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Moral
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20/06/2016
Matrimônios inválidos?


Matrimônios inválidos?

Fonte > http://adelantelafe.com/ya-suficiente-papa-francisco-deberia-renunciar/

O papado de três anos de Francisco, afetado por controvérsias desde o começo, tem tocado fundo outra vez. A eleição de Jorge Mario Bergoglio como sucessor do Papa Bento XVI no ano de 2013, justificou rapidamente a sua reputação de um personagem pouco convencional na medida em que ele joga com os dois lados em toda discussão, graças aos seus pronunciamentos ambíguos.

Desde aquela sua afirmação "quem sou eu para julgar", a respeito dos homossexuais, o que parecia insinuar uma mudança nos ensinamentos da Igreja, dos seus balbucios sobre a contracepção, da sua declaração recente de que Donald Trump não é cristão, dos seus comentários espontâneos provocam aos experts em todo mundo, normalmente seguidos de algum tipo de "esclarecimento" por parte da Oficina de Imprensa da Santa Sé.

Seu papado tem sido uma ladainha de declarações confusas para os fieis, sobre os temas mais sensíveis e delicados. Embora ele tenha sido sempre claro sobre assuntos políticos do seu interesse, como a imigração, a economia, as mudanças climáticas, Francisco turvou tanto as águas que os católicos bem intencionados sentem que já não sabem onde está metida a sua Igreja, nos assuntos sobre a fé.

Em sua última verborragia espontânea, dias atrás, lhe perguntaram sobre o Matrimônio e ele respondeu:

"São provisórios, e por isso uma grande maioria dos nossos matrimônios sacramentais são nulos. Porque eles dizem "sim para toda a vida", porém não sabem o que dizem, porque têm outra cultura".

Dizer que a "grande maioria" dos matrimônios católicos são nulos ou inválidos é uma declaração que não é nem verdadeira, nem prudente, nem justa. Desde então o Vaticano tem aplacado suas declarações na transcrição dos escritos para que se diga que "uma parte dos nossos matrimônios sacramentais são nulos", em aparente reconhecimento do dano que a declaração de Francisco poderia causar.

Vindo isso de um "papa do povo" certamente não dá muito crédito aos católicos. Para que um casamento seja válido tudo o que se necessita é a liberdade para casar-se, o consentimento de ambas as partes, a intenção de casar-se por toda a vida e a abertura para a chegada dos filhos. Isso é tudo.

Ao longo dos anos, alguns clérigos utilizaram uma interpretação da Lei Canônica para sugerir que a "imaturidade emocional", pudesse ser uma razão para a falta de compreensão acerca das responsabilidades do Matrimônio, invalidando-o e o deixando aberto para a anulação. Porém o Matrimônio não é difícil de entender e o rito católico do Matrimônio, bem como a preparação antecipada dos casais, deixa bem claro a eles no que o Matrimônio implica.

Quando o papa Francisco diz que a maioria dos matrimônios são nulos ele insinua que os católicos são uns tontos e ignorantes que são incapazes de compreender as responsabilidades de uma base da sociedade que existe desde milhares de anos.

Também coloca sérias dúvidas sobre a Misericórdia e a graça de Deus. A regra de ouro a respeito da validade de um Sacramento, seja o Matrimônio, seja a Eucaristia, ou o Sacerdócio é assumir sua validade, a menos que algo o contradiga claramente. Tal como um sacerdote que duvida de sua fé na hora de ordenar-se continua sendo sacerdote, uma noiva com temores segue validamente casada, porque Deus compensa nossas fragilidades.

Tais palavras de Francisco introduzem a dúvida do demônio nos corações e mentes dos bons casais católicos, que poderiam estar atravessando um momento difícil, e que em lugar de dizer "somos católicos, estamos casados até que a morte nos separe", agora digam "bem, de todos os modos o papa disse que a maioria dos matrimônios não são válidos, quem sabe nem o nosso o seja", dando-se assim por vencidos.

A afirmação de Francisco demonstra uma falta de fé na Igreja e em sua capacidade de avaliar a provar os casais que buscam casar-se, de ensinar-lhes sobre o que seja um matrimônio, e de administra validamente os Sacramentos. Se a grande maioria dos matrimônios são inválidos porque os casais não compreendem o compromisso para toda a vida, então as ordenações sacerdotais também são invalidadas? E se é assim, a maioria das Missas também são inválidas? E a maioria das confissões?

A autoridade da Igreja jaz, em parte, quando ela assegura ser capaz de comunicar os Sacramentos e os ensinamentos de Jesus Cristo. Francisco arrumou dúvidas sobre o primeiro e fez um pobre trabalho no Segundo, no que levanta dúvidas e juízos sobre a legitimidade da Igreja.

Seus comentários surgiram depois de haver gerado mais confusão sobre os matrimônios católicos ao permitir que o cardeal liberal Walter Kasper tomasse o controle do sínodo das famílias no ano passado - que terminou convertendo-se em um referendo sobre os homossexuais e a comunhão para os católicos divorciados e voltos a casar.

Neste ano Francisco piorou ainda mais as coisas com seu vago documento sobre a família - Amoris Laetitia - em que escondeu em uma nota ao rodapé de página, o candente tema sobre os católicos divorciados e voltos a casar, e turvou as águas um pouco mais ao dizer que ditas pessoas poderiam receber os sacramentos, em certos casos. Quando lhe pediram que fizesse uma aclaração e ele afirmou: "não recordo desta nota". Maravilhoso!

Em outros tempos, os católicos estariam atrelados ao um mau papa, porém desde que o Papa Bento abriu a porta para que um Papa renuncie quando se sente incapaz de realizar seu trabalho, é tempo agora de que fieis olhem para Francisco e se perguntem: seria este um homem capaz para dirigir a Santa Igreja Católica?

E este ponto é claro, Bergoglio mesmo demonstrou repetidamente que não é capaz de dirigi-la, e isso está causando um dano incalculável à Igreja, que levará décadas para remediar.

O papa Francisco deveria renunciar, e os católicos o deveriam depor, para que a Igreja possa começar a recuperar-se da destruição que este papado arrogante e mal assessorado tem provocado.

Escrito por Adam Shaw, que é repórter da Seção de Política de FoxNews.com.

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Obs > Como todos sabem, as opiniões expressas nos textos que tenho colocado como sinalizadores são de responsabilidade dos autores, e por isso cito as fontes e a autoria. Do mesmo modo são inteira responsabilidade minha as observações que faço aos textos, seja no sentido de aprovar o que dizem, seja para complementar a ideia central do tema. Tais observações minhas, sempre em destaque, e sempre em displays separados das mensagens do Movimento Salvai Almas, podem nada ter a ver com orientações que recebo através das mensagens – quero dizer: não sou mandado a fazê-las – mas buscam sempre afinar-se com todos os acontecimentos mundiais, sobre os quais tenho liberdade de comentar.

Eu recebi este texto acima faz alguns dias e em princípio não me interessei em divulgar, mas como passei pessoalmente por esta questão matrimonial de separação do primeiro casamento acho interessante complementar. No processo que encaminhei, ao final, fui atendido pessoalmente pelo Padre Klaus, do Tribunal Eclesiástico de Curitiba, e ele declarou que, pela sua experiência de mais de 20 anos atuando naquele Tribunal, e atendendo a milhares de casos, ele podia afirmar, em sua opinião que “mais de 60% dos matrimônios atuais são inválidos na raiz, porque não chegam a durar nem cinco anos, quanto mais a vida inteira, como deveria de ser”.

Assim, considerando estas colocações e as do Francis, vemos que ele não deixa de ter razão: a coisa está mais para isso. Acima o autor enumera os requisitos que validam um casamento, e também os que os podem invalidar, e embora apenas Deus tenha pleno poder de julgar se um Casamento foi ou não inválido, verdade é que, em especial depois do Concílio Vaticano II, um dilúvio se abateu aos poucos sobre as famílias, a começar, naturalmente, pela má formação delas. Melhor dizendo: deformação! E neste sentido os homens que fazem nossa Igreja, nosso clero em geral é diretamente culpado por esta situação, porque cedeu aos apelos do modernismo pós-conciliar.

Diretamente, então, não é somente a imaturidade que faz um casamento desandar, porque se eles têm a maturidade suficiente para a prática da fornicação, deveriam saber também das implicações de uma gravidez, e a partir daí da criação e formação moral e religiosa dos filhos. Então a Igreja faz alguns anos de catequese – muito do mal feita – para a primeira Comunhão, segue outra mal feita para a Crisma, e vai completar por outra quase nula para o Matrimônio, que deve durar “até que a morte os separe”. Claro que também a formação para os dois outros Sacramentos deve ser para preparar católicos para toda a vida, mas sem a base de uns, os outros nascem capengas.

Na realidade, depois do Concílio, e depois da formação modernista dos nubentes, este Santo Sacramento do Matrimônio passou a ser, para a imensa maioria, um ato social. Um acontecimento único para reunir amigos, beber juntos e confraternizar, e para as noivas em uma ocasião de trajar um vestido branco e longo, e tanto mais branco e mais longo, quanto mais curta a sua fé na eficácia do Sacramento e quanto mais mal preparada ela está para ser o esteio de um Lar Católico verdadeiro. Em nossa localidade, tudo o que os casais recebem é uma tarde de sábado, muito mal dirigida, como “curso de formação para noivos”.

Ora, antigamente, antes do Concílio, as mocinhas eram preparadas pelas mães, primeiramente para serem esteios de fé, e depois lhes ensinando as lides domésticas, a economia e a manutenção de um lar, a prática no trato das crianças, o cuidado com as roupas e os utensílios domésticos, e em especial o cuidado com o seu esposo, que tendo sido feito por Deus para ser um só com ela, tem que estar bem, para que também ela esteja bem. Mas veio um mau concílio, e depois dele as meninas, em sua imensa maioria, foram educadas pelas mães a catar marido rico, esquecendo de que uma moça que nem sabe cuidar de suas roupas íntimas, nunca poderá ser uma boa esposa. E um lar sem uma mulher forte é um lar em estado de morte.

Minha vizinha disse que a empregada dela lhe disse que a mãe dela falou assim, quando ela reclamou de seu muito trabalho: sua burra casa com um homem rico, que ele te sustenta, te dá empregada e não precisas trabalhar. Este é exatamente o começo da preparação de uma jovem para ser fêmea e não mulher de responsabilidade, e um passo gigantesco para a demolição de um futuro casamento. O mesmo se dá com os rapazes que não são mais educados para a responsabilidade maior da manutenção de um lar, antes são até incentivados a ser machos, a ficar com todas, porque muitos pais relapsos se espelham na vida dos filhos. Orgulham-se de um filho “pegador” e se esquecem de educar para ser um responsável progenitor.

Há então nos Matrimônios, alguns invalidantes de raiz, que simplesmente colocam em xeque os casamentos. O mero ato social, o erro de pessoa, as juras de amor eterno, baseadas apenas na prática do sexo, o desconhecimento quase completo das responsabilidades e das tremendas dificuldades de uma vida a dois – e vida a dois para sempre – também o desconhecimento quase completo das questões que envolvem a educação dos filhos na fé católica, a qual juram diante de Deus praticar com fidelidade, isso entre outras coisas, literalmente tornam inválidos na raiz a maioria dos casamentos, mesmo a daqueles que, passados cinco anos juntos ainda se suportam.

Eu pessoalmente já conversei com nossos padres, e desde muito tempo os tenho alertado para isso, porém eles parecem ignorar o perigo maior que se esconde por trás disso, porque sendo a família a base da salvação das almas, ela é também a base da própria Igreja, o que significa: famílias desestruturadas, Igreja em perigo. É, pois, tremenda a responsabilidade do clero em formar bem os casais que pretendem contrair Matrimônio, para que estes formem famílias fortalecidas na fé, uma fé que pode superar todas as dificuldades da vida matrimonial. E são muitas, e tantas vezes até mais difíceis do que o próprio exercício do sacerdócio católico.

Nesta formação, que não deve ser menos de um ano, as boas e santas mães de família, que prestam bons serviços à Igreja, podem se envolver SIM, em ensinar as jovens tudo o que diz respeito a manutenção de uma lar, tudo o que uma verdadeira mãe de família deve saber para manter a unidade familiar, auxiliando o seu esposo na tremenda responsabilidade que é gerar, criar e educar os filhos para Deus. Momentos atrás, folheando ao acaso as reportagens de um site, dei com a frase de uma “famosa”, mas “mãe” que dizia: odeio limpar uma criança! Ora, eu duvido que ela não saiba muito bem limpar o seu cachorro! Isso não é mãe, se casou não devia, e tenho certeza de que ela troca de “marido” como de roupa íntima. Vai dizer que isso veio de Matrimônio válido?

Assim, os antigos casamentos, na forma de antes deste malsinado concílio modernista, eram muito mais duradouros não somente porque os jovens nubentes eram bem preparados na fé, como ambos aprendiam com os pais tanto as lides domésticas quanto as questões da criação dos filhos. Eram tempos mais duros, mais difíceis, e que justamente por isso forjavam casamentos mais duradouros. Talvez o maior erro daquelas práticas antigas, era o de forçar o casamento quando a jovem engravidava, isso sem dúvida também havia. Assim, não resta dúvida de que o modernismo pós-conciliar conseguiu dar um golpe tremendo no Sacramento do Matrimônio, reduzindo-o, em grande parte, a um mero ato social. Muito mais importante o vestido e a festa, do que “unidos para sempre”.

Termino tendo, pessoalmente, que concordar com Francis quando diz “maioria”, e discordar do ofício do Vaticano que corrigiu para “alguns” casamentos. Por outro lado, quando ele afirma a "maioria" está simplesmente reconhendo que a culpa não é dos nubentes e sim da própria Igreja, que relaxou na formação dos casais. Triste ver que quase todos os dias o Oficio do Vaticano é obrigado a corrigir as falas de seu papa, sendo este um fato gravíssimo, porque nós já não sebemos se devemos acreditar no que o papa disse, ou no que falou seu porta-voz Lombardi, ou o que corrigiu o Ofício.

Terminando: De fato o mais importante que deve ser ensinado aos jovens que vão se casar, não é que devem se amar, mas que devem aprender a RENUNCIAR-SE a si mesmos, para serem felizes vendo a felicidade do outro. Somente este procedimento conseguirá mantê-los “unidos para sempre”. De outra forma, se trata de um ato egoísta na essência, que acaba tão logo quando termina o orgasmo vem o fastio. Bote-se mais isso na conta dos agravantes da ruína dos casamentos – os depois do Vaticano II – e terão um quadro completo deste que é um dos maiores males do século: a destruição da família católica! Nunca ela foi tão atacada como agora!

Satanás sabe disso! A imensa maioria do clero ignora, e nada faz para mudar! (Aarão)

 

 


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