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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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23/07/2013
As más confissões
 
Confissão - As más confissões
23/7/2013 16:50:37

Confissão - As más confissões


AS MÁS CONFISSÕES
Para aqueles que pensam que entrar no Céu é muito fácil e lhes asseguram de que o inferno está vazio, que leiam o que segue. Pobres corações que rechaçam as graças sacramentais e assim se afastam do Senhor. Do livro de Santo Antônio Maria Claret, alguns exemplos de fatos acontecidos quando das confissões, e sobre a forma segura de chegar ao Céu.
Neste momento, amado cristão, te proponho o caminho que deves seguir e o modo de poder te levantar, se por desgraça caíres, e isso através do Sacramento da Penitência. Este Sacramento exige sem dúvida muita disposição para acercar-se dele devidamente, porque, de outro modo, em lugar de levantar-te tu de fundirás a ainda mais iniquidade, acrescentando aos teus pecados o peso do sacrilégio. E assim, tendo confessado mal, se te aproximares da mesa Sagrada, ai de ti. Que outra maldade tu cometerias. Te farias réu do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, e atrairias sobre ti a condenação, como disse São Paulo. Afim, pois, de afastar-te de tão enorme delito, vou te dar alguns exemplos de vários estados, copiados de Santo Afonso Logório, contidos em seu livro Instruções ao Povo.
1º exemplo, de um homem que fazia más confissões, e depois, quando quis se confessar devidamente não pode, porque assim se expressa Deus quando diz: Me buscareis e não me achareis e morrereis em vosso pecado. Disse São Ligório que nos anais dos Padres Capuchinhos há o registro de um homem que era tido por uma pessoa de grande virtude, porém se confessava mal. Tendo caído em grave enfermidade foi advertido para confessar-se, e ele fez chamar certo padre ao qual disse de saída: Padre, que tinha decidido me confessar, mas agora não quero mais! E por que, perguntou, admirado, o Padre? Porque agora estou condenado, respondeu o enfermo, porque não tendo nunca confessado inteiramente os meus pecados, Deus agora me priva do benefício de confessar-me bem. Dito isso, começou a soltar terríveis rugidos, e enquanto sua língua se despedaçava dizia: Maldita língua, que não quiseste confessar os pecados quando podias. E assim, fazendo-se em pedaços esta língua e dando rugidos horríveis ele entregou sua alma ao demônio. Seu corpo se tornou negro como carvão e fazendo um rumor espantoso era acompanhado de um fedor insuportável.
2º exemplo, de uma donzela, que morreu também, impenitente e desesperada. Conta o Padre Martim Del Rio, que numa província do Peru havia uma jovem índia chamada Catalina, a qual servia uma boa senhora que a induziu a ser batizada e a frequentar os Sacramentos. Ela se confessava amiúde, porém calava alguns pecados. Chegada ao transe da morte, ela se confessou nove vezes, porém sempre sacrilegamente, além do que, depois das confissões dizia para as amigas que havia escondido alguns pecados. Estas contaram isso para a senhora, que sabia muito bem que os pecados de Catalina eram da impureza. O confessor ficou sabendo disso e voltou a exortar a enferma que se confessasse de todos, porém Catalina se obstinou em não querer contar aquelas culpas ao seu confessor. Isso a levou a tal estado de desespero, que ela por fim disse ao Padre: Padre, deixa-me, não insista mais perdendo seu tempo, e voltando as costas para o confessor, começou a cantar cantos profanos. Quando ela estava expirando, suas companheiras pediram ainda que tomasse o crucifixo, mas ela respondeu: Que Crucifixo! Não quero saber de Crucifixo! Não o conheço e nem quero conhecer! E assim morreu! Naquele mesmo instante começaram a soar tais ruídos e se sentiu tanta fetidez na casa, que a senhora se viu obrigada a mudar de casa. Mais tarde Catalina apareceu a uma de suas amigas dizendo que estava no inferno devido às más confissões.
3º Exemplo o de um jovem, o qual deixa ver claramente aquele princípio: ou confissão ou condenação para aquele que pecou gravemente. E que não adiantam nenhuma boa obra ou penitência diferente, se não houver a confissão. As obras de nada servem para sair do estado de culpa grave, a não ser que se tenha um desejo ardente, profundo e verdadeiro de confessar-se, sem isso não há perdão. O motivo é e
vidente: o pecado mortal tem uma malícia infinita. Então para curar esta chaga infinita é absolutamente necessário um remédio também infinito. Este remédio são os méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que são aplicados por meio dos Sacramentos. Disso resulta que, podendo-se receber os Sacramentos, mas não se recebe, jamais se alcança o remédio, como desgraçadamente aconteceu com um infeliz chamado Pelágio. Conta uma crônica de São Benito que certo ermitão chamado Pelágio, que tinha sido posto por seus pais a cuidar do gado, todos lhe chamavam santo, e assim viveu por muitos anos. Mortos os seus pais ele vendeu todos aqueles parcos haveres que lhe haviam deixado, e se fez ermitão. Mas certa vez, por desgraça, ele consentiu em um pensamento de impureza. Caído em pecado, ele caiu num abismo de melancolia muito profunda, porém desejava confessar apenas para não perder aquela aura de santidade. Durante esta obstinação, passou por ele um peregrino que lhe disse: Pelágio, confessa-te que Deus te perdoará e recobrarás então a paz que perdeste, e desapareceu. Depois disso, Pelágio resolveu fazer muitas penitências por seu pecado, porém sem confessá-lo, lisonjeando-se de que Deus o perdoaria sem a confissão. Entrou em um monastério, onde foi bem recebido por sua fama de santidade, e ali levou uma vida austera, mortificando-se com jejuns e penitências duríssimas. Chegando finalmente a hora da morte, ele se confessou pela última vez, mas mais uma vez, tendo a vida toda deixado de confessar seu pecado, obstinou-se nele até a hora de sua morte. Recebeu o Santo Viático, e veio a ser sepultado com o conceito de um grande santo. Na noite seguinte, o sacristão encontrou o corpo de Pelágio sobre o túmulo. Ele o sepultou novamente, mas sempre na segunda e na terceira noite após, o cadáver aparecia insepulto, de modo que o sacristão avisou ao Abade, o qual, unido aos monges disse: Pelágio, tu foste obediente na vida, obedece também depois da morte: é por acaso a divina vontade que teu corpo seja posto em algum lugar especial? Ao que o defunto, dando um gemido espantoso respondeu: Ai de mim, que estou condenado por uma culpa que deixei de confessar. Olhe, Abade, meu corpo! E no mesmo instante ele se transformou em um cão incendiado, que se incandescia horrivelmente, ao ponto de que todos trataram de fugir. Porém Pelágio chamou o Abade para que ele tirasse de sua boca a última partícula consagrada que ele havia recebido, e ainda ali estava. Dito isso ele pediu que o corpo dele fosse retirado do lugar sagrado da Igreja e jogado numa lixeira, o que foi feito.
4º exemplo, o da filha do Rei da Inglaterra. Este caso é muito semelhante ao anterior. Se refere assim o Padre Francisco Rodriguez, que na Inglaterra, quando ainda predominava a religião católica, o rei Auguberto tinha uma filha de rara formosura, que foi pedida por muitos príncipes. Perguntada pelo pai se desejava casar-se ela respondeu que havia feito voto perpétuo de castidade. Seu pai pediu que ela pedisse de Roma a dispensa do voto, mas ela permaneceu inflexível, dizendo que não desejava outro esposo que não fosse Jesus Cristo. E pediu ao seu pai que a deixasse levar uma vida retirada e solitária, e como seu pai a amava muito, tratou de não desgostá-la, lhe assegurando apenas uma pensão de acordo com a conveniência. Logo que chegou ao seu retiro, ela se dedicou a uma vida de jejuns, orações e penitências. Frequentava os Sacramentos e se dedicava a servir os enfermos em um hospital. Levando tal modo de vida, mesmo sendo jovem ela caiu enferma e veio a falecer. Certa senhora que havia sido sua aia, estando em oração uma noite, ouviu um grande estrépito, e viu uma alma na figura de uma mulher, em meio ao fogo, e encadeada por muitos demônios, a qual disse: Precisas saber que sou a desditosa filha de Auguberto! Como, lhe perguntou a aia, tu condenada, depois de lavar uma vida santa? Justamente estou condenada por minha culpa. Precisas saber que quando jovem eu gostava de um dos meus pajens, por quem tinha grande afeição, e a quem eu pedia que lesse para mim. Uma vez, este pajem, depois
da leitura, me tomou pela mão e me beijou. Depois disso começou a tentar-me o demônio, até que finalmente eu caí e ofendi a Deus. Fui confessar-me e comecei a falar o meu pecado, mas meu confessor me interrompeu dizendo: Como? É isso que faz uma rainha? Então, por vergonha, lhe disse que havia sido um sonho! Depois disso comecei a fazer penitências e a dar esmolas a fim de que Deus me perdoasse, porém sem me confessar. Quando estava para morrer disse ao confessor que eu havia sido uma grande pecadora, mas ele me falou que deveria me desfazer daquele pensamento como fosse uma tentação e depois disso expirei e agora me vejo condenada por toda a eternidade. Dizendo isso desapareceu com grande estrondo que parecia fazer ruir o mundo, deixando naquele aposento forte mau cheiro, que durou por muitos dias. Se esta infeliz mulher se houvesse devidamente procurado o Sacramento da Penitência, agora estaria no Céu cantando louvores ao Senhor. Mas agora, por causa de sua depreciável e maldita vergonha, serve agora de tição no inferno. E quantas pessoas existem em todos os lugares e condições que hoje experimentam igual castigo, porque não acorrem contritas a este Sacramento.
5º exemplo, de uma mulher casada, também um caso parecido com o anterior, e a ele também se refere São Ligório. Conta o Padre Serafim Razzi, que em uma cidade da Itália havia uma nobre senhora, casada, que era tida por santa. Ao ponto de morrer, ela recebeu os Sacramentos, deixando para trás a fama de ser uma grande santa, por suas virtudes. Sua filha, porém, rogava incessantemente pelo descanso de sua alma. Certo dia, estando a filha em oração, ouviu um forte ruído na porta. Voltou o olhar para lá e viu a horrível figura de um porco de fogo, que exalava um odor putrefato, e tal foi seu horror que ela quis fugir pela janela, mas foi detida por uma voz que lhe disse: Filha te detém, eu sou tua desventurada mãe, a quem tinham todos por santa. Mas pelos pecados que cometi com teu pai e que por vergonha nunca confessei, Deus me condenou ao fogo do inferno. Não rogues mais a Deus por mim, porque assim me provocas tormento ainda maior. E dito isso, bramindo, desapareceu!
Talvez amado cristão tu perguntarás: É possível que uma alma condenada apareça? A isso te responderei que sim e para tirar qualquer dúvida que explico as razões. Me escuta, pois, e vamos por partes! Tu bem acreditas nas Escrituras e no Credo? Certo que sim, me dirás, ou do contrário te diria que és um herege. Pois das Santas Escrituras e do Credo, consta que nossa alma é imortal. A Razão natural nos está clamando que é preciso que nossa alma sobreviva ao corpo, para que possa receber de Deus o castigo por seus pecados, que não recebeu neste mundo. Ou o justo e merecido prêmio por suas virtudes, ou Deus não seria justo. E isso se apresenta tão claro, que mesmo Rousseau o confessou dizendo: Ainda que não existisse outra prova da imortalidade de nossa alma que o triunfo do mal e da opressão aqui na terra sobre a virtude, somente isso me tiraria qualquer dúvida que pudesse ter sobre ela.
Também sabes e acreditas, segundo o Credo, na Remissão dos pecados, o que quer dizer que, por muitos que sejam os pecados que uma pessoa tenha cometido, se ela se confessa bem de todos sem exceção, todos lhe são perdoados. Porém se a pessoa morre sem haver confessado, ainda que seja um só pecado mortal, pode vir a ser condenada eternamente. Assim como a bem ordenada justiça terrena – que é uma participação da justiça do Céu – tem cárceres e suplícios para castigar os malfeitores, também a justiça do Céu tem os cárceres e suplícios no Purgatório e no Inferno para os que morrem em pecado e não de todo purificados, ou obstinados no mal até o fim.
Postos estes princípios valhamo-nos de uma semelhança: Tens visto ou ouvido que vez por outra o juiz e o tribunal decretam que um dos prisioneiros seja exposto a vergonha e que outro seja açoitado publicamente? Acaso não ficam envergonhados e atentos os outros presos, ou os habitantes da cidade ou de qualquer lugar do mundo, diante de que passou aquele outro? Aplica ag
ora isso agora esta semelhança: Deus Nosso Senhor, Juiz Supremo e dono absoluto dos vivos e dos mortos, em qualquer tempo, pode ordenar, e algumas vezes tem ordenado, que alguns dos encarcerados nas masmorras do inferno, para sua confusão e escarnecimento, também para utilidade nossa, saiam deste cárcere e apareçam, conforme o fim para o qual Ele lhes manda aparecer. E quando aparecem não é necessário que todo mundo os veja, basta que alguns dos que viram participem depois aos demais, para que, abrindo suas cabeças estreitas ponham um grande e muito especial cuidado em não fazer más confissões, e para que, por meio de uma confissão geral, acompanhada de verdadeira dor e firme propósito, se emendam e refaçam novamente todas as confissões mal feitas, para não terem que experimentar depois a mesma desgraçada sorte. Este é o fruto e a utilidade que deves tirar deste e de outros exemplos.
6º exemplo, de uma senhora que por muitos anos caiu na confusão do pecado desonesto. Se refere São Ligório, e mais particularmente o Padre Antonio Caroccio, que isso se passou no país onde vivia esta senhora muito religiosa, mas ela sempre esperava um padre confessor forasteiro, e pediu a um deles que a ouvisse em confissão, e assim se confessou. Assim que o sacerdote partiu, ele confessou a um amigo que quando confessava aquela senhora, lhe saíam da boca muitas cobras, e que uma serpente enorme havia saído da boca e lhe mostrado a cabeça. Assim que esta serpente retrocedeu na boca, ele pode ver que dali saíam novas serpentes.
Suspeitando o confessor de que aquilo tinha algum significado, voltou ao povoado e à casa daquela senhora, e lhe disseram que no exato momento em que ele pisou na sala ela havia caído fulminada. Por três dias seguidos eles jejuaram e rogaram a Deus suplicando ao Senhor que lhes manifestasse aquele caso e ao terceiro dia apareceu a infeliz senhora, condenada e montada sobre um demônio em figura de um dragão horrível, com serpentes enroscadas no colo, que a sufocavam e devoravam seus seios. Havia uma víbora com cabeça de sapo no lugar dos olhos, também tinha flechas de fogo lhe saindo pelas orelhas, chamas de fogo lhe saindo da boca e ainda dois cachorros raivosos que lhe mordiam e comiam as mãos.
Então dando um espantoso gemido ela disse: Eu sou aquela desventura senhora que o senhor confessou faz três dias. E na medida em que eu ia confessando, me saiam animais imundos da boca e aquela serpente que seu companheiro viu sair de minha boca, era a figura de um pecado desonesto que eu sempre havia escondido por vergonha. Eu queria tê-lo confessado com você, porém não me atrevi, e por isso o retornei para dentro de mim com os demais que já haviam saído. Cansado de tanto esperar por mim, Deus me levou de repente e me precipitou no inferno, onde estou sendo atormentada por estas figuras de horríveis animais. A víbora me atormenta a cabeça por causa da minha soberba e demasiado cuidado em compor meus cabelos. Os sapos que me fecham os olhos são devido aos meus olhares lascivos. As flechas incendiadas que me castigam os ouvidos, são pelo fato de eu me haver dedicado a murmurações, a palavras e canções obscenas. O fogo que abrasa minha boca são por causa das murmurações e dos beijos torpes que dei. Tenho estas serpentes enroscadas no colo e que me comem os seios, por havê-los mostrado de modo provocativo em meus vestidos degotados. Os cães que me comem as mãos, são devido às maldades que cometi. Porém o que mais me atormenta é este pavoroso dragão em que estou montada, porque ele me abrasa as entranhas, e se deve aos meus pecados da impureza. Ah, e já não existe remédio ou misericórdia para mim, senão tormentos e penas eternas. Ah, as mulheres, tornou ela, quantas se condenam por quatro gêneros de pecados: por pecados da impureza, por causa das joias e adornos, por causa de feitiçarias e por esconder seus pecados na confissão. Os homens se condenam por toda classe de pecados, porém as mulheres, principalmente por estes quatro. Dito isso se abriu a terra e se fundiu com esta desditosa sumindo no profundo inferno onde pad
ece e padecerá por toda a eternidade.
  Reflete agora, cristão, e entende como Deus Nosso Senhor mandou esta infeliz senhora sair do cárcere do inferno, e fê-la passar ainda por esta vergonha, para que os mortais saibam da morte que os espera se pecarem da mesma forma, e não se confessarem bem. Oxalá tires tu, da leitura deste exemplo o fruto que muitos já tem tirado, fazendo uma boa confissão e emendando-te completamente. Um autor disse que este caso já converteu mais pessoas que duzentas quaresmas. O missionário Padre Jaime Corella fez o voto de pregar este fato em todas as suas missões, e sempre retirava dele grande proveito pelas conversões que causava entre os fiéis. Também houve um Bispo que estabeleceu um mandato, de que de tempos em tempos este caso fosse lido na Igreja. Mas ai de ti se não tiras proveito disso! Ai de ti se não confessas todos os teus pecados. Ai de ti se, mal preparado, vais receber a Sagrada Eucaristia! Melhor fora não teres nascido.
Agora se pode perguntar! Por que tais pessoas, que pareciam tão boas cristãs, foram parar no inferno? Dois videntes, Marino e Glória Polo, que voltaram do Senhor, ambos foram ao Céu, mas também viram o inferno, e eles contam que os pecados são demônios, ou seja, são pessoas, seres que quando pecam se relacionam com eles, ou seja, o demônio da luxúria os faz pecar e os mantem atados a ele, deixando a nossa alma desfigurada e dando-nos aspecto parecido ao dele. Ao passo que numa boa e santa confissão Jesus nos lava com Seu Sangue e corta toda a relação com os demônios, tal como éramos lavados quando bebês. Por isso a pessoa se sente tão livre porque se Deus perdoa já não existe mais a mancha do pecado, que se perdoado desaparece completamente de nossa alma.
Disse São Jeronimo: Se o paciente tem vergonha de mostrar sua ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ela ignora. Ou seja: se não confessas ao Padre os teus pecados, ele não te pode perdoar. No Coração da Mãezinha, se pede divulgar isso ao todos, para adverti-los deste grande perigo.(Fim)
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OBS: São exemplos tirados dos santos, e por serem santos certamente seu testemunho se torna ainda mais verdadeiro. Eu sempre tenho afirmado que, depois de ter ouvido tantos casos parecidos em nosso trabalho, e depois de ter analisado vidas de pessoas que conheci, e que se perderam – infelizmente já são nove ao todo – o pecado maior, o mais horrível, e no fundo se pode dizer o ÚNICO que leva uma alma para o inferno é a TEIMOSIA. Falo da teimosia aberrante, decidida, incontornável, resoluta, bestial, furiosamente encalacrada numa alma ESTÚPIDA, coisa maligna que a faz resistir na conversão até no fim da vida, até na hora do julgamento particular. Nem Deus pode com uma criatura obstinada no mal assim! Que tal um homem que, em vida, é tão teimoso, tão maligno, que se planta diante de um pé de fruta, mirrado, quase seco e sem frutos e vai até a morte dizendo que aquela coisa vale mais do que um automóvel, e zero quilômetro? Um sujeito assim é capaz de negar os mais torpes pecados!
Pelos exemplos de julgamentos que temos visto através dos depoimentos ao Movimento, sabemos que, logo depois da morte vem o Juízo Particular, onde a alma é posta diante de Jesus e tem aberto diante de si, o livro da vida. Este livro é como um filme, ao vivo e a cores, com a maior riqueza de detalhes, que mostra toda a nossa vida, desde a idade da razão, e não somente o ato pecaminoso em si, mas também a intensidade da malícia nele posta, o desejo ardente de cometer tal falta grave, e o nível de conhecimento que a pessoa tem em relação a ele. Tudo isso nos será mostrado – no caso dos pecados não confessados e já perdoados na boa confissão – além do que, se no ato do cometimento houver uma pessoa ou mais como testemunha, isso estará “filmado” no Livro, de modo a não haver nenhuma dúvida. A Justiça divina é perfeita, absolutamente imparcial, e dela nada escapa, ninguém escapa.
Quando analisamos os casos acima, temos que ter em mente que toda
s estas seis pessoas, foram até o fim em sua teimosia, no fundo, insistiram em negar que aquilo fosse um pecado, ou sugerindo a Deus que as penitencias e boas obras tivessem coberto aquele erro. Mas aqui fica bem claro que boas obras apenas não bastam para remir as faltas, nem quanto à culpa nem quanto ao dano causado por elas. No caso especial dos pecados graves, é absolutamente necessário que haja a confissão sacramental, confissão a um sacerdote, não existe alternativa, com o cumprimento pleno de todos os pré e pós-requisitos. Os pré-requisitos são o exame de consciência, o ato de contrição profundo e sem questionamentos ou desculpas, e o firme propósito de não cometer mais tais faltas, além, é claro de falar ao confessor assumindo o erro. O pós-requisito é o cumprimento integral da penitência imposta pelo confessor.
Mesmo assim sei que muitos farão a mesma pergunta: e quanto ao milhões de católicos – e de outros credos naturalmente, que morrem subitamente, ou sem haverem se confessado e recebido a Unção dos Enfermos? A primeira resposta nos vem de São Bernardo, quando firma que: entre o momento da morte e a eternidade, existe ainda um abismo de misericórdia. Bendito momento este, e vou explicar. Toda a morte que é estabelecida pela ciência ou medicina humana, nem sempre coincide com a morte real, aquela decretada por Deus. Pode levar cinco minutos ou até meia hora, que muitas vezes Deus concede para tais almas, tempo de verem seu Livro, de meditarem e de se arrependerem de suas faltas. Tais almas têm então mais uma chance, que sempre é concedida por Deus ao pedido das pessoas que rezam por ela, pelo mistério da Comunhão dos Santos. De fato a maioria se salva desta forma digamos quase em merecer. Vejam que as almas dos exemplos acima não tiveram a graça da contrição final porque ninguém intercedeu por elas, uma vez que em vida eram tidas por pessoas santas.
Há casos tais em que Jesus, além de mostrar o livro da vida, com todas as provas dos pecados de tal pessoa, e mais ainda mostrar o Purgatório onde a pessoas deveria passar algum tempo e depois mostrar o Céu onde ela ficaria depois de purificada, e também mostrar o inferno para onde a pessoa está fadada a ir se não aceitar que pecou e não cair aos pés de Jesus, ainda assim, existem almas tão obstinadas no mal, tão aferradas aos seus falsos conceitos errôneos, tão enraivecidas contra Deus porque não cumpre os seus desejos, tão embrutecidas em torno da falsa doutrina e dos falsos conceitos que firmaram para si em vida, que mesmo vendo e sentindo o furor das chamas infernais, nele se atiram, livre e decididamente. Coisas assim são inexplicáveis à luz da razão e adentram no mais profundo dos mistérios da alma humana. E que negras almas existem!
O fato é que há pessoas com tal orgulho, tal inveja, tal teimosia aberrante, que se tornam em réprobos, e se destinam a si mesmos a perda eterna, num ato estúpido de tal profundidade que supera em muito a todas as loucuras juntas. Nisso se verifica, que todo aquele que cai no inferno, vai por livre, decidida e plena vontade, sem que possa colocar culpas no tentador, ou em Deus, sem que possa colocar a culpa em outros, sendo uma decisão irrevogável, sem efeito de pressão, indução ou tentação, contra a qual nem mesmo Deus pode. É como se Jesus dissesse a esta alma infeliz: dou-te o Céu absolutamente de graça e sem mérito algum de tua parte, mas a alma diz decidida: não quero o Teu Céu, porque Te odeio!
Então pergunto: dá para entender uma atitude assim? Ver o inferno e se atirar nele! Nos exemplos acima, alguns tiveram mortes fulminantes, e para as quais não houve tempo de contrição, exatamente porque tendo tido inumeráveis chances em vida, literalmente desprezaram todas, e desta forma, Deus que as conhece bem, sabe que irão até o fim na obstinação de sua falta, e mesmo que lhes mostre o inferno e dando chance de evitá-lo, elas acabam se atirando nele. Uma pessoa que se confessa nove vezes e ainda vai gozar das amigas dizendo que escondeu de propósito alguns pecados ao padre, o que merece? Este é um pecado contra o Es
pírito Santo, porque faz pouco caso da divina misericórdia. É literalmente a rejeição da Cruz! É blasfêmia!
Um dos grandes efeitos de perda eterna, que leva muitas almas ao abismo, é este da busca de preservar a imagem, esta falsa aura de santidade. Tais pessoas simplesmente negam que cometem pecados, ou os fazem escondidamente, conservando diante de todos, uma pose imaculada, e assim se vão mergulhando numa pretensa santidade, que acaba por levá-los à morte eterna. Para jamais cair neste ardil diabólico, é preciso que nos façamos pecadores extremos, que aceitemos qualquer falta, por mínima que seja, como tendo cometido um pecado gravíssimo, porque diante da Santidade do Pai, até mesmo uma falta leve, diante de seu Espelho Puríssimo, parece um monstro de feitura. Vai neste sentido, também, nunca tentar eximir-se de culpa, ou colocar a culpa nos outros, sempre assumindo toda a culpa, ainda que não se tenha. Só isso evita uma confissão mal feita!
Já mostramos também, em outros artigos, que embora pareça em algum dos exemplos acima que o demônio teve participação ou “culpa” pela perda eterna de tais almas, na realidade não é bem assim. De fato, nunca houve, nem haverá uma só alma que, depois de ter se perdido eternamente poderá alegar que foi por culpa de demônio, porque absolutamente todos os seres humanos, junto com seus anjos da guarda, são muito mais poderosos que os agentes infernais, de tal forma que – por questão de justiça e verdade – se pode afirmar que, até hoje, jamais alguém foi para o inferno por amor ao diabo. Lúcifer jamais terá este “gosto”, de que alguém se perdeu por adorá-lo.
Ou seja: se todos os demônios, depois de caídos, tivessem ficado no inferno, sem tentar os homens, sem buscarem tão tenazmente leva-los à perdição, no final de tudo, estariam no inferno, exatamente todas e as mesmas almas que lá caíram, sem exceção ou falta de uma só. Disso se deduz que o Amor Infinito de Deus trabalha em nosso favor, de tal forma que, os demônios ao nos tentarem, na realidade e em última análise, trabalham para nosso bem, para que cresçamos em graça e santidade, justamente ao vencermos as tentações. De fato, que mérito haveria se não tivéssemos que lutar contra estas potestades infernais e estes demônios dos ares e da terra? Sem eles não conseguiríamos acumular graças, nem méritos, que nos serão conferidos por toda a eternidade.
Mas este é justamente o castigo mais espantoso que os demônios podem ter, além, é claro, de serem privados eternamente da presença de Deus, o Sumo Bem. Saber que trabalham na realidade para o bem dos filhos e filhas de Deus, saber que são escravos de sua aberrante, mas livre obstinação no mal, saber que só contribuem para o crescimento daqueles que intentam fazer perder, tudo isso os exaspera e enfurece. Mais do que isso, todo este esforço ensandecido deles em fazer perder as almas, na realidade resulta em sempre mais dores e tormentos que acumulam sobre si. De fato, se nós podemos crescer em graças e bem ao vencê-los, eles, ao lutarem pelo nosso mal, só podem acumular tormentos e suplícios sobre si, que durarão por toda a eternidade. Enfim, Lúcifer acumula sobre si os tormentos de todos!
Então, podemos dizer que o caminho da salvação passa não somente pelo Sacramento da Confissão a um sacerdote, como se precisa reforçar, por boas, santas e completas confissões, sem esconder nada. Quando a Igreja diz que somente através dela se consegue a salvação, é porque se refere aos Sacramentos, que nenhuma outra religião, credo ou seita tem. Desta forma jamais se poderá aceitar qualquer tipo de ecumenismo, que não vise única e exclusivamente a admissão de todos em torno da Única verdade, da Única Igreja que salva, porque somente ela tem os Sacramentos que são os caminhos de salvação. As outras não são caminhos, mas trilhas, becos sem saída!
Qualquer tipo de união das diferentes religiões, credos e seitas, que se se firme na premissa de que “todas as religiões salvam, porque cada uma tem parte da verdade” não deve ser aceita, porque Deus não se reúne na mentira, nem discute com satan
ás. Eis a verdade: tudo, absolutamente tudo, sem exceção de um só quesito item ou conceito, regra ou lei, mandamento ou doutrina, que seja necessário para a salvação de uma alma, sempre esteve, só está, e sempre estará unicamente com a Igreja Católica Apostólica Romana, Una e Santa, e com nenhuma outra mais. O que, possivelmente algum deles poderá alegar de bom, único, útil ou necessário, sempre já esteve na Igreja de Jesus, a Católica.
Por isso, que ninguém aceite qualquer regra que proíba ou mesmo torne desnecessária a confissão a um sacerdote, nem aceite qualquer regra, mudança, ou alteração na Santa Missa, algo que a transforme em uma espécie de “ceia”, ou a aproxime ou confirme unicamente no rito protestante, ou neocatecumenal. Se vierem com uma conversa melíflua, mas venenosa dizendo que “Deus é um só e o mesmo”, ou ainda “porque ninguém deve ser excluído do baquete”, ou porque “Deus está no pão, como está em toda parte”, enfim porque “Jesus nos pede a unidade”, fujam disso. Quem aceitar isso estará participando da grande abominação predita por Daniel, e será alvo da ira divina. Se mudarem as palavras chave, ou se não mais realizarem a consagração do pão e do vinho conforme o Missal atual – Isto É Meu Corpo – Isto É Meu Sangue – fujam daquele recinto, porque estarão participando de um baquete com satanás, não mais do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor.
Enfim, permaneçam alerta contra qualquer tipo de proposta de um congresso ou concílio que vise a união de todos os credos, numa só religião universal, moderna, porque não será uma união na verdade da Igreja Católica, e sim na mentira de satanás. Ainda que tal atitude pareça ser algo bom e querido por Jesus, Ele jamais aceitará uma união que não se faça em torno da obediência cega, absoluta, perfeita, irrestrita e sem contestação da doutrina católica, que Ele ensinou. Qualquer coisa fora disso não será ligada no Céu, ainda que todos os cardeais, bispos e papas unidos assim o decidam. E isso, com absoluta certeza, as seitas outras coisas e os credos tantos, os deuses muitos não aceitarão: eles querem que a Igreja se contradiga em alguma coisa, para então derrubar todo o resto. O que se tem visto foi sempre a Igreja ceder, eles jamais. O caminhar deles é para satanás, e atrás dele o povo de Jesus não vai. Que cada um use de seu discernimento.
Como viram, os nossos santos e preciosos Sacramentos são o alvo do maligno, porque uma vez destruídos ou descaracterizados, fecham-se os caminhos de salvação das almas, especialmente Confissão e Eucaristia. Já existe a traição da aceitação do batismo de certos credos, batismo não ligado no céu – e isso um dia nosso clero verá – porque o verdadeiro batismo é de remissão dos pecados e filiação divina, enquanto as seitas o aplicam como sinal – porque não acreditam na remissão dos pecados – e batismo de filiação ao credo ou seita, é de adesão a um pastor. Ou seja, vivem como pagãos, e porque “desejaram” um batismo válido, Jesus os batiza na hora da morte.
Nós sabemos que, infelizmente, estas coisas acontecerão, e a maioria de um povo cego e enfeitiçado acabará por aceitar tudo como normal, porque não serão mudanças drásticas, mas através de palavras capciosas, ardilosas, que parecerão deixar tudo igual, quando será um ardil maligno. As profecias, desde os séculos, nos avisam que a Missa será mudada, para agradar aos protestantes. Ora, para agradar aos protestantes, somente eliminando o Dogma da presença real e Viva de Jesus, negando a transubstanciação, porque eles não acreditam. A imensa maioria dos sacerdotes, por medo, por covardia, ou ainda por acreditar mesmo que deve ser assim, acabará aceitando e praticando esta abominação ecumênica. Isso até que lhes advenha o pré-aviso, e o grande alerta mundial.
Até lá, procuremos todos fazer boas e santas confissões. Procuremos estar sempre perto e atentos aos bons e santos sacerdotes que celebram com amor, e validamente. A confissão nos dá o estado de graça e a Eucaristia recebida neste estado, nos dá a pertença completa a Deus. Então Ele terá absoluta liberdade de agir em
nosso favor, e nenhum mal nos atingirá. Pela oração conseguiremos a fortaleza necessária para vencermos estes tempos maus que nos chegam muito rapidamente, especialmente pelo Rosário em família, porque Maria nos guiará ao porto seguro que é o Coração Sacratíssimo de Jesus.
Para terminar, digo que noutro dia pensei assim: nós honramos os Corações de Jesus, de Maria e até de São José, e me perguntei se acaso o Pai Eterno não tem também um coração? Se Ele tem, por que não honrar também este Coração Amantíssimo, especialmente neste tempo atual? E me veio a seguinte jaculatória: CORAÇÃO AMOROSO DO ETERNO PAI... SEDE NOSSO ABRIGO NESTE TEMPO FINAL. Que tal a incluirmos em nossas orações?
(Aarão)


 
 
 

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