Sejam Bem Vindos! Que Deus vos abençoe!

Página dedicada aos que amam as almas do Purgatório.
FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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29/11/2006
Meu feliz retorno
 
Conversões - 01 Meu feliz retorno
Conversões - 01 Meu feliz retorno

01 MEU FELIZ RETORNO   
 
            Cabe-me, como batizado, e por todas as graças que me foram concedidas nos últimos tempos, compartilhar com vocês, a minha caminhada nestes 46 anos de existência.  Vivi até meus quatorze anos, com meus pais, no interior do município de Nova Roma do Sul/RS.  A nossa família era paupérrima. Paupérrima materialmente falando. Nossa querida mãe fez, durante nossa infância, sete cirurgias. E tudo era pago. Somos cinco irmãos. 
 
            Éramos, sim, ricos. Ricos em amor. Ricos em harmonia. Ricos em união. Ricos em religiosidade e fé. Não deitávamos uma noite sequer sem rezar o Santo Terço. Em muitas noites, as famílias se reuniam para rezá-lo. Caminhávamos por picadas, com o pai com o lampião a querosene ele à frente. Muitas vezes dormíamos ajoelhados em frente a uma cadeira. E o Terço era sempre acompanhado com a Ladainha de Nossa Senhora. Ainda ouço no coração e na alma, meu querido pai puxando a Ladainha.
 
            Eu sempre fui muito doente quando criança, mas hoje tenho saúde de ferro. Como as expectativas para mim em ficar na roça não eram boas, decidiu-se que iria para o Seminário. Estava já há dois anos fora do colégio. Lembro até hoje a visita do saudoso e santo Padre Guerino Gonzatto quando nos foi visitar e conversar conosco. Ele era reitor do Seminário São Francisco de Paula, da diocese de Pelotas/RS. Tudo foi acertado.  Meu número era o 41. Número que se colocava para identificar as roupas.
 
            Era fevereiro de 1974. Pela primeira vez saía do município e partia assim para tão longe (450 km). Choro dos pais, dos irmãos e meu também.  Não tínhamos condições de comprar uma mala. Minhas roupas foram colocadas dentro de um saco branco. Meu pai o carregou por seis quilômetros até a parada do ônibus em plena madrugada. Minhas toalhas de banho eram de saco de trigo. Não conhecia o que era uma cueca de venda. Era a mãe que fazia com restos de tecido. Fui conhecer estas coisas somente lá no Seminário.
 
            Não foi difícil me adaptar. Éramos uns quantos seminaristas da Serra Gaúcha e falávamos nosso italiano. Isso fazia com que a saudade de nossas famílias diminuísse.  Guardo com carinho os nomes de dois grandes amigos do peito: João Carlos Dal Magro, de Muçum e Nadir Guiggi, de Guaporé. As salas de aula eram assim dispostas: o primeiro corredor era para o primeiro grau. E a gente ficava esperando o próximo ano para “pular” para a próxima sala. Cada sala, uma conquista. Findo o 1º grau, passava-se para outra ala. A do 2º Grau. E assim por diante. Quando atingíssemos a terceira sala desta ala, mais uma grande conquista. Subiríamos ao piso superior. Filosofia. Quantos sonhos... Quanto contentamento interior saboreava a minha – e nossa – alma!!!
 
            Deixo, agora, meus colegas de lado. E me fixo e relato o que se passou comigo.  Pois cada um tem sua própria história e sua maneira individual de ver e viver a própria existência e a fé. Quanta alegria em carregar minhas coisas para o andar superior. Até aqui, rezava-se muito. Havia horários determinados e tudo tinha uma harmonia incrível.  Minha vocação florescia a cada dia mais.  Claro, depois da filosofia, iria para o Seminário Maior, em Viamão/RS. E aí, finalmente, o que já estava ardendo no peito: o sacerdócio. 
 
           Mas já nesta época, havia algo de errado no ar.  Muito estranho. E não combinava mais com o que eu sentia. Com o que aprendera! Alguma eng
renagem não funcionava.  Os teólogos não eram mais os mesmos.  Pareciam-me revoltados. Nesta época, a diocese comprou uma casa no bairro Partenon, em Porto Alegre, para os teólogos. Não iríamos mais para o Seminário Maior de Viamão. Assim poderíamos trabalhar junto aos pobres daquela região e estudaríamos na PUC que ficava ali bem próxima.  Lembro-me que nas férias daquele ano que antecederia o início de minha Filosofia, fui visitar esta casa.  Que me perdoem todos quantos por lá passaram. Que me perdoe o Senhor Bispo. 
 
            Era um horror esta casa.  Além de a casa ter um aspecto sinistro, misturava-se tudo: relaxamento, muito relaxamento.  Os estudantes de Teologia que ali estavam, já não tinham mais o aspecto humano da forma que como os conhecia. Barbudos, cabeludos, mal vestidos. E o pior: cheios de revoltas e raivas contra os padres mais antigos, aos quais se dirigiam assim: burgueses, elite podre e tantos outros adjetivos. Veneno que se vomita em tantas Universidades – ditas – Católicas, ódio vermelho e invejoso contra os ricos. Como é que vai se formar um padre santo num antro espiritual daqueles? Dizem que é “católica”.
 
            Eu, a princípio, muito ingênuo, achei que era assim mesmo.  Mas ao retornarmos no final de fevereiro, para começar minha faculdade, fomos surpreendidos com a notícia que não moraríamos mais no Seminário e sim, no bairro de Navegantes, um bairro muito pobre, para, assim, nos “identificarmos mais com os pobres” (a tal opção preferencial dos pobres). Até hoje, ninguém me mostrou e muito menos convenceu que de fato, isso funciona. Porque nada aconteceu neste sentido. E nada mudou até hoje. Muito pelo contrário. Cada vez que ouço isso até hoje, me vêm à lembrança situações de ódio, rancor, divisão e luta de classes que despejavam sobre os seminaristas.
 
            Gente, eu me emociono quando falo destas coisas. Parece uma história qualquer, de alguém qualquer. Mas implica em muitas coisas, e coisas muito graves na nossa Santa Igreja. Eu sinto na carne estas dores até hoje. E nunca vou me livrar delas. Sempre fui um dos seminaristas mais cotados como certo ao sacerdócio.  Todos aguardavam isso.  E eu também. Hoje, mesmo sendo já um pai de cinco filhos, três netas e um neto, ainda sonho com o Seminário. Há vezes que acordo em prantos. O Céu me chama ainda! Mas agora é tarde! Que fizeram com a minha vocação? Mataram! Ouçam...
 
            Fomos para esta tal de casa no bairro Navegantes. A casa, que era contígua a um centro comunitário, não apresentava as mínimas condições de habitabilidade. E o pior: não havia capela, muito menos o Santíssimo.  Éramos em 14 estudantes, e mais nosso superior.  Bateu de uma hora para outra, um desânimo, um vazio, que não tem como explicar. Aliás, tem: Falta de oração.  E falta da Santa Missa. Querem saber mais: quase completa falta de Deus!
 
            Tínhamos agora que fazer nossa comida lavar nossas roupas, visitar os moradores daquele bairro e estudar. Foi um desastre! Não demorou muito, saiu um, depois outro e assim sucessivamente. Até que chegou minha vez também. Na época eu não entendia o que estava acontecendo. Hoje eu sei: Eu estava vazio de Deus. Eles me tiraram Dele! E todos quantos lá estavam igualmente eram vazios. Completamente vazios. Foi como se eles me tivessem extirpado a própria alma!
 
            E neste momento, foi como que quebrado o encanto.  Agora passo a lembrar com grande tristeza e angústia, toda a esperança de tantos quantos me con
heciam e me ajudavam. E são muitos e muitos os que depositaram confiança em meu sacerdócio!  Que investiram financeiramente em mim! Vêm-me à lembrança meus queridos pais que tanto sonhavam ter na família um padre. Quanta dor eu causei a estes dois corações que me geraram e amaram. Uma coisa a considerar aqui é a questão de ser ou não vocacionado.
 
          E eu tinha vocação! Mas me roubaram! Tiraram-me aquilo que de mais precioso eu tinha e que mais desejava: ser sacerdote! E a única culpada foi esta teologia maldita, este horror nefasto, que pesteia as almas e enche os corações de ódio. Milhares fogem dos seminários por causa desta insidiosa praga: teologia da libertação! Que destrói toda a América Latina. Vão para os seminários meninos bons, jovens cheios de ardor, vindos de famílias cristãs e de oração, mas ali são esmagados por esta fábrica de ódio de classes, presa ao mundo, que de fato odeia a Deus. É a teologia do ódio e da inveja, não do amor! É isso que se ensina em muitos seminários! Por isso estão vazios! Porque lá não se reza mais, nem se adora a Jesus, nem se confessa. Imagine, nem Santíssimo tínhamos lá!
 
            Resultado: vazio que estava, saí do Seminário e logo surgiu namoro. Namoro que não foi como deveria ser. Em seis meses estava casado.  Três meses depois já era pai.  A minha vida virou não sei se de patas para o ar ou vice-versa.  O que me manteve vivo foi que nunca perdi a fé – Deus me deu esta imensa graça – apesar de ter vacilado tantas e tantas vezes. Porque minha fé está alicerçada, não no que aprendi no Seminário, mas bases recebidas de meus pais. Do Terço que rezávamos diariamente! De joelhos! Foi por isso que a Mãezinha me manteve na Igreja verdadeira! Porque aquela que matou a minha vocação não é a verdadeira.
 
            Da forma que dava, ia levando minha vida. Da turma que estava comigo no bairro Navegantes só permaneceram dois. Depois de alguns anos casado, assistimos, na nossa Igreja, estupefatos, a debandada dos padres.  Não bastasse todos aqueles que a maldita teologia da libertação ceifou ainda como seminaristas, ceifa, agora os já consagrados. E não foram poucos.  Vejo com tanta pena hoje alguns casos que não vou relatar aqui. Mas são dignos de pena. Um que ainda permanece – já sacerdote – falou-me certo dia, diante do já idoso pai, que tanto trabalhou para pagar seus estudos, coisas tão horríveis contra Nossa Senhora que nem o demônio ousaria dizer. Lembro-me que seu pai largou as espigas de milho no chão e saiu dali com lágrimas nos olhos (1). Foi isso que ele aprendeu no Seminário! Maldizer a Mãe de Deus!
 
            É impressionante como estas coisas contaminam. Só podem vir de satanás!  Afirmo sem medo e constrangimento, o quanto fui contaminado por estes hereges. Um horror! Quantos combates nós fizemos contra a verdadeira Igreja. Quantos! Claro, os que me rodeavam eram deste meio. Sei do Purgatório que me aguarda por causa disso.  Mas nos pregavam que o Santo Padre o Papa João Paulo II era um ultrapassado. Emperrava a Igreja.  E eu acreditava! Quanto o atual Papa, Bento XVI, via como lá era execrado. E sei que ainda hoje o odeiam profundamente! Como podem ser homens de Deus se odeiam? Como podem se dizer padres católicos que odeiam ao Papa?
 
            Neste contexto todo, em determinado momento de minha vida, no intuito de ficar rico, pois me disseram que ficaria me propus a entrar num determinado negócio.  Deu absolutamente tudo errado. Perdi o pouco que tinha. E fiquei devendo muito mais do que já possuía. A maior perda foi na família. Não fiz nada por mal. Ao menos a princípio, pois sempre tive claro que a família está acima de tudo neste mundo. Minha esposa nunca foi de muita fé. Encontrava dificuldade até de levar os filhos à Igreja. 
 
            Nesta época eu atuava bastante na comunidade. Mas sempr
e longe da confissão. Não era importante assim, me diziam. Os anos iam passando, e o sentido do Sagrado, também. Cada um ia pregando sua própria teologia. Na verdade, percebi que trabalhava para uma Igreja fria, também ela vazia e praticamente morta. Uma Igreja sem amor ao Céu, sem adoração ao Santíssimo, com os confessionários vazios. Como que isso pode levar para Deus? E essa não era, absolutamente, a Igreja santa que aprendi a amar por meus pais. Porém, naquele momento de minha vida, me parecia tudo legal!
 
            Mas voltemos à minha situação particular.  A situação em casa chegou a tal ponte que não tínhamos mais o que comer. Não mais sabia em que porta bater. Dizer “no fundo do poço” seria pouco. Eu estava totalmente desorientado. Minha esposa não falava mais comigo. E, pobres filhos, como mais convivem com a mãe, claro, o pai é sempre culpado. Talvez fosse! Para quem sempre ocupou lugar de destaque nas empresas em que trabalhou, agora desentope esgotos, capina pátio, conserta telhado em uma instituição da Igreja. Relato isso para, mais adiante, afirmar o quanto foi importante isso na minha vida. E o quanto Deus se valeu disto tudo para me resgatar. E louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo por sua, na maioria das vezes, incompreendida misericórdia.
 
            Em meio a este tumulto de minha vida, encontrei-me com uma senhora que foi minha professora de artes no tempo de Seminário. Fiquei surpreso quando começou a me falar do Fim dos Tempos. Quando a conheci, não acreditava em nada. Era uma depressiva constante, na verdade. E agora a vejo falando sobre a 2ª Vinda de Jesus. Falou-me de outras pessoas do grupo. Eu conhecia todas. E mais nosso querido Padre Léo Persch.
 
            Pela situação em que me encontrava, é evidente que tudo fechava. Era o fim.  A primeira coisa que conheci então foi a devoção à Divina Misericórdia, obra da Soror Faustina Kowalska. Aquela chama de amor voltou a me acender! E comecei a falar com o pessoal sobre esta realidade.  Foi impressionante a reação de todo mundo: não encontrei ninguém que sequer ficasse me ouvindo ao menos quieto, antes de rebater. Combatiam tenazmente. Pensavam e mesmo diziam assim: o Pedro está enfraquecido, com muitos problemas. Na verdade, está à beira da loucura. E fizeram de tudo para me provar que isso não era verdade. Que o padre Léo estava com problemas.  E coisas assim. 
 
           E o Pedro aqui, novamente, foi se acostumando com a idéia de que eles deviam ter razão e mais uma vez deixou tudo para trás.  Aos poucos, financeiramente, as coisas começaram a acontecer melhor. Porém, mesmo longe me lembrava constantemente da Divina Misericórdia. Mas não mais rezava o Terço com a mesma devoção. E muito menos o Rosário Mariano.  As horas de orações eram tomadas por reuniões. Discutir estratégias. Discutir problemas de bairro.... Pois é exatamente isso que se discute na maioria das “pastorais” da nossa Igreja. Que horror tudo isso!
 
            Quero fazer uma ressalva aqui. Como eu sabia que deveria viver os sacramentos e rezar mais e não o fiz, o único culpado fui eu mesmo.  “Tudo” andava bem comigo. Menos no que concerne ao matrimônio.  E quando o matrimônio não está bem, nada está bem.  Então a primeira reação do ser humano é achar um culpado. E eu os tinha sempre na ponta da língua. Hoje vejo claro isso. Quantos pecados cometidos querendo confessar os pecados dos outros.
 
            Não faz muito tempo, finalmente encontrei uma luz. Alguém conhecido encontrou meu e-mail num site católico e me enviou algumas mensagens. Não fazia a mínima idéia de quem seriam as mensagens e o que queriam. (Não posso deixar de citar o nome desta querida mulher, a Ana Prado que está fazendo um grande trabalho de evangelização pela internet). Citava numa destas mensagens a indicação do site
do Salvai Almas.
 
           Perguntei-me: que será isso?  Qual foi minha surpresa? Estava diante de mim a manifestação claríssima da Misericórdia Divina que eu havia deixado para traz há alguns anos. Deus permitiu que eu adentrasse antes em porões escuros, cavernas assombradas e assombrosas, à beira de precipícios gigantescos, pois sonhava sempre com estas coisas. Meu Deus: era isso que meu coração buscava!
 
            Não foi necessário ler muitas mensagens para que meu coração se enternecesse e fosse tocado por Jesus, Maria e São Miguel. Foi-me indicado, também, o site Recados do Aarão. Li tudo o que pude. Leio tudo o que o tempo me permite. Comento às vezes com o Arnaldo, e já falei com ele longamente pelo telefone! Impressionam-me as manifestações de Jesus, Maria e de São Miguel. Também das almas! Lendo as primeiras palavras de uma mensagem já dá para identificar: essa é de Jesus! Essa é da Mãezinha e essa é de São Miguel...
 
            Toda a verdade está na Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. E somente nela. Falo da verdadeira Igreja de Jesus, não esta que acontece em quase todo o nosso país! Quanto a isso, sempre tive certeza. Até se ouve dizer que o Salvai Almas é feito por gente que inventa coisas para assustar os fiéis, pregar realidades fictícias, mas para mim ele é pelo resgate da verdadeira Igreja.  Nem Jesus, nem a Mãezinha e muito menos São Miguel Arcanjo acrescentaram coisas novas além de tudo o que já está no Livro Sagrado, no Catecismo e na Tradição. É um veemente apelo de retorno à verdadeira Igreja.
 
            Na verdade, trata-se da tão falada conversão.  Fala-se às vezes em conversão em ocasiões especiais, particularmente no Advento e no Tempo Pascal. Mas não está sendo eficaz. Porque tudo é colocado de uma forma que não toca mais no coração. Porque os padres não mais vivem o que pregam! Há também medo de espantar os fiéis. Quando é justamente este medo de falar a verdade o que os espanta!  A verdade desta falsa igreja aparente é sempre dita pela metade. Então é uma mentira! E assim não é compreendida. Conseqüentemente, não é vivida e não acontece a esperada conversão.  É estarrecedor ver o rebanho sendo conduzido para o abismo. Quem faz alguma coisa?
 
           Da forma que está hoje, as portas da permissividade estão escancaradas. Aos poucos, a gente vai incorporando o ensinamento do diabo de que “não é bem assim”, “Deus é misericordioso”, “Deus vai salvar a todos”. Esta é a nossa realidade hoje: tudo está relativizado. E isso é grave! Na verdade, estamos matando espiritualmente uma geração inteira. E estes são os nossos filhos e netos! Da forma como está, mais uma geração e adeus à Santa Tradição. E adeus Igreja Católica!
 
            Pergunto: Como querem as bênçãos de Deus, se lideranças exponenciais de uma diocese, questionadas do por que não mais se incentiva as confissões, se ouve que: “- A Igreja tem que rever isso. A Eucaristia é o Sacramento da Saúde. A Eucaristia cura estas “feridas.” Calma lá! Será que este “rever” deles significa abolir o pecado e acabar com a confissão? Dá para ficar em paz assim?  Ou que fazer quando se ouve: “- Bobagem. Pode, sim, mastigar a Hóstia. Não tem mal nenhum nisso!”.
 
           Dizem mais: “A gente tem que parar com essa história de que Jesus castiga. É por isso que os fiéis estão deixando a Igreja”. Dá para ficar em paz assim? Quando se pergunta a uma pessoa consagrada por que não se incentiva mais a reza do Santo Terço e se ouve: “Eu tenho receio de puxar um Terço inteiro com
medo de cansar os fiéis
”.  Difícil de acreditar nisso. Mas, infelizmente, é verdade. Imagine: um padre com medo de rezar! Quando o povo, se bem conduzido, está sequioso pela oração!
 
            Registro aqui uma colocação pessoal. Não quero, em absoluto, entrar em conflito com ninguém. No Rosário Missionário preparatório para a Romaria de Nossa Senhora de Guadalupe, pedia-se a reza de apenas uma dezena do Terço.  Tem o sentido fazer os fiéis se deslocarem de suas casas para rezar uma dezena do Terço? Cadê o amor à Nossa Senhora? Cadê os apelos de Nossa Senhora? Porque se ocultam as mensagens de Nossa Mãe? Se eles acham que as aparições de Nossa Senhora, em muitos lugares, não são verdadeiras, porque não falam e propagam as aparições reconhecidas pela Igreja?
 
           O que Nossa Senhora sempre pede em todas as aparições? Acaso não é Confissão e Penitência! E Rezai, Rezai, Rezai...? Qual a motivação de mostrar uma vida cristã sem compromissos?  Quando coloco “compromissos”, são compromissos com o Céu.  Aí temos as comunidades vazias.  Chegamos a estas celebrações completamente vazias de Missas, de onde saímos mais vazios ainda. Na comunidade à qual pertenço, há um grito sufocado dos fiéis: “Que fazer para cativar o pessoal? Instalar microfones? Que mais deveríamos fazer para agradar o povo?” Mas Igreja não para agradar a Deus? Tenham a certeza: tudo deve iniciar pela confissão e amor à eucaristia. Isso é amara a Deus!
 
           Mas não se ama mais a Eucaristia. Pasmem. Não se ama mais a Eucaristia! Em muitas comunidades, impossível é se fazer uma boa celebração. Dá a impressão de se estar num salão de baile. E Jesus, ali, na nossa frente, sozinho, banalizado, escarnecido, cuspido. Que tristeza! Tenta-se alertar as lideranças... E nada. Medo. Medo. Medo. E as nossas comunidades estão da forma em que estão porque não mais se confessam. Nem os padres as querem confessar! Obscurecidos pelos pecados, não dá mesmo para sentir o amor de Deus. E nem perceber Sua presença assim tão próxima. E são milhares os sacramentos sacrílegos!
 
            Vou falar um pouco mais sobre o Santo Terço. Sempre tive o desejo de ter próximo de casa, um grupo de oração. Um grupo para rezar com fervor. Mas não é fácil isso. Nossa Senhora, através de nossa irmã Artemísia, pediu a reza do Terço todas as quartas-feiras, sempre às 19:00 hs. Convoquei a minha comunidade. No primeiro encontro, foram três; no segundo, quatro e na quarta-passada, onze.
 
           Junto a isso, senti que era pouco. Com meu filho Marcos, de sete anos e um amiguinho dele, de oito, começamos a rezar o Terço nas famílias (2). O Marcos vai com a Imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz e o Rafael com a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Eu me aposto atrás dos dois e bato palmas. Quando abrem a porta, anuncio: “Tem visita especial. Jesus e Maria querem rezar na casa de vocês hoje”. E aí está meu Grupo de Oração hoje. Eu sinto que este é o caminho: a volta da Oração do Rosário em família! Foi somente isso – que eu fazia quando pequeno – que me resgatou! É por isso que Nossa Senhora pede tanto o Terço em família: ele pode resgatar o mundo caído!
 
            Não encontrei uma só família que soubesse rezar o Terço. A maioria não sabe rezar nem a Ave Maria. Até pessoas de idade que tem certa freqüência na Igreja, se atrapalham na hora de puxar uma dezena. Por quê? Porque não rezam mais. E não são incentivadas a rezar.  Hoje as pessoas me procuram para que a gente vá, na casa deles para rezar o Terço.  É possível, pois, pensar que puxar um Terço inteiro “corre” e “cansa” as pessoas? Não, isso é mentira! Se as pessoas forem tocadas para a oração elas aceitam! E chamam para que se vá rezar! Por que os padres não incentivam isso? Porque nos combatem meu Deus?
 
            Enfim, eu poderia con
tinuar escrevendo muitas coisas mais aqui. Mas quero encerrar com um apelo e, ao mesmo tempo, um repúdio. Um apelo de amor à Mãezinha do Céu. Um apelo de escuta de tudo quanto ela tem alertado. Pouco acontecerá se permanecermos apenas no: Nossa Senhora Lourdes... Rogai por nós! Nossa Senhora Aparecida... Rogai por nós! Temos que ouvi-la e atender aos seus suplicantes pedidos de conversão!
 
            Repúdio às atitudes dos católicos, tanto da hierarquia, quanto dos fiéis, que tem a audácia de esconder a Mãezinha do Céu para “respeitar” aos protestantes, luteranos, evangélicos e sei lá mais quem. Falo, não porque ouvi falar, mas por constatação pessoal.  Além de ser abominável diante de Deus, pois uma covardia, ainda é feio, ridículo e prova clara de falta de amor. Imaginem uma cena em que temos que esconder a mãe biológica e dizer: “Mãe fica aí, quietinha, eles não podem te ver, ta bom? Não te manifesta! Eu tenho vergonha da senhora. Eles não podem saber que senhora existe”. Pensaram nisso? Acaso Jesus também não terá vergonha de nós?
 
            Que Deus abençoe a todos. E tenha piedade de todos nós.
 
Pedro Batistin
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(1)    Alguns destes mal formados chegam a proferir blasfêmias tão horríveis contra a Igreja, contra o Santo Padre, contra Nossa Senhora e o próprio Deus, que realmente não se tem coragem de trazer ao público. Por isso que os sacerdotes precisam tanto de oração. Milhares deles, não sabem o que fazem, nem o que dizem!
(2)    Eis uma boa opção para todos aqueles que acham que não têm missa, que não sabem o que o Céu espera deles: ir nas casas rezar o Terço em família! Ensinar a rezar o Rosário! Quem hoje não faz isso por bem, amanhã o fará o desespero!
 


 
 
 

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