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25/04/2020
O papa da terra
A terra não perdoa: se nós deterioramos a terra, a resposta será muito feia.


23 abril, 2020

O Papa da terra

Francisco recebendo a Pachamama

     FratresInUnum.com – 23 de abril de 2020 – Em sua obra “The Jesuits” (1987), Malachi Martin, ex-jesuíta, resume a história recente da companhia de Jesus nos termos de uma guerra contra o papado. Diz ele:

“Todas as guerras se relacionam ao poder. Na guerra entre o papado e a Companhia, o poder flui ao longo das linhas de duas questões fundamentais e concretas. A primeira é a autoridade: quem está no comando da Igreja Católica no mundo inteiro? Quem estabelece a lei em que os católicos romanos devem acreditar e que tipos de princípios morais devem eles praticar? A segunda questão é o propósito: qual é o propósito da Igreja Católica romana neste mundo?”

     Martin responde, em resumo, que as respostas católicas para estas questões são claras e conhecidas: a autoridade emana de Deus, através do papado; e o propósito da Igreja é salvar as almas, levando-as à eternidade.

    A resposta dos jesuítas, ao contrário, é que a autoridade eclesiástica emana do povo, através de pequenas comunidades (as conhecidas CEBs) e o propósito da Igreja já não é a salvação as almas, mas a libertação de uma classe econômica, o proletariado.

     Nove anos mais tarde (1996), Malachi Martin escreveu um romance, em sua maior parte baseado em fatos reais, no qual descreve a conspiração de eclesiásticos e de sociedades secretas para deformar a estrutura da Igreja Católica, reduzindo-a à completa subserviência a um governo global, totalmente desligada de toda a sua tradição anterior, tendo como último bastião de resistência um papa solitário, que precisa renunciar.

     Por mais fértil que fosse, escapava à imaginação vivaz de Martin que um dia ocorreria a alguém a loucura de eleger um papa jesuíta, que viesse justamente a encerrar a guerra entre a Companhia e o papado, o qual usaria a própria autoridade suprema de romano pontífice como arma para promover a sua revolução socialista.

     Escapava a Martin, também, que o socialismo se tornaria braço do poder meta-capitalista, transformando-se em revolução sexual e ecológica, destinada a criar em todos os povos da terra o desenraizamento do núcleo familiar e o acoplamento a uma estrutura global, baseada numa espécie de consciência planetária. A salvação transcendental das almas cederia lugar a uma ideia imanentista de salvação: agora, trata-se de salvar o planeta; a urgência ecológica se transformou num imperativo religioso totalmente inapelável.

      Em meio à pandemia do coronavírus, o papa jesuíta não dá tréguas. Ontem, em sua audiência geral, feita na biblioteca apostólica, ele fez um discurso falando sobre “a terra”, “o cuidado com a terra” e chegou a afirmar que “nós pecamos contra a terra, contra o nosso próximo e, em definitiva, contra o Criador, o Pai bom que provê a cada um e quer que vivamos juntos em comunhão e prosperidade. E como a terra reage? Há um dito espanhol que é muito claro, sobre isto, e diz assim: ‘Deus perdoa sempre; nós, homens, perdoamos algumas vezes sim e outras vezes não; a terra não perdoa nunca’. A terra não perdoa: se nós deterioramos a terra, a resposta será muito feia”.

     Um pouco antes, havia dito: “como a trágica pandemia de coronavírus nos está demonstrando, apenas juntos e cuidando dos mais fracos podemos vencer os desafios globais”.

     Igrejas fechadas no mundo inteiro, padres sendo expulsos do altar pela polícia por celebrarem a missa para pouquíssimas pessoas, fieis privados dos sacramentos, e tudo isto com o completo apoio de um papa que, além de tudo, ainda tira proveito de toda a tragédia para continuar teimando com as suas fixações ideológicas e, com o dedo em riste, dizer a todo o mundo: “vejam, eu avisei! Precisa cuidar da casa comum senão a mãe terra vai castigar! Ela não perdoa, viu? E foi Deus que fez assim!” É intolerável!

     Quem ainda não percebeu que a causa de todas as mazelas que estamos enfrentando é justamente este papa? Será preciso que venha ainda algo mais blasfemo, mais herético, mais apóstata, mais ultrajante à fé e à santidade da Igreja? Será preciso passar dez anos sem os sacramentos para os fieis perceberem que não dá mais para suportar tudo isto com um silêncio cúmplice? Será que já não basta a conivência bovina dos padres e dos bispos, muitos dos quais ainda se apresentam como tradicionalistas?

     Francisco é o papa que está emprestando a Igreja para uma outra divindade, de uma outra religião: a deusa terra e a sua religião da terra!

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