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09/04/2017
A Igreja e o mundo
A verdadeira Igreja de Jesus busca dar o céu a todos... A falsa igreja fuça na terra...
 
8 ABRIL, 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: A Igreja e o mundo (III)

“Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida”.

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

D. Antônio de Castro Mayer, de saudosa memória, em sua CARTA PASTORAL “AGGIORNARMENTO” E  TRADIÇÃO escreveu em 1971 que o esforço na adaptação (“aggiornamento”) foi além da simples expressão mais ajustada à mentalidade contemporânea. Declara que, em largos meios eclesiásticos, este “aggiornamento” atingiu a própria SUBSTÂNCIA  da Revelação. Diz D. Mayer: “Não se cuida de uma exposição da verdade revelada, em termos em que os homens facilmente a entendam; procura-se, por meio de uma linguagem ambígua e rebuscada, mais propriamente, propor uma nova Igreja, ao sabor do homem formado segundo as máximas do mundo de hoje. Com isso, difunde-se, mais ou menos por toda parte, a idéia de que a Igreja deve passar por uma mudança radical, na sua Moral, na sua Liturgia, e mesmo na sua Doutrina”.

Fico a imaginar que quando o Papa João XXIII, anunciou um Concilio, e este pastoral e para fazer “aggiornamento” (o verdadeiro sentido dado pelo Papa, certamente entrou num ouvido e saiu pelo outro) os modernistas esfregaram as mãos e disseram: “Ou agora ou nunca mais; o prato não podia estar melhor pronto para nós mudarmos esta Igreja ‘fechada e ultrapassada’!!!” E pior: são unidos e incansáveis nesta tarefa diabólica! Talvez não ousaram imaginar o que infelizmente está acontecendo: um Papa a seu favor, diametralmente oposto a S. Pio X.

Atualmente é o reinado das trevas, mas como eclipse. Por fim Nosso Senhor Jesus Cristo dará um basta ao Modernismo, ao Comunismo e ao Liberalismo  e triunfará o Imaculado Coração de Maria e teremos o Reinado do Sacratíssimo Coração de Jesus. Tenhamos fé, pois, a Igreja é divina!

Feita esta introdução, vamos ver como a verdadeira Igreja, (não a modernista) mas a tradicional, age em relação ao MUNDO, no sentido dado pelo texto em apreço.

A Igreja Tradicional, sempre baseada na Sagrada Escritura e na Tradição, combate o mundo ( no sentido exposto acima) e adverte os homens contra os seus perigos e as suas seduções. Ela admite e elogia os legítimos progressos da ciência e da sociedade. Aliás a Igreja deu grandes cientistas e homens célebres à sociedade. A doutrina e moral de Nosso Senhor Jesus Cristo, no entanto, são perfeitas, e como tais, não podem sofrer adições, subtrações, alterações ou transformações.

Podem sim esclarecer-se. É como um ser vivo que se desenvolve e aperfeiçoa, porém na mesma natureza, que faz com que o indivíduo seja sempre o mesmo.

Apenas um parêntese: Antigamente dizia-se simplesmente SANTA MADRE IGREJA, todos sabiam que se tratava da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, dominando na Igreja os Modernistas, faz-se mister adicionar a qualificação TRADICIONAL,  em oposição à ala progressista, que, como diz D. Mayer na citação acima, “procura-se propor uma nova Igreja, ao sabor do homem formado segundo as máximas do mundo de hoje”.

A Igreja Tradicional procura ver o que disse Jesus Cristo, que disseram os Apóstolos e os seus sucessores sobretudo os santos, no decorrer dos séculos.

1. QUE DISSE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO?

a) Jesus afirma que Ele não é do mundo e que seus seguidores também não são do mundo: Na oração ao Pai: “Dei-lhes a tua palavra e o mundo os odiou, porque não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo” (S. João, XVII, 14-16). Após a Última Ceia, dirigindo-Se aos seus discípulos:  “Se o mundo vos aborrece, sabei que primeiro do que a vós me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque vós não sois do mundo[…] por isso o mundo vos aborrece” (S. João, XV, 18 e 19).

b) Jesus afirma que venceu o mundo: “Haveis de ter aflições no mundo, mas tende confiança, eu venci o mundo” (S. João, XVI, 33).

c) Jesus afirma que a sua paz não é a mesma do mundo: “Deixo-vos a paz: dou-vos a minha paz; não vo-la dou como a dá o mundo” (S. João, XIV, 27).

d) Jesus explicando a parábola do semeador, disse que são os cuidados do mundo com seus deleites desordenados e a ilusão das riquezas que impedem o homem de se converter quando ouve a palavra de Deus: “Os que recebem a semente entre os espinhos são aqueles que ouvem a palavra; mas as solicitudes do mundo e a ilusão das riquezas e os afetos desordenados, entrando, afogam a palavra e ela fica infrutuosa” (S. Marcos, IV, 18).

e) Jesus fala contra os escândalos e na necessidade da mortificação: “Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é inevitável que sucedam escândalos, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo! Por isso, se a tua mão ou o teu pé te escandaliza, corta-o e lança-o fora de ti; melhor te e entrar na vida com um pé ou mão a menos, do que, tendo duas mãos e dois pés, ser lançado no fogo eterno” (S. Mateus, XVIII, 7-9).

f) Jesus exige abnegação, penitência e renúncia do mundo: “E chamando a si o povo com seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida[neste mundo]a perderá [a eterna]; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, a salvará. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca pela sua alma? No meio desta geração adúltera e pecadora, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o
Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (S. Marcos, VIII, 34-38).

g) Jesus no sermão da montanha mostra as suas máximas que são diametralmente opostas à máximas do mundo: Caríssimos, aconselho que leiam e meditem este sermão do Divino Mestre, sermão este que o Evangelista São Mateus relata nos capítulos 5º, 6º e 7º. 2.

QUE DISSERAM OS APÓSTOLOS SOBRE O MUNDO?

SÃO JOÃO EVANGELISTA: “Eu vos escrevo, jovens, porque sois fortes, e porque a palavra de Deus permanece em vós e porque vencestes o maligno. Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa, e a sua concupiscência com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 S. João, II, 14-17). Hoje se dirigem aos jovens (JMJ) com linguagem bem diferente!!!

SÃO PAULO: “E não vos conformeis com este século (=mundo), mas reformai-vos com o renovamento do vosso espírito, para que reconheçais qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita” (Rom. XII, 2). “Digo-vos pois: andai segundo o espírito de Deus e não satisfareis os desejos da carne. Porque a carne tem desejos contrários ao espírito, e o espírito desejos contrários à carne; porque estas coisas são contrárias entre si, para que não façais tudo aquilo que quereis. As obras da carne são manifestas: são o adultério, a fornicação, a impureza e a luxúria, a idolatria, os malefícios, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as rixas, as discórdias, as seitas, as invejas, os homicídios, a embriaguez, as glutonarias e outras coisas semelhantes, sobre as quais vos previno, como já vos disse, que os fazem tais coisas não possuirão o reino de Deus” (Gálatas, V, 16, 17 e 19-21). “Nem sequer se nomeie entre vós a fornicação ou qualquer impureza ou avareza como convém a santos; nem palavras torpes, nem loucas nem chocarrices que são coisas inconvenientes” (Efésios, V, 3-6). “Não vos deixeis seduzir; as más conversações corrompem os bons costumes”. “Não reine, pois, o pecado no vosso corpo mortal de maneira que obedeçais às suas
concupiscências” (Romanos, VI, 12). “E vós estáveis mortos pelos vossos delitos e pecados nos quais andastes outrora, segundo o costume deste mundo, segundo o príncipe que exerce o poder sobre este ar, espírito que agora domina sobre os filhos da incredulidade entre os quais também todos nós vivemos outrora, segundo os desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e da concupiscência e éramos por natureza filhos da ira como todos os outros”  (Efésios, II, 1-3). “Aqueles que são de Jesus Cristo crucificaram a sua carne com os seus vícios e concupiscências” (Gálatas, V, 24).

SÃO PEDRO: “Por Ele mesmo [Jesus] nos deu as maiores e mais preciosas promessas a fim de que por elas vos torneis participantes da natureza divina, fugindo da corrupção da concupiscência que há no mundo” (2 S. Pedro, I, 4). “Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vós abstenhais dos desejos carnais que combatem contra a alma” (1 S. Pedro II, 11). SÃO TIAGO: “Adúlteros, não sabeis que a amizade deste mundo é inimiga de Deus?  Portanto, todo aquele que quiser ser amigo deste século constitui-se inimigo de Deus (S. Tiago, IV, 4). “A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é essa: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo” (S. Tiago, I, 27).

A Teologia Moral tradicional sempre ensinou que temos obrigação de fugir das ocasiões perigosas; ambientes onde reinam a imoralidade e a imodéstia por causa da concupiscência dos olhos e da carne: “Quem ama o perigo morre nele” (Eclesiástico, III, 27). Daí também o conselho de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Vigiai e orai para não cairdes em
tentação” (S. Marcos, XIV, 38). “Não frequentes o trato com a bailarina, nem a ouças, para que não suceda pereceres à força de seus atrativos (…). “Não deixes errar os olhos pelas ruas da cidade, nem andes  vagueando pelas suas praças. Afasta os teus olhos da mulher enfeitada, e não olhes com curiosidade para a formosura alheia. Por causa da formosura da mulher pereceram muitos, e por ela se acende a concupiscência como fogo” (Eclesiástico, IX, 4, 7-9).

Aquelas que vivem em excessos de vaidades e na imodéstia devem meditar no seguinte: Se a Sagrada Escritura tem tão detalhadas e exigentes advertências contra os perigos da simples vaidade e atrativos femininos quanto mais não será exigente em relação a maldade da imodéstia feminina. Jesus disse: “Ai da pessoa que der escândalos!” Por outro lado, aquelas pessoas que possam ficar perturbadas diante destes textos, já que são obrigadas a viver num mundo tão corrupto, queremos esclarecer que este texto da Bíblia adverte o homem contra a maldade de procurar o mal e se expor voluntariamente ao perigo. Mas se nós guardamos no coração a vontade decidida de não ofender a Deus, embora tendo que trabalhar em ambientes perigosos, tendo que andar nas ruas e praças das cidades e até que tratarmos com pessoas perigosas, nós não pecamos mesmo sendo inevitável a vista de muitas imoralidades e imodéstias, porque de um lado não procuramos estas coisas e por outro, quando se apresentam, não aceitamos. Procurar, então, mortificar a vista o quanto for possível e Deus nos dará a graça suficiente para não nos contaminarmos. E assim não perdemos também a alegria do espírito.

Coisa bem diferente é quando a pessoa procura o mal como por exemplo: se alguém sai às ruas e praças sem necessidade e já com o intuito de procurar ver o que não deve, ou vai ao baile (que foi sempre perigoso e hoje deixou de ser sem maldade), se vai ao carnaval etc., nestes casos já pecou, porque aceitou a maldade no coração. Os modernistas dizem que o que manda é o coração; os tradicionalistas dizem: sim, o que manda é o coração reto que procura fazer o que Deus manda, e evitar o que Ele proíbe.

 

 

 
 
 

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