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27/06/2012
O inimigo morde
 


27/6/2012 20:29:20

Histórias - O inimigo morde

     O INIMIGO MORDE  


    Vou contar-lhes algo que me aconteceu, nesta segunda feira que passou, entretanto peço, encarecidamente, que ninguém se amedronte com isso, achando que passará pela mesma situação. Por outro lado, a questão não é temer ou não, mas estar preparado para tudo, uma vez que o inimigo está furioso, não descansa, e fará de tudo que lhe for permitido para nos afastar da missão, nem que seja nos mordendo. Sim, diretamente, e na carne!


       Antes de decidir publicar isso, eu perguntei a amigos se seria prudente, se isso não amedrontaria as pessoas, e depois conversei com o Cláudio e ele disse que sim, devemos alertar a todos, porque muitos nos perguntam se o inimigo pode causar mal a alguém, se pode atacar fisicamente - falo não somente em sonhos, e pesadelos - e se ele pode agir a pedido de alguém, que lhe deseje algum mal. E ele pode sim, e explico.


Quando você reza pedindo a Deus uma graça, Ele a pode conceder, atendendo ao seu desejo. Da mesma forma, quando você roga uma praga, quando deseja o mal a alguém, quando você pede através de um macumbeiro, ou mesmo quando pede diretamente ao demônio que ataque a uma pessoa, é como se fizesse uma “oração” a satanás, e ele muitas vezes é autorizado por Deus a conceder a “desgraça” pedida pela pessoa má. Claro, quem deseja isso, jamais ficará impune. De uma forma ou de outra, ele, ou alguém pagará esta conta.


Naturalmente que, se Deus permite que isso aconteça, Ele sempre tem um BEM em mente. A pessoa que é atingida receberá graças maiores por ter sofrido aquilo, enquanto Deus dá chance a outra de que se converta, assim acabam salvando-se as duas. Deus sempre visa o bem, mesmo permitindo o ataque do mal.


Ou seja: jamais Deus permitiria o mal pelo mal, a não ser que ambas as partes estivessem profundamente ligadas ao inimigo, de tal modo que seria a maldade mergulhada em si mesma. Isso também acontece. Mas quero deixar bem claro que nem todas as pessoas passam por estas situações, e mais que tudo, esclarecer que isso não acontece por mérito especial de alguém, ou porque seja especial a pessoa que vive estas situações, até porque, quase sempre, elas implicam em muita dor, e nem todos suportam isso. Nem todos estão preparados para tal. E no presente caso, quem sabe seja apenas para que publique isso, e alerte as pessoas.


De qualquer forma, isso PODE acontecer com qualquer um, porque o inimigo está furioso, deseja nos derrubar a qualquer custo, e usa de meios antes nunca vistos, pois recebeu esta autorização do Pai. No fundo tudo visa a sua derrota, porque ele jamais consegue uma vitória com tais atitudes de ódio. Não tenham medo, a arma sempre será a oração, e para cada momento existe uma defesa. A oração, o ligar-se em Deus, sempre nos leva a vitória, seja de um ou de outro modo, para cada situação, uma oração, uma ação. Conto agora a história, ao final comento as lições.


Foi assim: Segunda feira passada, dezenove horas, como sempre em mais de 20 anos temos nosso futebol de salão de velhos, e quase. O jogo correu normal, ganhando hora, e hora perdendo, importa correr, se movimentar, porque ficar 16 horas em frente ao um computador atrofia os músculos. Durante o jogo senti que o “dedão” do pé esquerdo foi machucado, e doía um pouco na unha, por causa do tênis apertado. Tudo bem, eu já passei por isso centenas de vezes em minha vida, e para mim era normal, na hora nem liguei. Dói um pouco, mas logo passa!


Ao sair do ginásio, senti um tremendo cheiro de fumo, misto de cachimbo e xepas de cigarros, que quase fiquei tonto e até perguntei ao meu amigo se ele também sentira e ele disse que sim. Ao chegar em casa, de início não liguei a dor, mas ao tirar o calçado e as meias percebi que havia sangrado um pouco. Como isso já me aconteceu tantas vezes e a unha há estava mesmo “baleada” antes, e ia cair, nem fiz curativo. Fui tomar banho, botei outro calçado e acostumado com estas coisas não dei bola pra dor, e fui deitar.


Mas ao cair na cama quentinha, subitamente a unha começou a latejar, mais do que isso era como se alguém a mordesse, ou seja, parecia que alguém mordia na carne machucada, não na unha, mas debaixo dela, e dava tiques tão violentos que eu chegava a sacudir a perna instintivamente, de tanta dor. Quando a gente tem um edema, fruto de alguma batida, a cada bombear de sangue do coração isso provoca certa dor no local, e a gente pode até contar as batidas do coração por ali. Mas o que me acontecia não era em ritmo cardíaco, e sim alternado. Cheguei a comprar como se se fosse um mangusto matando uma serpente venenosa: ele dá uma dentada fulminante, depois se afasta, e depois volta, até ferir e matar a cobra.


Mas de início eu não atentava para a verdadeira realidade. Era 11 da noite. Comecei a rolar, de um lado para outro, procurando uma posição em que não doesse, mas tudo em vão. Não consegui pegar no sono nem um minuto. A cada poucos segundos, vinha aquela “mordida” que como um ferro penetrava na carne, latejando com tanta força que eu pensei ter que ir ao médico, para me dar uma anestesia. Eu coloquei óleo de São Rafael, pus o lencinho em cima e rezei, imaginando que resolvesse, mas ficava cada vez pior.


Uma hora da madrugada, sem ainda dormir, levantei e fui verificar se por acaso não estava sangue prensado debaixo da unha, mas não era isso o que doía. Fiz uma limpeza melhor no dedo, pus novamente Óleo e o lencinho, porém a dor não me deixava nem fechar os olhos, quanto mais dormir. Aquelas dentadas, como ferradas agudas, se sucediam como aqueles tiques nervosos da dor de dente, de tal forma que eu encolhia instintivamente o pé, como seria natural, se tivesse levado a mordida de uma serpente. E assim, centenas e centenas de vezes.


Mais do que isso, percebi que todo um tendão, que saia do dedo maior e do pé esquerdo, subindo pela barriga da perna, pela curva dos joelhos, até na coxa, tudo estava extremamente dolorido. Comecei a massagear, centímetro a centímetro, percorrendo o tendão, mas a dor ia subindo cada vez mais. Agora já atingia o músculo das costelas, do lado esquerdo, depois os ombros e o braço até o pulso, a dor era aguda em cada pedaço do músculo. Por fim, até o lado do rosto esquerdo também estava dormente, e comecei a me preocupar. Era como se aquela mordida destilasse veneno, que subia por aquele único músculo. Então pensei: Seria algo do coração? Começo de AVC? Senti que não era, porque eu, no mais, me sentia bem!


Naturalmente que até ali já tinha rezado o Rosário duas vezes, além de muitas outras orações e jaculatórias, pedindo a Deus que não fosse nada grave. Depois pensei assim: como não consigo dormir, nem sinto sono, certamente Deus está usando destas dores para ajudar alguém, e imediatamente me foi projetado na mente uma senhora, que deve ter a minha idade, mas faz mais de 30 anos que não a vejo, e senti: é ela que está precisando. Deus seja louvado, que a graça lhe aconteça!


Entrementes, as mordidas continuavam, de instante a instante. Mas sem ritmo. Num destes momentos, era então pelas seis horas da manhã, foi quando eu escutei: pegaste uma praga, rogada lá no Ginásio. Ouvi isso com toda clareza, não podia estar enganado! Alguém me havia rogado uma praga? Eu não duvidei, porque nunca senti isso em todos os anos de minha vida, nada sequer parecido. Nem em sonhos!


Então pensei: se alguém me deseja o mal, vou desejar-lhe o bem, porque é assim que aprendemos no Movimento! Comecei então a rezar o terço exatamente para a pessoa que fizera isso, sem sequer desconfiar de quem fosse, porque ali eram todos conhecidos e nunca tive rusga nenhuma com qualquer deles. Mas se era coisa do inimigo, eu resolvi então testar. Comecei a rezar uma jaculatória antiga, na verdade uma ordem, em língua alemã, que aprendi quando criança. Vech for mich satan! (Retira-te de mim satanás) E fui repetindo, e repetindo, mas a cada vez que eu repetia a ordem, levava uma “mordida” no dedo dolorido. Era já uma guerra desencadeada!


De fato, a luta recrudescia. Não sei quantas vezes repeti! Às vezes levava duas e até três mordidas em seguida, e a dor era como se fosse um tique do nervo trigêmeo do dente, conhecido com a dor mais lancinante que existe. Instintivamente eu recolhia os pés, como se algum cão me tivesse mordido ali. Ou uma serpente peçonhenta. Foram muitas e muitas vezes. Foi mais de uma hora assim!


Continuei rezando, rezava também a jaculatória de São Bento, e tantas outras, lutei creio que por mais de uma hora, pelo Sangue de Jesus, pelas suas Santas Chagas, pela Sua Cruz, por todas as passagens da vida de Jesus, mas nada adiantava. Cheguei a amarrar o lencinho no dedo, mas as pulsações e as mordidas continuavam, instante a instante. Cheguei a imaginar que aquilo nunca iria parar, porque era algo sem lógica, inexplicável.


Era pelas sete da manhã, e eu não havia ainda pregado o olho, porque não havia como pegar no sono com aquelas fisgadas. Rezei novamente para a pessoa que estava precisando daquelas dores, entretanto tudo parecia em vão. Por este tempo, eu já sentia formigar todo o lado esquerdo do corpo, já não podia sequer deitar daquele lado como sempre durmo, e até mesmo o lado do rosto e face esquerda, até a orelha, tudo formigava. Também o ombro, o braço esquerdo e até o pulso, havia sempre um músculo que fisgava, ou estava dolorido.


Enfim, pouco antes das oito, vendo que não tinha outro recurso, eu comecei a reverter o jogo: ordenei ao inimigo, pelo Sangue de Jesus, que voltasse para onde tinha me encontrado, e fosse de volta para aquele que me tinha desejado o mal. Repeti isso, creio que uma centena de vezes. Só então o pulsar do dedo, e estas fisgadas dolorosas começaram a espaçar-se, cada vez mais e mais, a me deram alguns minutos de intervalo entre uma e outra, e assim consegui, creio que por uns 15 minutos, descansar. O que foi suficiente! Sinal de que Deus é sempre conosco nestes casos! Ao amanhecer, tudo tinha amenizado.


Claro, levantei ainda com as pulsações, mas bem mais espaçadas e bem leves, e percebi que ao sair da cama, colocando os pés no chão, a dor quase desaparecia. Veja que não era como se a cada pulsação do coração levasse uma fisgada, não era rítmico, e sim esporádico. Simplesmente não dá para entender, por que deitado doía tanto, e não em pé?


Com certeza Deus precisou destas orações para algo, porque simplesmente eu não senti sono durante todo o dia. Ninguém dorme uns 15 minutos apenas em 48 horas e não sente sono ou cansaço. Como disse, todo o lado esquerdo do meu corpo estava dormente, e parte dele muito dolorido. Foi uma bela surra! Foi real, não sonho!


Fico triste apenas, por causa da pessoa que fez isso. Espero que ao devolver a ele o mal que me desejara não tenha sofrido, ou pelo menos aprenda como lição, porque se a fera me deu folga é sinal de que a ordem de retorno foi cumprida, embora eu não tenha feito por maldade, por desejar o mal, apenas suspender a ordem. De fato, nem para um cachorro eu desejo que passe por isso, quanto mais um filhinho de Deus. E pergunto: por quais outras coisas passaremos, até este ser maldito tenha sido expulso daqui?



CONTINUANDO...


Como expliquei no começo, o que eu tinha no dedo não era jamais algo tão sério, para doer e fisgar tanto. Ao amanhecer estava já bastante melhor, a tarde eu já pude apertar a unha, sem sentir muita dor. Ora se fosse algo realmente sério, uma lesão grave, ela não se curaria em tão pouco tempo, embora que eu houvesse utilizado o Lencinho de Nossa Senhora, e o Óleo de São Rafael, nos quais acredito piamente, e sou testemunha da sua eficácia.


Mas me ficava sempre aquela pergunta: teria sido mesmo o inimigo quem me fisgava ou mordia, sei lá? Então, a cada momento em que - enquanto eu escrevia este texto - eu lembrava que podia ser ele, levava um sinal de mordida, embora já sem dor, até porque não era nada grave. Então era ele, que continua tentando!


Quando hoje perguntei ao Cláudio, ele me falou que sim, o ataque deveu-se ao desejo de uma pessoa, que sabia que nas segundas feiras eu jogo futebol de salão com os amigos, e pediu ao demônio para me agredir de alguma forma. Mas não era ninguém dos que estavam conosco, e sim gente de longe, de fora, que desconheço. Ele pediu então que eu divulgasse esta história, para que as pessoas saibam que isso é possível e Deus permite. Mas sempre com limites, que não levem a prejuízo sério, ou morte de alguém.


De fato tantas vezes acontecem coisas com as pessoas, exatamente por força da ação prejudicial do inimigo, mas elas não entendem, não percebem ou não sabem que isso se deve a um ataque do maligno. Não somente porque alguém nos desejou aquele mal, mas porque ele tem poder de agir, para que sejamos atingidos pelo mal, por algum acidente, leve como este, ou até mais grave.


Escrevo isso também, para que as pessoas não caiam na lábia de algum sacerdote ou leigo que lhes diga que o demônio não existe, que não tem poder de agir desta forma, porque neste tempo final, mais do que nunca, ele obteve de Deus poder de agir. Ele é um ser espiritual, é maligno, mas pode agir na parte física.


E vou ser bem claro: se não todos, mas muitos dos sacerdotes que hoje dizem que o demônio não existe, ou que minimizam seus atos, ou que deixam de alertar sobre os perigos que ele representa para as almas, estes o verão, diante de si, visível e real, para que finalmente compreendam que Jesus não mentiu quando por 19 vezes, nos Evangelhos falou sobre o demônio e o inferno. Isso, ademais, é Dogma de fé!


Naturalmente que, nem tudo de mal que nos acontece pode ser atribuído como ação direta deste inimigo, porque muito advém do nosso próprio modo errado e intencional de agir. De certa forma, o mal só acontece com a nossa ordem, ou por força do nosso desejo. Também o inimigo, muitas vezes age com nossa autorização! Mas daqui se pode tirar uma lição: quem deseja o mal “reza” para o diabo, mesmo que não tenha esta intenção diretamente.


Devemos evitar, por todos os meios, de sequer chamar este nome, e jamais o invocar para o que quer que seja. Porque este mal desejado pode voltar, com a permissão de Deus, de forma triplicada contra quem cometeu esta insanidade. Não somente contra ele, mas contra seus familiares. Não se brinca com satanás, antes deveremos sempre estar ligados em Deus, pela oração confiante, porque Deus sempre vence.


Ainda há pouco me escreveu uma pessoa, dizendo que começou a rezar as 15 Orações, e entrou em pânico. Viu dois demônios, no banheiro da casa, e lhe mostravam a língua. Disse-me que queria desistir, mas lembrei-lhe de que se fizesse isso o inimigo não lhe mostraria a língua, mas estaria rindo as gargalhadas. Ela, porém, quis saber se a família dela não seria atacada. Ora, como já falei: Deus nunca permite algo sem ter em mente um fim bom. E a grande sacada está em vencer o maligno, por mais que ele use de mil artifícios, e mesmo que ele nos morda.


Vamos com calma, sem medos, pedindo a Deus que nos afaste do mal, eis porque a oração do Pai Nosso é tão importante e poderosa. Com Deus, com nosso anjo da guarda, sempre venceremos! Na hora do ataque, se uma oração não funcionar, tente outra e outra mais, porque são demônios diferentes, e cada um tem especial pavor por orações especiais. Sem medo, então! Não demora e teremos vencido a fera! Que a Mãe nos ajude! ( Aarão)



 
 
 

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