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20/02/2014
Papa e o divórcio
 
Moral - Papa e o divórcio
20/2/2014 11:38:42

Moral - Papa e o divórcio


PAPA E O DIVÓRCIO...
Em semana agitada, Papa Francisco pode propor compromisso sobre divórcio...
Na Igreja Católica, assim como no Capitólio, às vezes você pode quase cheirar uma solução de compromisso para um problema espinhoso que vai ganhando forma. Esse pode ser o caso agora no que diz respeito à permissão de que católicos divorciados e em segunda união recebam os sacramentos, uma das dores de cabeça diante do Papa Francisco durante aquela que promete ser uma semana muito ocupada. Acredite ou não, o conceito classicamente italiano de "mamma-ismo", que significa o controle sobre um casal por parte de uma mãe dominadora, pode desempenhar um papel fundamental nisso.
A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no jornal The Boston Globe, 17-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A partir dessa segunda-feira, Francisco vai participar de três dias de encontros com o seu "G8", o conselho de oito cardeais conselheiros, um órgão do qual o cardeal Sean O'Malley, de Boston, é o único norte-americano. Espera-se que eles examinem as finanças vaticanas e diminuam a burocracia.
Depois, nos dias 20 e 21 de fevereiro, Francisco irá presidir um encontro da maioria dos cardeais do mundo, pouco antes do consistório de sábado. Esse é um evento em que o papa vai empossar 19 novos membros no clube mais exclusivo da Igreja, o Colégio dos Cardeais.
A sessão com os cardeais vai pôr a mesa para uma cúpula mundial de bispos em outubro, para falar sobre casamento e família. Entre as questões difíceis está se os católicos que se divorciaram e se casaram novamente sem uma anulação, uma declaração da Igreja que anula o primeiro casamento, deve ser autorizada para receber a comunhão e os outros sacramentos da Igreja.
É difícil exagerar a importância da questão no nível de "varejo". Um estudo de 2007 descobriu que, nos Estados Unidos, cerca de 10% dos católicos são divorciados e se casaram novamente 10 anos depois do seu primeiro casamento, um número que sobe para 18% depois dos 20 anos.
Encontrar uma maneira para permitir que essas pessoas recebam os sacramentos tem sido adiado por décadas, eFrancisco pareceu abrir a porta para a flexibilização das regras durante um discurso em julho. Os cardeais mais antigos têm divergido, e o coordenador do G8 diz que a mudança é possível, mas tanto o czar doutrinal do Vaticano, quanto O'Malley sinalizam que provavelmente não é.
O futuro cardeal alemão Gerhard Müller e O'Malley argumentaram que, dado o ensino de Cristo sobre o casamento – "o que Deus uniu, ninguém separe" –, alguém que se casa novamente sem uma anulação está em desacordo com a fé e, portanto, não pode receber os sacramentos.
Às vezes ridicularizada como um "divórcio católico", uma anulação é uma declaração por parte de um tribunal da Igreja de que um casamento nunca existiu, em primeiro lugar porque uma das condições de validade não foi cumprida, como o livre consentimento por ambas as partes.
Diante dessa tensão, um compromisso pode estar entrando em foco: nenhuma mudança na proibição dos sacramentos, mas um processo mais fácil e mais amplo para a concessão das anulações.
O'Malley levantou essa ideia durante uma recente entrevista ao jornal The Boston Globe, dizendo que, talvez, as anulações poderiam ser aceleradas, ao se eliminar a possibilidade de recurso a Roma, uma disposição que, muitas vezes, significa que um caso pode se arrastar por anos, se uma das partes quiser contestar o resultado.
Uma conferência de canonistas da região italiana da Ligúria no dia 15 de fevereiro pareceu apontar para a mesma direção, argumentando que as bases sobre as quais uma anulação pode ser concedida deveriam ser expandidas.
Em particular, esses advogados canônicos propuseram o acréscimo do "mamma-ismo" à lista, ou seja, uma situação em que os cônjuges estão tão comple
tamente sob o controle de um dos pais – geralmente, de acordo com os juristas, a mãe – que eles não têm livre-arbítrio.
Quer se entenda o "mamma-ismo" como um conceito jurídico ou psicológico ou não, ele ilustra como muitas autoridades católicas estão ávidas para tornar as anulações mais amigáveis.
Eis o porquê.
Muitos conservadores católicos acreditam que agora é o momento errado para enfraquecer a defesa da Igreja da santidade do casamento, especialmente à luz do crescente impulso ao casamento gay em todo o mundo desenvolvido. Como se vê, permitir que os católicos divorciados e em segunda união voltem aos sacramentos em massa equivaleria a jogar a toalha.
Liberais e moderados que querem a mudança não podem simplesmente ignorar esse avanço por parte daqueles preocupados com as implicações doutrinais e políticas.
Anulações mais rápidas, mais fáceis e mais baratas podem ser uma maneira de dar a todos, ao menos, um pouco do que querem – defendendo a indissolubilidade do matrimônio, mas também fornecendo a milhões de católicos divorciados e em segunda união uma estratégia de saída da sua forma de limbo.
Saberemos em breve se é assim que pensam os quase 200 cardeais do mundo, que estarão compartilhando as suas opiniões com Francisco nesta semana.
fonte:http://www.ihu.unisinos.br/noticias/528400-em-semana-agitada-papa-francisco-pode-propor-compromisso-sobre-divorcio
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OBS> Naturalmente que por hora se trata ainda de estudos e de confrontos de opiniões. Certo é também que ninguém pode negar a seriedade e a existência dos milhões de casais católicos separados, que vivem em segunda, terceira, quarta união, nesta que já se tornou a tônica na família cristã. Eu mesmo passei por isso, onde através de um casamento forçado apenas para batizar meu filho, acabei por assinar o papel diante do padre, para quatro meses depois estar separado em definitivo.
Mas vejam! Depois que entrei com o pedido de Declaração de Nulidade, o processo ficou quatorze anos parado, os padres me chamaram por quatro vezes a Florianópolis para não decidir nada, podendo dizer que me fizeram de palhaço. Numa das vezes em que fui convocado, por carta, com data e horário marcado no Tribunal, ao chegar lá, depois de uma hora de atraso na chegada, o padre vem com uma pasta na mão, todo afobado, e diz que tinha que dar uma aula na Universidade e não poderia me atender naquele dia. Mas e a carta convocando, com data e horário, ponderei eu... Dane-se, eis a resposta.
Depois de 14 anos de espera, entrei novamente com o libelo, e certamente com a ajuda da Mãezinha, passado um ano e meio eu recebi a Declaração de Nulidade, e pude então casar novamente. Mesmo assim, considero que um ano e meio ainda é muito tempo, porque a Igreja, se deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, tem condições de encontrar meios de agilizar estes processos, nem que seja contratando bons e honestos advogados católicos, também leigos bem formados, para conduzirem a parte burocrática. 
Quanto aos casamentos em si, o Padre Klaus que muito habilmente conduziu meu processo na segunda entrada, me disse que, de acordo com a experiência dele em muitos anos atuando no Tribunal Eclesiástico de Curitiba, para ele mais de 60% dos casamentos atuais são nulos já na raiz e, portanto, são inválidos e passíveis de anulação posterior. Eu creio que a matemática dele está correta, porque é esta também a média dos casais que se separam, já nos primeiros cinco anos.
Ora, dar simplesmente a comunhão sem antes seguir a via do Tribunal Eclesiástico, seria premiar o adultério, justamente um dos pecados mais condenados por Jesus. Quem deixar sua esposa e se casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E vice e versa! Este é o desejo da maçonaria eclesiástica, que visa destruir a família cristã, para a partir dela derrubar a Igreja. Seria também abrir as portas para a aprovação ou cancelamento de todo tipo de pecados, porque s
e aprova um, porque não outro?
Eu passei quase 15 anos sem poder comungar, porque entendia as razões e a doutrina da Igreja. Quando recebi o Batismo e o Crisma eu sabia muito bem quais eram as leis, as regras e os mandamentos da Igreja, entretanto hoje as pessoas ignoram tudo isso, e desejam forçar a Igreja autorizar a comunhão a quem vivem em pecado continuado e pecado grave. Este seria mais um passo na demolição da Igreja, mais um espinho cravado em seu coração. Afinal, se um casado em segunda união pode receber o Santíssimo Sacramento, por qual motivo não o poderia receber um simplesmente amasiado, não casado na Igreja? Quem casaria?
Sim, agilizar os processos de Nulidade, desde que preenchidos determinados requisitos. Mas ANTES de tudo a Igreja deve trabalhar arduamente para FORTALECER a instituição do Sagrado Matrimônio, preparando melhor os casais, ANTES que se casem e até mesmo os acompanhando depois. Isso não através de um curso de algumas horas, mas de algo que durasse pelo menos um ano. Porque a Igreja prepara para a Comunhão, e não para o Matrimônio?
Vou ser bem claro e direto: a Igreja Católica jamais poderia casar um par de jovens que não tivessem noção clara da responsabilidade que eles assumem, que não fossem capazes de “educar seus filhos na fé” como juram diante de Deus, e onde as jovens esposas não tivessem noções claras da maternidade e da condução das lides de um lar cristão, inclusive de economia doméstica, da limpeza, da preparação dos alimentos e da manutenção de uma casa com todas as suas exigências. Também os maridos, deveriam ter noção clara sobre o Sacramento que recebem, além da noção perfeita da responsabilidade que assumem na manutenção financeira da família e no provimento do lar. Enquanto algo neste sentido não for feito, as separações serão milhares e inevitáveis.
Infelizmente, se depender dos cardeais modernistas, se o Papa Francisco cair na deles, será aprovada a comunhão pura e simples, sem nenhuma outra exigência. Neste sentido, a Alemanha e alguns outros países da Europa já cumprem a agenda do mal, e não consideram mais falta grave o adultério. Vamos rezar, para que o Papa não aceite estas propostas. Isso seria capitular definitivamente do combate ao pecado, e seria o precedente que a maçonaria quer, para destruir a família católica por um erro assumido pela Igreja. Estariam então abertas as porteiras para o reino do diabo. (Aarão)


 
 
 

Artigo Visto: 1898 - Impresso: 28 - Enviado: 10

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