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08/12/2017
Trump e Jerusalém
Realmente um sinal dos tempos. E assim tudo se vai cumprindo!
 

trump

 

 

 

 

Fonte https://michelsonborges.wordpress.com/2017/12/08/crenca-no-fim-do-mundo-pesou-na-decisao-de-trump-sobre-jerusalem/amp/

Crença no fim do mundo pesou na decisão de Trump sobre Jerusalém

Pode parecer pouco usual em termos de decisão histórica de política internacional, mas o fim do mundo contou para a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. O presidente americano pagou uma promessa a seu eleitorado evangélico, que tem razões diversas para defender a existência de Israel, mas no centro de sua teologia está uma crença ligada aos dias finais da humanidade, segundo uma leitura bem literal do texto bíblico. Nada indica que Trump, presbiteriano, compartilhe das ideias, mas o financiamento e apoio desse segmento foi vital em sua campanha.

Para várias denominações evangélicas americanas, e também no Brasil e em outros lugares, o Estado judeu precisa estar plenamente estabelecido para dar curso à volta de Jesus Cristo à Terra. A ideia da volta dos judeus, o povo eleito de Deus segundo o Velho Testamento, é central na crença de que o Messias retornará para protagonizar episódios narrados no livro do Apocalipse.

Entre eles está, de forma não pouco controversa para os judeus, a ideia de que eles serão convertidos à fé cristã quando os eventos do fim do mundo estiverem em marcha. Entre eles, a ascensão de um líder político, o Anticristo, que com o Falso Profeta irá semear a guerra e a discórdia no mundo.

A batalha decisiva entre as forças do bem e do mal, segundo a tradição, ocorrerá no lugar chamado Armagedom, uma corruptela da atual cidade de Megido, no norte israelense. Historiadores apontam a abundância de batalhas na região durante a antiguidade como o motivo da eleição do lugar, mas para esses fiéis a coisa é ao pé da letra.

Segundo a Bíblia, toda essa narrativa acaba com a destruição de boa parte do mundo, a destruição do Anticristo e do Falso Profeta e a prisão de Satã, o chefe deles, em um abismo. Mil anos de reino de Deus sobre a Terra ocorrerão, creem os fiéis, quando então o Diabo será solto novamente para uma derrota final – e o estabelecimento de uma nova cosmogonia na qual a Nova Jerusalém celeste pontifica.

Trump foi muito bem votado no chamado “Bible Belt”, o famoso “cinturão da bíblia” de Estados do interior americano. Uma grande pesquisa de boca de urna realizada pelo National Election Pool em 2016 apontou que 80% dos evangélicos que foram às urnas votaram em Trump, mas os dados não são considerados precisos – outros analistas falam talvez em 45%.

As mais variadas denominações protestantes dominam o cenário religioso americano. O censo oficial do país não pergunta qual a fé de seus pesquisados, mas uma série de institutos coloca os evangélicos como força dominante do país – girando em torno de 50% daqueles que dizem crer em Deus.

Nem todos os aderentes da defesa cristã de Israel acreditam nessa leitura apocalíptica, contudo, baseando sua posição numa simples questão de reparação histórica ao “povo de Deus” original. De uma forma ou de outra, além de convicções políticas e conveniências eleitorais, a fé segue temperando o debate acerca da paz no Oriente Médio.

(Folha de S. Paulo)

Nota: Análise interessante de um jornal secular em relação à situação em Jerusalém, causada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que contrariou a ONU e os interesses dos palestinos para mexer em um verdadeiro vespeiro, o que terá grandes desdobramentos ainda. Conforme noticiou a BBC Brasil, lideranças evangélicas aqui também querem que o país apoie a iniciativa de Trump e transfira sua embaixada para Jerusalém. Segundo a matéria da BBC, “lideranças evangélicas argumentam que a Bíblia estabelece que os judeus são o povo prometido e que Jerusalém é a capital de Israel. Segundo sua crença, isso deve ser cumprido para que se concretize a esperada volta de Jesus Cristo”.

A decisão de Trump cria um cenário interessante justamente pelos aspectos religiosos contidos nela. O dispensacionalismo evangélico (com o qual obviamente os teólogos adventistas não concordam), tanto nos Estados Unido quanto em outros países como o Brasil, começa a exercer forte influência política, o que, na prática, enfraquece a salutar separação entre igreja e Estado. Outros analistas das profecias bíblicas pensam que tudo isso não passa de uma jogada para desviar o foco do verdadeiro anticristo, afinal, quase todos os cristãos hoje abraçam a visão profética antibíblica dispensacionalista e vão considerar os últimos acontecimentos como os passos para o cumprimento dessa falsa visão. Inclusive pensam que a batalha do Armagedom será algo literal e que o Israel literal terá papel preponderante nesse processo, contrariando o correto entendimento das profecias do Apocalipse.

“Jesuítas criaram o preterismo e o futurismo e trabalham fabricando falsos cumprimentos proféticos, para prender a atenção fora de quem realmente as profecias indicam como o anticristo”, escreveu um amigo astrônomo. Detalhe, logo após a decisão de Trump, o líder palestino pediu ajuda ao papa Francisco.

“Os evangélicos estão em êxtase, pois Israel é para nós um lugar sagrado e o povo judeu são os nossos amigos mais queridos”, disse à CNN Paula White, pastora de uma megaigreja da Flórida e próxima de Trump. Sim, os evangélicos estão em êxtase. Então imagine como deve estar em êxtase o originador dessas falsas profecias e que finalmente vai simular uma falsa vinda de Cristo… [MB]

 

 
 
 

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