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13/05/2020
Bons cardeais e bispos falam
Sob pretexto de epidemia de COVID-19, em muitos casos os direitos inalienáveis dos cidadãos foram violados, limitando de uma maneira desproporcional e injustificada suas liberdades fundamentais, inclusive a liberdade de culto, de expressão e de locom


Cardeais e Bispos lançam um apelo diante da crise.

Os cardeais Müller (ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), Pujats (bispo emérito de Riga) e Zen (bispo emérito de Hong Kong), bem como os bispos Viganò (ex-núncio apostólico), Negri (arcebispo emérito de Ferrara-Comacchio), Peta (arcebispo metropolitano de Astana), Schneider (bispo auxiliar de Astana), Lenga (arcebispo emérito de Karaganda), Gracida (bispo emérito de Corpus Christi) e Laun (bispo auxiliar de Salzburg), seguidos por numerosos leigos lançam o seguinte apelo. Os fiéis também podem assiná-lo aqui

Apelo para a Igreja e para o mundo aos fiéis católicos e aos homens de boa vontade

“E a Verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Fonte: Le Salon Beige | Tradução: FratresInUnum.com

Neste tempo de gravíssima crise, nós, pastores da Igreja Católica, em virtude de nosso mandato, consideramos como sendo nosso dever sagrado lançar um apelo a nossos confrades no episcopado, bem como ao clero, aos religiosos, ao povo de Deus e a todos os homens de boa vontade. Este apelo é igualmente assinado por intelectuais, médicos, advogados, jornalistas e profissionais que apoiam seu conteúdo. Ele esta aberto à assinatura daqueles que possam querer partilhar seu conteúdo.

Torre de Babel (ilustração).jpg

 

Os fatos têm mostrado que, sob pretexto de epidemia de COVID-19, em muitos casos os direitos inalienáveis dos cidadãos foram violados, limitando de uma maneira desproporcional e injustificada suas liberdades fundamentais, inclusive a liberdade de culto, de expressão e de locomoção. A saúde pública não deve e não pode se tornar uma desculpa para desrespeitar os direitos de milhões de pessoas pelo mundo, e muito menos exonerar a autoridade civil de seu dever de agir com sabedoria pelo bem-comum; isso é tanto mais verdadeiro à medida que as dúvidas quanto à efetiva contagiosidade, à periculosidade e à resistência do vírus aumentam: numerosas vozes com autoridade no mundo da ciência e da medicina confirmam que o alarmismo a respeito da COVID-19 amplificado pelas mídias não parece absolutamente justificável.

Nós temos razões para crer – baseados em dados oficiais relativos à incidência da epidemia, bem como ao número de falecimentos decorrentes – que há poderes muito interessados em criar pânico entre a população com o objetivo de impor de modo permanente formas de limitação inaceitáveis da liberdade, do controle das pessoas e de rastreio de suas locomoções. Tais formas de limitação liberticidas são o prelúdio preocupante da criação de um Governo Mundial fora de todo controle.

Cremos também que, em certas situações, as medidas de isolamento tomadas, inclusive o fechamento das atividades comerciais, conduziram a uma crise que submergiu setores inteiros da economia, o que favorece a ingerência de potências estrangeiras, com repercussões sociais e políticas graves. Tais formas de engenharia social devem ser impedidas por aqueles que detêm a responsabilidade do governo, adotando medidas para proteger os cidadãos, de quem eles são os representantes e em defesa de cujos interesses eles têm a obrigação de se engajar. É igualmente necessário ajudar a família, célula-máter da sociedade, evitando penalizar descomedidamente as pessoas fragilizadas e idosas por uma separação forçada e dolorosa de seus familiares. A criminalização das relações pessoais e sociais deve, outrossim, ser julgada como parte inaceitável do projeto daqueles que favorecem o isolamento dos indivíduos a fim de manipulá-los e controlá-los mais eficazmente.

Nós pedimos à comunidade científica velar para que os cuidados contra a COVID-19 sejam promovidos honestamente para o bem-comum, evitando escrupulosamente que interesses iníquos influenciem as decisões dos governos e dos organismos internacionais. Não é nada razoável penalizar medicamentos que se mostraram eficazes, frequentemente de baixo custo, unicamente por que se quer dar prioridade a tratamentos ou vacinas que não são tão confiáveis, mas que garantem às sociedades farmacêuticas lucros consideráveis, pesando, porém, sobre a saúde pública. Nós lembramos igualmente, enquanto pastores, que para os católicos é moralmente inadmissível receber vacina cujos componentes provenham de fetos humanos abortados.

Nós pedimos ainda aos governos que sejam vigilantes a fim de evitar o controle das pessoas, dos modos mais rigorosos, por meio de sistemas de rastreamento e toda e qualquer forma de geolocalização: a luta contra a COVID-19 – por mais grave que seja tal doença – não deve de forma alguma ser pretexto para aprovar projetos duvidosos de entidades supranacionais que visam fortemente apenas a interesses comerciais e políticos. De modo particular, os cidadãos devem ter a possibilidade de recusar quaisquer limitações da liberdade pessoal, sem que seja imposta nenhuma forma de sanção àqueles que optarem por não tomar as vacinas, nem aceitar meios de rastreio e todo instrumento similar. É mister considerar igualmente a contradição flagrante na qual se encontram aqueles que impõem políticas de redução drástica da população e que se apresentam ao mesmo tempo como benfeitores da humanidade, sem nenhuma legitimidade política ou social. Enfim, a responsabilidade política daqueles que representam o povo não pode absolutamente ser confiada a técnicos que chegam até mesmo a reivindicar para si próprios formas preocupantes de imunidade penal.

Nós pedimos instantemente às mídias de se engajar ativamente em uma informação objetiva, que não penalize a dissidência recorrendo a formas de censura, como temos observado constantemente nas redes sociais, na imprensa e televisão. A informação correta exige que um espaço seja concedido às vozes que não estão alinhadas com o pensamento único, permitindo assim aos cidadãos avaliarem conscientemente a realidade, sem que sejam indevidamente influenciados por propósitos tendenciosos. Uma confrontação democrática e honesta á o melhor antídoto contra o risco da imposição de formas sutis de ditadura que, ao que tudo indica, seriam bem piores que aquelas que nossa sociedade viu surgir e desaparecer num passado recente.

Enquanto pastores responsáveis pela grei do Cristo, lembramos que a Igreja reivindica firmemente sua autonomia em seu governo, culto e pregação. Essa autonomia e essa liberdade são um direito inerente que o Senhor Jesus Cristo lhe concedeu para que ela prosseguisse seus próprios fins. Por esta razão, como pastores, nós reivindicamos firmemente o direito de decidir de maneira independente a celebração da Missa e dos Sacramentos, assim como nós reivindicamos uma autonomia absoluta no que se refere às questões que tocam nossa jurisdição imediata, tais como as normas litúrgicas, os métodos de administração da sagrada comunhão e dos Sacramentos. O Estado não tem o direito de se imiscuir, por qualquer razão que seja, na soberania da Igreja. A colaboração da autoridade eclesiástica, que nunca foi recusada, não pode implicar, quanto à autoridade civil, formas de interdição ou limitação do culto público ou do ministério sacerdotal. Os direitos de Deus e dos fiéis são a lei suprema da Igreja, à qual ela não pode derrogar e nem tampouco o quer. Nós pedimos que as limitações à celebração das funções públicas do culto sejam ab-rogadas.

Convidamos as pessoas de boa vontade a não se subtrair ao dever de cooperar em vista do bem-comum, cada uma segundo seu estado de possibilidades e dentro do espírito de uma sincera caridade fraterna. Essa cooperação, desejada pela Igreja, não pode, entretanto, estar dissociada da lei natural, nem da garantia das liberdades dos indivíduos. Os deveres civis que implicam os exigem em contrapartida do Estado o reconhecimento de seus direitos.

Estamos todos interpelados a avaliar os fatos atuais conforme o ensinamento do Evangelho. O que implica escolher seu campo: com o Cristo, ou contra o Cristo. Não sejamos intimidados ou amedrontados por aqueles que pretendem nos fazer crer que somos uma minoria: o Bem se espalha muito mais e é muito potente do que o mundo quer nos fazer crer. Nós nos encontramos numa luta contra o inimigo invisível, que separa os cidadãos entre si, os filhos dos pais, os netos dos avós, os fiéis de seus pastores, os estudantes de seus professores, os clientes dos vendedores. Não permitamos que séculos de civilização cristã sejam aniquilados sob o pretexto de um vírus, deixando estabelecer uma tirania tecnológica odiosa, segundo a qual pessoas anônimas e sem rosto possam decidir a sorte do mundo, confinando-nos em uma realidade virtual. Se tal é o plano que os poderosos dirigentes da terra cogitam nos dobrar, saibam que Jesus Cristo, Rei e Senhor da História, prometeu que “as portas do inferno não prevalecerão”. (Mt 16, 18).

Confiemos a Deus onipotente todos aqueles que governam as nações, a fim de que Ele os ilumine e os guie nesses momentos de grande crise. Que eles se lembrem de que, do mesmo modo como o Senhor julgará os pastores aos quais Ele confiou seu rebanho, assim também julgará aqueles que detêm o poder e que tem o dever de preservar e governar os povos.

Rezemos para que o Senhor proteja a Igreja e o mundo. Que a Santíssima Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, esmague a cabeça da antiga serpente, confunda e derrote os planos dos filhos das trevas.

Aos Oito de Maio,

Festa da Virgem do Rosário de Pompeia.

 


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