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28/02/2014
Você ama Deus?


28/2/2014 17:52:15

Recados - Você ama Deus?


    Você de fato ama a Deus sobre todas as coisas? Leia o artigo que segue, depois ao final os comentários, se tiver um tempinho.

    DISTORCENDO O PRIMEIRO MANDAMENTO
    Quando se repete, nas aulas de catequese, que o primeiro mandamento é "Amar a Deus sobre todas as coisas", seria bom que se sublinhasse a palavra "todas". Desde as menores – nossas posses e propriedades – às mais valiosas – a família e a nossa própria vida –, nada deve figurar acima de Deus – já que é d’Ele tudo o que somos e recebemos.
    De fato, diz o Catecismo que "Deus amou primeiro". Seguir os mandamentos é simplesmente "a resposta de amor que o homem é chamado a dar a seu Deus" (§ 2083). Quando o homem decide se entregar totalmente a Deus, adorando-O e sendo fiel à Sua vontade, não faz mais do que agir com generosidade diante de um amor muito maior que o que oferece. É o que testemunha São João Evangelista, quando escreve: "De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16). E ainda: "Amamos, porque Deus nos amou primeiro" (1 Jo 4, 19).
    No entanto, o risco que se corre é o de esquecer com que grande amor o homem foi amado e com que preço foi comprado – com o próprio sangue de Deus derramado no Calvário.
    Pior: se há quem ignore tamanha prova de amor, há quem a conheça e, ainda assim, resista em tributar honra, glória e adoração ao Senhor. Neste ponto, os cristãos precisam bater no peito - dizendo "mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa" - e reconhecer a sua grande dívida, pois não têm vivido de acordo com as máximas do Evangelho; não se têm ocupado "em primeiro lugar com o Reino de Deus e a sua justiça" (Mt 6, 33). Ao contrário, preocupando-se demasiadamente com o dia de amanhã, têm esquecido o Amanhã Eterno ao qual todos um dia chegarão.
    A tolice de ajuntar "tesouros na terra", conduta contra a qual Jesus advertiu severamente - "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam" (Mt 6, 19) -, é uma tentação atraente. Porém, é o que é todo pecado: uma mentira, uma distorção das dimensões da realidade.
    Quem preferisse os bens terrestres às riquezas celestiais cometeria a sandice de uma noiva que ganha um anel de seu esposo, mas, apaixonando-se pelo presente, esquece-se do noivo. É a comparação que usa Santo Agostinho:
    "Irmãos, suponhamos que um esposo fizesse um anel para sua esposa e esta tivesse mais amor pelo anel recebido que pelo esposo que lho fabricou; não é verdade que com aquele presente se revelaria que a esposa tem um coração adúltero, embora ela ame algo que é presente do esposo? É claro que ela ama algo que foi feito pelo seu esposo, mas se ela dissesse: 'Basta-me o seu anel, e não me interessa ver o seu rosto', que tipo de esposa seria esta? Quem não abominaria esta loucura? Quem não condenaria este sentimento de adúltera?
    É "este sentimento de adúltera" o pecado que se concebe como idolatria. Na leitura de todo o Antigo Testamento é possível notar como o povo de Israel precisa muitas vezes batalhar consigo mesmo para resistir à tentação de adorar deuses fabricados pelos homens ao invés de cultuar o próprio Deus.
    Hoje, a situação nã
o é diferente. O cristão permanecerá toda a sua vida neste mundo lutando consigo mesmo para colocar em ordem a sua natureza corrompida e manchada pelo pecado. A luta contra a carne é a guerra contra o pior inimigo da alma, já que a concupiscência se trata de um "inimigo interno", que habita em nossa própria casa. A vitória definitiva sobre esta realidade só acontecerá na ressurreição dos mortos, quando todos os santos reinarão diante de Deus em corpo glorioso.
    Até lá, no entanto, a batalha é quotidiana, não para um só minuto. Muitas vezes, as insídias perigosas do demônio soarão inofensivas… Não pense o homem que as tentações serão para que o homem traia explícita e diretamente a Deus, que serão sugestões de infidelidade aberta e escancarada. O diabo começa a pavimentar a estrada para o inferno "maquiando" o primeiro mandamento: se o homem cai na armadilha, continua "amando" a Deus, mas não sobre todas as coisas. E aqui começa sua perdição.
    Não se engane o homem: "Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza"(Mt 6, 24).
    Por Equipe Christo Nihil Praeponere
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    Comento para lembrar o desastre que é a malsinada teologia da libertação, que também comete a idolatria de trocar o homem por Deus. A lei dela é: amarás ao teu irmão, porque assim deus quer... O homem inverte sempre o sentido das coisas, quando ouve do diabo seus pérfidos ensinamentos. Parecem muito bons e soam sempre agradáveis aos ouvidos, mas são todos absolutamente venenosos.
    Mas quero falar de uma faceta do Amor de Deus, lembrando a perfeição com que Ele fez e faz todas as coisas. A imensa maioria das pessoas, passa a vida inteira sem lembrar disso, sem olhar para um inseto, sem olhar para uma ave que canta, sem olhar para uma planta...
    Falando em plantas, Dulce minha esposa plantou em sua micro horta, 14 pés de feijão de vara, de dois a quatro grãos por cova. As sementes germinaram, alguns dias antes daquele grande calor, e com uns 15 centímetros de altura, começaram a largar os fios dos baraços, porque é uma planta trepadeira. Todos os dias pela manhã eu ia acompanhar o crescimento delas e então Dulce me pediu para ir buscar varas de bambu no mato, e eu trouxe 14 delas, de uns dois metros e meio de comprimento, e as finquei no meio de cada cova.
    Quando fiz isso, os pequenos tentáculos das plantas estavam cada um para um lado, norte, sul, leste, oeste, e eu sentia que estavam “apreensivos”, porque não achavam algo para subir. Acreditem, dois dias depois todos os mais de 40 pés já tinham seus tentáculos rodeando as caras e estavam subindo. E eu me perguntava: como é que eles acham as varas, tão rápido, se nem têm olhos? Nenhum falhou! E a partir dali, me pareciam verdadeiras crianças numa competição, para ver qual deles chegaria primeiro ao topo. Impressionante, davam a impressão de alegria.
    Como regávamos as plantas todos os dias a noite, não levou muitos dias e já p “vencedor” tinha chegado ao topo. Mas Dulce reclamava que eles só esticavam e não davam flores, então eu me perguntava: será que não querem fugir deste calor, ou nem tem forças para as flores? Claro, dias depois todos tinham chegado ao topo, e começaram a esticar seus pescocinhos no ar, como que angustiados, não achando mais por onde subir. E agora, o que va
i acontecer?
    Uns dois dias depois, subitamente percebi que os baraços da ponta tinham parado de crescer, e as plantinhas começaram a lançar brotos a partir da base, colocando novos baraços, cada um deles mais uma vez se agarrando na vara e subindo, de modo a literalmente encher todo o espaço entre as plantas. Mas ainda nada de flores.
    Então ouvi Dulce dizer que achava que tínhamos de cortar fora, porque a seca tinha estragado as plantas e não ia dar nada. Parece que elas escutaram, porque não levou mais do que dois dias e começaram a aparecer as primeiras flores, e mais e mais, até termos agora as plantas todas floridas. Os tentáculos que passam da ponta, ao chegarem em cima como que lutam desesperados para achar algo para subir mais, depois pelo peso, acabam caindo, botam novos brotos e voltam a subir. Falta agora as vagens, e depois um belo prato: arroz soltinho, com feijão de vara bem picadinho, sem tempero azedo. Um bom molho de carne, e não precisa presente maior de Deus.
    Hoje, quem se prende a olhar um fio de capim, um pé de feijão, talvez não tenha se dado conta que hoje quase já é possível conversar com as plantas, que sem dúvida, bem observado, parecem expressar sentimentos. Já comprovei, por exemplo, que quando você blasfema muito na lavoura, dificilmente consegue boas safras, mas se você trata as plantas com amor, nunca fica sem generosas colheitas, ainda mais se atribui tudo isso ao amor criador deste Pai, que tudo provê para seus filhos.
    Enfim, é possível amar a Deus através das plantas que Deus cria, tanto aquelas que nos servem de alimento, como as que embelezam com suas flores e cores, e todas por absorverem e reciclarem o gás carbônico, alterando dia e noite. O que ninguém deve, jamais, é colocar qualquer coisa viva, planta ou animal, como meta cega de sua vida, deixando Aquele que tudo criou de lado. Isso é idolatria, que se expressa no amor exagerado e doentio aos animais “de estimação”, também a preservação da vida vegetal, sem verdadeiramente antes adorar com todas as forças da nossa alma ao Deus que deixou todas estas belezas ao nosso dispor.
    Agora a pergunta final: quais são os seus ídolos? A quais coisas, bens, animais, plantas, você dedica mais tempo e mais amor do que ao Deus que te criou? Pense nisso, o Juiz está às portas!  A regra é simples e fácil: ama-se a Deus sobre todas as coisas, amando a tudo e a todos no AMOR de DEUS. Assim Ele será o primeiro e será TUDO em TODOS, e fará TUDO para TODOS. (Aarão)




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