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28/10/2020
A ingerência de Mário
Não compete a um papa interferir nas eleições democráticas de qualquer país. Se ele não está preocupado apenas com a salvação das almas, a ingerência dele onde não deve se meter, é coisa que satanás aprova.


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A clamorosa ingerência de Bergoglio nas Presidenciais dos EUA

 

Ainda esta manhã, Bergoglio anunciou a criação de 13 novos Cardeais (incluindo 9 eleitores). São todos ultra-bergoglianos. A apressada escolha do momento, na véspera da votação dos EUA, é significativa: Trump está numa forte recuperação e, agora, o Vaticano bergogliano teme fortemente que possa vencer novamente. A Trump, Bergoglio, com todo o establishment globalista, declarou guerra total. Se Trump realmente ganhasse, este pontificado, já no fim, estaria efectivamente encerrado, esmagando-se na China, e totalmente desacreditado. Na vaga eleitoral pró-Biden, de que falo no artigo, perto do fim é apresentado o Cardeal Tagle como aquele que Bergoglio quer como seu sucessor. Tudo é explícito. Com os novos Cardeais, Bergoglio quer garantir o resultado do próximo Conclave.

O documentário “Francesco” causou enorme alvoroço pelo “sim” papal às uniões civis para as parelhas homossexuais. Mas era esse o objectivo principal?

Não exactamente. Certamente, era intenção do Vaticano dar o máximo destaque a este produto. De facto, na passada quarta-feira, antes da Audiência Geral, o Papa Bergoglio recebeu – com a presença de fotógrafos – o realizador Evgeny Afineevsky e os seus colaboradores, «dando, assim, a sua bênção ao trabalho», como escreve o Il Fatto Quotidiano, num clima de tal familiaridade que o papa argentino até ofereceu um bolo ao realizador por ser o seu aniversário.

Depois, no dia seguinte, houve a apresentação do documentário apologético no Festival de Cinema de Roma, dirigido por Antonio Monda, irmão do director do Osservatore Romano, Andrea (presente na sala), e a cerimónia de premiação do filme nos Jardins Vaticanos, onde recebeu o Prémio “Kinéo Movie for Humanity”, atribuído a quem promove temas sociais e humanitários.

Mas que objectivo se perseguia? O óbvio era o propósito de auto-celebração: o Papa Bergoglio tem sede de popularidade e de consenso mundano, especialmente hoje que o seu pontificado está em declínio e – de acordo com os seus próprios apoiantes – está totalmente atolado (basta considerar o Sínodo sobre a Amazónia e o alemão). Sobretudo, quer reconquistar o favorecimento mundano nestas semanas, quando o seu Vaticano está no centro das notícias escandalosas que mostram – também do lado da reforma interna – o fracasso do actual pontificado.

O isco usado, para ter o maior destaque possível e obter o grande e unânime aplauso dos media mainstream e das elites progressistas, foi o clamoroso sinal sobre a questão homossexual.

Era sabido que Bergoglio – como Cardeal de Buenos Aires – era a favor das “uniões civis” na Argentina. E sabemos que, como Papa, «orientou, em 2015 e em 2016, a posição da Conferência Episcopal Italiana sobre a lei desejada pelo governo italiano de Matteo Renzi, aceitando a sua formulação» (escreveu Maria Antonietta Calabrò no The Huffington Post).

No entanto, nunca tinha tido um pronunciamento público assim tão explícito, pois contradiz o magistério oficial, de sempre, da Igreja. A novidade é, portanto, enorme.

À esquerda, em Itália, há quem até o interprete como um sinal positivo para a aprovação do Projecto de Lei Zan (que, segundo a CEI, corre o risco de uma «deriva liberticida» contra as opiniões não alinhadas).

A externalização papal atirou o mundo católico para a perplexidade e para a confusão. Mas Bergoglio não está preocupado com isso. Para ele, as questões doutrinais, morais ou espirituais servem apenas instrumentalmente para atingir uma meta que é sempre, única e totalmente política.

O recente livro do professor Loris Zanatta, publicado pela Laterza, Il populismo gesuita (Peron, Fidel, Bergoglio), mostra muito bem a natureza inteiramente política do jesuitismo sul-americano e, em particular, de Bergoglio.

Então, qual era o principal objectivo político desta operação? O maior alvo, aquele contra o qual todo o sistema mediático e as elites globalistas estão lançados: Donald Trump.

É ele quem mina o projecto obamiano e clintoniano que, na frenética financeirização da economia ocidental, impôs a China como a fábrica do mundo às custas da classe média e dos trabalhadores ocidentais (e, curiosamente, o ataque mais mortal à reconfirmação de Trump – que estava seguro em Janeiro – veio da China: o COVID-19).

O pontificado de Bergoglio é filho da época Obama/Clinton e partilha a sua ideologia globalista, dentro da qual há imigracionismo e fanatismo ecológico. A eventual reconfirmação de Trump seria um golpe duríssimo para esta ideologia e para este bloco de poder.

Assim, estão a causar estragos e Bergoglio participa na campanha anti-Trump porque o eleitorado católico americano é decisivo. Deste modo, poucos dias antes da votação, foi lançado este incrível super spot a favor de Biden.

Basta ver o trailer do filme. De facto, começa com o COVID-19 em tom ecológico, porque na ideologia bergogliana o vírus seria um produto não do regime chinês, mas das nossas ofensas ao ambiente (também há imagens do terramoto que não se sabe o que tem a ver com a ecologia).

Depois, há a glorificação de Bergoglio como estrela mundial, “purificador” da Igreja e “salvador” da humanidade. E aqui estão as imagens escolhidas ad hoc: aquelas relacionadas a George Floyd (cujo trágico caso foi usado, sem razão, contra Trump); de seguida, “casualmente”, aparece o actual candidato democrata, Biden, que está ao lado de Bergoglio enquanto fala ao Congresso americano. Finalmente, é a vez da “profetisa” da religião ecologista, Greta Thunberg, enquadrada na Praça de São Pedro enquanto cumprimenta Bergoglio.

Neste ponto, inicia um longo comício imigracionista, culminando no muro entre os EUA e o México. Aqui aparece a imagem de Trump e ouvem-se as palavras de fogo de Bergoglio, que troveja: «uma pessoa que só pensa em construir muros, e não em fazer pontes, não é cristã».

É o famoso ataque a Trump que Bergoglio fez na campanha eleitoral de 2016. É reproposto, hoje, neste trailer “eleitoral”, apesar de se saber que o muro com o México foi desejado (também) pelos Democratas e, sobretudo, após quatro anos em que Trump, ao contrário dos seus predecessores, não fez sequer uma guerra e realizou muitos acordos de paz no mundo. No fim, aparece o Cardeal Tagle (filipino de origem chinesa), que é o candidato de Bergoglio à sua sucessão.

Esta é a clamorosa intrusão de Bergoglio na campanha presidencial a dez dias da votação. Como nos recordamos, há poucos dias, Bergoglio recusou-se a receber o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, que chegara a Roma para evitar a renovação do acordo Vaticano/China, porque – disse Bergoglio – teria sido uma interferência a favor de Trump na campanha presidencial.

Ele – que, entretanto, renovou o nefasto acordo com a China – tinha reservado um clamoroso comício: pró Biden.

Antonio Socci    

Através de Lo Straniero

 


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