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21/10/2020
Francisco, o indefensável
Até mesmo os defensores de Francisco andam por aí roendo os cotovelos e rasgando os andrajos porque – reclamam! – “nem durante a Reforma protestante houve tantos protestos contra um papa”…


Francisco, o indefensável.

Por FratresInUnum.com, 21 de outubro de 2020 – Os franceses dizem, com razão, “qui s’excuse s’accuse” – “quem se desculpa, se acusa” – e é nesta flagrante contradição em que caem os defensores de “Fratelli tutti”, os cleaners de Francisco, esses desinformantes que se valem da oficialidade para desorientar o povo católico em sua reação de perplexidade diante de um documento mundano.

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De um lado, chega a ser majestoso o modo como a opinião pública deliberadamente ignora os pronunciamentos do papa, especialmente este último, que não conseguiu sequer atrair a atenção da mídia. De outro, é igualmente inegável que a taxa de rejeição de um pontífice nunca esteve tão acentuada quanto agora, e de maneira gritante, indissimulável.

Até mesmo os defensores de Francisco andam por aí roendo os cotovelos e rasgando os andrajos porque – reclamam! – “nem durante a Reforma protestante houve tantos protestos contra um papa”… E apresentam em sua “gloriosa” defesa não argumentos verdadeiros, mas tirinhas de desprezo em relação aos outros – a velha inteligência nanica se fingindo de superior enquanto mal maneja o vernáculo – e o antiquadíssimo apelum ad auctoritatem: “mas é o paaaaapa”!

A tática de responsabilizar o ouvido alheio pelas barbaridades que um leviano diz é a mesma de que se servem esses que atribuem ao povo o escândalo causado pelo seu verdadeiro autor. O Papa Francisco sabe muito bem a dissensão que ele causa com um magistério tão dissonante da voz tradicional da Igreja, sabe que está forçando um tipo de discurso rançosos e suas atitudes são muito coerentes com a de quem quer chocar. Ele poderia, tranquilamente, valer-se daquele lema do Chacrinha: “eu não vim para explicar, eu vim foi pra confundir”!

Obviamente, os fieis têm um bom espírito. Percebem que há algo de errado no ar, ficam desconfiados, escutam isso e aquilo, querem pensar bem do pontífice, mas… nem dá tempo de raciocinar, logo vem ele e dá outro escândalo: terminadas as eleições na Bolívia, segundo o jornal El Sol, o Papa Francisco fez uma chamada telefônica (sim, daquelas que ele gosta muito de fazer) para felicitar o ex-presidente Evo Morales pela vitória do seu partido nas eleições presidenciais! É isso mesmo! O Papa telefonou para parabenizar a vitória dos socialistas!

Ah, mas se o povo católico se escandaliza, a culpa é do povo e não do escandalizador, daquele que efetivamente está fazendo discursos humanistas alla maçonaria, que propõe uma fraternidade universal à margem do senhorio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que dilui a mensagem do Evangelho num vago deísmo filantropista e greenpeace. – O Cardeal Müller, bastante “sem graça”, tentou “limpar a barra” de “Fratelli tutti”, bem como o bispo espanhol Munilla, mas ambos sem apresentar argumentos consistentes.

De fato, o maior problema do Papa Francisco é ele mesmo, não o povo. E todos os seus defensores, pelo próprio fato de o defenderem, mostram que isso é verdade, ou seja, ele não se sustenta por si mesmo, precisa de advogados que desmintam o que os nossos ouvidos estão escutando, que nos façam “desver” o que os nossos olhos estão contemplando, que nos proponham “gentilmente” a renúncia da razão e da fé, e tudo em nome de uma mera oficialidade que se não pode alegar de maneira impositiva, ao menos desde que Francisco se omitiu em responder aos dubia, resposta que poderia afastar dele o fantasma da heresia, o qual, aliás, ao menos desde então, acompanha-o como uma sombra.

É uma miséria a situação a que chegaram os progressistas! Da “Igreja, carisma e poder”, de Leonardo Boff, nada mais resta de carisma, restou-lhes apenas o “poder” (o poder, sem a autoridade). Esses senhores, depois de décadas lutando contra o papado, agora se tornaram papólatras de argumento único e diabolicamente circular: “o que o papa diz é verdade porque ele é papa”.

Resta-lhes apenas repetir ad nauseam a mesma apelação autoritária, cruzar os dedinhos para dar certo e torcer freneticamente para que os desavizados acreditem que tudo não passa de fake news, que Francisco é um avatar repaginado de Bento XVI e que, na verdade, são os mal-intencionados tradicionalistas que distorcem tudo e que precisam ser expurgados a todo custo, como os leprosos do Antigo Testamento.

É impossível, porém, negar a realidade. Quando até a defesa de Francisco se torna um subjacente ataque, uma demonstração de que ele já é um corpo estranho na estrutura da Igreja, não lhes resta muita alternativa senão ter de conviver com uma resistência ativa, forte e determinada, que não lhes dará tréguas e também não irá rachar a unidade da Igreja. Assim como São Paulo resistiu a São Pedro – “resisti a Pedro em face, porque era censurável” (Gl 2,11) –, os fieis católicos continuarão com a sua resistência firme e pacífica até que termine esta triste tribulação. Com ânimo sereno e certos da vitória, não desistiremos, e, inclusive, divertir-nos-emos às custas de tantas tentativas frustradas de defesa do indefensável

 


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