra. De fome inaudita, onde os homens acabarão por comerem-se uns aos outros – o fruto de vossas entranhas – tal será a fome que se instalará na terra. Esta fome, motivada em especial por uma grande seca – a falta do amor de Deus – levará à falência completa da maioria das colheitas da terra. Com isso Deus esmagará todos aqueles que insistem em deixá-Lo de fora do processo mantenedor da vida, relegando-O à mero expectador, tendo em vista o auto-endeusamento do homem. E tudo isso durará, até que o homem entenda que é apenas “pó e ao pó voltará” (Gn 3,19). 
 
    No já citado Livro, Uma Teologia Morta, fizemos este chamado: “dirigido a todos, sejam sacerdotes ou leigos, todos os que trabalham na evangelização, aos católicos todos deste imenso país. Releguem as cestas básicas para um plano apenas secundário! Voltem à oração! Salvem almas! Saciem, antes, as almas, depois as barrigas. Vivam o verdadeiro Evangelho com a vida. Preguem e vivam a confissão e a conversão! Confessem-se! Adquiram as indulgências! Amem a Maria e A levem nos braços! Maria vos levará no colo. Vivam os sacramentos como fontes de vida verdadeira e eterna.. Principalmente, amem a Sagrada Eucaristia; encham as igrejas em fervorosas Santas Missas! Voltem à obediência ao papa...  Então, tenham certeza, em menos de dois anos (não 20 anos) teremos um país viável e uma sociedade mais justa. E nunca mais haverá aqui nem “excluídos”, nem “marginalizados”! Assim, como num passe de mágica!
 
    Também não haverá mais nenhum “sem terra”, nenhum “sem casa”, nenhum “sem comida” e nenhuma barraca de lona preta na beira de estrada. Não haverá mais menores abandonados, nem moradores de viadutos, nem filas de pedintes.  Não pediremos mais nenhum tostão ao FMI, não haverá mais ladrões no governo, porque então teremos um GOVERNO de verdade. Tudo isso o Senhor nos dará em troca. Só mais algumas exigências: devem abandonar estas pastorais inócuas, principalmente as ligadas a terra e à busca do que é terreno, pois até saúde teremos. Devem atuar furiosamente na pastoral da catequese e no trabalho vocacional. Os grupos devem ser de ORAÇÃO e não de reflexão”. Em suma: somente existe falta de algo ao homem, porque antes falta Deus em sua vida. Se este viesse antes e acima de tudo, NADA faltaria a ninguém!
    
      Feito isso, apenas isso, ou seja, cumprir ANTES, aquilo que a divina lei nos pede, aquilo que a verdadeira Doutrina católica ensina, aquilo que o Papa determina, então Deus, Ele mesmo, fará tudo o que precisamos. Ele proverá tudo para todos, eis que todos passarão a ter condições de proverem seu próprio sustento. Então Deus organizará todo este complexo sistema econômico, esta Babilônia que montamos, de modo a funcionar perfeita e sincronizadamente. E só então acabará a fome na terra. Só então terá um fim a pobreza. Só então será eliminada a miséria do planeta. Deus é o único a fazer isso, sozinho, sem precisar da ajuda de ninguém, nem de campanha de arrecadação alguma. Mas cumpramos ANTES, os Seus mandamentos!
 
    Homens da Igreja, do maior ao menor de todos, ouçam: A obrigação primordial de cuidar das questões de fome, de miséria, de doença, de falta de emprego, de salário baixo, de e
xploração, é do governo. É para isso que pagamos impostos. Todas estas questões, pois, competem aos cidadãos organizados, em sindicatos, em movimentos e organizações civis, para pressionar pela solução e buscar a solução destes problemas. Mas isso tudo, deve ser feito fora da Igreja Católica! Deve ser feito sem usar o nome da Igreja Católica! Deve ser feito até mesmo fora das dependências da Igreja Católica!
 
    Porque enquanto a Igreja se envolve com pastorais voltadas à saúde, à fome, à miséria, usando seus leigos abnegados e não pagos, ri-se o governo ateu e atoa que nos comanda. Ele até cede espaços na mídia para cantar loas ao projeto por frente. Mas por trás alegra-se porque sobra dinheiro para o desvio, a politicagem, as campanhas, o escândalo e também a roubalheira, que a Igreja por sua vez não combate. Enquanto a Igreja usa seus templos para dar aulas de catequese que mais parecem aulas de Moral e Civismo, o governo pode fechar salas de Educação Moral e Cívica, porque a Igreja ensina esta matéria, de graça, na catequese eucarística. Enquanto isso, muitas aulas de Religião que o governo dá para nossos filhos, mais parecem aulas de pornografia e sexo, pois até masturbação se ensina. Além do que servem para pregar o uso da camisinha – que a Igreja verdadeira condena – e para pregar uma religião ecumênica, que agrada apenas ao diabo.
 
    Quando os homens entenderão o sentido das palavras de Jesus: não vos preocupeis com que havereis de comer... Com o que vestir... Olhai as aves do céu... Olhai os lírios do campo... São os pagãos que se preocupam com isso? Ou seja, todos os que se preocupam mais com a comida que passa, que com o alimento eterno e da alma, agem como pagãos. Age, pois, como igreja pagã, aquela que tem preocupação primordial com o alimento do corpo, enquanto deixa morrer de fome e sede (Am 8,11) as almas, e as torna ressequidas pela falta de oração que salva, dos sacramentos que vivificam, especialmente da Eucaristia o “Pão da Vida Eterna”, aquele do qual, se nós nos alimentarmos dignamente(1 Cor 12) “nunca mais teremos fome”, conforme está em João 6.
 
    Serão assim, os homens que não entendem isso, os responsáveis diretos pela imensa tragédia que se arma sobre a cabeça da humanidade. Será a maldita teimosia do homem, de não buscar os caminhos de Deus, o artífice maior da verdadeira hecatombe que se abaterá, mais dia, menos dia, sobre toda a terra. Sim, a Igreja, a verdadeira Igreja, terá nas mãos mais uma vez a solução para este problema. A solução única – depois que a crise se instalar – estará nas mãos dos padres católicos santos, apenas naqueles fiéis ao divino Mistério da Eucaristia, a possibilidade de prover o sustento daqueles que têm fé. Será através das mãos santas destes pouquíssimos, na verdade raríssimos sacerdotes fiéis à verdadeira doutrina da Igreja, que os alimentos de subsistência serão abençoados, para que se multipliquem até a saciedade de todos. Os pastores relapsos não terão esta prerrogativa da multiplicação. Os pastores infiéis estarão fora da grande festa do amor e da partilha!
 
    Quanto àqueles que duvidam disso, quanto aos que insistem em desafiar os avisos de Jesus e Maria que dizem assim: “Desconfiem de todas estas campanhas de arrecadação de alimentos, que só servem para ampliar as vendas dos grandes mercados. Eles estão por trás disto”, porque na verdade, apenas a doação de um quilo de alimentos, não justifica ninguém diante de Deus. Nem justifica participar de uma pastoral divorciada de Deus. Na verdade, o Senhor não nos cobrará tão fortemente a fome dos pobres, ou a sua saúde, mas sim dura e terrivelmente a fome de Deus não saciada, a chaga do pecado não curada. Quem pagará caríssimo pela fome do corpo, serão os assambarcadores de alimentos, que estocam para lucro e para especulação, e pagarão duramente os governos que não promovem justa distribuição de rendas, de recursos e de alimentos. Esses serão fulminados no cadinho da justiça divina. E pagarão também aqueles que promovem estes fes
tivais de falsa caridade, apenas para delírio da mídia e engano da massa, por ser propaganda indireta, e enganosa.
 
    A Igreja pagará caríssimo pelas almas que não chegarem ao céu, fruto até da violência no campo incentivada por alguns setores dela, e pagará pelo tempo perdido nas periferias e no campo, ao invés de ganhá-lo ao redor dos sacrários em adoração permanente, também nos confessionários em filas intermináveis, também nas Santas Missas com Igrejas lotadas. Ninguém será capaz de fazer a conta das mais de 800 mil missas que não são celebradas todos os dias, conforme seria obrigação, pois todo sacerdote deve celebrar diariamente e nem a metade faz isso. Acho até que, se jamais eles tivessem deixado de cumprir esta simples obrigação, todos os castigos que se armam sobre a terra já teriam sido suprimidos, ou atenuados a um nível suportável, como chamado pela falta de amor a Deus, nada mais.    
 
     Sinto que hoje, na verdade, o próprio ânimo da campanha dentro da Igreja está já arrefecido. Alguns compreenderam a enormidade da tarefa, quem sabe entenderam que o drama da fome no mundo não se resolve nas infindáveis e inúmeras reuniões desta gente, nem por ordens de gabinete. É, de fato, quase impossível que o clero não perceba o disparate da sua pretensão, pois a coisa é de uma dimensão tal, digna apenas de um Deus. Pobres sempre os teremos, disse Jesus. E teremos pobres até por opção. Mas na verdade a imensa maioria do povo, não quer esmola, não quer doação, não quer só “natal sem fome”, quer todo dia sem fome, não quer ajuda de nenhuma renda mínima, quer renda digna. As pessoas querem apenas um trabalho digno, onde se possam sustentar. Querem apenas uma segurança continuada de poderem tratar dos seus filhos, das suas famílias, sem terem de depender da esmola, porque para a maioria a esmola é degradante, pois indica mendicância.
 
     Como já disse acima, todos podem participar da campanha de arrecadação de alimentos. Isso até funcionará um dia ou dois, nada mais! Vejam que é preciso de milhares de toneladas diárias de alimento, mês após mês, ano a ano, para que todos sejam saciados todos os dias, não um dia somente. Jamais existiu na terra um único governo conhecido que conseguiu este feito milagroso. Como será conseguido agora? Como a Igreja fará isto? Mas se os povos vivessem à luz do Evangelho – que é missão única da Igreja pregar – na partilha fraterna – que nós como Igreja devemos viver – na vivência de uma simplicidade maior – assim como a Família de Nazaré o fez – sem os consumismos exagerados de hoje, todos teriam de tudo da parte exclusiva de Deus e nada faltaria para ninguém. Nunca mais!
 
     Já no tempo do Êxodo, entretanto, a coisa era meio assim. Embora Moisés tivesse alertado o povo, de que deveria colher apenas o maná para um dia, de acordo com o número de pessoas da família, mesmo assim haviam aqueles esganados que colhiam demais. E no outro dia de manhã, percebiam que as sobras estavam cheias de vermes. Mas muitos insistiam mesmo assim, o que provocava a ira do Pai. Já outros, embora Moisés tivesse avisado que na sexta-feira fosse colhida porção dupla porque o sábado era descanso, vinham cinicamente de pratos vazios procurar maná, mesmo sabendo que naquele dia não caia e ai reclamavam. Vejam, uns armazenam demais também hoje para apodrecer, outros trabalham aos domingos para prover o sustento, contra a Lei de Deus. Nada mudou!
 
     E da mesma forma como naquela época o alimento estocado apodrecia, chegará o tempo em que Deus haverá de colocar um verme nos depósitos de alimentos dos ricos, estocados para a usura e a ganância – Deus jamais permitiu isso – tendo eles mesmos que irem catar comida nas lixeiras. Não, meus caros, não estou exagerando. Só desta forma o Senhor irá fazer dobrar alguns destes monstros devoradores, destes fabricantes de miséria, justo estes que deveriam ser alvo das homilias, pois ladrões. Mil vezes já disse e mil vezes repito: é cinismo puro, querer acabar com a fome do mundo, tanto mais quando eles, que deitados e
m seus cetins e rendas, vivem no bem bom. Isso é desfaçatez pura! É cinismo pleno!
 
    Belos carros, belas casas, emprego seguro, renda alta, para estes é muito fácil pousar na mídia como mariposas zumbidoras. Seja esta gente da sociedade civil, seja do clero alto e baixo. Se dentro da Igreja alguém não está realmente disposto a seguir Jesus, a imitá-Lo na pobreza e na humildade, partilhando efetivamente tudo o que tem com os pobres – vai vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e depois vem e segue-Me – que pelo menos não ouse pousar de mosca azul diante das câmeras do mundo – dizendo: façam vocês isso! Quanto a nós descansamos, pois ninguém é de ferro, e falar e discutir cansa – porque ficará claro a todos – pobres inclusive – que tal proceder é puro descaramento.
 
     Eles são os fariseus de hoje! Fecham o Reino de Deus aos homens! Fingem fazer longas orações enquanto roubam ou enganam! Fazem prosélitos maus com seus discursos vazios! Fingem pagar do dízimo de uma parte, enquanto roubam na maioria!  Vestem-se de pompa por fora, mas por dentro guardam podridões e apenas ossos secos! (Veja texto em nosso site) Fazem belos discursos arrogantes, mas eles mesmos não despendem um centavo de sue bolso e isso inclui os próprios sacerdotes! Edificam monumentos em nome da caridade, mas dentro deles chocam ovos da serpente. Não, eu não acuso! Quem os acusa é o próprio procedimento hipócrita! Quem os acusa é o discurso vazio! Quem os acusa é o fruto podre o pobre e falacioso resultado de suas campanhas. Quem prega contra eles, é o resultado medíocre que todos têm conseguido. Quem os mostrará a nu, é a falência de todos os seus projetos ateus!
 
     O desafio a eles todos continua de pé. Continuem agindo sem Deus. Duvido que façam um Natal sem fome! Que reduzam a miséria a zero! Que acabem com a pobreza e a miséria! Marquem os dias contados nos dedos, para o fracasso estrondoso de todos os três projetos. Passará o Natal, e a fome continuará – pois existe um dia seguinte, e lá, duvido que sempre haverá gente disposta a doar! Passará o próximo governo, e a fome continuará – pois existe um governo seguinte, e nem sempre ele estará disposto a continuar a obra! Passará a década e o século, e a fome continuará, e a miséria continuará – pois há sempre um dia atrás do outro, e sempre haverá gente com fome – até que o próprio Deus, agora esquecido e humilhado, tome, Ele mesmo, a pulso o objetivo de vingar a sorte dos famintos. Pois Deus é o único que nunca passará... para aqueles que o obedecem! Quanto aos renitentes, aos teimosos, aos cegos, estes têm justiça feita na própria cegueira.
 
     Que a Igreja volte ao objetivo primordial: salvar almas! Que use os púlpitos não para campanhas de arrecadação de alimentos, ou campanhas políticas e plebiscitos, mas sim para combater o pecado da usura, o crime da exploração, o sacrilégio da ganância exacerbada e para condenar veementemente a todos aqueles que acumulam alimentos para a especulação, pois esta é a única fonte da miséria e da pobreza deste país e do mundo inteiro. Não é falta de terras nem de produção! O caminho da Igreja é o caminho do céu, pois o reino para o qual somos destinados, não é deste mundo. O caminho primeiro da Igreja é o da cura das almas e não da cura do corpo, seja qual for a pastoral envolvida.
 
     Que ela volte a falar dos novíssimos: céu, purgatório e inferno! Sim, inferno, que alguns até negam porque já estão com um pé nele! Fale que o inferno é o destino do Epulão de ontem e o de hoje! Fale que aquele é o destino dos fariseus, de ontem e de hoje! Fale que aquele báratro hediondo, é destinado também aos hipócritas, criadores de campanhas inócuas contra misérias & fomes, contra Alcas & Mercossuis, contra dividas externas & FMIs, caso não se convertam e voltem a Deus. Isso tudo, enquanto há um rebanho faminto, mil vezes mais de Deus, que de comida! Enquanto há um rebanho sedento, mil vezes mais dos sacramentos que salvam almas, do que de terras e lotes que amparam vidas. Até os mais simplórios entend
em isso!
 
      Enfim, enquanto houverem Igrejas vazias, haverá sempre o silêncio do céu para com a terra e a mão semifechada de Deus para conosco. Enquanto houverem confessionários vazios, haverá sempre um grito sufocado de almas que morrem longe de Deus, e diante Dele um brado que clama aos céus. Enquanto houverem sacerdotes nas periferias pobres, e não ao redor dos sacrários, aumentará sempre e cada vez mais o número de famintos até o infinito. Que ela volte a ouvir o silêncio mortal de uma Igreja que não reza mais. Que ela volte a ouvir o gemido aterrador, das almas inconfessas e que se perdem! Que ela volte a ouvir a doce voz que a chama dos sacrários, felizmente alguns ainda existentes. Confissão, Eucaristia – o Pão da Vida Eterna – Oração, Oração e Oração, eis os caminhos. E sim, também, partilhar o pão comum! Aí tudo se resolverá como num passe de mágica!
 
     O único caminho a seguir é o da volta como filho pródigo, retornando para Deus! Fora disso e longe Dele, é alimentar-se com os porcos, é comer da mesma miséria, é partilhar a fome e é perpetuar a mendicância. Deus não criou mendigos, mas filhos! E se Ele criou filhos não foi para catarem migalhas como os cães sob as mesas dos ricos, recebendo cestas básicas. Afinal, Ele criou a terra deu-a a todos os homens indistintamente. Mas criou nela filhos destinados antes à obediência e não voltados para a rebeldia – pois somos uma raça de rebeldes – nem jamais para viverem longe Dele. Querer, pois, sozinhos – os homens – acabar com a fome da terra, longe de Deus, é eliminar completamente as chances de solução dos problemas da fome, da miséria, da doença e da mendicância.
    
      Pois, não é o homem quem alimenta o homem. É Deus Quem para todos tudo provê! É Nele, pois que se encontra – somente Nele – o caminho para a solução plena da miséria e de todos os males. Não vos preocupeis com a comida, disse Jesus! São os pagãos que se preocupam com estas coisas. Eis a frase que mata a charada: somos pagãos! Agimos como pagãos, e queremos a benevolência do nosso Criador e Pai.
 
     Ora, isso é não pedir, é exigir, criaturas arrogantes! Busquemos primeiro a Deus, o resto virá por acréscimo. E entre este resto, estará justamente a comida farta, a bebida em abundância, e isso todos os dias da vida, para todos os homens da terra, pois é certo:
Deus não quer obras, quer corações!
Deus não quer cestas básicas, quer almas!
Deus não quer campanhas fúteis, quer amor e adoração!
 
Pois é com corações amorosos, com almas santas, que Ele povoa os Céus!
Não com cestas básicas, nem com mutirões!
 
A grande obra da fé – porque fé vem do espírito – é levar almas para Deus!
A grande obra da Igreja, é salvar almas!
Se nós cumprirmos isso, nunca mais haverá fome na terra!
Só assim! Deus o fará! Ajudem, sim! Mas antes rezem!
 
Aarão!



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