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13/12/2020
Globalismo no Vaticano: o Papa Francisco entra no Conselho de Capitalismo inclusivo.
A notícia passou quase desapercebida, mas a sua importância é proporcional à discrição com a qual foi noticiada: o Vaticano acaba de fazer uma parceria com o chamado “Conselho de Capitalismo Inclusivo”.


A notícia foi divulgada na solenidade da Imaculada Conceição e afirma que “o Conselho responde ao desafio do Papa Francisco de aplicar os princípios de moralidade às práticas de negócio e de investimento”.

Trata-se de uma “parceria histórica” entre o Vaticano e os “maiores investidores e líderes empresariais do mundo” e é inspirado no “imperativo moral de todas as religiões”. O Conselho “convida empresas de todos os tamanhos a aproveitarem o potencial do setor privado para construir uma base econômica mais justa, inclusiva e sustentável para o mundo”.

Este Conselho é liderado “por um grupo central de líderes globais conhecidos como Guardiães do Capitalismo Inclusivo” e representam “mais de 10,5 trilhões de dólares em ativos sob gestão, empresas com mais de 2,1 trilhões de capitalização de mercado e 200 milhões de trabalhadores em mais de 163 países”.

“A organização desafia os líderes de negócios e investimentos de todos os tamanhos a abraçarem os princípios orientadores do Conselho e a assumirem compromissos públicos de agirem de acordo com eles. Essas ações coletivas têm como objetivo levar a uma mudança sistêmica, tornando o capitalismo uma força maior de inclusão e sustentabilidade”.

Uma das fundadoras do Conselho é a Sra. Forester de Rothschild, mas conta com membros das maiores Fundações Internacionais, como Rajiv Shah, presidente da Fundação Rockefeller, e Darren Walker, presidente da Fundação Ford.

É de conhecimento público que essas fundações trabalham ativamente para a implantação de uma cultura anti-cristã no mundo, baseada em uma nova antropologia, que inclui aborto, ideologia de gênero, multiculturalismo, sincretismo religioso total, enfim, a supressão mesma da doutrina católica e a sua substituição por uma nova ordem, forjada para substituir a sociedade presente por uma nova sociedade de mercado. Estes são os seus princípios morais, não aqueles que ensina a Igreja Católica.

Toda a esquerda internacional, há muitas décadas, já deixou de ser propriamente anti-capitalista, antes, recrutou-se nas fileiras do mais explícito meta-capitalismo, o capitalismo dessas grandes corporações privadas, que pretendem vergar o mundo à sua nova cosmovisão de mercado, contraditória com aquela da civilização cristã.

Em seu último livro-entrevista, “Vamos sonhar juntos?”, o Papa argentino atacou aqueles que defendem uma civilização cristã, dizendo: “por exemplo, uma fantasia de nacional-populismo em países de maioria cristã é defender a ‘civilização cristã’ contra supostos inimigos, sejam eles o islã, os judeus, a União Europeia ou as Nações Unidas”.

Daí a sua insistência, em Fratelli tutti, de que impor uma visão globalista da sociedade, a ponto de execrar a soberania das nações como um funesto nacionalismo fechado: “A verdadeira qualidade dos diferentes países do mundo mede-se por esta capacidade de pensar não só como país, mas também como família humana; e isto comprova-se sobretudo nos períodos críticos. Os nacionalismos fechados manifestam, em última análise, esta incapacidade de gratuidade, a errada persuasão de que podem desenvolver-se à margem da ruína dos outros e que, fechando-se aos demais, estarão mais protegidos” (n. 141).

Francisco ofereceu-se para a Fundações Internacionais meta-capitalistas como aquele que irá criar a espiritualidade eco-naturalista que dará suporte à Nova Ordem Mundial, espiritualidade forjada ad extra na Declaração de Abu Dhabi e ad intra na Encíclica Fratelli Tutti, servindo-se da estrutura da Igreja Católica como a sua caixa de ressonância.

Estamos diante de um verdadeiro programa. Francisco nunca foi um papa comunista. Ele é papa globalista, que se prostrou diante das Fundações Internacionais e está preparando o caminho, como um verdadeiro precursor, para o apogeu desta nova religião universal.


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