Sejam Bem Vindos! Que Deus vos abençoe!

Página dedicada aos que amam as almas do Purgatório.
FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
Documento sem título




 
 
20/07/2009
O Paraíso - Parte 2
 
Visões - 006 O Paraíso - Parte 2

2050316 O PARAÍSO (2)
 
Segue a segunda parte das revelações do Paraíso, por Fanny Moisseieva!
 
VI
 
Assim entrei no Paraíso onde cada mínimo rumor de prece é como incenso nos ares. Que esplendoroso, amplo e luminoso era. Por todas as partes ardiam luzes, acesas pela própria mão do Criador. Os moradores, dignos do Paraíso, se estavam reunindo para a festa. Eu fiquei impressionada com a extraordinária beleza das flores e das grinaldas que adornavam os altares, diante dos quais se queimava incenso em honra ao Deus Criador.
 
 Que maravilhosa festa! Os formosos toucados estavam impregnados de aromas dulcíssimos, muito diferentes dos terrestres. Os vestidos não eram tecidos, porém havia árvores colossais que produziam grandes mantas, adequadas para cobrir-se. Eu tinha ouvido o rumor daquela folhagem que deixava cair no solo gotas de orvalho, e também vi outras plantas de folhas parecidas com asas de borboletas, gigantescas e multicores. Neste planeta os vestidos de cada um se reconheciam pela cor. Todos segundo seus próprios méritos: cada habitante do Paraíso tem suas cores, que se fixam e assim ficam para sempre. Há quem tenha amarelo, roxo, verde...
 
Todas as coisas no Paraíso são multicores; assim, que cada um, segundo a sua cor, pertence a uma determinada categoria de almas. Estas podem vestir-se e adornar-se segundo esta categoria; se alguma destas almas quiser trocar seus esplêndidos vestidos com outro da mesma cor, porém não de outro matiz, podem fazer e então, o outro, deixado de lado, voa e se desfaz no ar. O efeito que se obtém é esplendidíssimo, e também as auréolas despendem chispas da várias cores.
 
Eu vi como iam chegando os anjos, com seus vestidos azuis a asas brancas que o vento movia. Que formosos eram em sua eterna juventude. Depois, a noite cobriu a abóbada celeste com véus escuros. Todos levantaram os olhos cheios de esperança e um coro dulcíssimo começou a cantar: Todos estão em Cristo e Cristo está em todos! O canto tinha uma harmonia que para descreve-la são inúteis as palavras. Todos esperavam em silêncio, imóveis, com os braços cruzados sobre o peito. Parece que algo os impedia de moverem-se; e a distância se ouvia o rumor de asas, enquanto se abriram milhares de novas flores e cantaram milhões de anjos. A mente, que vaga absorta em luminosos pensamentos compreende como se alguém o tivesse dito: Cristo Ressuscitou! e não pensa outra coisa. Todos choravam mansamente, tanto lhes havia comovido aquele doce canto.
 
O canto era cada vez mais forte, recordando o Calvário de Cristo: o Sagrado Templo do Universo ressoava de hinos sagrados. De repente todos se calaram de emoção: pressentia-se a presença de Cristo! Os pássaros haviam deixado de cantar e os anjos haviam parado de falar. Quieto também estava o bosque, até a pouco tão loquaz. Toda a natureza estava imóvel sentindo a festa de seu Senhor. Os anjos, na espera de Cristo, continham até a respiração. Foi então que do alto chegaram sons alegres coros, cantados somente por maravilhosos querubins. Estes tinham asinhas resplandecentes de ouro, todas tensas como as pétalas de uma flor, enquanto suas cabeças se inclinavam delicadamente. Ligeiras e suaves estas cabecinhas rodeavam a Cristo, e seu canto era sobre-humanamente doce. Eram miríades, e suas asas se moviam sem tréguas.
 
O esplendor do céu, entretanto as tornava ainda mais formosas: e as auréolas irisadas que os rodeava entrelaçavam-se entre si produzindo um efeito dos mais extraordinários; aumentavam as vibrações da música encantadora, aumentavam os acordes do jogo de luzes, aumentava a alegria das almas e uma onda de emoção invadia a intimidade da alma. Não podem ser encontradas as palavras exatas para descrever a imensidão daquela alegria e daquela felicidade. Esta alegria, e esta felicidade, não são como as conhecidas na terra: são eflúvios que fazem vibrar todo o ser, como se nos transportasse a um êxtase sublime. A alma, em tal momento é como se qui
sesse chorar e também cantar.
 
Reluzia Cristo, infinitas vezes mais que o esplendor do sol e ante a Luz que Dele emanava, tudo o mais se escurecia. Ao Seu redor, os querubins cantavam docemente: A natureza se adorna do Senhor! E vinham em direção Dele, com as mãozinhas debaixo das asas, e desapareciam em Sua luz. Na amplidão do etéreo caminho estavam esparzidas flores em profusão, e rosas, em memória da ressurreição. Em torno de Cristo havia uma auréola que igualava em esplendor à soma da auréola de todas as criaturas. Seus olhos reluziam de amor: a cor de suas pupilas era a cor do Céu e suas vestes estavam entrelaçadas de claros raios.
 
O Espírito do Altíssimo brilhava em Seu rosto. Ele Se alegrou com todos os justos pela vitória sobre o inimigo e todas as almas tiverem um só alento junto de Cristo. E em seus rostos floresceram sorrisos ao ouvir a saudação: Glória ao Senhor! O som da música celeste, perfeita em seus acordes e ressonâncias, mesclava-se com a perfeita harmonia, tão diferente da música terrena que é impossível descrevê-la!
 
Há, nas notas, completamente desconhecidas aos ouvidos dos mortais, como que doçura e santidade. Esta música das esferas celestiais desperta nas almas dos ouvintes uma alegria tão luminosa e pura, que tudo o mais se esquece e se apaga; um único desejo toma todas as almas: render honra e glória continuamente ao Senhor! Cantaram logo em resposta, e apenas se calava um coro, ouro começava o mesmo canto.
 
Então se levantou a Virgem Maria e se pôs aos pés do Senhor, porém distante, resplandecendo no fulgor de seus raios, enquanto na parte oposta se ergueu o Arcanjo São Gabriel, que levantando uma fugida Cruz anunciou: Cristo Ressuscitou! E milhões de almas responderam: Em verdade, Ele ressuscitou!
 
Junto de mim passou um santo, e sua face me pareceu com a de alguém que eu não via ha muito tempo. Tremendo de emoção, eu escutava o grito sempre crescente da multidão: Cristo ressuscitou! Cristo ressuscitou! E ao redor Dele havia muitíssimos cristãos, de todas as partes e seu amor igualmente animava a todos. Os querubins voavam por todos os lados, alegres, cantando louvores pela vida eterna. Seu canto punha a alma em êxtase, e os justos sabem bem que mil anos de feliz Paraíso passam como um só dia. Suave se ouvia um som de lira e o divino mundo estava impregnado daquela melodia encantadora. A cada passo aumentava a alegria e cada vez mais alto ressoava a oração. E eu vi como o irmão se encontrava com a irmã. Havia chegado a hora da data festiva e as almas voavam uma para a outra.
 
Não era uma reunião como as que estamos acostumados a ver aqui em nosso mísero mundo terreno. Ali as almas estão privadas de seus corpos, não têm necessidade de expressões exteriores para manifestar seu afeto, pelo que interagem apenas com um movimento da parte sensitiva da alma. E como todo o Paraíso está como que impregnado de amor, e tanto o ar do espaço está saturado dele, que por eles se transmite o amor, por meio de vibrações. Não há necessidade de falar: cada alma é transparente ao pensamento dos outros e nada se pode esconder.
 
Assim, quando se encontram os entes queridos que se amam, sua auréola cintilante irradia muitas vezes mais, pela alegria do encontro. Porém, ao mesmo tempo nunca se esquecem, por primeiro de tudo, de amar ao Senhor. E assim eu vi encontrar-se homens e mulheres muito diferentes, que haviam vivido em épocas distintas, porém todos se sentiam unidos ao Senhor. Ao redor, todo o firmamento despendia raios de luz vivíssima, como uma formidável expressão do Amor Universal.
 
Que outra alegria pode comparar-se a esta ternura infinita? Deus concedeu aqui o dom do Amor, e aqui não se fala mais que de amor, porém um amor santo, enlevado e não terreno. Aqui são desconhecidos os sofrimentos do amor terreno.
 
Depois que duas almas se haviam encontrado, entoando um hino, elas voavam ar afora em um êxtase amoroso. E eu disse a meu companheiro: Sem o amor, o
Paraíso não seria perfeito
! Pelo eu ele me disse: Aqueles que tenham amado em vida permanecem unidos no amor também depois da morte!
 
Tu me havias prometido – disse eu ao meu companheiro – me mostrar o dia de festa de meus pais. Porém, como, não os viste? Não, disse eu surpreendida! E ele falou: talvez não os tenhas reconhecido, mas entrementes, passaste precisamente junto deles. Nos dias de festa, quando os justos vêem a este planeta, é concedido a todos os parentes unir-se, gozando juntos a alegria do encontro. Eu te havia prometido uma coisa e a mantenho! Olha, estão aqui! Então eu os vi e verdadeiramente e reconheci a meus falecidos pais: e experimentei um infinito sentimento de amor, de ternura e de emoção. Porém eles desapareceram em seguida!
 
Olhando ao redor vi que todos tinham o mesmo aspecto inteligente e feliz, assim que ninguém necessitava de conselhos e ajudas, porque cada espírito já havia entendido tudo aquilo que Deus concede compreender as suas criaturas. E é tal que, se o Senhor oferecesse a quem tenha sido na terra um pobre mendigo, o voltar a vida terrena como um imperador, ou rei deste mundo, ele choraria suas mais cálidas e sinceras lágrimas, rogando ao Senhor que não o privasse nunca das alegrias celestiais. Ó, que doce é a vida no Paraíso!
 
Então, Cristo começou a conversar com todos. E a Ele subiam louvores e bênçãos, mas ninguém ousava achegar-se perto de sua Sagrada Pessoa.
 
VII
 
E naquele momento a Virgem dirigiu uma ardente oração a Cristo. <A Ti, oh Senhor, peço a salvação de todo o povo caído da terra, que vive debaixo do jugo dos ímpios e chefes cruéis. E a quem mais digno poderiam dirigir-se em sua dor? Quem os pode libertar das cadeias? Somente Tu, ó Cristo Salvador poderás, com a misericórdia de Tua graça, tornar serena a vida cinzenta e penosa destes escravos impotentes. Salva-os! Ensina-os! Dá-lhes a Luz que os guie nas trevas! Torna a trazer, à sua terra nativa, estes exilados! Derrame as Tuas bênçãos sobre sua desventura. Eles me rezam, pedindo por Tua Pátria, e eu, Filho meu, imploro tua misericórdia, maior que toda a culpa>.
 
Assim havia rezado a Santa Mãe Maria, e naquele momento um dos justos, com vestido de ouro, se prostrou diante de Cristo e de braços abertos Lhe dirigiu a seguinte oração: Ó senhor, no luminoso dia de Tua ressurreição, da libertação do povo que um dia confiaste ao meu cuidado, faz ressuscitar na fé e guia seus passos para o justo caminho. Senhor, favorece a meu povo: A Rússia chora! Eu tenho estado lá em baixo e tenho visto como todos, a exceção de uns poucos ímpios, invocam Teu Nome. Ó Cristo, Senhor do mundo: Tu que vês tudo, e podes tudo, ajuda-os!
 
Ele o olhava com profunda humildade, encolhido, e de pronto reconheci: ante Deus estava meu soberano! Que terminou dizendo: ó Senhor perdoa-nos, que somos teus servos! Depois se calou com um grave suspiro!
 
Então falou Cristo sobre a vida Eterna e todos O escutaram com muita atenção, porém as palavras do Senhor eram tão elevadas que não tinham nada a ver com nossa mentalidade terrena. Não se podia escutar as palavras de Cristo, sem comover-se, tanta era a bondade do Senhor; minha mente não as compreendeu! Mas minha alma sim, porém este mistério é sobre humano: Eis porque esta Páscoa foi para mim tão luminosa!
 
A Santa Mãe, toda resplandecente de raios, tomou lugar junto a seu Divino Filho e meu soberano e disse: Tua sabedoria, ó Senhor, é tão grande que Tua vontade é para mim mais querida que a minha. E então uma onda de entusiasmo pareceu envolver a todos. Cristo ascendia! Para Onde? Mistério!
 
Mistério que a alma não pode resolver, que os olhos não podem saber: onde se encontra Deus! Subia Cristo e junto com Ele sua Mãe Santa, esplendidíssima em sua majestade. E enquanto eles desapareciam naquele mar de luz, os bem-aventurados cantavam:
 
Glória infinita a ti, ó Salvador!
Sol e alento do Paraíso!
Tua Luz, que nunc
a se escurece e morre,
Nos entra como o ar de um suspiro!
E vemos com a visão espiritual
Os muitos Universos de Teu Reino.
Tua face, aguda como flecha,
Transpassa cada alma em seu perfil
E seu destino eterno traça.
E nossa eternidade formosa,
É como um milagre:
Vemos a paz do Universo
E nele, a paz de cada estrela,
De cada mundo, que é sagrado.
Teu comando ordena os céus!
Por tua Vontade Divina está traçado
O caminho de cada um,
E por toda a eternidade. 
 
Assim cantava os louvores a Crist,o o coro celestial. Depois todos os bem-aventurados voaram: uns para seus parentes, outros para seus amigos, e outros para a terra, para rever a seus queridos amigos.
 
Difícil é descrever as esplêndidas alegrias e os divinos êxtases de muitos, mas me foi proibido falar. Com certeza, se o homem pudesse imaginar o que é o Paraíso, com que desejo não invocaria a morte? Porque no além, acima, se sucedem sem fim as alegrias, umas atrás das outras. Eu não saberia decidir outra coisa. Por pura casualidade me foi concedido visitar o Paraíso!
 
Conclusão da Autora
 
Neste momento, passei a experimentar um cansaço geral. Tive a sensação de que algo como um vestido pesado, tosco, áspero e estreito encerrava meu ser etéreo. Fiz um movimento com a cabeça, movi meus braços e senti o contato com uma tela. Isso é um cobertor, pensei confusamente!
 
Abri os olhos e em lugar do Céu límpido e luminoso vi o teto da sala, as paredes brancas e a cama do hospital. Meus sonhos haviam terminado! Eu havia despertado, depois de um sono letárgico de nove dias.
 
Desde Han-Kow – China – fui levada a ir até a enorme cidade de Shangai, para uma operação urgente. Pelas ruas se levantavam magníficos e soberbos palácios, sede de bancos europeus e chineses. Os hotéis de luxo me recordavam os palácios imperiais reais, e também as casas de comércio, nas ruas principais, pareciam imponentes palácios. Os mostruários das joalherias deslumbravam os olhos com o cintilar de suas jóias e no horário noturno as salas dos grandes restaurantes e dos “dancings” da moda pareciam lugares de alegria, no apogeu da felicidade e das alegrias sexuais.
 
Porém para mim era penoso, triste, observar tudo isso: Que coisa miserável isso tudo! Que mesquinharia! Que indizível nulidade ante a majestade das cenas que vi e que certamente as vereis também vós todos, depois de vossa morte terrena. Eu sei que em meu relato, muitas vezes minhas palavras foram incapazes de descrever com exatidão os matizes e as sensações experimentadas pela alma. Mais que nada foi difícil dar-vos a conhecer com palavras terrenas o sentimento do Amor, que é absolutamente impossível fazer compreender em sua altíssima beleza, amor que não tem comparação nem limites e ultrapassa a possibilidade do humano pensamento.
 
O Universo do Senhor é tão imenso que até as mais incríveis conquistas terrenas parecem pequenas, tão pequenas e mais miseráveis do que um grãozinho de areia diante do imenso oceano. E agora, na última pagina de meu livro, ao decidir dar adeus aos meus leitores, quero recordar as grandes e santas palavras da oração: Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja Vosso nome.... Pelos séculos dos séculos!
 
Fim!

 
 
Arnaldo explica:
 
Depois de uma tão fabulosa descrição do Céu, do Paraíso, embora como a autora diga-se incapaz de bem o descrever com a linguagem humana, não me poderia furtar a alguns comentários e a lembrar alguns tópicos importantes.
 
Digamos primeiro, se a linguagem humana é pífia para revelar e descrever os segredos do Céu, também a mente humana é frágil para entender os profundos mistérios de Deus. Quem não consegue se emocionar, porém, com a simples descrição feita por esta senhora, também será incapaz de, como grão de areia se colocar na própria condição humana, e a partir dali conceber um Deus Infinito e Eterno. E assim, antes de ser menos esplendoroso que a descrição feita por ela, o Céu deve
ser melhor ainda, porque uma coisa é certamente ver e descrever, outra, muito mais intensa é viver a realidade e sentir.
 
Tudo nos leva e nos remete a dois pólos distintos, de nosso destino eterno: Primeiramente vimos, em dois capítulos, o horror inenarrável do báratro nefando: o inferno! A câmara do eterno suplício! Daquele antro dos horrores indizíveis, apenas o grito de desespero de uma noite que não termina, de um dia que nunca vem, de um sofrimento que nunca acaba, e se perpetua em contínuas ondas de dor. Mas, não esqueçamos: Esta é uma escolha pessoal dos vivos: não foi Deus quem escolheu este lugar para pessoa alguma! É aqui nesta vida, que se escolhe, que se determina o local que se quer ficar na eternidade. Deus sempre nos desejou o Céu, e para chegar a ele nos deixou os mandamentos e a Lei eterna, imutável, absolutamente fácil de ser seguida: a lei do Amor universal!
 
O homem é livre, gloriosamente livre, até para escolher o inferno por morada eterna. E ninguém, nenhum ser humano, por mais idiota que seja, ou por mais culto e douto, poderá um dia dizer que foi enganado, que não sabia, que não imaginava, que não pensava que o inferno existisse, que o demônio fosse tão mau: nada disso! TODOS sabem claramente, pois a Lei de Deus é impressa nas almas: somente os que a sufocam decidida e livremente é que se perdem eternamente! São os que aceitam o convite de satanás, e que vão, dia após dia, com seu cínico e descarado proceder, apagando todas as luzes de Deus de seu firmamento: o final é as trevas eternas! E enquanto restar uma luz, por mínima que seja, sempre Deus estará aguardado a conversão e a volta para Ele. Eis que o remorso eterno pelas chances desperdiçadas será o grande castigo dos maus!
 
No outro pólo, é o Amor Eterno e infinito! Inenarrável também, indescritível, somente quem o vive é que pode avaliar. Novos mundos se reciclando e se formando, cada dia um mundo diferente, um ambiente novo, uma veste nova, um perfume novo, flores, plantas, árvores frutíferas, cantos, música e o eterno pulsar do esplendor da natureza em Deus. Oh como é imenso o poder do Criador, do Deus Altíssimo! Como os homens subestimam este poder e este Amor! No Céu é a luz permanente, a alegria constante, uma satisfação de plenitude eterna, que não quer outra coisa, que não pede outra coisa do que estar com Deus para sempre e viver com Ele, mesmo não O vendo, mas sabendo que Ele existe.
 
O que me encantou nas descrições desta vidente, foi a separação do Céu em diferentes planetas – como ela chama – e não somente um local como eu imaginava desde criança. Isso faz sentido e tem lógica. Nós sempre temos dito que existem diferentes níveis de felicidade no Céu, e então a separação dos planetas por diferentes níveis de felicidade é uma explicação plausível. O que não quer dizer jamais que Deus não está presente em todos estes planetas. Mas como se viu, quanto mais se sobe para perto de Deus, mais fortemente se observa o Seu Amor eterno, e mais se intensifica o gozo dos justos. E verdade, aqui ela ainda não descreveu o verdadeiro Céu do Altíssimo, o trono de Deus Onipotente, e sim, apenas o planeta dos grandes santos.
 
Quanto ao capítulo V – na verdade algumas poucas linhas – que deixamos fora para não confundir, ele se refere a um planeta onde só viviam animais. Não traduzimos este, porque, por um lapso qualquer de linguagem, nós poderíamos dar a impressão de que Deus também reserva um lugar eterno aos animais que morrem, o que é inconcebível porque eles não têm alma, nem são eternos. Sim, podem existir diferentes planetas onde somente a vida animal segue seu curso, e estes planetas podem ser milhares, e os tipos de animais em cada um podem ser infinitos, tudo porque infinito é o Poder de Deus.
 
Ora, o Universo não tem fim! Entender isso é impossível ao ser humano! E embora as distâncias entre eles sejam incomensuráveis, transpô-las é questão de instantes para os que vivem a eternidade em Deus. Eu já tive a graça de ver e de sentir, em sonhos, o que sig
nifica este transporte pelos ares, em velocidades inauditas, pela imponderabilidade. Os espíritos podem transpor estas distâncias com a velocidade de um raio, sem sofrer qualquer efeito da gravidade, ou embate de qualquer barreira no caminho. No voar não se meche sequer um fio de cabelos, e se nesta velocidade batesse em uma rocha dura, não se sentiria mais que um suavíssimo toque.
 
Também já tive a graça de ouvir a música celestial em sonho, e por alguns instantes, o que me fez dormir profundamente passados apenas alguns acordes. E igualmente a graça de cantar com a voz dos bem-aventurados, aquela que um dia pensarei cantar para o Altíssimo: nada comparável a voz humana atual, nenhum barítono, por mais perfeito, será um dia capaz de contar como um ser celestial, tal como nenhum músico, por mais afinado e perfeito que seja, será capaz de tocar como os Serafins e os Tronos de Deus, O Altíssimo e o Onipotente. E quem já teve a graça imensa de abrir uma pontinha destes véus eternos, de sentir alguns de seus pulsares, de ouvir alguns de seus eflúvios, com toda a certeza entenderá bem o que Fanny Infimova Moisseieva quis nos dizer.
 
Duas coisas agora: tendo cada um de nós feito um contraponto entre estas duas realidades eternas – Céu e Inferno – deve entender que disso Deus nos chama a uma fulminante decisão! Lutar, até as últimas conseqüências, até o último alento de nossas forças, para que ninguém – nem mesmo os mais odiosos inimigos de Deus – se perca; e ao mesmo tempo, lutar, com todas as nossas forças, para que TODOS se salvem eternamente.O inferno é terrível! O Paraíso é incrível!
 
E certamente que nós todos esperamos os Novos Céus Nova terra, tão longamente prometidos pelo nosso Deus. Haverá sim modificações neste novo Céu, até porque os que hoje habitam já as mansões celestes ainda não ressuscitaram dos mortos e não receberam seus corpos. Da mesma forma a terra, com habitantes santos, somente pelos justos, com carne espiritualizada, e será como um destes planetas abençoados que a nossa vidente visitou e nos descreveu. Natureza magnífica, frutos saborosos e sem conta, árvores que dão frutos o ano inteiro, bem mais deliciosos, sabores diferentes e agradáveis, mais nutritivos, em suma, nada de armazenar, pouco trabalho e muita felicidade.
 
Vale a pena lutar pelo Céu para todos! Que o inferno seja de ninguém! Nossas orações, nossos sacrifícios, nossa caridade maior de conduzir para o Céu, de levar as pessoas e as almas para Deus, enfim, nosso AMOR, será a chave para a conseguir este objetivo.
 
Da intensidade de nossa luta, da força de nosso amor, virá o mérito do planeta, ou da parte do Céu aonde iremos habitar, mais longe ou mais perto de Deus. Melhor mesmo é coladinho com Ele, mas seria pretensão sendo nós tão incuráveis pecadores.
 
O amor é a medida de todas as coisas: Deus nos medirá por ele!
Desejo a todos o Céu!
 
Arnaldo
 
Traduzido do livro: MI SUENÕ LETARGICO DE NUEVE DIAS
Fundacion Maria Mesajera
Zaragoza  Espanha.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 

Artigo Visto: 3986 - Impresso: 134 - Enviado: 29

ATENÇÃO! Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão desde que sempre sejam citados a fonte www.recadosdoaarao.com.br

 

 
Visitas Únicas Hoje: 199 - Total Visitas Únicas: 3.180.815 Usuários online: 34