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27/09/2005
Ser Deus


Deus - 05 Ser Deus
Deus - 05 Ser Deus

2050923 SER DEUS
 
     “E, entre as palhas, o Senhor Deus procurará fragmentos deste mesmo homem, quando se fará Deus! Amém! Amém! Amém!” (Calma: no fim explicarei esta frase).
 
     Sob este título, e não com pompas de sabedoria ou inteligência superior, mas na singeleza de meu linguajar, e apenas com o intuito de ajudar, trago ao leitor amigo alguns tópicos, em linhas gerais, a síntese do pensamento modernista – e herético – na medida principalmente em que ele pretende tratar de Deus, do conhecimento da divindade. Se o modernismo se limitasse apenas aos conceitos gerais da ciência, se não tentasse também mudar a Deus – que é imutável – em um Deus moderno, quem sabe traria a humanidade novas relações de progresso, novo ímpeto de crescimento e ou até, melhoraria um pouco o mundo tão sofrido de hoje. Mas pretendendo apenas mudar a Deus, muda para pior!
 
     Pois infelizmente é assim! O movimento modernista, quase um irmão gêmeo do protestantismo – gêmeos na heresia – na essência foi criado, para justamente voltar suas baterias contra o Deus Único e Criador. Seu desejo real e sórdido era mudar a face eterna de Deus, mudar o conceito de Deus, não apenas isto, mas indo mais longe, fazer do próprio homem um Deus. Em linhas gerais dizem: Deus existe, apenas porque o homem existe! Ou: o homem que faz um Deus, é também ele antes um Deus. Querem dizer com isso, que Deus somente existe porque os homens concordam com a sua existência. Ou, se não houvesse homens com inteligência para imaginar, e criar – ou acreditar num Deus – Ele também não existiria. Que astronômica estultícia tudo isto contém!
 
     Ora, isto não fosse apenas herético, é tão completamente absurdo, que prega contra a inteligência deste mesmo homem. De fato, os asnos de chifres, têm maior entendimento e idéia mais concisa a respeito de Deus, que todos aqueles que se querem fazer deuses. Aqueles – os quadrúpedes – pelo menos, não se revoltam contra o seu Criador, o que exatamente nos prova o germe de maligna rebeldia que impregna – ao que parece – todos os seres inteligentes. Dirão em sua defesa que asnos não têm chifres, e eu direi que eles também não têm inteligência. Mas sabem mais a respeito de Deus, que os modernistas! Afinal, asnos são humildes por natureza, estes não. E o Livro dos Provérbios diz: a humildade é o prenuncio da vitória... o orgulho, o prenuncio da ruína
 
     De fato, os anjos rebeldes e maus caíram por causa de sua orgulhosa inteligência. E exatamente por causa dela é que foram surpreendidos pela eterna Sabedoria de Deus. Em verdade, toda sabedoria vem de Deus. E só a conseguem penetrar, aqueles que vivem a verdade neste mesmo Deus, pela via da humildade e da oração permanentes. Os anjos rebeldes eram apenas inteligentes, mas nada tinham de sabedoria. Eles foram criados aliás, inteligentíssimos para ascenderem até as mais augustas alturas e bem próximas do Criador, mas sua sagacidade e malícia, os levaram a querer dar um passo a mais: serem maiores até do que o próprio Deus, que os criara. Se tivessem sabedoria, entenderiam tudo perfeitamente, e não teria havido revolta. Quem é orgulhoso, nunca será sábio!
 
     Ora, pelo eterno e imutável princípio da unicidade de Deus – Deus é um só, não teve princípio e nunca terá fim – seria impossível que Deus criasse seres superiores a Ele mesmo, porque Ele é tudo. Nada pode estar além ou acima Dele! Nada pode estar sequer próximo a Ele, em poder, em força, em Sabedoria, em todos os atributos de bem. Também o Universo – inteiro – é um todo só, e este todo, com tudo que nele existe, foi criado, é regido e é mantido ativo e vivo, e em evolução permanente, por este mesmo e único Deus Criador. Não existe espaço, então, para outros deuses, nem para o acaso. A palavra Deus não comporta plural, e quando é
usada, designa apenas ídolos de pau, de barro, de ouro, quem sabe seres vivos, mas sempre repugnantes, sempre pó, nada mais. Repugna mais ainda, quando se quer referir a homens, criaturas a quem foi dada a inteligência para – pelas obras do Criador – saber que Ele existe, que Ele é Eterno e é Infinito.
 
    Assim, também, acontece com o próprio homem, falo aqui do homem modernista. Ele, se julgando inteligente, pondo-se a raciocinar sobre Deus, acabou sendo enrolado pelos seres das trevas, os espíritos caídos. Estes, para se vingarem nos homens da sua própria estupidez que os fizera perder, os levaram a extrapolar de si, tentando não somente mudar a face de Deus, tornando-O e moldando-O ao próprio gosto, mais ainda, querendo obriga-lO a ser como eles querem, aceitam, exigem: exatamente iguais a si mesmos. Ou seja, diminuíram, por própria conta e risco a “estatura” de Deus Infinito, até torna-lO aceitável, inteligível, e do tamanho exato deles: um simples e miserável grão de pó. Ou seja: caíram e foram pegos na astúcia maligna, de sua própria inteligência. Ó infelizes, antes tivessem, ao menos e somente a inteligência dos asnos silvestres. Seria bem melhor!
 
    Os anjos caíram, porque já eles queriam mudar a face de Deus. Queriam dominar sobre o Universo, de forma diferente de Deus, pela formula do conhecimento do Bem e do Mal. De fato, Deus não criou aos anjos para conhecerem o Mal, somente o Bem. Isso para que eles – entendendo profundamente e amando ao Bem – crescessem de tal forma neste Bem – digamos para entender melhor, crescessem no AMOR – que pudessem se tornar dignos de estar eternamente aos pés do Altíssimo. Eu disse ter direito de estar aos pés Dele, e isto para O servir e adorar, amar e glorificar eternamente, jamais para quererem sobrepuja-lO, jamais para quererem interferir em qualquer dos seus perfeitos e imutáveis atributos. Jamais para querer mudar-Lhe as perfeitas e eternas disposições. Pergunto: se você tivesse poder de criar o Universo, acaso criaria competidores que o pudessem suplantar? Sim, mostro primeiro os anjos, porque o mesmo acontecerá com os homens.
 
     Que aconteceu? Lúcifer quis conhecer o mal, até porque toda a natureza, toda a criação, apresentava sempre duas faces: luz ou trevas, macho ou fêmea! Por que só o Bem não tinha outra face? Então – erradamente como se sabe – ele imaginou que haveria uma forma mais perfeita de conduzir toda a criação, até porque ela não poderia ser mantida na eterna ignorância sobre a face oculta das trevas. Ora, também os homens foram criados – Adão e Eva – para não conhecerem o Mal, apenas o Bem. Eis, porém que a serpente – agora já derrubada de seu trono, agora apenas trevas ela também, conseguiu colocar na cabeça dos primeiros homens, que poderiam ser mais que Deus, comandando tudo sem precisar Dele, até porque conheceriam o Mal, o mais último e escondido segredo de Deus.
 
     Lúcifer imaginou que no mal habitaria – ou havia espaço – para uma força antagônica, no mínimo tão poderosa quanto o próprio Deus da Luz. Ele sabia, plenamente, que jamais poderia competir com este mesmo Deus da Luz, e Criador. Então pensou que poderia ser ele o deus que habitasse e regesse no outro lado da Luz, isso para competir, quem sabe derrotar este Deus que era o Bem, que habitava no Bem, e que queria esconder dele – Lúcifer – este segredo. Os anjos sabiam que Deus é Amor! Os anjos sabiam que ao se afastarem da Luz deste Deus Amor em plenitude, e saíssem rumo às trevas, eles assumiriam a forma destas trevas; o que eles não sabiam, o que eles não calcularam, é que nas trevas não havia possibilidade de habitar um outro Deus, porque treva e luz, fazem parte de um mesmo todo indivisível, cujo comando perfeito e eterno está nas mãos de um mesmo e Único Soberano Altíssimo: o Senhor Deus do Universo! 
 
     Deus criou a terra, para criar o homem. Deus a criou paraíso e a Luz, para o homem viver somente o Bem, viver a virtude, a alegria do ser eternamente criança. Adão e Eva sabiam que Deus é Bom, infinitamente poderoso, e c
om o qual jamais poderiam rivalizar. Mas eram super inteligentes, e foi esta inteligência superior que os levou a conhecer as trevas: o pecado! A verdadeira treva não é física, é sim a ausência de Deus. Ora, nas trevas, no oposto de Deus Luz, habita o ódio. O ódio é o pecado, o pecado é treva. Deus havia reduzido a treva do universo inteiro, a um pontinho mínimo necessário. Lúcifer – o maligno anjo negro – o descobriu e quis ver o que nele havia. E nasceu o pecado, pois ele teve inveja de Deus. Eis porque o demônio é o autor e o princípio de todo pecado.
 
     Adão e Eva também sabiam que existe um só Deus. Eles tinham consciência plena de que haviam sido criados por Ele, sabiam perfeitamente que não poderiam competir com Ele, e não ignoravam que sua rebeldia lhes poderia acarretar terríveis e desastrosas conseqüências. Lúcifer colaborara na queda dos anjos maus! A serpente colaborou na queda dos homens. Não somente isto, continua colaborando, porque agem igual, todos os homens inteligentes de hoje, que não se conformam com este Deus único, Eterno, Imutável, e continuam caindo, e caindo como os anjos maus, como Adão e Eva, para seu desastre pessoal, que pode ser eterno. Agem igualmente – e vão à ruína de suas almas – todos os homens e mulheres que insistem em criar para si um deus pessoal, do tamanho de si mesmos, porque são incapazes de imaginar Alguém que seja Eterno e Infinito. Só os humildes sábios conseguem levantar pontas do véu deste insondável mistério.
 
     Tal como os anjos, tal com o homem! E cada vez mais amiúde, a partir do nascimento de Jesus, e do advento de Sua Doutrina contida nos Evangelhos, e de Sua Única Igreja, fundada sob Pedro. Os homens passaram a criar imagens de deuses para si. Não, e nem sempre, ídolos estáticos de paus e pedra – figuras inanimadas e sem sopro de vida – mas moldar a face de Deus, de acordo com seus próprios conceitos de divindade. E começaram a surgir os rebeldes, os opositores, os adversários da Igreja e os inimigos do próprio Deus. Com suas abstrações mentais, malignas, seus escritos falsos e suas heresias. Cada um com seus adeptos e seguidores. Quantos mil hereges foram, não sei, impossível enumerar a todos. Possível, apenas, é dizer que todos eles se foram, todos os que se bateram contra a Rocha de Pedro e de Cristo morreram, e todos aqueles que – ainda vivos – insistem na mesma tecla, também estão fadados ao extermínio, às trevas!
 
     Vejam este texto, retirado dos escritos de um padre herege e apóstata: 'Em Cristo, a Humanidade se eleva até a Divindade. Poder-se-ia dizer, se, se quiser, que a humanidade adora a si mesma  em Jesus, mas se deve crer que, fazendo isto, ela não se esquece nem de sua própria condição, nem daquela de Deus' (P. A. Loisy). Esta é a conclusão a que chegam, os que se metem a querer moldar ou adivinhar a face indesvendável de Deus. Os que querem penetrar à força em Seus mistérios. Os que querem mostrar ao mundo sua pretensa sabedoria, seus superiores conhecimentos de Deus, fazendo com que os homens creiam no incrível, pretendendo que compreendam o inacreditável. Ora, adorar-se em Cristo, elevar-se a si mesmo ao grau de divindade, não somente é compartilhar da senda dos blasfemos, mais que isto, é cuspir na face do próprio Cristo. Se não devo me esquecer da minha condição de miséria e pó, porque então lembrar de adorar-me a mim mesmo?
 
     Eis aí, então, um mundo inundado de escritos malignos. Eis aí um mundo cheio de títulos teológicos, milhares deles completamente heréticos, a conduzir incautos para os caminhos da mentira. Estes livros, a maioria deles absolutamente intragável, ininteligível, devido a infindáveis fontes e citações, devido a demasiados floreios e elucubrações gramaticais – parece – escritos antes para dificultar o entendimento, que propicia-lo. Há em muitos deles uma linguagem abominável, confusa, explicitamente conduzida nestes termos, porque dentro dela é possível esconder os ardis, imperceptivelmente, aos quais os olhos incautos engolem, ent
retanto o subconsciente os assimila. Eles propositadamente distorcem a linguagem, até porque o demônio não pode ser escancarado. Quando mente, ele precisa de um veículo com poses de confiável, com ares de santo, especialmente precisa de um doutor ou teólogo – quanto mais pomposo melhor – aí o engano é fatal.
 
     Já disse outras vezes e volto a repetir: Deus não se estuda! Deus se vive! Deus está impresso profundamente em nossa alma, e somente os espíritos renegados não querem entender isto. Deus se sente no coração! Deus, se vive com a própria vida. Perdão, todos os teólogos do mundo, passados, presentes e futuros, perdão todos os estudiosos de Deus, perdão todos os doutores: para quem não vive a Deus, é vedado sequer falar Dele! Porque sinceramente, quem O vive com a própria vida, não precisa estudar, precisa e basta apenas seguir fielmente Seus mandamentos, Suas Santas Leis, Sua Santa Igreja Católica e Única, na singeleza do entendimento simples, de uma criancinha. E é justo por isso que Jesus nos pedia para sermos como crianças inocentes, esta a forma única de chegar com facilidade ao Reino dos Céus. Isso se consegue, apenas amando a Deus, sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. Quem quer mudar a Deus, o odeia!
 
     De fato, Deus é a essência da simplicidade. E crianças são simples! Elas não mentem, nem raciocinam, nem se fazem de doutas, nem de entendidas, nem de superiores, elas não escrevem livros cabulosos, apenas falam a verdade e amam, na graça ingênua de um sorriso espontâneo. No Céu, meus caros doutores e teólogos, não entram nem doutores e nem teólogos: entram apenas crianças inocentes! E não entra quem não reza: meçam o tamanho dos teólogos e doutores, não pelo volume de seus escritos, nem pelas suas horas de estudo, nem pela pompa de seus títulos, mas pelas suas milhares e milhares de horas de oração e adoração. Todo teólogo, e todo doutor, que não aprender isso em vida, irá com certeza aprende-lo no purgatório. E ficará lá até entender isso perfeitamente! Porque Jesus falou: em verdade, em verdade vos digo: se não fordes iguais a uma destas crianças não entrareis no Reino dos Céus. De fato, todos os títulos e diplomas – simples pedaços de papel – ficarão na terra, que os consumirá. Pode até uma lápide tumular dizer: Aqui jaz um Teólogo e Doutor “Honoris causae”! Grandes coisas!
 
     Então pergunto: acaso já se viu, alguma criança que tenha criado ou inventado uma teologia? Nunca! Nem até hoje, nem nunca haverá! Tenham certeza absoluta daquilo que vou dizer: todas as teologias morrem na porta do purgatório! Todas as heresias morrem na porta do inferno! Crie, pois, uma teologia que o afaste da verdade e da verdadeira Igreja, e angarie para si algumas décadas, ou séculos, ou até milênios de purgatório! Crie, para si, uma heresia e insista nela até o final de seus dias, teime com ela ainda diante do Juiz Eterno, e abra para si a porta do báratro nefando. Meus caros, o purgatório está cheio de doutores em teologia – as Almas Grandes que Nossa Senhora mencionou em sua última mensagem – tal que, recentemente, saiu de lá um dos maiores doutores da Igreja, exímio pregador, conhecidíssimo, santo e venerado com honras dos altares por séculos, que ficou lá por 1.497 anos... aprendendo a ser criança. Quem sabe porque adorava ser chamado de doutor, de eminência? Acaso não queria ele também ser Deus?
 
     Noutro dia, soube de um reitor de seminário que disse assim: graças a Deus, consegui retirar deste seminário o último Terço que eles rezavam. A igreja não precisa de rezadores e sim de doutores. Ó céus, mal sabe ele que nos últimos anos, e mais do que nunca, os seminários se tornaram em verdadeiras fábricas de hereges, eis que tempos atrás o Papa disse que muitos deles se tornaram em verdadeiras cátedras de pestilência doutrinária. Meu caro padre, a Igreja precisa de joelhos cravados no chão. A Luz do Espírito Santo não alumia traseiros sentados em bancos de faculdades de teologia, e sim joelhos fincados em adoração
humilde diante do Santíssimo. A verdadeira e santa teologia, jamais brotou das penas modernistas, e sim daqueles que os combateram com tenacidade.
 
     De onde brotou a perfeita teologia do Cura de Ars, senão do sacrário, uma vez que ele era incapacitado para os estudos e os números? Todos os teólogos, doutores, filósofos pomposos que até hoje colocamos em oração, ou pegaram purgatórios horrendos – muitos ainda estarão lá por séculos – ou estão junto com seu pai Lúcifer. Eu não sou contra um doutor e um teólogo, mas o meço sempre pela humildade de sua fala, não pela pompa de suas elucubrações dialéticas. Nem pelos títulos que acrescenta atrás do nome. Porque sendo eles sempre pessoas cultas e inteligentes, não se conformam em apenas afirmar douta e santamente a verdade imutável, da Igreja e de Deus, mas se rendem aos caprichos de Lúcifer, e passam a criar doutrinas extravagantes, e conceitos heréticos.
 
     Ora, o verdadeiro Doutor, o Teólogo só é maiúsculo, apenas na medida e na proporção que ele combate o erro, que não aceita a heresia, e na medida em que ele não tem medo dos hereges. Ele só é necessário, na medida em que aprofunda os conhecimentos da fé, sem no entanto a modifica-la na essência, sem criar meias-verdades. Quem aceita meias- medidas, meias-verdades, meias-igrejas, não é apenas meio, mas um grande herege também. Deus nunca precisou dos homens para criar teologias. Ele quer apenas pessoas que ensinem a amá-Lo e a adora-lO, seguindo Seus mandamentos. Os apóstolos foram apenas fiéis seguidores de Jesus Cristo, nunca aprenderam em escolas sofisticadas. Porque toda a teologia verdadeira, Deus já a criou! Só é preciso então bem explica-la, bem aplica-la, e bem cumpri-la. Apenas Judas Iscariotes, entre eles, quis ensinar Jesus a ser Deus, quis criar teologia, e acabou pendurado numa árvore. Judas era orgulhoso! Os criadores de teologias de hoje são orgulhosos! São portanto outros Judas traidores!
 
     Quem pensa falar sobre Deus, quem pensa buscar entender os Mistérios de Deus longe da senda humildade e da profunda e permanente oração – falo destes portadores de títulos, de faculdades, de cursos bíblicos, criadores de teologias espetaculares, de escritos pomposos, prolixos e cheios de citações de autores (para dar-se aura de grande sabedoria) – estes que desandam pelo orgulho, mal sabem que logo estarão escrevendo para satanás. Estarão mudando a face do Deus Vivo, num pretenso homem-deus. E tal é a loucura que se comete neste sentido, que nestas escolas teologais, na maior parte do tempo se estuda exatamente as heresias, não para combate-las certamente, quiçá para aperfeiçoa-las! E justo por isso, muitos dos que saíram desta terra como grandes doutores, se acham hoje no báratro infernal, pela ousadia de haverem mudado a face do Deus verdadeiro.
 
     Quero dizer, com isso, que na Igreja não existem bons e santos doutores, estudiosos e teólogos? Não me interpretem mal, não distorçam o sentido: o fulcro central é que, só existem estes bons e santos doutores na Igreja, porque antes existem falsos doutores. De fato eles só se obrigam a existir, Deus Se obriga a suscita-los, exatamente porque, antes existem os hereges, os criadores de falsos conceitos sobre Deus, de falsas doutrinas diabólicas, que precisam ser combatidos, que precisam ser esmagados e fulminados, para que a sã Doutrina não se contamine com a podridão dos vermes heréticos. Em toda a história da Igreja foi assim! Olhem para trás! Tão logo surgiu uma heresia, já Deus suscitou um santo pregador da verdade, que saiu em defesa da Igreja. E assim os hereges desapareceram, as falsas teologias morreram, enquanto a Igreja Católica ficou de pé!
 
     Eu pessoalmente admiro sobremaneira e reverencio de coração a todos aqueles que conhecem os caminhos da Igreja, que são fiéis ao Papa, que conhecem porque estudam os documentos da Igreja, mesmo os mais antigos, que conhecem profundamente toda a sua história através dos séculos, e também são conhecedores profundos da vida dos santos e santas. Mas, acreditem, s
e eu tiver que escolher, entre todos os que eu conheço e tenho acompanhado seus trabalhos, infelizmente não posso mencionar nenhum sacerdote, nem um bispo ou cardeal. Porque todos os sacerdotes santos que conheço, não são teólogos. São apenas homens de fé e de muita oração, são bons confessores, e meço-os pela sua devoção pelas almas. Todos os padres que são arredios quanto aos novíssimos, que não pugnam ardentemente pela salvação das almas, não podem dizer que são bons, mesmo tendo mil cursos e universidades. Na verdade são leigos estes homens que reverencio, mais que isto, são autodidatas e nunca fizeram cursos teológicos.
 
     Tudo se fundamenta então, em torno da verdade. Que é a verdade? Deus imutável é a fonte única da verdade imutável. A verdade não é relativa, não é algo maleável, mutante, adaptável a qualquer tempo e a qualquer local e povo. As cláusulas sobre as quais se fundamenta a verdade são pétreas, quero dizer, são gravadas em rocha duríssima de diamante, e nunca mudarão, mesmo que se adiante a eternidade ou findem os tempos. Se as cláusulas da verdade são pétreas, então a moral não pode ser relativa e se adequar de acordo com os tempos, ao sabor do pensamento e do gosto dos homens de cada época, nem podem, eles legislar sobre matéria divina. Somente a Igreja Católica tem este poder. Que tal então, enumerarmos agora algumas verdades eternas, imutáveis?
 
1-      Existe apenas um Único Deus, e Único Senhor de todo o Universo, em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo!
2-      Jesus, gerado e não criado, é Filho único de Deus o Pai; O Pai é Criador, o Filho é Redentor, o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho é Santificador.
3-      Jesus, sendo Deus, se fez também homem e morreu numa Cruz para nos salvar da morte pelo pecado, mas depois ressuscitou dos mortos.
4-      Jesus nasceu de uma Virgem chamada Maria, ela o primeiro tabernáculo do Deus Altíssimo, que se fez carne para viver entre os homens. Ele se fez semelhante – não igual – à nós todos, menos no pecado.
5-      Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, foi concebida sem pecado, concebeu Jesus, seu Filho único, sem cometer pecado, e isso por obra do Espírito Santo, e permaneceu virgem depois do parto e assim até fim de seus dias na terra.
6-      Jesus fundou uma só Igreja – a hoje católica, e sob Pedro – com a ordem imutável de que o inferno nunca prevaleceria contra ela. A esta Igreja Única e somente a Ela, Jesus deu poder de ligar e desligar. Somente ela pode interpretar a Palavra de Deus, somente dela deve emanar a Doutrina, somente dela deve ser seguida a Tradição e o Sagrado Magistério, e por isso somente ela pode criar Dogmas e indicar as fórmulas de ministrar os Sacramentos, e conceder Indulgências.
7-      O homem é filho de Deus, por criação e adoção, pois sendo o homem dotado de individualidade, ele jamais poderá ser um Deus, porque Deus é um só! “Eu disse: sois deuses, sois filhos do Altíssimo, mas morrereis como simples homens” (Sl 82).
8-      Existe um Céu – prêmio eterno para os bons – existe um Inferno – castigo eterno para os maus e rebeldes – e existe um Purgatório – o último abismo da divina misericórdia – espaço purificador das almas, ainda não dignas de gozar plena e santamente da presença de Deus Altíssimo e para sempre.
9-      Haverá uma ressurreição dos mortos e haverá um Juízo Final de todas as nações e de todas as pessoas. Haverá também uma Vida Eterna depois da morte, eis que todos os homens devem morrer. 
10-  A Santa Missa é a renovação e a rememoração do Sacrifício da Cruz de Cristo, e nela acontece o milagre da Transubstanciação, a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor e Deus.
11-  Não existe confissão direta com Deus. Para o perdão dos pecados, em nome Dele, Jesus delegou este poder aos apóstolos, e aos sacerdotes católicos, pois sem a confissão é impossível ir direto ao céu, sem passar pelo purgatório.
12-  O demônio existe, o inferno existe, e Jesus por 19 vezes nos Evangelhos fal
ou sobre eles. O pecado também existe e sem o perdão não se chega aos Céus.
 
     Ora, todas estas dez verdades fazem parte da sã Doutrina da Igreja Católica. E somente ela acredita e prega todas estas coisas corretamente. Estas são verdades imitáveis e a nenhum homem – por mais doutor, teólogo, ou autoridade que seja – é dado mudar, ou alterar nada, seja em que tempo, em que época ou em que lugar. E justamente para manter viva esta verdade eterna e imutável, foi que Jesus fundou a Sua Única Igreja, a Católica. Isso para que ela fosse a depositária única, e mantenedora fiel de tudo aquilo que realmente vem de Deus. De fato, a Igreja foi criada para o homem, mas para que este mesmo homem se volte para ela, que a siga, que a obedeça, porque ela é a depositária única de todos os tesouros da fé cristã.  A Igreja da verdade não é moderna, é eterna.
 
    Entretanto, especialmente depois do Concílio Vaticano II, a Igreja se fez escrava do homem, ao invés de fiel guardiã da verdade eterna. Ao invés de ela ser Luz, passou a se deixar iluminar por homens que não vinham – nem vêm – de Deus, transformando aquela euforia inicial do Papa Paulo VI, no seu calvário final, onde ele próprio reconheceu que o Concílio ao invés de ser um sol para a Igreja, tornou-se trevas “que passaram a entrar nela, até pelas frestas e pelos batentes”. Na verdade o Concílio ao invés de trazer uma condenação terminante e decisiva contra o modernismo e o relativismo, deu-lhes é mais força, pela dúbia interpretação de suas posições, nem dogmáticas, nem precisas. Eis porque até hoje ainda se digladiam dois grupos quanto a ele, uns querendo fazer cumprir aquilo que o Concílio deixou escrito, outros querendo seguir o que ele quis dizer. Ora, se quis dizer não é dogmático, nem confiável! A Doutrina da Igreja não pode dar margem para interpretações diversas, ao sabor de qualquer um. Mas foi o que aconteceu!
 
    Na verdade, as pessoas que seguem a estas correntes modernas e heréticas de pensamento em relação a Deus, exigem uma mudança continua – exigem a evolução do pensamento e a evolução do dogma, a evolução da Igreja, e a evolução da Doutrina. No mundo moderno, o homem se reconhece como deus e se coloca descaradamente no lugar Dele. Não só isso, o homem se coloca como centro do universo – antropocentrismo – e devido a isso, para ele Deus não precisa existir: a ciência basta ao homem! Ainda mais: para este homem rebelde e insano, a Revelação seria algo que nasceria no interior do homem e não viria de Deus. Por isso, os defensores apaixonados do Vaticano II recusam praticamente todos os antigos documentos da Igreja, como sendo ultrapassados, como sendo sem valor, quando nunca foram revogados. E nunca o serão!
 
      Na essência,  Modernismo pode ser definido como “ambição de eliminar Deus de toda vida social”. E mais, em fazer a Igreja curvar-se e obedecer ao poder civil. Inclusive o Papa, imaginem o descaramento. Na essência, o Relativismo consiste na obrigatoriedade – e até no direito – dos homens, de adaptarem a forma como desejam seguir à uma divindade, uma crença, um Deus de acordo com o pensamento dominante de cada época. Isto seria até bom, se nos países de maioria católica, como o Brasil, as leis se baseassem nos mandamentos divinos. Então a maioria decidiria como fazer. Entretanto não é assim, pois muitas vezes certas minorias agitadas e operantes, embora insignificantes – como o caso dos homossexuais – em geral conseguem fazer valer sua voz ganiçante, acima da imensa maioria, porque conseguiram fazer o mundo podre engolir a falsa tese, que acusa de descriminação, todo aquele que combate o pecado, que ofende a maioria.
 
     E assim, mesmo os que não seguem a este Deus verdade, que não seguem a religião católica nem obedecem ao Papa, se julgam no direito de mudar nossa doutrina. Assim, os comunistas exigem que a Igreja se comporte como eles querem. A China, também Cuba, exigem que a Igreja católica nomeie bispos apenas entre os aprovados pelo partido. As seitas s
ecretas exigem que Deus se submeta aos dirigentes da pátria, enfim, os doutores e os teólogos modernos exigem que ela siga o social, se alie aos falsos ideais humanitários da besta, que busque o mundo e esqueça o Céu. Que esqueça para sempre da salvação eterna. Desta forma, somente a Igreja não tem direito de exigir nada de seus membros. Ou seja: Deus fora! Mais ainda: o grande alvo de todos eles, por hora, é apenas a nossa religião Católica, pois é justamente a esta que o demônio odeia, as outras não tanto!
 
     Observando bem, o grande volume destes escritos heréticos surgiu a partir de 1846, data da primeira grande aparição de Nossa Senhora, em La Sallete, época em que ela veio nos alertar de que o mundo seria inundado de livros e escritos dos maus e hereges. E tudo aconteceu conforme ela previra, eis porque tantos lutam para desacreditar aquelas aparições. Enfim, se eu pudesse resumir em poucas palavras este texto até aqui, eu diria: Se na Igreja houvesse mais santos confessores, que doutores e teólogos, não haveria nem tantos hereges, nem tantas heresias. Porque estando os confessionários cheios, a terra estaria povoada de humildes, simples, e estes não criam falsas teorias sobre Deus.
 
     Para irmos encerrando esta 1ª parte, lembro que ultimamente, a cada Domingo, a Rede Globo tem mostrado no programa Fantástico, a cada dia o pensamento de um filósofo modernista e isso tem o sentido, não de educar o povo, mas confundir-lhe a cabeça. Se você for escutar e seguir o que se diz a cada semana, certamente enlouquecerá em pouco tempo. Um deles disse que o universo é a soma das vontades dos homens. Eu não sei como sequer se pode considerar a alguém tão digno de um sanatório. Se isso fosse verdade, quando não existiam homens no universo como é que existia o Universo? Mas veja o que acontece: hoje, no mundo, mesmo sabendo que todas estas filosofias são furadas, ainda assim as escolas estudam tais pensadores, que são  moda, porque desafiavam a Deus, só por isso. O sentido é expulsar Deus da mente do homem. E os homens preferem dar ouvidos a fábulas, como diz São Paulo.
 
    Enfim, como já mostramos também quanto aos anjos caídos – segundo os Evangelhos apócrifos – eles também pediram a Deus que os deixasse tentar comandar por um tempo o Universo, seguindo as teorias do bem e do mal, arquitetadas pelo inteligentíssimo – mas maligno anjo negro – Lúcifer. Deus até simulou deixar isso acontecer, e foi quando Miguel levantou-se e gritou: quem como Deus? E houve a batalha, e os maus foram expulsos de diante do convívio divino, e para sempre. Hoje os homens querem a mesma coisa: querem que Deus se afaste daqui, e os deixe conduzir suas vidas, suas leis, até o Universo, sem Deus. Mas o profeta Daniel nos alerta: naquele tempo, levantar-se-á Miguel, o defensor dos filhos dos homens; e será um tempo de tribulação tal, como jamais houve na terra, nem haverá depois. Ou seja: está para repetir-se a mesma coisa. E isso tudo é próximo!
 
    Eu tinha terminado de escrever este texto, quando o Cláudio me mandou algumas mensagens de uma caminhada, e entre elas encontrei esta frase: “E, entre as palhas, o Senhor Deus procurará fragmentos deste mesmo homem, quando se fará Deus! Amém! Amém! Amém!” (Cláudio explica: Quando o homem se fará Deus? obviamente, quando pretender tornar-se Deus! Esta mensagem foi-me passada pelo Céu, em uníssono: milhares de vozes ao mesmo tempo...) Depois retornei a ele, que me colocou o que ele viu e sentiu: Quando o homem pretender tornar-se Deus, o Senhor encontrará apenas poucos homens bons, que não aceitaram esta idéia maldita: tornar-se deuses! Então o Criador agirá e a terra irá tremer! E mais uma vez Miguel se levantará, e o inferno irá tremer! Eis porque tenho, a tanto tempo insistido: sobrarão pouquíssimos homens vivos e fiéis! A maioria virará fragmento e pó, entre as palhas... Porque quis ser Deus!
 
    Para que o leitor entenda este pensamento, estas exigências dos moderni
stas e dos relativistas, nós retiramos do site “www.montfort.org”, de um documento da Igreja título “Syllabo”, uma seqüência de 80 idéias e pensamentos heréticos dos modernistas. Este documento foi emitido pelo papa Pio IX, nos idos de 1906, e sintetizou na essência as idéias heréticas dos modernistas, notadamente surgidas das idéias de grandes filósofos hereges, como Shopenhauer, Voltaire, Kant, Hegel, Marx entre mil outros infelizes. 
 
     Mas para mostrar como pensam e o que falam os hereges modernistas, comunistas, relativistas, nós deixamos para o texto seguinte, sob o título de HERESIAS, no display IGREJA! Não deixe de ler se quiser entender o motivo pelo qual chegamos à desgraça de hoje: um mundo cheio de deuses da Nova Era. Logo ouviremos Miguel: Quem como Deus?
 
Que Deus vos abençoe.
Arnaldo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



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