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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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24/01/2015
Meu casulo
Locução interior, de uma alma aprendiz, humilde e sem instrução
 

Esta Locução Interior consta do Livro: Triunfante Mãe da Eucaristia. Esta confidente, que recebeu de Deus uma missão fantástica, não perseverou no carisma, e aquela obra continua em aberto, esperando seu retorno. Já esteve com outros deuses, com outros amores, vai e volta... Mas a mensagem é espantosa. Já desafiei a qualquer membro da Academia Brasileira de Letras a produzir algo perecido. Duvido!
 
O AMOR DO PAI – 31/08/2002.
 
         Deus pede a ela: Permite que Eu te fale do Meu Amor. Vai e busca teu caderno!
         Senti o meu coração pulsar na vontade do Pai. E comecei a escrever o que o meu coração ditava. Senti assim...
         Primeiro Deus chamou-me à vida. Como uma lagarta eu vou me arrastando sobre esta terra, procurando saciar-me de cada folha verde, mal indo adiante, sem me dar conta da Verdadeira Comida, a Eterna.
         Cada apetite – mais voraz que as minhas próprias paixões e sentimentos – me leva a arrastar-me em concupiscências – as minhas vontades e egoísmos – e iludo-me com os frutos da carne e seus apetites, sem notar o quanto me arrasto.
         Neste mundo tenebroso e frio, vou a procura de uma folha aqui e acolá, para saciar meus apetites variados, sem nunca estar satisfeita. Devastando grandes plantações, sem perguntar e nem ofuscar a minha consciência, vou dizendo que é assim... Que nada há de errado!...
         Mas eis que por um breve momento a Mão do meu Senhor toca-me. E quando não há mais o que de impuro provar, vem a pureza Suprema da Misericórdia em meu socorro, e vislumbro a Sua graça sobre mim, e ela me mostra a Sua Vontade.
         Fecham-se as portas. Entro no casulo, e vou construindo em minha volta o grande refúgio – que vislumbro pela Luz do Senhor – e começo a viver em completa dependência de meus pecados... e na Onipresença de Deus que tudo move.
         E assim me encontro aprisionada! Aspirando o conhecer as virtudes, vou lutando contra as vicerais atitudes que moram em mim. Mas há algo latente na alma. Por segundos vislumbro o céu. Sou um casulo, e neste casulo Deus está, com sua graça. 
         Há tão pouco tempo e tanto a rever... E tanto a modificar!..
         Maria disse-me certa vez: Um dia de cada vez e assim sucessivamente.
         Não escrevo para vangloriar-me, mas para relatar a Misericórdia e o Amor de Deus, e o quanto o Senhor é Supremo. Porém, quando morrer, talvez isso servirá para alguém como eu, verme e miserável, mas sedenta da Graça e do perdão do Pai.
         Neste mundo podre, onde a internet espalha seus males por toda a parte, onde a televisão e todos os meios de comunicação gritam que Deus não existe, e onde as falsas doutrinas mascaram a verdadeira Verdade, abrigo-me em minhas convicções e luto. Porém, por vezes caio, porque ainda, como já disse, sou larva e verme, e não deixei de rastejar sobre as minhas próprias paixões. 
         Mas estou na crisálida do Amor, e esta crisálida me ilumina. Não importa o quanto eu caia, sempre haverá uma luz para aqueles que se abrem à Graça. 
         E então, mesmo que com fino fio e transparente, vou tecendo meu casulo para a Graça. E assim trabalho, apesar das minhas impurezas, meu gênio estúpido, minha falta de polidez, minha intemperança e minha falta de prudência. Apesar da minha falta de modéstia, humildade e obediência, enfim, tudo o que se pode imaginar, teço de um material infalível: O olhar de Jesus que está sempre a me olhar, e a me chamar para Ele. 
        Oh! Infalível Chama, quantas vezes caí, quantas vezes eu fiz vosso coração sofrer... Fazei que isso se transforme na chama de amor ardente: Em Ti buscar a Graça, que esta é perene.
         E quando, Senhor, dareis cabo à obra de Vossas Mãos?
         Tomo, pois, como última esperança este tempo de reclusão. Onde a luz do conhecimento divino revela ao meu pequenino ser que ressurge, a grandeza de um Deus que é Supremo, pois firme esperança, neste momento de grande provação e medo angustiante, e ansiedade por parte da minha pobre natureza humana.
         Então, na minha alma, neste corpo carnal – mas minha esperança é celeste – eis que se rompe o casulo, a crisálida dos viventes. E na emoção eu grito: Abre as asas ó minha alma, lança vôos ao infinito de teu Deus. Busca o desabrochar em Deus, para as fulgurantes cores, inimagináveis do Espírito: O escarlate do Amor Misericordioso, a leveza dos Santos, a liberdade dos Justos... E tudo por certo renascerá. E se empreenderá a grande batalha.     
         Sonho, porém, com grandes asas de luz, cintilantes como orvalho da manhã, e resplandecentes como a ternura do olhar da minha Mãe Maria. Porque, então, estarei ligada ao eterno e ao grandioso.
         Eis que eu escuto a Tua voz, Senhor, pela graça da Tua bondade para comigo. 
         Tece-me, então, a cada dia, para que eu Te adore, e sempre, e mais e mais. Faz resplandecer sobre mim a Tua graça e enaltece o Teu poder sobre as minhas vontades.
         Corrige-me, ó meu grande amigo. Pulsa em meu coração incessantemente. Aprisiona-me em teu poder. Eu assim quero, para que, quando partir deste mundo, no qual a Tua graça já se perdeu para tantos, eu leve somente o Teu Amor.
         Nada me dá mais prazer que a Tua presença. Nada me consola mais que as Tuas doces palavras. Só escrevo porque anseio buscar-Te! Quero moldar-me, para assim poder Te contemplar face a face! Para buscar o Teu querer, para buscar Tua divina Luz, para desvanecer esta triste imagem mundana que há em mim. E renascer para a imagem de filha Tua. E mergulhar nos Teus Mistérios sem medos.
         Sim, e sentir a Tua Misericórdia. Porque quando Tu me revelas, assombroso é o Teu poder, acima da minha compreensão. 
        Minha vida está nas grandiosas mãos do Meu Senhor e Rei. Na imensidão, o Seu olhar poda-me as arestas, para que, quando asas eu ganhar, possa voar ao Teu encontro feliz, e com a certeza do dever cumprido.   
Alma Aprendiz!

Mais duas

A CASTIDADE – JUNHO/2002

A castidade consiste em fazer a vontade do Pai, à qual todos são chamados. Ela não provém da força humana, mas do amor divino. A castidade não é sinal de tristeza, mas sim de alegria na imolação do corpo. Ser casto é partilhar do dom maior, que é a alegria dos santos.
A castidade é algo que não diminui e sim enaltece, por um bem maior! É pregar nossas paixões na cruz de Cristo e com ele acender ao céu. É o abandono de ser amado, para amar o eterno. É a alegria da pureza, é a fonte de jubilosas graças, é dom supremo. 
A castidade não será por si só um dos dons mais valiosos? É o esvaziar-se de si para gerar Deus, é o negar-se a si mesmo, e tomar sua cruz, para se entregar nos braços do Pai. Por fim, é renunciar a própria carne, para fazer parte do Corpo Místico de Deus. É alegrar-se com os santos, é aconchegar-se ao Coração de Jesus. É ter Ele por único bem e amá-lo como esposo. É tentar ser fiel até o fim, é abrasar-se pelo amor celestial, sem sucumbir jamais ao terreno. É morrer a cada dia na carne, e nascer a cada dia para a glória. Amém.

A SANTIDADE – JUNHO/2002


A santidade consiste antes de tudo em abrasar-se por um amor único e supremo, no qual se inspira o dom maior. A santidade não é conseguida pela força do querer e sim pela sua sublime ação de entrega total. Quanto mais me entrego a Deus, tanto mais Ele trabalha em meu espírito. A cada dia a santidade deve ser buscada, não só em atos, mas em sussurros e suspiros, pela busca do Altíssimo. 

A santidade consiste, enfim, numa grande jornada celestial a qual nos convida ao aniquilamento da vontade humana, sem se impor, mas suave e perenemente. A santidade é intransferível e a missão também, como os dons, que quando dados perdurarão na semente, buscando florescer. A santidade é algo sublime e magnífica, pois o homem na sua natureza humana se abre para a realização do celeste, e nisso santifica a vida ao seu redor. 

A santidade é o caminho do crisol, é a alavanca do justo, é a coroa da ressurreição. É acima de tudo o bem mais supremo, para contemplar Jesus misericordioso, face a face. Eis o mistério da Santidade: É no abandono da humanidade, que Deus revela o Divino.

 
 
 

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