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02/10/2018
Dialética do tirano
O “terror de Bergoglio” assassina reputações e destrói ministérios, mas acoberta amigos criminosos e silencia vítimas inertes.
 

A dialética de Francisco (III). O tiro no pé.

Por FratresInUnum.com, 2 de outubro de 2018


 — Em nosso último editorial, salientávamos como Francisco incorporou na Igreja uma política da divisão, colocando em confronto dialético progressistas e conservadores, em intencional benefício dos primeiros. O medo, a suspeita, a vigilância são como que a música de fundo deste pontificado. Tal como nos tempos de Robespierre, o “terror de Bergoglio” assassina reputações e destrói ministérios, mas acoberta amigos criminosos e silencia vítimas inertes.

 

tiroA crise americana é apenas sintoma de um problema muito mais profundo que se estabeleceu na Igreja, uma certa psicopatologia eclesial, uma esquizofrenia eclesiológica: o mesmo papa que se imuniza contra os críticos mediante lacaios treinados para fiscalizar os eventuais opositores, que se esconde por trás da mídia, alvo principal do seu dito magistério, e que se eleva, deste modo, à encarnação de único dogma do catolicismo, é o papa que dissolve o poder papal numa falsa sinodalidade, isto é, na sinodalidade das máfias promovidas por seu séquito, detentoras de uma agenda corrosiva de qualquer coisa que se pareça minimamente com a fé católica.

Acontece, porém, que, contrariamente à política de “equilíbrio de forças e coalizão” dos pontificados anteriores, que produziu um culto à neutralidade e ao centrismo e fez até os mais progressistas adotarem, ao menos, a camuflagem como modus vivendi, o pontificado atual produziu, também pessoalmente contra si, verdadeiras oposições.

Quem já imaginou que um ex-núncio apostólico, como Mons. Viganó, treinado na academia diplomática da Santa Sé para falar sempre de modo ameno e por insinuações, viria à público denunciar contundentemente a leniência do papa com predadores sexuais por serem seus amigos e parceiros naquilo que ele chama de “reforma da Igreja”, obtendo como resposta o silêncio papal e um pedido desesperado de orações contra Satanás?… — Quem cogitou que alguns cardeais que, nos pontificados anteriores eram eclesiásticos medianos e inexpressivos, politicamente comedidos e eclesialmente corretos, ocupariam o protagonismo na resistência católica contra um pontificado comprometido em assumir a liderança mundial da esquerda e em pisotear impiedosamente tradições do cristianismo?

Francisco flagrou o que os papas anteriores tentaram maquiar: os progressistas saíram do armário e estão completamente descontrolados, crentes de que este pontificado é eterno e que eles podem fazer e dizer tudo que sempre fizeram e disseram na surdina, apenas para os seus círculos íntimos — aliás, muy íntimos.

O Cardeal Hummes, por exemplo, nos tempos de Santo André, ufanava-se por passeatas e protestos protagonizados por seu amigo pessoal, o ex-presidente e atual presidiário Lula, mas, nos últimos anos do pontificado de João Paulo II, assumiu ares conservadores, de tal modo que, nomeado arcebispo de São Paulo, foi elevado posteriormente por Bento XVI à Prefeito da Congregação para o Clero, exatamente por sua fama de linha dura na formação dos seminaristas. Obviamente, apenas quem não está habituado com a mentalidade dialética enganou-se com a fingida “conversão” conservadora do prestigiado purpurado. Antes de chegar em Roma, ele já tinha dado uma entrevista favorável à ordenação dos homens casados, opinião mantida cautelosamente em stand-by em seus tempos romanos, mas atualmente desfraldada com orgulho, a ponto de ser ele o líder dessa agenda no já concluído, apesar de nem começado, Sínodo da Amazônia. Aquilo que estava escondido, pôs-se à luz.

Mesmo o Cardeal Schönborn, que não é, digamos, suspeito de ortodoxia, acaba de publicar e, ato seguido, deletar um Tweet em que auspicia poder “ordenar mulheres como diaconisas”.

Atitudes como estas têm sido frequentíssimas, para não dizer cotidianas, por todos os lados na Igreja. Citamos apenas dois exemplares de uma plêiade tão numerosa de exemplos tais como dois grãos de areia na praia de Copacabana.

A autoconfiança progressista é a forca na qual eles mesmos serão enforcados. O efeito da dialética de Francisco é que ele mesmo está produzindo a superdose do antídoto que anulará tudo aquilo que ele está fazendo, haja vista a tendência hegemônica no clero mundial. O único benefício dos bajuladores de Bergoglio é o respaldo que recebem dele, mas, incapazes de reprodução, suas vozes caem incessantemente no vazio e eles, desprezados porque ridículos, fomentam apenas o odium plebis, cujas consequências serão devidamente colhidas por eles no tempo certo. Tudo é uma questão de espera…

Incapaz de superar a própria psicologia dialética por uma percepção integradora mais abrangente, o papa argentino tornou-se a vítima mais irredimível de si mesmo, condenado a produzir reversos de si indefinidamente. E isso não terá fim! Não se trata de uma falta de lealdade ou de uma disputa intestina. É um defeito intrínseco da eclesiologia dialética, que é, ao fim e ao cabo, uma eclesiologia do tiro no pé!

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