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14/07/2005
Sacrilégios


Confissão - 02 Sacrilégios
Confissão - 02 Sacrilégios

2040508 SACRILÉGIOS
(08/05/04)
     Normalmente não colocamos artigos de pessoas estranhas em nosso site, não por um sentido de exclusão ou soberba, mas porque, em tese, teríamos que aceitar temas polêmicos, controvertidos, ou até totalmente contrários à nossa linha de pensamento. Mas como o Papa João Paulo II, tem envidado esforço sobre-humano no sentido de avivar os sacramentos, como caminhos de salvação, e também alertar quanto à sua recepção deles em estado de graça, vamos abrir aqui um parêntesis para um texto do Padre Ângelo, com o qual já conversamos por telefone e afinamos em muitas idéias.
      O texto abaixo é dele, na íntegra, conforme o recebi. Peço aos leitores que o leiam com atenção. Meditem e depois tirem cópias e levem ao máximo de pessoas possível. Até eu fiquei surpreso com a terrível desgraça que se abate sobre a nossa Igreja, com relação aos outros sacramentos – não só a Eucaristia – mal distribuídos e mal recebidos. Jamais me passou pela idéia que não somente a Eucaristia, mas, dependendo da forma como são recebidos, todos os sacramentos podem ser sacrílegos. Vou colocar algumas letras (..) no texto e depois reforçarei abaixo. Veja o texto dele:
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     (Os dois primeiros parágrafos, de apresentação da carta, são de Teresinha)
     SACRAMENTOS SACRÍLEGOS:  Uma questão dramática dentro da Igreja Católica. A missão apostólica da Igreja está paralisada e emperrada devido aos inúmeros sacrilégios que se cometem com relação aos Sacramentos. Isto devido à influência satânica também, que tem como objetivo acabar com a fé dos fiéis cristãos introduzindo certas 'modas' aos sacramentos, que não tem nada a ver com o valor substancial, teológico e espiritual dos mesmos.
    Os "Sacramentos" são mistérios e canais da 'Graça de Deus',  meios de santificação. Por isso devem ser ministrados somente pelos sacerdotes e bispos da Igreja Católica, uma vez que só eles é que são os verdadeiros Ministros ou Mensageiros de Deus que transmitem a 'graça santificante' de cada sacramento, por meio do Espírito Santo de Deus, a fim de que os sacramentos sejam observados, valorizados e respeitados em sua essência teológica, espiritual e valor substancial.

Carta79 do Padre Ângelo, de 16/04/04. "... sacramentos sacrílegos que hoje é o problema mais dramático na pastoral da Igreja. Há muito tempo venho dizendo que, por causa do comércio de sacramentos sacrílegos (A), os eclesiásticos transformaram as paróquias no caminho mais curto para o inferno. Entre 1968 e 1972 eu trabalhei três anos e meio numa paróquia em São Paulo e 3 meses numa paróquia em Detroit (USA). Fui forçado a deixar o trabalho paroquial, porque me recusava a distribuir sacramentos sacrílegos. Hoje, a situação é muito mais grave do que na época em que trabalhava na paróquia" (B).
      Os sacramentos se dividem em dois grupos:
1.  Sacramentos dos vivos: Confirmação, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos.
2.  Sacramentos dos mortos: Batismo e Confissão.
     Os sacramentos dos vivos só podem ser recebidos em estado de graça. Quem recebe um sacramento dos vivos em pecado mortal comete um sacrilégio. Para cometer um pecado mortal basta faltar a missa aos domingos (vide Cat. da Igreja Catól. Nº 2181).
1. Confirmação: as pessoas admitidas ao sacramento da confirmação sem serem freqüentadoras da missa dominical (C), recebem o sacramento validamente mas cometem um sacrilégio.
2. Eucaristia: pessoas que vão à Missa esporadicamente e comungam recebem o corpo, sangue, alma e divindade de Jesus, mas comem e bebem a própria condenação, porque cometem um sacrilégio (Cf.1 Cor.11). Estou tomando como base apenas a freqüência a missa, mas obviamente as pessoas podem ter outros pecados mortais. Quando pais não praticantes colocam os
filhos no catecismo da primeira comunhão com a intenção de continuar não praticantes após recebimento da Eucaristia, a primeira comunhão dessa criança é sacrílega (D).
3. Ordem: Se alguém recebe o sacramento da ordem em pecado mortal, o sacramento é válido mas comete um sacrilégio (E).
4. Matrimônio: O sacramento do matrimônio em que ambos estão em estado de graça, hoje, é muitíssimo raro. Mesmo casais praticantes em que a mulher se casa virgem, em geral, são sacrílegos, porque eles se permitem intimidades que são tão graves como se tivessem feito sexo completo (F). Na recepção do sacramento do matrimônio, quando um está em pecado mortal e outro em estado de graça, somente o que está em pecado mortal comete sacrilégio. É comum os casais de namorados que fazem sexo, comungarem para evitar que os parentes desconfiem que eles estão praticando sexo. Neste caso o sacrilégio é multiplicado. Às vezes, casais que vivem em pecado confessam alguns dias antes do casamento. Mas raramente demonstram um verdadeiro arrependimento e, se não houver sincero arrependimento, a própria confissão se torna um sacrilégio.
5. Unção dos Enfermos: Em si, a Unção dos Enfermos é um sacramento dos vivos, mas em certas circunstâncias pode se tornar um sacramento dos mortos. Se o doente estiver lúcido, antes de receber a unção dos enfermos deve confessar (G), porque o sacramento apropriado para perdoar os pecados é a confissão; se o enfermo estiver em coma, se supõe que ele não tinha pecados graves (no caso de católico praticante) ou que se tenha arrependido antes de entrar em coma: neste caso, a Unção dos Enfermos, opera como sacramento dos mortos, perdoando os pecados.
6. Batismo: O batismo apaga o pecado original e perdoa todos os pecados pessoais cometidos até o momento do batismo, contanto que a pessoa esteja arrependida dos pecados pessoais. No caso de batismo de criança, o batismo elimina somente o pecado original. Em caso de adulto, o batismo, apesar de válido, pode se sacrílego: Se um adulto recebe o batismo sem se arrepender sinceramente de todos os pecados mortais que cometeu até ali, recebe o sacramento validamente, isto é, fica livre do pecado original, mas comete um sacrilégio, porque impediu o batismo de perdoar os pecados pessoais (H).
7. Confissão: A confissão perdoa todos os pecados contanto que haja arrependimento sincero em relação a todos os pecados mortais e veniais. A absolvição também pode ser sacrílega. Basta que a pessoa não esteja sinceramente arrependida de todos os pecados mortais cometidos ou que não esteja disposta a parar de cometer os pecados daí para frente. Tomemos por exemplo, um casal de namorados praticantes que fazem sexo.  Antes da semana santa,  decidem confessar para comungar na páscoa, com a intenção de continuar praticando sexo em seguida. A absolvição é sacrílega bem como a Eucaristia que receberem durante as cerimônias da semana santa (I).
      As pessoas que recebem sacramentos sacrílegos dificilmente se salvam (J), porque não admitem que cometeram um pecado grave por terem recebido um sacramento em pecado mortal. Como não admitem o pecado (sacrilégio), não se arrependem e não confessam.
     Quando Deus procurou Adão e Eva após o pecado, os procurou para perdoar, mas nenhum dos dois admitiu o pecado. Adão acusou Eva e Eva acusou a serpente (K). Não havendo admitido o pecado não se arrependeram e Deus não pôde perdoar: 9 Mas o Senhor Deus chamou o homem, dizendo: “Onde estás?” 10 E este respondeu: “Ouvi teus passos no jardim. Fiquei com medo porque estava nu, e me escondi”. 11 Disse-lhe Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?”12 E o homem disse: “A mulher que me deste por companheira, foi ela que me fez provar do fruto da árvore, e eu comi”. 13 Disse, pois, o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente me enganou e eu comi” (Gn.3,9-13).
     Se um dos dois se tivesse ajoelhado e pedido perdão, Deus teria
perdoado. O outro teria sido induzido a fazer a mesma coisa e Deus teria perdoado os dois. Deus não teria destruído o paraíso com a maldição da terra e o sofrimento e a morte não existiria: 17 Para o homem ele disse: “Porque ouviste a voz da mulher e comeste da árvore, cujo fruto te proibi comer, amaldiçoada será a terra por tua causa. Com fadiga tirarás dela o alimento durante toda a vida (Gn.3,17). Adão e Eva foram mais “burros” quando não se arrependeram do que quando pecaram.
     Na minha atividade pastoral, encontrei milhares de pessoas que receberam sacramentos em pecado mortal (sacrilégios) e dos quais nunca se arrependeram e, portanto, estavam caminhando para a perdição, apesar de terem voltado a praticar a religião, recebendo regularmente a Eucaristia no caso de forma sacrílega. Deus certamente será severo com os padres (L) que distribuem sacramentos sacrílegos, sem avisar as pessoas que os recebem que estão cometendo um sacrilégio, e quando estas mesmas pessoas decidem assumir seriamente suas obrigações religiosas, não as ajudam a se purificar dos sacrilégios cometidos na vida passada. Os padres que promovem este tipo de chacina espiritual nas paróquias não são os únicos culpados, porque aqueles que recebem sacramentos em pecado mortal também são culpados.
     Sugiro que você mesmo faça uma revisão de sua vida passada e veja se você mesmo não está recebendo a Eucaristia com algum pecado mortal cometido no passado ainda não eliminado. Se encontrar algum pecado grave cometido no passado, do qual ainda não se arrependeu e não confessou, calcule quantas vezes você recebe a absolvição e a Eucaristia de forma sacrílega.
Pe. Ângelo. [mailto:peangelo@terra.com.br]
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     Este o texto que me foi enviado. Recebemos a autorização pessoal do Padre Ângelo para colocar no ar.  Seguem algumas colocações advindas da nossa vivência nestes caminhos, também quanto à misericórdia que nos acolhe e perdoa. A responsabilidade sobre estas observações sobre este excelente texto do Padre é nossa.
A – Aqui ele não está dizendo que a Igreja comercializa os sacramentos, mas isso se torna um comércio, quando ele é tratado de forma superficial e pecaminosa. Nós devemos ter um grande amor por todos os sacramentos instituídos por Jesus, porque eles são a maneira mais fácil de nos conduzir ao céu, se recebidos dignamente.
B – Temos lido que nos Estados Unidos o problema é gravíssimo. Mas lá eles também são Igreja Católica e o problema de lá nos atinge a todos. Para que nós rezemos até o limite de nossas forças por estes sacerdotes, noutro dia saiu um relatório apenas dos abusos sexuais cometidos por eclesiásticos naquele país: Foram 10.500 casos de crianças molestadas, por 4.500 clérigos diferentes nos últimos 50 anos. Isto é o caos. Como se poderá distribuir os sacramentos dignamente, estando neste estado de alma? Rezemos pelos padres, muito, muito, muito!
C – Muitas pessoas até pensam nos mandamentos da Lei de Deus, mas esquecem muito facilmente dos mandamentos da Igreja, quando é sempre falta grave descumprir um deles. Aqui o padre Ângelo fala apenas do problema de faltar a Missa aos Domingos que é um OBRIGAÇÃO, de todo católico. Faltar, pois, à Santa Missa num Domingo ou dia Santo, é pecado grave, que obriga o católico a confessar, ANTES, de se aproximar de qualquer sacramento, não somente da Eucaristia. Quem faz isso sem se confessar, comete um pecado mais grave ainda: O Sacrilégio! A mesma coisa acontece em relação à não pagar corretamente o dízimo e a não cumprir os preceitos pascais.
 
D – Temos aqui em nossa paróquia a chamada catequese familiar. Acreditem, quem mais precisa de catequese hoje são exatamente os pais. Se eles fossem catequizados de verdade, o mundo não estaria tão mal, e a Igreja não estaria neste caos. E são milhares de sacrílegos então, estes pais, porque muitos deles mandam seus filhos para a Igreja por desencargo de consciência, mas eles mesmos – especialmente os homens – não praticam verdadeiramente a sua fé. Não c
onhecem porque não querem a Doutrina de sua Igreja. Ai deles quando chegarem diante de Deus após a morte!
 
E – Como o leitor viu, sacrilégio é receber um sacramento em estado consciente de pecado, sem contrição e sem arrependimento. E multiplicado é, quando a pessoa faz isso de forma deliberada, ou para aparecer menos culpada diante dos homens, pensando com isso enganar a Deus. O Sacrilégio é um pecado cumulativo, que vai envenenando a alma aos poucos e a prendendo cada vez mais firmemente à satanás. Isso lhe dá poder sobre a alma, que acaba se perdendo porque este pecado o leva a outros e assim até matar a alma. A Deus não se engana!
F – Realmente, aqui o problema é grave. A imensa maioria dos casais se preocupa com o vestido e o fraque, mas se esquece da alma. Muitos casamentos inteiros são sacrílegos e são diabólicos, na medida em que dele participam – quando não o são – até maçons, espíritas e de outras religiões estranhas, que descaradamente comungam, e desgraçadamente, para a sua ruína completa. Já participei de casamentos, onde senti náuseas das emanações daquela gente, vestida sumariamente, tudo para se mostrar diante dos homens, mas, almas negras, são ao diabo que elas pertencem.
G – Ilusão é pensar que uma pessoa que recebe a Unção dos Enfermos, sempre se irá salvar. Nós já tivemos um caso de uma pessoa que se perdeu, mesmo tendo recebido ainda lúcida este sacramento. Quando não existe arrependimento, mesmo diante das portas da morte, é porque esta alma obstinada foi sacrílega durante toda  a vida. Neste caso, ele participava dos sacramentos, mas a comunidade inteira sabia que ele roubava desde criança, e nunca largou este pecado medonho. Então, tudo leva a crer que ele cometia confissões sacrílegas e comunhões sacrílegas. Assim o foi também para a ele a Unção dos Enfermos. Infeliz de um teimoso!
H – No caso dos adultos – acima da idade da razão – o Batismo perdoa sim todos os pecados, mas para isso é necessária ANTES, a perfeita contrição e o propósito firme de emenda, senão o perdão fica impossibilitado. Que isso não leve os pais a batizarem seus filhos depois de adultos “quando já podem decidir por si”, porque isso é um novo sacrilégio dos pais. Já disse: não se brinca com Deus!
I – Todas as pessoas que vivem em “pecado continuado”, não podem receber os sacramentos, sob pena de sacrilégio. Por exemplo, viver juntos sem casar! Também ser adúltero! Ou apenas “ficar”, tão comum hoje em dia. Eles nem podem receber a absolvição dos pecados na confissão, nem podem participar dos outros sacramentos, porque sabem com certeza que continuarão no mesmo pecado depois. Então não existe o propósito de emenda, condição “sine qua non” para que aconteça o perdão. Por isso, quem vive junto não pode participar da Eucaristia. Eu próprio, passei 15 anos distante dela – não da Igreja – até que consegui regularizar minha situação. Bota sofrer nisso! Mas nunca fui à Eucaristia naquele estado!
J – Sim, nós já encontramos algumas pessoas que se perderam exclusivamente por sacrilégio. Mas felizmente foram poucas. Em geral, como já dissemos, o sacrilégio apenas vai ajudando a empurrar a pessoa para o inferno. Ele é cumulativo e junto com outros, forma um veneno mortal para a alma. São bem poucos os que vão em estado consciente de pecado aos sacramentos. A maioria é massa indolente, que o vento sopra e deforma, até brisa, de tão frouxos e mornos que são na fé e de tão pouco que conhecem a doutrina de sua Igreja.
K – O pecado de Adão e Eva, de tentar por a culpa nos outros, é ainda comum em milhares de confissões. A pessoa vai ao confessionário e diz: Eu fiz isto, mas o culpado é... E tenta desculpar-se! Isso não é confissão, é acusação! É pecado em dobro! Então a absolvição deve ser negada, até que a pessoa adquira verdadeira contrição pela sua falta, tenha um arrependimento profundo, e prometa para Deus não mais voltar a cometer aquela mesma falta. Ó, quantos bilhões de sacrilégios!

L – Todo julgamento a Deus pertence! Só Ele conhece a profundeza dos corações. Mas certamente que os sacerdotes sã
o os primeiros a não terem desculpas. Aliás, eles deveriam berrar do alto de seus púlpitos, alertando todos os dias sobre a gravidade do pecado, e o grande mal que ela acarreta para as almas. Verdadeiramente já se pode dizer que são pouquíssimos os que administram amorosamente os sacramentos, que se tornam mecânicos – e como disse o padre Ângelo – comercializados.
     Para terminar alertamos ainda que na última carta do Papa, sobre os abusos cometidos na Missa e contra a Sagrada Eucaristia, está expressa a ordem para negar os sacramentos aos sacrílegos, aqueles que vivem em pecado continuado, e nisso se incluem os maçons, os espíritas e todos os que professam religiões estranhas. Se um padre ou ministro souber de um caso assim, está obrigado a negar a Eucaristia, que não deve ser profanada. Não se pode ser conivente com o pecado!
     Compreendamos a imensa gravidade desta situação. O padre Ângelo tem razão quando diz que “a Igreja está paralisada e emperrada devido aos inúmeros sacrilégios” que se cometem diariamente em todo o mundo. Se todos os católicos recebessem os sacramentos em estado de graça – sem pecados, contritos e arrependidos – a situação do mundo mudaria imediatamente. Tudo se tornaria melhor de uma hora para outra. Mas os homens se obstinam na teimosia, e a teimosia maior está em não querer nem tomar conhecimento da Doutrina da Igreja e dos Sacramentos, na fingida esperança de que, ignorando propositadamente a Lei, se está livre dos seus rigores. Isso é um pecado gravíssimo, um sacrilégio mortal, um perfeito caminho de perda eterna.
Receber dignamente os sacramentos: eis um poderoso meio de salvação!
Sacrilégio, um caminho de morte eterna!
Aarão
OS. Gostaria que o leitor lesse também a mensagem ao Cláudio, número 211, que explica a visão de uma fila de comunhão. Aí poderá ter uma idéia do que acontece em todas as igrejas da terra, aonde todos, indistintamente, vão à Eucaristia sem estarem com as almas devidamente preparadas para receber o Corpo de Jesus!
ADENDO: Ao texto acima, eu já estava no site acrescento o seguinte. Agora mesmo o Papa Bento XVI, num esforço contínuo da Igreja em alertar para este fato, está apresentando o documento chamado será o «Instrumentum laboris» (instrumento de trabalho) da XI assembléia geral do Sínodo dos Bispos, que se celebrará no Vaticano de 2 a 23 de outubro sobre o tema «A Eucaristia, fonte e cume da vida e da missão da Igreja». Neste sínodo se tratará de assuntos como o escândalo da comunhão sacrílega, quando milhões de católicos vão à Eucaristia, sem estarem com a confissão em dia, conforme manda a Santa Igreja.
   Veja esta notícia de Zenit: CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de julho de 2005 (ZENIT.org).- A crise moral atual levou a que muitos católicos não compreendam que não é possível comungar e sustentar politicamente o aborto ou outros aspectos graves contra a vida, a justiça e a paz, assinala o documento de trabalho do próximo
sínodo dos bispos.O «Instrumentum laboris» (documento de trabalho) servirá de base para as discussões para a assembléia de sínodos do mundo que se celebrará em Roma de 2 a 23 de outubro sobre o tema «A Eucaristia: fonte e cume da vida e da missão da Igreja». «Existem católicos que não compreendem por que é pecado sustentar politicamente um candidato abertamente favorável ao aborto ou a outros atos graves contra a vida, a justiça e a paz. Desta atitude resulta evidente, entre outros aspectos, que está em crise o sentido de pertença à Igreja e que não é clara a distinção entre pecado venial e mortal», explica o documento no número 73. O texto, no qual se basearão as intervenções nesse sínodo, consta que muitos se aproximam da Eucaristia «sem ter refletido suficientemente sobre a moralidade da própria vida». «Alguns recebem a Comunhão ainda negando os ensinamentos da Igreja ou sustentando publicamente opções imorais, como o aborto, sem pensar que estão cometendo um ato de grave desonestidade pessoal e causando escândalo», acre
scenta
. Ante este panorama, o «Documento de trabalho» sugere assinalar «a conveniência de dar sempre mais relevo à necessidade da santificação e da conversão pessoal e de enfatizar ainda mais a unidade entre os ensinamentos da Igreja e da vida moral». «Também, os fiéis devem ser continuamente estimulados a tomar consciência de que a Eucaristia é fonte da força moral, da santidade e de todo progresso espiritual», indica. Por último, «considera de fundamental importância pôr de manifesto na catequese o vínculo entre a Eucaristia e a construção de uma sociedade justa, através da responsabilidade pessoal de cada um na participação ativa da missão da Igreja no mundo». «Neste sentido, uma especial responsabilidade corresponde aos católicos que ocupam cargos relevantes em política e em várias atividades sociais», conclui.
     Em mais de 150 Igrejas onde assisti a Santas Missas, em tantos anos de caminhada, em apenas duas delas – Rio Negrinho em SC , e Carlópolis PR – pude verificar que mais de metade das pessoas não foram comungar, nas outras todas sim, a maioria vai 100%, sem falta, o que é sem dúvida uma desgraça para a Igreja. Mas nestas duas localidades, ouvi claro e com som, que antes da Comunhão o Ministro da Comunhão foi ao microfone e disse: agora, aqueles que estiverem com a confissão em dia, podem participar da comunhão. E maioria não foi, porque certamente entre eles havia centenas que – como acontece nos lugares onde todos comungam – não haviam se confessado no último ano, ou estavam em estado de pecado grave.
     É preciso que todos nos envolvamos neste apostolado da Igreja, porque certamente os milhares de sacrilégios serão um dos motivos mais fortes que atrairão a Ira do Pai e a Justiça de Deus. Ai daqueles que vão a mesa eucarística de forma consciente em estado e pecado mortal. Como disse São Pulo, isso nos é causa de condenação eterna! Em verdade, Deus nos deu os Sacramentos como caminhos de salvação, mas com estas recepções sacrílegas deles, os transformamos em lodaçais em pocilgas, que ao invés de nos limpar antes contaminam ainda mais nossas almas. Isso se deve a banalização deles, que aconteceu em especial após o Concílio Vaticano II, não por determinação dele, mas por interpretação errada de suas disposições.
    Louvamos enfim a atitude do Papa Bento XVI, que continua fiel à doutrina e ao Catecismo de João Paulo II, reafirmando e reavivando os pontos principais de nossa fé, em especial quanto aos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, a Confissão sacramental feia a um sacerdote. Por isso, rezemos muito por ele, porque temos adversários ferozes que combatem isso tenazmente, pois sabem que a dignidade em receber os sacramentos, é fonte de infindáveis benções e graças para toda a Igreja.
    Que cada um examine-se a si mesmo, antes de participar da Eucaristia. Que não vá em pecado grave, porque estará adquirindo passaporte para sua ruína eterna.
 



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