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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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21/01/2008
Raíz do pecado
 
Confissão - Raíz do pecado
21/01/2008 15:31:32

Confissão - Raíz do pecado


Raíz do Pecado

(para meditação - gentileza Thomas)



Raiz do Pecado





A Igreja, iluminada pela luz do Espírito Santo, seu Guia infalível, em sua experiência bi´milenar, nos ensina que os piores pecados são aqueles que ela chama de ´capitais´. Capital vem do latim ´caput´, que quer dizer cabeça. São pecados ´cabeças´, isto é, que geram muitos outros. Assim como, por exemplo, a capital de um estado ou de um país, é de onde procedem as ordens, decisões e comandos, assim também, desses pecados ´cabeças´, nascem muitos outros. Por isso eles sempre mereceram, por parte da Igreja, uma atenção especial. São sete: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.



Houve um santo que disse que, se a cada ano vencêssemos um desses sete, ao fim de sete anos, seríamos santos. Portanto, vale a pena refletir sobre eles, a fim de rejeitá´los, com o auxílio da graça de Deus e de nossa vontade.



O primeiro, e sem dúvida o pior de todos, é a soberba. É o pior porque foi exatamente o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência mortal.



A soberba consiste na pessoa sentir´se como se fosse a geradora dos seus próprios bens materiais e espirituais.



Acha´se cheia de si mesma, pensa, melancolicamente, que é a própria autora daquilo que tem ou que faz de bom, e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago:



´Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes´ (Tg 1,17).



O soberbo se esquece que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, Dele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele ´rouba a glória de Deus´, pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem só a Deus, já que Ele é o autor de toda graça.



A soberba é o oposto da humildade. Essa palavra vem de ´humus´, daquilo que se acha na terra, pó. O humilde, é aquele que reconhece o seu ´nada´, a sua contingência, embora seja a mais bela obra de Deus sobre a terra, a sua glória, como dizia santo Irineu no século II.



Foi a soberba que perdeu a humanidade, foi a humildade que a salvou. São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, garante que: ´Toda a vitória do Salvador dominando o demônio e o mundo, foi iniciada na humildade e consumada na humildade!´ Adão e Eva sendo criaturas quiseram ´ser como deuses´ (Gen 3,5), Jesus, sendo Deus, fez´se como a criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. São Paulo resume isso na carta aos filipenses:



´Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou´se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando´se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou´se ainda mais, tornando´se obediente até a morte, e morte de cruz´ (Fil 2,6´8).



Pela humildade e pela humilhação Jesus se tornou o ´novo Adão´ que salvou o mundo (Rom 5,12s). Maria, a mãe do Senhor, tornou´se a ´nova Eva´, ensina a Igreja, porque na sua humildade destruiu os laços da soberba da primeira virgem.



Esta é a razão pela qual a humildade é a virtude preferida de todos os santos; pois ninguém se santifica sem ela.



Muitos cristãos são cheios de boas virtudes, mas infelizmente tornam´se ´inchados´, pensando infantilmente que essas boas virtudes são méritos próprios e não graças de Deus, para serviço dos outros. Deus disse a Santa Catarina que: ´o pecador, qual ladrão, rouba´Me a honra, para atribui´la a si mesmo´.



São Paulo pergunta aos corintios: ´O que há de superior em ti? Que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te glorias, como se o não tivesses recebido ?´ (1 Cor 4,7).



Como ninguém, o Apóstolo sentia em si as misérias humanas, convivendo com as riquezas da graça de Deus. Ele disse aos corintios:



´Temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provem de Deus e não de nós´ (2 Cor 4,7). É de Santo Agostinho a expressão: ´Eis a grande ciência do cristão: conhecer que nada é e nada pode´.



Ser humilde é ser santo, é viver o oposto de tudo isso: é saber descer do pedestal, é não se auto´adorar, é preferir fazer a vontade dos outros do que a própria, é ser silencioso, discreto, escondido, é fugir das pompas e dos aplausos. São João Batista foi modelo dessa humildade e nos ensinou a sua essência. Ao falar de Jesus, ele disse: ´Importa que Ele cresça e que eu diminua!´ (Jo 3,30). Isto diz tudo. Quando Jesus iniciou a sua vida pública, João o apresentou para o povo: ´eis o Cordeiro de Deus´, e desapareceu ... até ser martirizado no cárcere de Herodes. Que lição de humildade! Também Nossa Senhora, sendo, ´a Mãe do Senhor´ (Lc 2,43), fez´se ´a escrava do Senhor´ (Lc 1,38). Da mesma forma São José, escolhido por Deus entre todos os varões do seu tempo, para ser o pai legal do Senhor (Lc 2,48), fez´se o servo humilde, obediente, escondido e vazio de si mesmo. E assim como S. José, todos os santos foram modelos de humildade.



Há uma frase que aparece pelo menos três vezes na Bíblia: em Provérbios 3,34; em Tiago 4,6 e em 1 Pedro 5,5 , que diz:



´Deus resiste aos soberbos mas dá a sua graça aos humildes´.



É uma palavra muito forte essa: ´resiste aos soberbos´; quer dizer, o soberbo nada consegue de Deus, porque está cheio de si mesmo, se auto´adora, não tem espaço no coração para Deus e para os outros. Diz Santo Afonso que: ´Quanto mais uma pessoa se acha indigna de graças, mais Deus a enriquece delas´.



Não é por acaso que São Pedro manda:



´Humilhai´vos sob a poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno´ (1 Pe 5,6). Em seguida ele então recomenda:



´Confiai´lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós´ (5,7). Aquele que se humilha diante de Deus, isto é, reconhece o seu ´nada´ de criatura diante do Criador, esse pode, confiantemente, ´confiar´lhe todas as preocupações´ e estar certo de que o Senhor vai se encarregar de todas elas. Santa Teresa diz que: ´Por meio da humildade o Senhor se deixa render a tudo quanto dele queremos´.



Jesus nos falou muito sobre a importância da humildade. Contou a parábola do fariseu soberbo e do publicano humilde (Mt 18,9´14); termina dizendo:



´Digo´vos: este [o publicano] voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado´.



Os santos foram exaltados, levados aos altares, porque se humilharam. Jesus sentou´se à direita do Pai, como homem, não apenas como Deus, porque humilhou´se como ninguém na terra. ´Por isso, diz São Paulo, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes ´ (Fil 2,9).



Nossa Senhora foi a mais exaltada entre todas as criaturas porque foi a que mais se humilhou. Só ela pôde cantar: ´Doravante todas as gerações me proclamarão bem aventurada´ (Lc 1,48), porque sendo ´Mãe de Deus´ fez´se ´escrava do Senhor´ (Lc 1,38).



De muitas formas Jesus ensinou a humildade aos discípulos. Quando eles lhe perguntaram: ´Quem é o maior no Reino dos céus ?´, Jesus chamou uma criancinha, colocou´a no meio deles e disse: ´Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus´ (Mt 18, 3´4).



De outra forma Jesus já tinha ensinado no Sermão da Montanha:



´Bem´aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus´ (Mt 5,1).



Esta é a primeira das Bem´aventuranças, aquela que abre as portas do Reino dos céus. Os ´pobres de espírito´ são os humildes.



Os santos ensinam que foi a perfeita humildade de Nossa Senhora que fez com que Deus a escolhesse para a mãe do seu Filho, eleita entre todas as mulheres. E tanto é verdade que Ela mesma canta no Magnificat: ´... olhou para sua humilde serva´ (Lc 1,48). Deus ´olha´ constantemente para os humildes! ...



O livro dos Provérbios diz que ´com os humildes está a sabedoria´ (Pr 11,2), ´com aqueles que se deixam aconselhar´ (13,10). E o livro de Jó nos ensina que: ´Ele abaixa o orgulho dos soberbos e salva o homem de olhar humilde´ (Jó 22,29). Também Maria cantou que ´Ele depôs os poderosos de seus tronos e a humildes exaltou´ (Lc 1,52).



Quando a mãe de S. João e S. Tiago, pediu ao Senhor que os seus dois filhos se assentassem ao seu lado no Reino, o Senhor lhes disse:



´Aquele que quiser tornar´se grande entre vós seja aquele que serve e o que quiser ser o primeiro dentre vós, seja vosso servo´ (Mt 20,27). E é interessante que Jesus se apresenta a eles como o exemplo:



´Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos´ (20,28). Até que na última Ceia Ele lhes dá o exemplo maior de humildade: lava os pés deles. Aquilo que era o serviço do servo, Ele o faz, para ensiná´los de maneira viva, e lhes pergunta:



´Compreendeis o que vos fiz ? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar´vos os pés uns aos outros. Dei´vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais´ (Jo 13, 12´16).



E por fim acrescenta:



´Se compreenderdes isso e o praticardes, sereis felizes´. (13,17).



Que lição!



Mas como é difícil lavar os pés dos irmãos! Como é difícil aceitar o último lugar! Como é difícil pedir perdão! Como é difícil aceitar ser rejeitado, ser preterido, ser esquecido, ser caluniado, ser ridicularizado, escarnecido, injuriado... Só mesmo com o auxílio da graça de Deus. Jesus exclamou um dia: ´Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos´ (Mt 11,25).



Santa Teresa D’Avila dizia que ´enquanto vivemos nesta terra não há coisa que mais importa para nós do que a humildade´ (Moradas, cap. 2,9).



Na prática, ser humilde, é aceitar morrer para si mesmo. É como aquele grão de trigo que Jesus disse que se não cair na terra e não morrer, permanecerá só, e não dará fruto (Jo 12,14).



Ser humilde é nunca ´contar consigo mesmo´, mas contar sempre com Deus. Jesus foi claríssimo: ´Sem Mim nada podeis fazer´ (Jo 15,17).



Ser humilde é não viver para si, mas viver para Deus e para os outros. ´Quem ama sua vida a perde e quem odeia a sua vida neste mundo guardá´la´á para a vida eterna´ (Jo 12,15).



Quem deseja ser humilde de verdade, e não apenas como os fariseus, que Jesus chamou de ´sepulcros caiados´ (Mt 23,5), porque só faziam as coisas para aparecer, deve então, como os santos: preferir que os outros cresçam na opinião do mundo, enquanto ele diminua; que os outros sejam louvados e ele esquecido; que os outros sejam honrados, e ele desprezado.



Deus tem um grande desígnio atrás da humildade; como São Paulo disse aos coríntios:



´O que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e, o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus´ (1 Cor 1,26´31).



E o Apóstolo completa:



´Aquele que se gloria, se glorie no Senhor´.



É a humildade que forma uma comunidade cristã sólida no amor. S. Pedro tem uma bela expressão: ´Revesti´vos todos de humildade em vossas relações mútuas´ (1 Pe 5,5). Todas as rixas e rivalidades de nossas comunidades cairão por terra quando cada um de nós for verdadeiramente humilde. Onde está presente a verdadeira humildade, não há lugar para a competição e a disputa.



Quando São Paulo faz aos efésios um apelo para que vivam a unidade querida por Jesus, ele lhes diz:



´Exorto´vos pois (...) a andardes de modo digno da vocação a que fostes chamados: com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando´vos uns aos outros com amor ´.(Ef 4,1´3). Não há comunidade unida e forte se cada um dos seus membros não for ´revestido de humildade´. E para isso, é preciso dar combate à vontade própria. Santo Afonso de Ligório dizia que:



´A vontade própria é a ruína das virtudes, a fonte de todos os males, a única porta do pecado, e da imperfeição, arma favorita do tentador contra os religiosos, o carrasco de seus escravos, um inferno antecipado´.



E ainda dizia: ´Vale mais um ato de humildade do que a conquista de todas as riquezas do mundo´.



Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, insistia na necessidade do auto conhecimento para que a pessoa se torne humilde e tenha discernimento. Deus lhe disse:



´Ao desceres o vale da humildade, reconhecer´Me´ás em ti, e de tal conhecimento receberás tudo aquilo de que necessitais´.



´A cela do autoconhecimento é o lugar onde se adquire a perfeição´. E ensinava que:



´O diabo orgulhoso não tolera um espírito humilde´. É a humildade que vence o demônio sempre. São Vicente de Paulo dizia que ele não sabe se defender contra a humildade, por ser soberbo.



No livro da ´Imitação de Cristo´, Tomás de Kempis diz que o verdadeiro humilde é aquele que reconhece o seu nada e se alegra nas humilhações. Aqueles que se irritam quando são desprezados ainda não são perfeitos na humildade. Tudo o que nos leva a reconhecer o nosso nada deve alegrar´nos; por isso os santos se alegravam ao serem desprezados na terra.



São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que ´suportar os desprezos é pedra de toque da humildade e da verdadeira virtude´.



E ainda: ´Muitas pessoas consentem em se humilhar, mas não querem ser humilhadas´.



A humildade se prova na hora da humilhação. Se nos perturbamos com uma palavra de crítica, com uma injúria ou com algum desprezo, isto é mostra de que ainda não morremos para nós e para o mundo e que ainda não somos humildes.



O humilde é manso, o soberbo é agressivo. O orgulhoso é sempre raivoso e vingativo, pois julga´se ´o bom´ e merecedor de toda honra.



Podemos examinar a nossa humildade diante das seguintes situações: quando as pessoas dão ouvido ao que dizem os outros e desprezam as nossas palavras; quando os outros pedem e recebem, mas pedimos e nos é negado; quando os outros são elogiados e nós esquecidos; quando os outros são chamados para trabalhos importantes, mas nós não somos achados bons para tal, e assim por diante... Conforme for a nossa reação nesses momentos, podemos medir o grau da nossa soberba ou humildade.



Santa Joana de Chantal dizia que: ´Quem é verdadeiramente humilde, vendo´se humilhado, mais se humilha´.



Os santos ensinam que devemos exercitar a humildade principalmente nos momentos em que somos repreendidos por alguém. A reação natural é o azedume, a irritação, a justificação do erro a qualquer custo, a revolta, maledicência, etc. O humilde cala´se e arrepende´se da falta que fez; não fica magoado e não se revolta com quem o corrigiu. Ao contrário, é grato com aquele que lhe fez ver o erro.



São Felipe de Neri chegava a dizer que: ´Quem quer ficar verdadeiramente santo nunca deve se desculpar, nem que seja falso o que lhe atribuem´. Santo Afonso de Ligório diz que a única exceção deve acontecer quando é necessário defender´se para evitar um escândalo.



Santa Teresa dizia que ´uma pessoa caminha mais para Deus quando deixa de desculpar´se do que ouvindo dez sermões´. E ela diz a razão disso: ´Não se desculpando, começa a adquirir a liberdade interior e a não se preocupar se dizem dele bem ou mal´.



A extrema humildade de vários santos os levavam a se sentirem os piores pecadores, por incrível que nos pareça. Santa Teresa ensinava às suas monjas dizendo:´Não acrediteis ter progredido na perfeição, se não vos julgardes piores de todas e se não desejais ser tratadas como as últimas´.



Os santos preferiam que todos conhecessem os seus defeitos e os tivessem como pobres pecadores, como eles mesmos se achavam.



O humilde não se desespera e nem desanima, duas maneiras que o tentador emprega para perturbar a nossa alma. O soberbo confia nas próprias forças e por isso cai. O humilde não cái porque confia só em Deus. E, se cai, aceita a queda.



Aquele que é humilde não louva´se a si mesmo e não se preocupa com o que os outros pensam e dizem de si. Não se preocupa com a sua ´boa reputação´ e fama. Santo Agostinho escreveu que: ´O elogio do adulador não cura a má consciência, nem as injúrias de quem ofende ferem a boa consciência´. Santo Afonso pergunta: ´Que adianta ser estimado pelas pessoas desse mundo, se diante de Deus somos nada?´



A maneira mais segura de fazer morrer a ´própria estima´ é viver no escondimento, ensinam os santos.



Também o desejo de dominar os outros, de mandar, é sintoma grave de soberba. Santa Teresa preferia que o seu mosteiro fosse queimado pelas chamas antes de entrar nele essa maldita ambição. Santo Afonso diz que a única ambição de quem quer ser santo deve ser a de superar todos os outros na humildade.



A soberba é uma erva daninha que tem mil raízes dentro de nós. Torna´se difícil muitas vezes combatê´las porque elas tomam uma aparência de boa ação, quando na verdade, são más. Um forte exemplo disso é o que acontece com muitas pessoas que, uma vez tendo cometido um erro, um pecado, não se conformam e não se perdoam, e ficam como que pisando a própria alma num remorso sem fim. É um caso típico de orgulho escondido. Não se perdoar é não aceitar a própria miséria e limitações, e isto é orgulho. Esta atitude leva a pessoa a não confiar na misericórdia de Deus, o que a leva ao desânimo ou desespero, duas armas muito usadas pelo tentador para nos perturbar a alma e afastar´nos de Deus.



Santo Agostinho ensina: ´Se a tristeza se apoderar de nós por um erro ou pecado nosso, lembremo´nos de que um coração esmagado pela dor é um sacrifício digno de Deus´.



São Francisco de Sales, ensinava como tratar os próprios erros: ´Considerai vossos defeitos com mais dó que indignação, com mais humildade que severidade e conservai o coração cheio de um amor brando, sossegado e terno´. E ainda dizia: ´É orgulho não os conformarmos com a nossa fraqueza e a nossa miséria´.



Não adianta irritar´se consigo mesmo e condenar´se após um pecado. Isto seria um mal maior. O remédio é levantar´se humildemente, aceitar com resignação a própria falta e ir buscar o perdão junto à misericórdia infinita de Deus que nunca nos falta. O mesmo S. Francisco de Sales ensinava que: ´Quanto mais nos sentirmos miseráveis, tanto mais devemos confiar na misericórdia de Deus. Porque entre a misericórdia e a miséria, há uma ligação tão grande que uma não pode se exercer sem a outra´. Deus disse a Santa Catarina: ´Por falta de confiança na minha misericórdia, corre´se o risco de cair no desespero, um dos enganos a que o demônio pode conduzir meus servidores´.



Deus muitas vezes permite as nossas quedas para nos tornar humildes. É pelas nossas próprias faltas que conhecemos a nossa miséria e passamos a confiar só em Deus. É o que levava S. Teresa a dizer às suas filhas: ´Jamais cometamos o desatino de confiar em nós mesmos´.



Cada tropeço é uma grande ocasião que temos para aprender a sermos humildes.



Santo Afonso dizia que: ´Mesmo os pecados cometidos podem concorrer para a nossa santificação, na medida em que a sua lembrança nos faz mais humildes, mais agradecidos às graças que Deus nos deu, depois de tantas ofensas´.



Enfim, a humildade é a grande força daquele que quer a santidade. Santa Teresa o disse: ´Quem possue as virtudes da humildade e do desapego bem pode lutar contra todo o inferno junto e o mundo inteiro com suas seduções´.



Essas duas virtudes, diz a Santa, tem a propriedade de se esconderem de quem as possue, de maneira que nunca as vê, nem se persuade de as ter, mesmo que lho digam. O grande místico doutor, S. João da Cruz, disse que: ´Visões, revelações, sentimentos celestes e tudo quanto se pode imaginar de mais elevado, não valem tanto quanto o menor ato de humildade´.



Conquistar a santidade é conquistar a humildade!



 
 
 

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