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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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13/04/2016
O cisma se escancara
Já não é mais possível ao católico que se prese, ficar acuado e medroso no seu canto aguardando o desenrolar dos acontecimentos.
 

1601411 O CISMA SE ESCANCARA

Eis que é chegado o grande momento da divisão, do caos, da apostasia generaliza e do cisma previsto nas Escrituras e nas profecias atuais, que já se escancara diante dos nossos olhos. Então não é mais possível ao católico que se prese, ficar acuado e medroso no seu canto aguardando o desenrolar dos acontecimentos, porque doravante, quem agir desta forma, será varrido pela avalanche. Como alguém já disse: o muro pertence ao diabo!

No texto deste malsinado documento “amoris laetitia” que vamos comentar, não nos prenderemos nos belos conselhos que ele dá, pelo óbvio, pelo que já existe na documentação da Igreja, e sim nos venenos que ele colocou no capítulo 8, e que são mortais. Já coloquei no site dois textos bem esclarecedores sobre este malsinado novo documento do Vaticano, escritos por dois autores críticos deste antipontificado, nos quais o leitor já pode ver um aperitivo da crise que irá se desencadear no mundo inteiro. Quando eu consegui retirar do site do Vaticano aquele documento e dei uma vista rápida por cima, imediatamente percebi que os primeiros sete capítulos traziam um imenso leque de palavras bonitas, muito floreadas, muito escamoteadas, e até verdadeira, e isso me caiu forte no espírito: ele está “dourando a pílula”, vá ao final que no corolário estará o veneno. Não existe alegria do amor, onde ronda o espectro da dor.

E dito e feito! Quando cheguei ao capítulo 8, e vi a palavra situações “irregulares” – ao invés de adultério – e destacada entre parêntesis, sumiu o perfume inicial e senti a primeira baforada de podridão, porque ele estava tratando da situação dos casais separados que vivem uma segunda união, sem o Sacramento do Matrimônio – e, portanto, em estado de pecado gravíssimo de adultério – e é quando o destaque desta palavra dá claramente o primeiro recado: nenhum adultério é pecado, ele não acredita que as uniões irregulares sejam pecaminosas, e através de mil floreios tenta justificar aquilo que é absoluta e definitivamente injustificável: dar a comunhão a todos indistintamente. 

Voltemos um pouco atrás! A Santa Igreja, através de dezenas de documentos claríssimos dos Santos Papas anteriores, já estabeleceu toda a Sã Doutrina sobre os Sacramentos – entre eles o Matrimônio – também sobre a família, os filhos, e os relacionamentos familiares. Também São Paulo em suas cartas define muitas situações com clareza, de modo que basta aplicar e viver aquilo que já está definido claramente, não haveria necessidade de se convocar um sínodo, em duas etapas, a um custo financeiro espantoso como aconteceu. Isso denota um desejo diabólico de mudar aquilo que é eterno. Ou seja: eles procuravam um meio de furar a doutrina católica, para que com isso a colocasse em contradição, e assim poderem avançar nas satânicas “reformas” que virão.

De fato, para isso eles escolheram dois pecados gravíssimos – adultério e a prática do homossexualismo – como dois “aríetes”, atirados contra a Muralha da Doutrina Católica, com o descarado objetivo de – pois uma vez que eles conseguissem emplacar estes dois pecados, por questão de não discriminação automaticamente teriam que abolir todos os pecados, e permitir que todos pudessem participar da Eucaristia, sem mais necessidade de confissão sacramental a um sacerdote, o que significaria eliminar de uma tacada, dois Sacramentos. Como se viu, a questão do homossexualismo ficou pelo caminho, porque a celeuma em torno disso foi troante, mas a questão do adultério permaneceu em pauta, e como estamos vendo, acabou de ser aprovado, embora não expressamente.

Tentando ajudar a entender, e meditando junto com todos, vou apontar algumas frases de efeito que estão dentro de cada um dos itens do Capítulo 8, para que juntos consigamos desentocar os ardis da besta, onde eles se escondem. Alguém poderá alegar que não se devem tirar palavras de um contexto e explica-las em separado, mas em se tratando do linguajar escamoteado do padre Jorge Mário, pode ter certeza de que é exatamente nos destaques que ele esconde as artimanhas. Suas palavras preferidas: fragilidade, amor ferido, pastoral misericordiosa, gradualidade, segunda união consolidada, dedicação generosa, entre outras, que soam ternas e delicadas, na realidade escondem o mais repelente dos objetivos: justificar o adultério! E disso, apagar todo pecado!

VEJAMOS alguns destaques:

291 – A Igreja... está consciente também da fragilidade de muitos dos seus filhos: todo casal católico, todo adulto que se casa, que se descasa, ou quem vive ou não uma segunda união adúltera, não pode ser considerado frágil nem inocente e desconhecedor da Lei de Deus e da Doutrina da Igreja. Tais situações não são de fragilidade, mas de pecado, que é sempre destrutivo e não frágil, e para o pecado a Igreja tem o único remédio da conversão, da confissão, do arrependimento. Esta é a única via correta para acertar tal situação, porque não é a Igreja a culpada destes males, nem Deus. Não se trata de amor ferido, mas de pecado consentido e continuado.

292 – A Igreja não deixa de valorizar os elementos construtivos nas situações que ainda não correspondem ou já não correspondem à sua doutrina sobre o matrimónio. Embora neste item ele reconheça que o Matrimônio é somente entre um homem e uma mulher – o que sepulta em definitivo o “casamento” gay – aqui ele lança as sementes de joio, quando afirma que uma união pode ser parcial e analógica. O matrimônio une o casal à Cristo, e Nele não existe união parcial, porque o nosso é um Deus ciumento, que nos quer a 100%, meio Ele afasta. Neste caso, não pode haver elementos construtivos, só ruinosos porque a construção ideal já caiu em frangalhos.

293 – Aqueles «que fazem parte da Igreja precisam duma atenção pastoral misericordiosa e encorajadora». Neste item ele alega que uma união apenas no civil, ou uma simples convivência – o “ficar” – podem ser situações que caminham para o Sacramento do Matrimônio, caso se tratem de uniões estáveis e plenas de afeto. O erro está em não afirmar que estas situações devem obrigatoriamente respeitar a Doutrina da Igreja sobre o casamento, e em não condenar gravemente como pecaminosas estas situações. Não se pode por panos quentes no pecado!

294 Trata-se de acolhê-las e acompanhá-las com paciência e delicadeza: O que se pode criticar nesta frase e dentro deste contexto é que ele insiste em frisar, em bater na tecla de que a Igreja tem sido quase uma criminosa na questão da acolhida aos adúlteros. Ele insiste em transformá-los em vítimas da Doutrina Católica, quando são vítimas de uma sociedade que insiste em viver fora da Lei de Deus. No que transforma o próprio Deus num Ser cruel, que não acolhe os pecadores (com seu pecado) exigindo que se convertam antes de procurar a misericórdia. Embora ele pregue um falso deus apenas misericórdia e não justiça, no fundo O maldiz e contra Ele blasfema. 

295 – Não é uma «gradualidade da lei», mas uma gradualidade no exercício prudencial dos atos livres: Aqui ele ousa aplicar de forma perversa as palavras de João Paulo II, porque com esta “gradualidade”, quer introduzir na Doutrina da Igreja um diferencial nos níveis de culpa no pecado do adultério. Ele quer dizer que em síntese que certos casos de adultério são perdoáveis, dependendo do nível de conhecimento do casal, da culpa de cada um, e até da culpa de nenhum dos dois. Adiante veremos isso mais claramente, em outras declarações!

296 – O sínodo referiu-se a diferentes situações de fragilidade ou imperfeição... Compreenda que aqui ele escamoteia malignamente a verdade, porque em se tratando de adultério – o tema central de todo este capítulo – não se pode falar em “fragilidade ou imperfeição”, porque estamos falando de um pecado grave, que atinge não só o casal que deveria saber da Lei, como os padres e bispos maus formadores, que permitiram este estado. A seguir ele afirma que “o caminho da Igreja é o de não condenar eternamente ninguém”, quando a Igreja estabelece em Sua Doutrina os procedimentos condenatórios. Ele está a dizer simplesmente que “ninguém será condenado para sempre”, nem os adúlteros, porque a condenação não combina com o amor de Deus.

297 – Para que cada um se sinta objeto duma misericórdia imerecida, incondicional e gratuita: Embora aqui ele considere que adúlteros não podem dar catequese porque “algo o separa da comunidade”, e que o caminho para sanar este mal é o da conversão, na verdade ele começa mal no subtítulo quando coloca a palavra: “irregulares” entre parêntesis, um sinal de que ele não acredita que seja irregular qualquer tipo de convívio marital, desde que neles haja amor, dedicação aos filhos e presença na Igreja no que for possível. Ou seja: mais uma vez ele insiste em defender a ideia de que em alguns casos de união não são pecados, até porque em outras ocasiões ele já afirmou que não existe pecado, apenas “imperfeições”, e que por isso não vê necessidade de confissão.

O item 298 é repleto de “justificativas”, e preciso relatar inteiro, ressaltando os negritos: Os divorciados que vivem numa nova união - por exemplo - podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não devem ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas, sem deixar espaço para um adequado discernimento pessoal e pastoral. Uma coisa é uma segunda união consolidada no tempo, com novos filhos, com fidelidade comprovada, dedicação generosa, compromisso cristão, consciência da irregularidade da sua situação e grande dificuldade para voltar atrás sem sentir, em consciência, que se cairia em novas culpas. A Igreja reconhece a existência de situações em que «o homem e a mulher, por motivos sérios – como, por exemplo, a educação dos filhos – não podem se separar». Há também o caso daqueles que fizeram grandes esforços para salvar o primeiro matrimónio e sofreram um abandono injusto, ou o caso daqueles que «contraíram uma segunda união em vista da educação dos filhos, e, às vezes, estão subjetivamente certos em consciência de que o precedente matrimónio, irremediavelmente destruído, nunca tinha sido válido». Coisa diferente, porém, é uma nova união que vem dum divórcio recente, com todas as consequências de sofrimento e confusão que afetam os filhos e famílias inteiras, ou a situação de alguém que faltou repetidamente aos seus compromissos familiares. Deve ficar claro que este não é o ideal que o Evangelho propõe para o matrimónio e a família. Os Padres sinodais afirmaram que o discernimento dos pastores sempre se deve fazer «distinguindo adequadamente», com um olhar que discirna bem as situações. Sabemos que não existem «receitas simples».

Em todo este item ele procura justificar, ou minimizar o grave pecado do adultério, alegando circunstâncias atenuantes, que podem diminuir a culpa e até mesmo eliminá-la por completo. Ele alega que a Igreja não pode ser rígida na condenação deste pecado, quando ela não pode jamais cair na tentação de pregar que ele não existe. A Igreja nunca condenou as pessoas, e sempre teve braços abertos para acolher os pecadores, como Jesus, mas desde que eles cumpram o que o Mestre pedia: vai e não peques mais! Convertam-se! Deus não acolhe pecadores incontritos embora sofra com as situações que os homens criam ao arrepio da Sua Lei. Óbvio é que existem muitas situações que levam ao rompimento, sempre doloroso, dos casamentos, mas nenhuma delas foi criada, ou é querida por Deus. Devido a isso, nem o papa tem poder de justificar um pecado que Deus condena gravemente, porque se os casais são unidos em Cristo, o rompimento desta aliança eterna é mais do que a simples quebra de um contrato.

299 – Não só não devem sentir-se excomungados, mas podem viver e maturar como membros vivos da Igreja: Este declaração contém um claro veneno! A palavra: “excomungados” em si, tornou-se aterradora para muitos, e empregada aqui quer carregar a culpa da Igreja em condenar o adultério. Excomungado, significa apenas “estar fora da comunhão”, não estar “em plenitude” na participação da vida eclesial, porque existe uma quebra na Lei que impede o acesso do pecador continuado aos Sacramentos. Então este pecador, ciente da vida que leva, ciente da situação que ele mesmo criou, ciente da Lei que estabelece os parâmetros exigidos para a participação plena, deve assumir-se, e participar naquilo que pode, sem revoltar-se e sem exigir que a Lei mude a seu favor.

300 – Uma vez que «o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos», as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos. Vejam o veneno aqui impresso! Não se trata de um “grau maior ou menor de responsabilidade”, porque adultério é sempre adultério, quando o casal, fora do Sacramento do Matrimônio, mantem relacionamento sexual. Neste caso não se pode alegar determinados e aleatórios “critérios”, que justifiquem a culpa dos que vivem nesta situação. Digamos que o homem ou a mulher não foram responsáveis pela ruptura do casamento anterior, que lutaram por ele até o fim! O que se julga aqui não é a situação que levou ao divórcio, e sim o pecado que começa a partir da segunda união. Não se deve confundir! Neste caso, embora ele alegue que não se deve abrir “exceções” na realidade está abrindo uma porta larguíssima.

301 – A Igreja possui uma sólida reflexão sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes. Por isso, já não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada «irregular» vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante. Aqui finalmente ele se revela por inteiro, cometendo uma heresia grave, que o torna excomungado – ele sim – da Santa Igreja. Ele está afirmando claramente que, em determinados casos, devido aos “atenuantes”, ou seja, as circunstâncias que diminuem ou aumentam a culpa é possível afirmar que alguns casos de adultério tais pessoas não estariam em pecado mortal e, portanto privados da graça santificante. Isso é um absurdo incomensurável. E não existe desculpa alguma para o não entendimento da norma eclesiástica, porque nenhum católico, adulto e racional, tem direito de alegar inocência ante o desconhecimento da Lei. Esta pregação acima vem do diabo, não do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E afinal, se existem fatores que limitam a capacidade de decisão, então está errado que tais pessoas se casem. Mas ele continua...

 302. A propósito destes condicionamentos, o Catecismo da Igreja Católica exprime-se de maneira categórica: «A imputabilidade e responsabilidade dum ato podem ser diminuídas, e até anuladas, pela ignorância, a inadvertência, a violência, o medo, os hábitos, as afeições desordenadas e outros fatores psíquicos ou sociais». Óbvio que existem diferentes níveis ou graus de culpa na classificação de um pecado, embora que apenas Deus tem o pleno poder de estabelecer este grau. O erro desta afirmação acima, embora retirada do Catecismo, não está nela em si, e sim e tentar aplicar especificamente ao adultério, que é sempre um pecado grave, algum atenuante, ou uma exceção que lhe possa até mesmo torna-lo aceitável. Uma coisa são as circunstâncias e ações que levaram a esta ruptura, outra o a ação final, o sexo fora do casamento, que é pecado grave contra o sexto Mandamento.

303 – É claro que devemos incentivar o amadurecimento duma consciência esclarecida, formada e acompanhada pelo discernimento responsável e sério do pastor, e propor uma confiança cada vez maior na graça. Depois de afirmar que existem determinados adultérios que são ou podem ser aceitos, ele passa a abrir caminho para que os “pastores” – bispos e padres – possam classificar tais adultérios por ordem e grau de culpa, de modo que o que passa a contar então, já não é mais a Lei – dura Lei – mas sim a consciência do casal e a interpretação do pastor. Ora, aqui entra outro quesito no qual ele é mestre a “não discriminação”, ou seja: se os padres s bispos, em sua maioria, já estão permitindo que casais em adultérios comunguem muito “santamente”, em breve todas as “exceções” passarão a ser regra, porque ninguém pode ser excluído, nem marginalizado, nem discriminado.

304 – É mesquinho deter-se a considerar apenas se o agir duma pessoa corresponde ou não a uma lei ou norma geral, porque isto não basta para discernir e assegurar uma plena fidelidade a Deus na existência concreta dum ser humano. Ora quando tratamos de fidelidade a Deus, não podemos jamais achar que existe alguma coisa como “meia fidelidade”, “meia fé”, “meia obediência”, porque tudo aquilo que diz respeito à “metade” que está em falta é sempre pecaminoso, e desta forma não se pode afirmar que é ser mesquinho o fato de que Deus não aceita meio seguir a Sua Santa Lei. O item seguinte é também cheio de meias mentiras, ou seja, grandes de fato.

305 – Por isso, um pastor não pode sentir-se satisfeito apenas aplicando leis morais àqueles que vivem em situações «irregulares», como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas. É o caso dos corações fechados, que muitas vezes se escondem até por detrás dos ensinamentos da Igreja «para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas».

Sempre atirando com as emoções, com artifícios de linguagem que fazem crer ao católico fiel, que segue amorosamente a Lei do Senhor, que eles são cruéis e que vivem a apedrejar os que vivem em adultério. Ora, a pedra aqui não é a daquele que a atira para longe, mas a daquele que vive em pecado e a atira para cima e contra Deus e que está sujeita a cair na cabeça dele mesmo. Quem fere é o pecado de quem o pratica, pela lei que é ferida.

Na mesma linha se pronunciou a Comissão Teológica Internacional: «A lei natural não pode ser apresentada como um conjunto já constituído de regras que se impõem a priori ao sujeito moral, mas é uma fonte de inspiração objetiva para o seu processo, eminentemente pessoal, de tomada de decisão».

Perdão a estes teólogos, mas se entendo bem, aqui eles estão subvertendo literalmente a Lei Natural. Ora esta lei, que pode ser descoberta e discernida pela razão a partir das inclinações naturais do ser humano, é absoluta, imutável e tem validade universal, em todos os tempos e épocas, e é por elas que em síntese se devem guiar as leis morais dos povos, até porque ela está impressas profundamente no coração do homem. Eles estão a propor que a lei natural pode ser subvertida tudo dependendo da decisão do ser humano. Isso é o mesmo que dar um chute na canela de Deus, e eu quero é ver tais “teólogos” defenderem esta aberração na hora da Justiça.

306 – Em toda e qualquer circunstância, perante quem tenha dificuldade em viver plenamente a lei de Deus, deve ressoar o convite a percorrer a via caritatis. A caridade fraterna é a primeira lei dos cristãos! Aqui o que interessa é desmitificar esta falsa “caridade” que tem origem no poder das trevas, e que campeia nas traduções das Sagradas Escrituras. De fato, pode ser caridoso um traficante que sustenta as “mulas” do tráfico, mas porque mata os viciados, ele jamais poderá alegar que isso seja amor. Nem é caridade a daquele que doa alguma coisa, mas alardeia diante da TV os seus benefícios, e sim, somente aquela que a mão direita dá e a esquerda não fica a saber. Assim, a maior de todas as caridades é salvar almas, e disso ele não trata, e a verdade é que o AMOR é a medida de todas as coisas, e é ele que rege a caridade do bem. Portanto, a caridade de interesse é falsa!

307 – Para evitar qualquer interpretação tendenciosa, lembro que, de modo algum, deve a Igreja renunciar a propor o ideal pleno do matrimónio, o projeto de Deus em toda a sua grandeza: Sem dúvida uma frase bonita! E existem outras também verdadeiras dentro deste item. Mas qual o ardil que está aqui dentro, e dentro das outras frases “bonitas”? Simples! Está na constatação de que este “projeto de deus” que ele afirma deve ser entendido como o projeto bergogliano da besta, não aquele que o verdadeiro Deus tem para com a família.

308 – Creio sinceramente que Jesus Cristo quer uma Igreja atenta ao bem que o Espírito derrama no meio da fragilidade: uma Mãe que, ao mesmo tempo em que expressa claramente a sua doutrina objetiva, «não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada». Jesus Cristo, Igreja, Espírito Santo, Mãe, correndo o risco de sujar-se com a lama da estrada? Ou temos aqui alguém desejando realmente sujar a Deus e a todos nós com sua lama doutrinária?

309 – A Esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém. Ela bem sabe que o próprio Jesus Se apresenta como Pastor de cem ovelhas, não de noventa e nove; e quer tê-las todas. A partir desta consciência, tornar-se-á possível que «a todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós». De fato, Deus não exclui a ninguém, são os homens que se excluem do amor Dele. E nem todos podem se apropriar do “balsamo da misericórdia”, porque existem óbices que os impedem de obter esta graça. Aos pagãos os afasta o não crer e o não ser batizados. Aos afastados o pecado os exclui do convívio divino, mesmo que Deus os chame continuamente. Hoje se usa e abusa de uma falsa misericórdia compulsória, ampla, geral e irrestrita, que acolhe o pecador inconfesso: mas esta é a anti-misericórdia do inimigo das almas. Que se fia nela se afasta de Deus, e pode ser para sempre!

311 – É verdade, por exemplo, que a misericórdia não exclui a justiça e a verdade, mas, antes de tudo, temos de dizer que a misericórdia é a plenitude da justiça e a manifestação mais luminosa da verdade de Deus. Por isso, convém sempre considerar «inadequada qualquer concepção teológica que, em última instância, ponha em dúvida a própria omnipotência de Deus e, especialmente, a sua misericórdia». Velhas frases, cheias de firulas e efeitos deletérios: de um lado apresentam a verdade, mas o sentido que se esconde por trás delas é maléfico. Deus não é apenas Misericórdia, Ele é equilibradamente também Justiça. Porque, afinal, se ele fosse apenas misericórdia não seria justo, nem seria Justo se a Sua misericórdia acolhesse tanto os rebeldes e inconfessos como os justos.

312 – Isto fornece-nos um quadro e um clima que nos impedem de desenvolver uma moral fria de escritório quando nos ocupamos dos temas mais delicados, situando-nos, antes, no contexto dum discernimento pastoral cheio de amor misericordioso, que sempre se inclina para compreender, perdoar, acompanhar, esperar e sobretudo integrar. Esta é a lógica que deve prevalecer na Igreja, para «fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais».  Sim, tudo isso, mas sem exceções à Lei. Não se podem jogar tais palavras ao vento, como se elas fossem suficientes para integrar os divorciados em plenitude na Igreja, porque se um dos pecados graves, como o adultério, for tido como não grave, ou até não pecado em alguns casos, não restam dúvidas de que o “discernimento” que os pastores terão para julgar os “casos possíveis” os levará a ouvir o espírito das trevas que tornará a todos os adultérios em “santos”. E viva o inferno!

E não existe adultério santificado, por mais que o casal seja bom, viva bem, crie e eduque bem os filhos. O primeiro fator que os atrapalha é justamente o exemplo. Meu caso foi assim: meus filhos foram educados no tempo em que eu vivia em segunda união, e não tinha como lhes explicar que eles deveriam ir comungar enquanto eu e minha esposa não íamos. A palavra convence, o exemplo arrasta! Desastre igual ao que se dá quando o casal pratica confissões diferentes: a qual deles seguirão os filhos? No fundo, como já disse, os homens da Igreja têm toda a culpa pelos milhões de separações, pela má preparação dos casais ao Sacramento do Matrimônio, que começa pela má catequese das Crianças. Deus não pode ser obrigado a aceitar como corretos os maus procedimentos humanos.

E assim, como tinha previsto o maligno cardeal alemão Walter Kasper, este documento herético acaba por abrir um buraco na cerca da Doutrina da Igreja, provocando de fato uma revolução, e não só igual a qualquer outra havida nos últimos 1700 na vida da Igreja, como vai mais longe, porque eles estão se colocando no lugar de Deus e sendo mais do que Ele, mudando uma regra que Deus estabeleceu pelo Eterno, e quebrando uma aliança que Ele fez conosco. Com isso atinge duramente e conspurca três Sacramentos: o Matrimônio, a Confissão e a Eucaristia!

Como viram o texto é escabroso, cheio de artimanhas embutidas que preparam a chegada da abominação, que assim adentra no Templo Santo de Deus. Cheio de palavras de duplo sentido, de afirmações escondidas, que podem ser interpretadas de diferentes modos.  O documento na verdade leva à uma ruptura grave, que não se faz de forma ostensiva, direta e clara – ele não afirma que alguns casais divorciados podem sim receber a comunhão – mas sabe que isso se fará na prática, porque os padres poderão entender, também, que esta é a vontade do seu “papa”, a quem seguem rumo ao despenhadeiro. Dizem que este é o primeiro passo para uma revolução na Igreja, mas vinda esta declaração de quem vem, tal revolução agradará prazerosamente somente ao diabo.

De fato se o pecado mortal já não é mais mortal em alguns casos de adultério, também o tráfico de drogas pode ser tido como aprovável, no sentido em que provê os traficantes do sustento da família. Do mesmo modo até o aborto poderá ser justificável, no caso em que a mãe não tenha condições de sustentar seu bebê. Porque estes seriam os mesmos “atenuantes” que diferenciariam um caso de adultério do outro. Tudo então é apresentado de um modo escorregadio, delicado, enganoso, superficial, light e não taxativo, porque uma vez já escrevi que, quando se trata de adultério não precisa de um texto de 200 páginas, bastam duas palavras: NÃO PODE! E ponto final.

O que se percebe então é que este falso sínodo – ele não tem poder de convoca-lo, e, portanto tudo o que vem dele é falso e não se liga no céu – é apenas um passo a mais, dado num projeto de maior alcance, que com absoluta certeza caminhará para a estocada final no Coração de Jesus: O alvo deles é Jesus Eucaristia! Pode o leitor anotar isso na sua agenda para confirmar adiante: o desejo não é amparar as famílias que não vivem nos moldes de Deus, que são usadas apenas como aríetes por eles, e sim é destruir a Eucaristia, distribuindo o Santo aos imundos. E não só os contaminados pelo pecado grave do adultério, mas de todos os outros pecados graves. De fato, não sei se percebeu o leitor, que ele em nenhum momento cita a palavra “adultério”, apenas situações “irregulares”?

Tudo é então escondido de forma capciosa e cínica, cheio de contradições flagrantes, porque se numa frase ele defende a Sã Doutrina, na outra seguinte ele abusa da Doutrina interpretando-a de forma diferente ou dando a entender que não é bem assim, que pode ser diferente, que hoje é moderno evoluir e que o que era pecado antes, hoje deixou de ser. Ele simplesmente foge da aplicação do SIM ou NÃO ensinado por Jesus, deixando aberta a porta para o “pode ser” ou o “quem sabe”, coisas que jamais podem constar de uma Doutrina Verdadeira. A Verdade é definida com palavras cortantes como um golpe de espada, e ela separa o certo do errado, o que pode ou não pode.

O cinismo que vejo ainda é flagrante, na medida em que a grande maioria das afirmações é correta, são coisas legais e reais, que permeiam especialmente os primeiros sete capítulos. Mas pelo “faro” eu corri de imediato ao Capítulo acima explicitado, porque sabia que tantas pílulas e tão douradas não podem constar de um texto santo, porque a realidade atual da Igreja e do Mundo não tem nada a ver com dourado, nem com santo. Ou seja: quem faz isso é porque tem algo a esconder, e alguma coisa do que está escondido já apontei acima. Isso tudo gerará um caudal de interpretações que sem dúvida levará ao caos.

Enquanto eu escrevia os comentários a cada texto, senti no meu coração que, se eu fosse do partido deles, eu poderia escrever um artigo igual a este, dizendo exatamente o contrário de tudo aquilo que escrevi, fazendo uma defesa exacerbada de algo que na realidade é nefando. Porque para eles nenhum casal é irregular, importa apenas que se amem, se deem bem, que eduquem seus filhos na “igreja” deles, e que pratiquem obras de caridade. Então, caso a caso – e por natural, mas errôneo discernimento dos padres e dos casais, todos os casos – fica a critério pessoal a aproximação do Banquete Santo, da Comunhão Sacramental.

No fundo este malsinado documento, contradiz todos os documentos anteriores da Igreja, os Concílios e Encíclicas, as Constituições Apostólicas e o Catecismo, ainda que vez por outra os cite como fontes. Mas quando isso acontece é sempre num contexto destruidor, não de justificativa e com base na Verdade. Por outro lado, ele continua com seus pífios ataques contra aqueles que querem seguir os rigores da lei, com sua constante acusação de “corações duros” e “rigoristas” não abertos às “surpresas do Espírito Santo”, criando com isso um novo pecado mortal segundo eles: a defesa da Verdade Absoluta de Cristo e que É Cristo! Ele o Caminho, Verdade e Vida!

Em nenhum momento, não somente neste capítulo, em qualquer lugar do texto ele adverte os casais que vivem em adultério para o fato de que, comungando neste estado, comem e bebem a própria condenação, nem adverte os filhos para que não sigam o mau exemplo dos pais, e para que se preparem, digna e santamente, para um Santo Matrimônio, para os rigores e as renúncias que este Sacramento implica, evitando que mais e mais lares se destruam pela chaga do adultério. Também a chaga das milhões de famílias desfeitas!

Como os bons teólogos, os poucos padres que saem dos seus medos e já se abrem os bons vaticanistas, com este documento, malsinado, o antipapa se coloca não somente no lugar de Deus, como vai acima Dele, mudando aquilo que o Altíssimo estabeleceu como Mandamento eterno. E quem seguir este homem até o fim, com a mais absoluta certeza estará caminhando para a destruição e a perda da própria alma. Não pode ser que, pessoas que se digam racionais, não se deem contas de todo este descalabro.

E virá algo ainda pior! Creio que não demora muito! Quem sabe assim nós tornemos maioria a combater este homem e o seu terrível grupo, que afrontando a Deus desta forma, condenam-se a si mesmos, na medida em que induzem bilhões de prosélitos, fascinados pelo brilho das aparências, a também se condenar! Rezemos por eles! Porque nossa Mãe nos disse: mais alguns dias, e virá algo ainda pior! Mas aguardemos tudo com fé e sem medo! (Aarão)

 

 
 
 

Artigo Visto: 1993 - Impresso: 51 - Enviado: 12

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