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07/08/2016
O falso colegiado
O colegiado em torno do papa visa destruir o papado, para abrir caminho ao inimigo.
 

Há 18 anos, Pe. Martin já alertava sobre um explosivo “Protocolo de Renúncia” que mudaria para sempre o poder petrino

Até aquela noite, pontificados não haviam sido limitados por ninguém, senão pela mão de Deus. Se estes sete Cardeais fossem bem-sucedidos, a decisão, dali em diante, passaria a ser um assunto colegial. Uma vez abdicando tanto poder, quem o recobraria?

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Sensus fidei: Há dezoito anos atrás, Pe. Malachi Martin[1] fazia menção a um explosivo “Protocolo de Renúncia” papal. Secreta e habilmente, este sinistro “Protocolo de Renúncia” fora elaborado por sete cardeais progressistas, juramentados e comprometidos com poderes seculares anticristãos. O objetivo: alterar para sempre o poder petrino conferido por Cristo unicamente a seu Vigário na terra.

Esta afirmação feita há dezoito anos por Pe. Martin, ainda que romanceada em seu livroWindswept House, com a renúncia de Bento XVI e os atuais rumos delineados até agora pelo atual pontificado, apresenta-se atual e como relevante oportunidade para reflexão sobre a atual crise da Igreja que muito poucos parecem perceber.

Havia sete cardeais na delegação histórica dos Príncipes da Igreja que, por nomeação formal, vieram para uma reunião com o Papa eslavo  [codinome para o Papa S. João Paulo II] quando a escuridão caiu sobre Roma na segunda-feira da Semana Santa.

Era um acontecimento majestoso. Sua Santidade, já sentado à cabeceira da mesa de conferência, recebeu a devida mostra de obediência reverencial por parte de cada um dos Cardeais. Primeiramente, vieram os dois primeiros fazedores de Papas, o cadavérico Léo Pensabene [Cardeal Pio Laghi] e o diminuto Cosimo Maestroianni [Agostino Casaroli]. Logo atrás, os dois individualistas — o francês Joseph Karmel [Cardeal Jean-Marie Lustiger] e o Jesuíta com olhos de ágata Michael Coutinho, Cardeal Arcebispo de Gênova. Em seguida, o Cardeal Secretário de Estado Giacomo Graziani [Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano]. Então, Noah Palombo [Cardeal Virgilio Noe], em seu habitual estado de obscuridade ártica. Por último, Silvio Aureatini [Cardeal Achille Silvestrini] inclinou-se diante de Sua Santidade e tomou seu lugar no final mais distante da mesa.

Cada aceno de cabeça do Papa eslavo, em sinal de reconhecimento para cada um, era uma saudação fraternal, mas, também, uma advertência de que conhecia cada homem pelo que realmente era. Ele próprio elevara alguns à púrpura cardinalícia. Tinha visto todos eles florescerem durante o seu papado. Conhecia seus aliados internos e suas associações externas. Quando aprendeu sobre suas conexões Maçônicas e suas operações financeiras — em outras palavras, quando ele soube o suficiente para chamar-lhes atenção — preferiu não interferir. Permitiu que atuassem livremente, mesmo quando eles encetaram intromissões contínuas e substanciais em assuntos papais e questões petrinas.

Na frente de cada homem havia uma cópia do Protocolo de Renúncia, desde que aquele era o augusto objeto em deliberação da noite. Nenhum dos presentes sequer fingia que isso era apenas uma questão pessoal entre o Papa eslavo e os Cardeais, como se Suas Eminências simplesmente não gostassem pessoalmente do Pontífice e quisessem se livrar de sua irritante presença do Trono de Pedro. Em vez disso, todos aqui, inclusive o próprio Papa, sabiam que aquela noite se tratava de uma ameaça à espinha dorsal do organismo Católico: o papado.

“Tu és Pedro”. Então disse Jesus Cristo a Simão, o pescador em Cesárea de Filipe quase dois mil anos antes. “Tuas são as chaves do Reino dos Céus”. A assinatura do Papa sobre o Protocolo de Renúncia equivaleria a declarar: “Eu agora uso esse poder exclusivo das Chaves para entregá-lo a vós, meus colegas. Juntos, agora, exerceremos esse poder conferido a Simão Pedro”.

O que eles tinham em mãos, portanto, era explosivo, revolucionário e ameaçador. Nada menos que explosivo. Porque, se o Papa eslavo concordasse com isso como fizera em tantas outras coisas, o poder petrino já não mais seria investido na pessoa do Papa, mas em um comitê autonomeado. Nada menos do que revolucionário. Porque este poder único seria, agora, compartilhado por tantos homens falíveis, sem uma garantia divina. Até aquela noite, pontificados não haviam sido limitados por ninguém, senão pela mão de Deus. Se estes sete Cardeais fossem bem-sucedidos, a decisão, dali em diante, passaria a ser um assunto colegial. Uma vez abdicando tanto poder, quem o recobraria? E quem fixaria os limites mais distantes? Nada menos do que ameaçador. Porque, inevitavelmente e, infelizmente, todos, incluindo aquele Santo Padre, teriam esquecido a milenar cautela romana: Quem ataca o pontificado de Pedro morrerá. Juntos, o Papa e os Cardeais atacavam o pontificado petrino.

O Papa reservara trinta minutos para a reunião. Não eram esperadas quaisquer manobras preliminares. Nenhum palavrório. Nenhuma socialização. O que haveria para falar? Todas as razões a favor e contra a assinatura papal haviam sido debatidas ad nauseam. A única coisa que falta agora é um definitivo Sim ou Não.

Por acordo entre si, seus Cardeais não nomearam nem um líder nem um porta-voz. Seria uma reunião desprovida de presidência, porque só havia um consenso definitivo, sobre o qual ficariam juntos: Este Papa deveria concordar em renunciar da atual história papal. Com a assinatura deste Protocolo de Renúncia — com suas iniciais, se fosse o melhor que pudessem conseguir — eles teriam um instrumento que legalizaria sua renúncia oferecida, voluntariamente, por ele. — O restante, — como Cardeal Maestroianni assegurara — poderia ser deixado para a providência”.

Excepcionalmente, o Cardeal Secretário de Estado Graziani [codinome para Cardeal Angelo Sodano] considerou que deveria se valer de sua posição como chefe executivo e tomou a iniciativa. — Com a assinatura do Protocolo de Renúncia, Santo Padre, que colocou em nossas mãos — nas mãos de colegas de Vossa Santidade — a autoridade para determinar o momento de terminar o seu papado, Vossa Santidade estabelece o papado colegial. Na verdade, esta é uma mudança. Mas considero, Santidade, que neste sentido já tem seguido o exemplo de seus dois predecessores mais recentes nesta matéria. — Graziani continuou — com certa criatividade, talvez — para lembrar Vossa Santidade que o bom Papa do Concílio Vaticano II já havia sido inspirado com o ideal de um papado colegial. E, depois, com menos criatividade ele lembrou que, por suas ações ao longo de um reinado de quinze anos, o sucessor do bom Papa havia aprovado o governo da Igreja mediante um papado colegial. Certamente, portanto — considerando especialmente que o Papa eslavo seguiu em essência o mesmo princípio desde a sua eleição pelo Colégio dos Cardeais em Conclave — era hora de formalizar a situação de fato.

O argumento de Graziani denotava-se pela crescente falta de tato. O Papa não nomeava os bispos, disse ele. — Nós o fazemos — com Vossa Santidade. O Papa não decidia quais ensinamentos são heréticos, disse ele. — Nós o fazemos — com Vossa Santidade. O Papa não decidia quem se tornaria Cardeal, disse ele. — Nós o fazemos — com Vossa Santidade.

— Se é assim, Santidade — e assim é, Santidade — tudo o que a maioria dos seus Cardeais e bispos deseja é formalizar o presente e atual regime colegial verdadeiro e vigente. A verdade em nossas palavras! Isso é o que a Igreja precisa, Santo Padre. Pôr um fim à miséria de nossas dúvidas, de nossas disputas, de nossa falta de fé. Confirme-nos em nossa fé colegial, eu vos peço.

O Papa eslavo ouviu em silêncio. Ninguém poderia dizer se ele pensava nos dois pontificados anteriores, evocados pelo Cardeal Secretário de Estado. Ninguém viu qualquer sinal de que ele questionasse o acordo desses predecessores para um formato de governo que permitia abusos e ampliava liberdade aos progressistas radicais. Ninguém sabia se ele sofreu um momento de remorso pela confusão causada por esses dois Papas anteriores que contribuíram poderosamente na destruição da textura, antes inquebrantável, do papado da Igreja. Nem jamais o saberiam.

O Papa eslavo se inclinou um pouco e leu o Protocolo de Renúncia mais uma vez. Sete pares de olhos viram quando ele retirou a tampa de sua caneta-tinteiro. Viram quando trouxe a ponta para o papel, até quase tocá-lo na linha de assinatura… Então, ele fez uma pausa. — Como sucessor do Apóstolo Pedro…

Com essas palavras do Papa eslavo, o sangue gelou em cada coração e no seu.

— Como sucessor do Apóstolo Pedro tomo esta medida extrema, a fim de assegurar a unidade dos meus bispos com esta Santa Sé. Como Bispo de Roma, estampo minhas iniciais neste documento. Cada um dos Senhores Cardeais é um consignatário. Este é verdadeiramente um ato colegial. Então, ajude-nos Deus, o Pai de todos nós.

Nenhum dos Cardeais sabia, exatamente, que distinção o Santo Padre pretendia estabelecer, se houver, entre o seu papel como sucessor do Apóstolo e seu papel como Bispo de Roma. Nenhum deles sabia, tampouco, ninguém se importava. Com uma batida rápida, Sua Santidade rubricou o Protocolo. Então, sem esperar que os donos do poder e aspirantes papais fixassem as suas próprias assinaturas, ele se levantou da cadeira com pressa inesperada. Seguido por Monsenhor Daniel, o sucessor legitimamente eleito de Pedro tinha ido embora.

Sabemos que S. João Paulo II não renunciou. Resistiu até o fim. Mas o mesmo não aconteceu com seu sucessor, Bento XVI. Na manhã do dia 11 de fevereiro de 2013 o Vaticano confirmou a inesperada renúncia de Bento XVI [Cardeal Johann Reinvernunft, pseudônimo do Cardeal Joseph Ratzinger no livro de Martin]. Apesar de seus hercúleos esforços, seu pontificado muitas vezes rotulado como “retrógrado”, por não arredar pé dos valores inegociáveis da fé Católica, vinha se desgastando numa sucessão de escândalos morais clericais e financeiros, através do Banco do Vaticano, vazamentos de documentos pontifícios e, sobretudo, enfraquecia-se pela indisfarçável resistência das Conferências Episcopais Nacionais e Regionais em todo o mundo às suas determinações e diretrizes pastorais. O anúncio feito pelo Papa no final do Consistório público, foi como “um raio em céu sereno” (“La notizia ci coglie come un fulmine a ciel sereno”), conforme afirmou o agora decano do Colégio dos Cardeais, o mesmo Cardeal Ângelo Sodano [Cardeal Giacomo Graziani]. Entre o espanto de todos os cardeais presentes registrado pelas câmeras televisivas, foi o único que não se surpreendeu, parecendo já previamente informado do extremos gesto tomado pelo Papa Bento XVI. Inacreditavelmente, naquele mesmo dia, mídias do mundo inteiro divulgaram a imagem do momento exato em que um raio atingia duas vezes a cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, por volta do horário do Angelus.

Bento XVI [Cardeal Johann Reinvernunft], “para o bem da Igreja”, optou por uma vida de reclusão no Mosteiro Mater Eclesia após sua renúncia.

Recentemente, o secretário e prefeito da Casa Pontifícia do Papa Bento XVI, Dom Georg Gänswein, faz as declarações explosivas sobre o “status” de Bento XVI e Francisco:

Desde a eleição de seu sucessor, Papa Francisco –  no dia 13 de março de 2013 -,não há, portanto, dois Papas, mas na verdade um ministério expandido com um membro ativo e um outro contemplativo. Por este motivo, Bento não renunciou nem ao seu nome e nem à sua batina branca. Por isso, o título próprio pelo qual devemos nos dirigir a ele ainda é “santidade”. Além disso, ele não se retirou para um mosteiro isolado, mas continua dentro do Vaticano, como se tivesse apenas se afastado de lado para dar espaço para seu sucessor e para uma nova etapa na história do Papado que ele, com esse passo, enriqueceu com a centralidade da oração e da compaixão feitas nos jardins do Vaticano”. [grifos nossos] [Cf. FratresInUnum — Declarações explosivas de Dom Georg Gänswein: Existe um “ministério expandido” e Bento XVI ainda é Papa. Como é possível?]

Nota

[1] Windswept House (A Casa Varrida pelo vento)

 

 
 
 

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