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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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07/05/2019
Este fala a verdade
Entrevistado analisa com precisão o antipontificado agora em curso!
 

Pena é que continuam chamando de "papa" a alguém que não é, nunca foi, nunca será! E ai de quem ousa fazer uso deste título, ai de quem o segue, cegamente, pois que caminham ambos ao abismo. E vão a passos largos! Ai do católico que, ai do clero, que sabe das heresias e se cala.

De Mattei sobre o pontificado de Francisco: seis anos de “hipocrisias e mentiras”

 2019

Fonte > Entrevistado, o Professor Roberto De Mattei, presidente do Lepanto instituto, pelo jornalista italiano Aldo Maria Valli – um dos jornalistas italianos que ajudou na publicação do “Testemunho do Vigano” em Agosto de 2018. Como é costume, o Professor De Mattei ofereceu analise franca e provocatória.

Aldo Maria Valli: Professor De Mattei, não há um dia que passe sem que este pontificado cause confusão e dúvidas em muitos fieis. A declaração sobre as outras religiōes feita em Abu Dhabi tem provocado uma enorme quantidade de preocupação. Parece que não há nenhuma maneira de evitar o facto de que é problemático. Como é que o interpreta?

Professor Roberto De Mattei: A declaração de Abu Dhabi feita em 4 de Fevereiro de 2019, assinada pelo Papa Francisco e pelo Grande Iman de Al-Azhar afirma que 'a pluralidade e diversidade de religiōes, cor, sexo, raça e linguas são desejadas por Deus em Sua sabedoria, atravez do qual Ele criou os seres humanos”. Esta afirmação contradiz os ensinamentos da Igreja, do qual diz que a única religião verdadeira é a religião catolica. De facto, só a fé em Jesus Cristo e em seu Nome é que o homem pode atingir a salvação eterna. (Actos dos Apostolos 4:12)

No primeiro de Março, durante a ad limina visita dos bispos do Kazaquistão a Roma, o Bispo Athanasius Schneider expressou a sua perplexidade ao Papa Francisco sobre a declaração de Abu Dhabi. O Papa replicou-lhe que 'a diversidade das religiões é apenas a vontade permissiva de Deus'. Esta resposta é enganadora, porque parece admitir que a pluralidade das religiões é um mal permitido por Deus mas não querido por Ele, mas o mesmo não é verdade quanto à diversidade dos sexos e raças, que são positivamente queridos por Deus. Quando o Bispo Schneider expressou a sua objeção, o papa Francisco admitiu que a frase 'poderia ser entendida erroneamente'. Ainda ssim, o papa Francisco nunca corrigiu ou retificou a sua afirmação, e de facto o Conselho Pontifico para o Dialogo Interreligioso, a pedido do Santo Padre, direcionou todos os bispos para amplamente promoverem a declaração de Abu Dhabi,  para que  ' se torne objecto de pesquisa e reflexão em todas as escolas, universidades e institutos de educação e formação. A interpretação que então está a ser espalhada é de que a pluralidade das religiões é uma coisa boa, não um mal que é apenas tolerado por Deus. A mim parece-me que estas contradições deliberadas são um microcosmos de todo o pontificado do Papa Francisco.

Aldo Maria Valli: Como é que você, sendo um historiador da Igreja, resume os últimos seis anos?

Professor Roberto De Mattei: Como anos de hipocrisias e mentiras. Jorge Mario Bergoglio foi escolhido porque ele parecia ser um bispo que era 'humilde e profundamente espiritual'', um que 'iria reformar e purificar a Igreja'. Mas nada disto aconteceu. O Papa não removeu os prelados mais corruptos nem da Curia Romana nem os indivíduos das dioceses. Ele só fez isso quando no caso do McCarrick, foi forçado pela opinião publica. Na realidade, Francisco revelou-se como sendo um papa ditador, o papa mais politico do último século. A sua persuação politica é da esquerda Peronista, que detesta em principio, qualquer forma de inequalidade e é oposto à cultura e sociedade do Oeste. O Peronismo junta-se à teologia da libertação e conduz a um esforco para impôr uma democratização sinodal na Igreja, da qual tira dela a sua essência natural.

Aldo Maria Valli:A cimeira sobre os abusos sexuais parece que já foi esquecido. Foi recheado de bonitas expressões que os meios de comunicação gerais têm trombeteado, mas que não levou a nada de novo. No geral, como é que você julga a maneira como a Santa Sé  tem endereçado esta crise?

Professor Roberto De Mattei: Numa clara contradicão. As normas contra abusos que foram recentemente aprovadas pelo papa Francisco contornam o problema real, que é a relação entre os tribunais da Igreja e os tribunais civis, ou visto mais amplamente, a relação entre a Igreja e o mundo. A Igreja tem o direito e o dever de investigar e julgar os crimes que violem não só as leis civis mas também as leis eclesiais, estabelecidas pela Lei Canonica. Neste caso,  é necessario abrir um julgamento penal regular num tribunal da Igreja que respeite os direitos fundamentais do acusado e que não seja condicionado pelos resultados de qualquer julgamento civil.

Em vez disso, hoje no caso do Cardeal Bell, o Vaticano disse que iria abrir um julgamento canonico, mas primeiro necessita de 'esperar pelo resultado dos processos de apelação civil'. No caso do Cardeal Barbarin da Franca, condenado a seis meses de prisão em liberdade condicional e aguardando também um processo de apelação e não houve nenhum anúncio de julgamento canónico.  Quando o Cardeal Luis Francisco Ladaria, perfeito para a Congregação da Doutrina da Fé, foi chamado a testemunhar no caso do Badarin pelos juízes de Lyon, o Vaticano invocou imunidade diplomática mas não fez o mesmo para o Cardeal Bell. Esta politica de critérios diferentes para pessoas diferentes é parte do clima de ambiguidade e duplicidade que nós estamos a viver.

Aldo Maria Valli:Durante este pontificado, normas novas têm sido introduzidas na vida monástica, e em particular para os claustros. Algumas comunidades monásticas estão preocupadas porque eles consideram estas novas normas uma ameaça para a vida contemplativa. Você partilha esta preocupação?

Professor Roberto De Mattei: Sim, parece que há um plano para destruir a vida contemplativa. Eu apreciei muito os artigos que você dedicou a este tema no seu blog. A constituição à vida contemplativa das mulheres Vultum Dei Quarere de 29 de Junho de 2016, e a Instrução Cororans de 1 de Abril de 2018, suprimem qualquer forma de autonomia juridica e cria federaçōes e novos organismos burocráticos como 'estruturas de comunhão'. A obrigação de fazer parte destas estruturas significa que monastérios perdem , de facto, a sua autonomia, que é dissolvida numa massa de monastérios anônimos que estão todos se movendo em direção à dissolução da tradicional vida monástica. A 'normalização' modernista de poucos monastérios que ainda resistem à revolução seria uma inevitável consequência. A supressão juridica da vida contemplativa a que estamos nos movendo não significa porém, o fim do espirito contemplativo que se está a tormar mais forte como resposta à secularização da Igreja. Eu conheço monastérios que conseguiram assegurar independência juridica da Congregação para a Vida Religiosa e mantém uma vida monástica suportada pela Igreja nesta crise com a sua oração intercessória. Eu estou convencido de que, como antes foi dito, as oraçōes dos claustos governam o mundo.

Aldo Maria Valli: O sexto aniversário da eleição do Papa Francisco passou, mesmo que se tenha sentido dominado. Fica-se com a impressão de que mesmo as pessoas que o apoiaram estão a começar a distanciarem-se dele. É uma impressão equivocada?

Professor Roberto De Mattei: Nós sabemos que há forças que querem destruir a Igreja. A maçonaria é uma delas. Mesmo assim, uma guerra aberta contra a Igreja nunca é prudente, porque como Tertulio escreveu, o sangue dos mártires são a semente dos Cristãos. E é por isto, que pelo menos por dois séculos, um plano foi formulado por forças anti-cristãs para conquistar a Igreja por dentro.

Nós sabemos que nos anos 60, a União Sovietica e os regimes comunistas do Leste da Europa   infiltraram muitos dos seus homens nos seminários e universidades católicas. Alguns destes subiram as escadas hierarquicas e tornaram-se bispos e mesmo cardeais. Mas tal cumplicidade e actividade intencional não é necessaria para contribuir para a auto destruição  da Igreja. Também é possível se tornarem instrumentos involuntários de alguém que manipule do exterior. Neste caso, os manipuladores escolheram os homens mais adequados, homens que denotam uma fraca moral doutrinal, são condicionados e de vez em quando são mesmo chantageados. Os homens da Igreja não são infalíveis nem impecáveis, e o maligno constantemente coloca em frente deles as tentaçōes que o Senhor renunciou. (Mateus 4:1-11) A eleição de Jorge Mario Bergoglio foi dirigida por um lobby (grupo) eclesial, por detrás do qual se pode ver a presença de outros lobies e fortes poderes. Eu tenho a impressão que os poderes eclesiais e poderes fora da Igreja que trabalharam para a eleição do Papa Francisco não estão satisfeitos com os resultados deste pontificado. No seu ponto de vista, tem havido muitas palavras mas poucos resultados. Aqueles que patrocinaram o Papa Francisco estão prontos a abandoná-lo se uma mudança radical não acontece. Parece que lhe foi dada  uma última oportunidade para revolucionar a Igreja no próximo Sinodo da Amazonia em Outubro. Parece-me que eles já enviaram sinais indicando isto mesmo.

Aldo Maria Valli: A que sinais se está a referir?

Professor Roberto De Mattei: Com o que aconteceu depois da cimeira sobre a pedofilia, que foi obviamente um falhanço. As grandes publicaçōes da imprensa internacional, desde o Corriere della Sera, ao El Pais, não esconderam o seu desapontamento. Parece-me que o anúncio feito pela Conferencia dos Bispos Alemães pelo seu presidente, Cardeal Marx, que eles irão convocar um sínodo local que irá produzir decisōes obrigatórias sobre a moral sexual, celibato sacerdotal, e a redução do poder eclesial, que seja visto como um ultimátum. É a primeira vez que os bispos Alemaes se expressaram com tamanha claridade. Eles parecem que estão a dizer que se o Papa não atravessa o Rubicon, eles mesmos o atravessarão. (nota minha: atravessar o 'Rubicon' significa não poder volta atrás com uma decisão). Em ambos os casos nós poderemos nos encontrar numa situação de cismo declarado.

Aldo Maria Valli: Que consequências puderá tal separação trazer?

Professor Roberto De Mattei: O cismo declarado, mesmo sendo maligno, puderá ser guiado pela Divina Providência em direção ao bem. O bom que pudera surgir é o acordar de tantas pessoas que estão a dormir e a compreensão de que a crise não começou com o pontificado do Papa Francisco mas tem sido desenvolvido por um longo tempo e tem profundas raizes doutrinais. Temos que ter a coragem de reexaminar o que tem acontecido nos últimos cinquenta anos à luz maxima do Evangelho que uma árvore é julgada pelos seus frutos (Mateus 7:16-20). Não é possivel unir o que é contraditorio, amar a verdade e a falsidade, o bom e o mal ao mesmo tempo.

Aldo Maria Valli: Muitos catolicos sentem-se desencorajados e também traidos. A nossa fé diz-nos que as forças do mal não prevalecerão e mesmo assim é dificil ver uma saida para esta crise. Humanamente falando, parece que está tudo a desabar. Como é que a Ihreja irá sair desta crise?

Professor Roberto De Mattei: A Igreja não tem medo dos seus inimigos e sempre vence quando os Cristãos lutam. Em 4 de Fevereiro em Abu Dhabi, o Papa Francisco disse haver uma necessidade de 'desmilitarização no coração do homem'. Eu acredito-me no contrário, que existe a necessidade de militarizar os coraçōes e transfoma-los em Acies Ordinata, como aquele que ficou em protesto oratorio na Praça de São Silvestre em Roma no dia 19 de Fevereiro e que confirmou a existência de uma resistencia catolica contra a auto destruição da Igreja. Existem muitas outras vozes de resistencia que tem e estão a fazer-se ouvir. Eu acredito que temos que ultrapassar os muitos desentendimentos que muitas vezes dividem as forças das pessoas boas. Em vez disso, nós devemos procurar uma união de intenção e acção dentro destas forças, enquanto mantemos as nossas legitimas diferenças.  Os nossos adversarios estão unidos no seu odio ao bem, e assim nós devemos nos unir no nosso amor ao bem e à verdade. Mas nós devemos amar um bem perfeito, um amor que é total e sem compromisso, porque Aquele que nos sustenta com o Seu amor e poder é infinitivamente perfeito.  Nós devemos colocar toda a nossa esperança Nele e só Nele. É por isto que a virtude da esperança é a única que devemos cultivar mais, porque nos torna fortes e perseverantes na batalha que estamos a lutar.

Tradução Luiz, desde a Inglaterra.

 

 

 

 
 
 

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