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23/09/2016
Filósofos se levantam
Mesmo que eu tenha que morrer por isto, acredito que é preciso falar mais alto!
 
 
 

Filósofo e amigo íntimo de João Paulo II: Papa deve revogar declarações “objetivamente heréticas” para evitar cisma.

“Mesmo que eu tenha que morrer por isto, acredito que é preciso falar mais alto porque não se pode permanecer em silêncio quando vemos as verdades importantes e também fundamentais para a salvação eterna dos fiéis sendo obscurecidas… no documento”

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Claire Chretien – LifeSiteNews | Tradução Sensus fidei: 21 de setembro de 2016 — Josef Seifert, filósofo católico austríaco e amigo íntimo do falecido Papa João Paulo II, disse em uma entrevista que espera que o Papa Francisco revogue as declarações “objetivamente heréticas” em Amoris Laetitia para evitar “cisma”, “heresia”, e “a completa divisão na Igreja.”

Falando para Gloria.TV sobre uma carta que escreveu ao Papa Francisco e um ensaio no qual descreve algumas de suas preocupações com a exortação: Seifert explicou que há quatro conclusões que se pode tirar de Amoris Laetitia.

Estas quatro conclusões “são radicalmente diferentes e, portanto, creio que é necessário esclarecer qual é a verdadeira resposta”, afirmou.

A primeira conclusão é que permanece sacrilégio aqueles que, em estado de pecado mortal sem arrependimento, recebam a Sagrada Comunhão, embora a nota 351 abra a porta para isso.

Os defensores deste argumento “podem dizer que o texto não é um documento magisterial, como diz o Cardeal Burke, e que não dispõe da forma apropriada para mudar o Catecismo Católico [e] os 2.000 anos de tradição disciplinar sacramental com apenas alguns traços de caneta. … Então, nada mudou, basicamente, e o documento, talvez, tentou mudar algo, mas isso não muda nada.”

“A segunda [conclusão] é o oposto — é o contrário, absoluto e radical seguir adiante”, disse Seifert. “E isso significa que cada casal, todos os homossexuais, todas as lésbicas, adúlteros, todos os recasados, não casados — todos são bem vindos à mesa do Senhor.” Ele observou que esta é essencialmente a interpretação adotada pelos Bispos das Filipinas, que “fizeram um grande pronunciamento nesse sentido.”

“Esta interpretação não pode ser o que realmente o Papa quis dizer — não deve ser o que o Papa realmente quer dizer porque leva a inúmeros sacrilégios, todos os tipos de grandes pecadores [vindo] para o Sacramento da Comunhão”, disse Seifert. Permitir isso “abre-se a porta para transformar a Igreja, o templo de Deus, [em] uma espécie de templo de Satanás.”

Seifert apela ao Papa Francisco para “absolutamente e obrigatoriamente declarar que esta [interpretação] é uma compreensão completamente falsa do ensinamento da Igreja.”

Foro interno seria uma ‘catástrofe pastoral’

A terceira interpretação possível de Amoris Laetitia é a de que os casais podem “discernir” com a ajuda de um sacerdote se são realmente culpados das ações que continuamente cometem, e que a Igreja objetivamente denomina como pecaminosas.

“Como se aplicaria isso?”, Perguntou Seifert. “Se um padre disser para o adúltero,”você é um bom adúltero, está em estado de graça, você é [uma] pessoa muito piedosa, de maneira que lhe dou a minha absolvição sem que seja preciso você mudar a sua vida e, então, [pode] ir receber a Sagrada Comunhão… E depois vem outro, e ele diz, ‘Oh, você é um verdadeiro adúltero. Primeiramente, você deve se confessar, reestruturar a sua vida, mudar a sua vida, e então você poderá ir para a comunhão. “Quero dizer, como deve ser esse trabalho?”

Isto “parece completamente inapropriado” e poderia tornar-se uma “catástrofe pastoral”, adverte Seifert. Ele disse que isso também poderia confundir casais católicos divorciados recasados, alguns dos quais podem ser contados por seu sacerdote para seguir em frente e receber a Sagrada Comunhão e outros sendo contados pelo mesmo padre para viver em abstinência, a fim de receber a Sagrada Comunhão. Seifert nota que esta terceira conclusão contém “o problema da falácia lógica”, que parte do princípio de que se uma pessoa “não entende que o que ela faz é errado, que está inocente e em estado de graça, mas a cegueira para o erro de uma ação pode ser em si gravemente [pecaminosa].”

“Isto é uma falsa suposição que muitos casais que não encontraram nada de errado em voltar a casar e divorciar sejam todos pecadores inocentes em estado de graça, porque a sua cegueira [em relação ao fato de que estão cometendo adultério] em si [pode ser um pecado]”, disse Seifert.

Aparente ‘negação do inferno’ deve ser corrigida ‘para maior clareza’

De acordo com Seifert, a quarta interpretação possível de Amoris Laetitia está em as pessoas poderem dizer em sã consciência que seu primeiro casamento era inválido, mesmo se um tribunal eclesiástico tenha afirmado o contrário, e, portanto, podem se divorciar, “casar” novamente, e receber os sacramentos, mantendo uma relação sexual com sua segunda esposa.

“Isso não deve ser deixado para a consciência do indivíduo julgar se o seu casamento foi válido ou não, e também não relegado ao julgamento de um único sacerdote… a existência de um sacramento exige uma cuidadosa investigação e essa é [exatamente ] a tarefa dos tribunais da Igreja e, portanto, as pessoas simplesmente não podem… em consciência dizer, eu não era casado e agora eu me casei novamente”, explicou Seifert. Ele também disse que a ideia de que uma pessoa possa declarar, por si mesma, que o seu casamento era inválido foi condenada pelo Concílio de Trento e, portanto, não está em harmonia com o ensinamento da Igreja.

É “objetivamente herético” afirmar, como faz Amoris Laetitia, que alguém possa simplesmente ser incapaz de viver de acordo com as exigências do Evangelho, disse Seifert. Amoris Laetitia sugere que as pessoas podem “reconhecer que é a vontade de Deus viver em um relacionamento adúltero”, mas “que contradiz claramente alguns dogmas do Concílio Tridentino e contradiz claramente Veritatis Splendor e outros ensinamentos solenes da Igreja”, afirmou.

Seifert ressaltou que sua intenção não é acusar o Papa de herege, mas, simplesmente, apontar que ele fez declarações heréticas que devem ser corrigidas.

“Ele diz que ninguém está condenado para sempre… que o contexto pode ser interpretado de maneiras diferentes, mas é difícil interpretá-lo de qualquer outra forma senão através da negação do inferno”, observou. Cristo “nos adverte para o grande e real perigo da condenação eterna”, como muitos santos e a Virgem Maria nas aparições aprovadas pela Igreja têm nos advertido, “e, portanto, para o Papa convidar aos Sacramentos pessoas em estado de pecado grave e, ao mesmo tempo, dizer que ninguém será condenado para sempre, penso que há riscos disso ser entendido como uma negação da possibilidade de condenação”.

“Então eu disse ao Papa que ele deve, em primeiro lugar, esclarecer que nesta declaração não foi a sua intenção negar o inferno, o que seria contrário à Sagrada Escritura, e contrário a vários [dogmas]”, disse Seifert. Mesmo se o Papa Francisco não tenha pretendido que a instrução parecesse ser uma negação do inferno, “creio que muitas pessoas entendem isso dessa maneira e ele deve, portanto, claramente dizer qual é a verdade do Evangelho e não dar a impressão de negar o inferno” concluiu. Isso deve ser feito por “uma questão de clareza e para o cuidado pastoral.”

Seifert falará ‘mesmo que tenha que morrer por isso’

Papa Francisco apenas “cresceria em estima e respeito diante do mundo” se ele retratasse as declarações em Amoris Laetitia que aparentemente contradizem a doutrina católica, disse Seifert. Se ele “persiste nisso”, então há o “risco de cisma.”

“Para evitar o cisma, evitar a heresia e evitar a separação completa na Igreja, entendo que é necessário que o Papa … esclareça [estes] problemas” e revogue-os, adverte Seifert.

Seifert ressaltou que ele não é o único acadêmico católico a soar o alarme sobre Amoris Laetitia. Professor Robert Spaemann, um dos principais professores de filosofia alemão e amigo próximo do Papa Emérito Bento XVI, e Dr. Jude P. Dougherty, reitor emérito da Escola de Filosofia da Universidade Católica da América, ambos levantaram sérias preocupações com a exortação. O primeiro chamou de uma “ruptura” com a tradição católica e este último escreveu que a ambiguidade do Papa Francisco significa que “o que antes estava certo tornou-se problemático.”

“Mesmo que eu tenha que morrer por isto, acredito que é preciso falar mais alto porque não se pode permanecer em silêncio quando vemos as verdades importantes e também fundamentais para a salvação eterna dos fiéis sendo obscurecidas… no documento”, disse Seifert.

Publicado originalmente: LifeSiteNews – Top philosopher: Pope must revoke ‘objectively heretical’ statements to avoid schism

Fonte: http://www.sensusfidei.com.br/2016/09/22/filosofo-e-amigo-intimo-de-joao-paulo-ii-papa-deve-revogar-declaracoes-objetivamente-hereticas-para-evitar-cisma/#.V-QUKTUwDt8

 

 
 
 

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