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07/09/2020
A epidemia branda e a mão de Deus.
Não foi preciso nem de uma peste negra, nem de uma gripe espanhola, para aterrorizar os católicos: bastou os pastores abandonarem as suas ovelhas!


egunda-feira, 7 de setembro de 2020

Uma branda epidemia por trás da qual se vê a mão de Deus

 

2020 será recordado como o ano de uma histórica viragem na vida quotidiana do mundo. E, embora pareça cada vez mais provável que o coronavírus tenha sido produzido pela engenharia genética da China comunista (o livro de Joseph Tritto, Cina Covid-19. La Chimera che ha cambiato il Mondo, Cantagalli, Sena 2020, é mais do que convincente a esse propósito), parece igualmente clara a existência de uma “engenharia social”, em larga escala, para guiar a opinião pública, numa situação talvez inesperada pelas próprias forças revolucionárias que pretendem guiar os destinos do mundo.   

Um dos mais eficazes resultados desta engenharia social é a fenda artificial criada pelos meios de comunicação entre aqueles que vivem com medo de serem infectados e aqueles que, temerosos das consequências económicas da pandemia, minimizam a realidade do contágio. Os primeiros definem-se como “prudentes” e chamam os demais de “negacionistas”. Os segundos acusam os “prudentes” de querer submeter-se a uma “ditadura sanitária” sobre a sociedade. Para uns, a prioridade é a saúde, pois para eles o maior bem é a vida física e tudo deve ser feito para evitar a morte; para outros, a prioridade é a economia, porque o bem supremo é o bem-estar material e tudo deve ser feito para viver comodamente. O que une as duas partes é um horizonte cultural do qual foram definitivamente removidos o espírito de sacrifício e a dimensão sobrenatural. A fórmula “morrer de coronavírus ou de fome?” resume a falsa alternativa, apresentada como um dilema angustiante.

Nas últimas décadas, a sociedade moderna alimentou um obsessivo culto do corpo, o que nos fez esquecer que o corpo tira a sua vida da alma, que tem um destino eterno. Por outro lado, quando se afirma que os problemas que devem ser enfrentados no debate político são apenas os da ocupação e do trabalho, fica-se no mesmo horizonte materialista, esquecendo que nem tudo o que acontece pode ser explicado em termos económicos.         

Hoje, se há um tema primordial que diz respeito à vida do indivíduo, é o do aborto. Todos os anos, centenas de milhares na Itália, milhões no mundo, são vítimas de um massacre sistemático que se multiplica no Ocidente desde os anos 1970. O aborto e a contracepção são as principais causas do colapso demográfico e estão, por sua vez, na origem da crise económica que enfrenta a nossa sociedade. Sobre tudo isto, faz-se silêncio, porque não se quer admitir que o verdadeiro problema é a perda dos princípios sobre os quais o Ocidente construiu a sua história.

O silêncio mais dramático é o dos Pastores da Igreja que, durante a chamada “emergência sanitária”, aceitaram renunciar à administração dos sacramentos, que são a verdadeira fonte da vida das almas e dos corpos. A consequência foi o afastamento dos fiéis das igrejas após a sua reabertura e um aumento dramático dos sacrilégios para com a Eucaristia após a imposição da comunhão na mão. E, apesar disso, todos os sacerdotes conhecem e recitam as palavras admoestadoras do profeta: «As minhas ovelhas vagueiam por toda a parte, pelas montanhas e pelas colinas elevadas; o meu rebanho anda disperso por toda a superfície do país; ninguém se preocupa nem as vai procurar» (Ez 34, 6-7).         

Na “era do COVID-19”, algo está a mudar profundamente nos costumes e na vida de cada um de nós, mas poucos se empenham em decifrar, por trás do que acontece, os misteriosos desígnios da Providência Divina, que é a mão de Deus que opera no tempo o que a sua Mente Divina pensou e desejou desde a eternidade. De facto, Deus, com a sua Providência, protege e governa tudo o que criou, porque a sua Sabedoria «estende-se com vigor de uma extremidade à outra e tudo governa com bondade» (Sb 8, 1).

O coronavírus é uma doença, por ora, clemente, muito diferente dos flagelos que varreram o Império Romano nos primeiros séculos depois de Cristo ou da cristandade medieval no século XIV. Mas é precisamente o que revela a Sabedoria divina, que mostra ao homem do século XXI, débil e arrogante, cobarde e soberbo, quão pouco é necessário para o humilhar e confundir. Não há necessidade da peste negra ou da guerra nuclear. Basta uma branda epidemia para quebrar as certezas, suscitar mil medos, demolir projetos planetários, criar uma situação de confusão psicológica e mental, que é o pior castigo, merecido pelos povos que viram as costas a Deus e pelos Pastores que abandonam as suas ovelhas. Mas este ainda não é o último acto da tragédia que nos espera...          

Roberto de Mattei      

Através de Corrispondenza Romana     

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OBS> Resultado? Pastores, o rebanho fugiu e não volta mais! Podem bradar e gritar. Onde vinham 300 chegam 30 e onde vinham 30 chegam 3... mascarados e dando-se socos uns nos outros ao invés de apertos de mãos calorosos. Ao invés dos abraços costumeiros, dois metros de distância como repulsivos. E para entregar o Corpo de Cristo aos 3 valentes que chegam, tem que enxarcar as mãos de gel, porque, afinal, Jesus se tornou transmissor de virus. Acaso vocês podem ouvir as risadas sarcásticas dos inimigos de Deus? Conseguiram! Até quando, Senhor? (Aarão)

PS> Epidemia branda, SIM, porque tinha cura, a pastores guiados pelo Espírito Santo, saberiam disso!


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