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19/09/2013
Maus pastores
 
Artigos - Maus pastores
19/9/2013 16:11:45

Artigos - Maus pastores


  2130909 MAUS PASTORES
     Diz assim o canto muito profundo, como fosse Jesus falando: Maus pastores num dia de sombras, não cuidaram e o rebanho se perdeu... Vou sair pelo campo reunir o que é Meu, conduzir e salvar... Sou bom pastor, ovelhas guardarei, não tenho outro ofício nem terei. Quantas vidas eu tiver Eu lhes darei. Isso sintetiza tudo aquilo que vamos descrever neste texto, baseado nas palavras de uma Santa: fala da existência dos maus pastores, dos guias cegos, dos que buscam apenas o mundo, dos que se esquecem das almas, a única coisa que lhes deveria interessar. E por elas dar até a vida, se preciso for! Fala enfim, da forma de acabar com este estado de coisas, fazendo a verdadeira reforma da Igreja.
     Abaixo segue o texto recente de um sacerdote, baseado nas revelações à Santa Catarina de Sena, no que diz respeito aos pastores daquele tempo, que mais claro impossível, fala para os pastores de hoje. Como se trata de matéria referente à Igreja, e matéria bem atual, não posso furtar-me de fazer alguns comentários. Vou colocar por número conforme assinalei no texto, para facilitar a compreensão, em cada parágrafo. De fato, os escritos desta Santa, como aqueles que coloquei no artigo anterior de Maria Julie Jaheny, se não foram entendidos ao seu tempo, sem dúvida alguma servem para agora. Chego a dizer que, se o coração de Santa Catarina de Sena sangrava naquele tempo, se ela vivesse hoje, se esvairia em sangue, porque a situação ficou milhares de vezes pior.
     Chega a ser desesperador perceber que, embora estes santos da nossa Igreja tenham deixado mensagens tão claras e contundentes, praticamente nenhum sacerdote atual tem ciência delas. A realidade gritante, horrenda, maligna é que ao invés de, nos seminários, se estudar a vida e os escritos dos santos vencedores do inferno, espertamente satanás os induziu a estudar exatamente o contrário, os escritos dos hereges, os livros escritos a quatro mãos com satanás, as heresias, e todo tipo de contestação e de contestador da Igreja, tudo o que leva para o inferno. Dizem que é para saberem do que se trata para poder combater, mas na realidade fazem uso disso para distorcer, desvirtuar os santos ensinamentos, deturpar a verdade e colocar dúvidas sinistras nos corações sacerdotais. Ou seja: estudam as filosofias, as teologias e falsas teorias sobre Deus, que perturbam a mente, ao invés de se aterem com exclusividade ao que os faria serem santos. É somente nisso que deveriam ser doutores: em santidade de vida! É disso que a Igreja precisa e é só neste sentido que se precisa de reforma.
     Sim, na realidade, bastaria ler a vida dos santos para se tornarem santos iguais, pelo exemplo e pela prática das virtudes, e saberiam então que, tudo o que fosse contrário a aquilo, deveria ser combatido. Mas eles nada sabem da vida dos santos & santas da nossa Igreja, o que nos leva a entender o porquê de eles não saberem se defender dos ataques do mal, e cegaram-se a tal ponto de não saberem bem conduzir o rebanho de Cristo. As Sagradas Escrituras são muito claras na condenação deste tipo de pastor, especialmente em Isaías que os acusa de “cães mudos” e Oséias, que os ameaça destituir do sacerdócio. O fato é que a responsabilidade de um sacerdote diante de Deus se eleva ao quadrado pelo número de fiéis que Deus colocou sob sua responsabilidade. Ela é infinita!
     Eis porque tenho dito: melhor fora não terem nascido, a serem sacerdotes medíocres, covardes, maus ou lobos! Os sacerdotes estudam em média 20 anos antes de se formarem, e neste tempo têm todas as condições de saber o que significa o sublime ministério sacerdotal - ser Deus em serviço - e podem então avaliar, com plena consciência o peso que isso representa, com todas as dificuldades e durezas, cansaço, isolamento, renúncias e riscos do que é preciso para se fazerem “outros C
risto” na terra. Sabem então que devem eles mesmos ser modelos de vida cristã, de moral e de princípios eternos, e como ninguém, eles são obrigados a ter a noção do que é certo e do que é errado. Da verdadeira e da falsa Igreja! Assim, antes de se tornar um mau sacerdote, melhor atar uma pedra no pescoço e se atirar no mar, porque o escândalo seria menor. A pena também!

     Antes de ir aos números, quero deixar aqui meu carinho, meu zelo, e minhas orações por todos os sacerdotes, sem exceção de um só, mesmo por aqueles que nos combatem e atacam, pois não sabem o que fazem, nem o que dizem. O Céu nos ensinou a respeitar os padres e a Mãe de Deus os ama demais! Mas seguindo a mesma letra dura com que a Santa se expressou acima, não posso deixar de colocar estas palavras para o nosso tempo, e sei que os bons e santos, os zelosos e os humildes dentre os nossos sacerdotes, estes ficarão felizes, e somente podem se irritar aqueles para os quais serve a carapuça como diz o jargão popular. Padres humildes, que buscam a santidade, aceitam correções e ponderam com justiça!
     Outro alerta que deixo é quanto ao fato de que “não devemos falar mal dos sacerdotes”. Já expliquei isso, mas volto ao tema porque é preciso entender bem. Este “falar mal”, significa apenas não NOMINAR, não citar pessoalmente o nome do sacerdote, não criticá-lo em praça pública, nem citar seu nome em artigos escritos ou na mídia falada. No mais, é exatamente como as palavras duras do Pai, conforme abaixo passadas à Santa Catarina e as dela mesma, que comentam sobre os absurdos cometidos pelos sacerdotes, sem citar o nome de nenhum deles. Se não se torna toma consciência do erro, como se pode combatê-lo? E se eles não souberem dos seus erros, que são observados pelos leigos, como poderão se corrigir? Acharão que tudo vai bem, tudo vai bem, quando tudo vai mal e muito mal! Vejamos...

OS MAUS PASTORES E A VERDADEIRA RESTAURAÇÃO DA IGREJA, SEGUNDO SANTA CATARINA DE SENA. EXTIRPAR OS LOBOS E SUBSTITUÍ-LOS POR PASTORES VIRTUOSOS E FIÉIS AO CORAÇÃO DE CRISTO. Escrito pelo Padre Alfredo Sáenz S.J.
     Uma das mais profundas dores de Santa Catarina de Sena (1347-1380) foi o espetáculos dos pastores mercenários e também dos lobos (1). Havia sem dúvidas pastores excelentes, mas não é menos correto que a vida de muitos era escandalosa. Durante sua estadia em Avinhão, Catarina havia conhecido a corte pontifícia e seus prelados indignos. Os havia visto também durante suas viagens pela Itália. Naqueles tempos era comum que as famílias procurassem   enaltecer seus filhos com certas dignidades, embora fossem de todo ineptos.
     (01) Não restam dúvidas que hoje, mais do que nunca antes existem lobos infiltrados na Igreja. Isso nós já temos dito e escrito milhares de vezes. As mensagens proféticas atuais e desde os séculos nos têm alertado sobre pessoas, não de Deus, mas verdadeiros monstros, que se infiltraram dentro da Igreja Católica para destruí-la, agindo a partir do interior. Está também no Apocalipse 13, mencionada como a 2ª Besta, aquela que tem dois chifres. Se no tempo da Santa havia alguns, hoje são milhares, espalhados por todo mundo. Infelizmente milhares de padres se negam terminantemente a acreditar que isso exista. Acham que por ser bispo ou cardeal é sempre santo. Acham que tudo o que algum deles disse deve ser palavra de ordem. Ora, maus e carreiristas não devem ser seguidos, mas combatidos!

     Vários santos, como São Vicente Ferrer e Santa Brígida e também homens iminentes como Petrarca, por exemplo, criticaram abertamente a estas aberrações. Sua mensagem encontrava eco, já que, como temos dito, naquele século a população toda era profundamente crente. O mal não tinha então, como agora, carta de cidadania, de desfaçatez, de desafio aos princípios e à ordem natural e sobrenatural. Os que praticavam o mal aceitavam as censuras que lhes eram dirigidas, em nome da moral cristã (2).

     (02) Hoje o que se propaga é uma completa depravação moral, porque a tendência dos reformistas é dizer que o pecado não existe, que o castigo para os pecadores foi cancelado, ontem pela Cruz e hoje pela misericórdia divina. E mais que isso, as pessoas estão sendo convidadas e incentivadas a pecar, até por efeito de lei humana, que, mais fundo ainda, as obriga a pecar, a aceitar atos pecaminosos como normais – sob a acusação de discriminação – sendo passível de justiça quem não concorde com tais práticas. A moral humana hoje desceu aos abismos da lama! E cada vez maiores levas humanas são levadas a achar tudo normal e até aprovado por Deus. E quantos são os bispos e sacerdotes que se levantam contra isso? 

     A situação da Igreja era algo que fazia sangrar o coração de Catarina por uma ferida que a cada novo espetáculo se reavivava. A ela se pode aplicar com toda verdade o que Unamuno dizia referindo-se à Espanha: doía-lhe a Igreja! Em seu Diálogo ela transcreve algumas palavras muito severas que Deus Pai dirigiu aos sacerdotes: “Tu deves ser espelho de honestidade e o és de desonestidade. Eu sofri que (a Cristo) lhe forma vendados os olhos para iluminar-te, e tu arrojas, com olhos lascivos, setas envenenadas à alma e ao coração daqueles a quem tão  maliciosamente te fixas. Ei sofri que Lhe dessem de beber fel e vinagre, e tu, como animal desordenado, te deleitas com tuas comidas delicadas, fazendo de teu ventre um deus. Há palavras vãs e desonestas em tua boca, com a qual estás obrigado a admoestar ao teu próximo, a anunciar a Minha Palavra e a rezar, com a boca e o coração o Ofício. E Eu dela não percebo mais que hediondezes.  Eu sofri quando Lhe foram atadas as mãos para libertar-te, a ti e a toda a linhagem humana das amarras da culpa. E as tuas, ungidas e consagradas para administrar o Santíssimo Sacramento às empregas torpemente em tatos desonestos. Todos os teus membros, como instrumentos desafinados, soam mal, porque as três potências da alma estão congregadas em nome do demônio, quando deveria congrega-las em Meu Nome” (3).
     (03) Estas duríssimas palavras do Eterno Pai, deveriam ser lidas por todos os 413 mil sacerdotes do mundo inteiro, para que eles as gravassem bem fundo na alma e jamais se esquecessem. Deus instituiu o sacerdócio para uma vida de santidade, irrepreensível, porque todos deve seguir o exemplo de Cristo, Eterno e Sumo Sacerdote. Alguém teria uma estatística, para avaliar quantos sacerdotes, entre este universo de milhares, realmente é OUTRO CRISTO? Mas como poderiam se corrigir se deixam de ler a vida dos santos e negam terminantemente a profecia atual? Como podem levar almas para Deus se eles se aliam aos lobos e seguem suas ordens?

     O Pai inclusive chega a compará-los a demônios encarnados porque se tinham identificado com a vontade do demônio “fazem o ofício dele administrando-me a Mim” E também “por seus defeitos se envilece o sangue, por se dizer que os leigos perderam a devida reverência que deveriam ter com eles e com o Sangue”. Catarina concorda plenamente, e não poderia ser diferente, com as apreciações de Deus. Ela sabe que a santidade do clero está estreitamente unida com a beleza da esposa de Cristo e a salvação das almas. “Hoje em dia se vê tudo ao contrário – afirma ela em uma de suas cartas - não somente não são templos de Deus, senão têm se convertido em estábulos e chiqueiros de porcos e outros animais”. Boa parte da culpa têm também os bispos que, como disse o mesmo Deus no Diálogo, “se preocupam mais em multiplicar o número de sacerdotes do que as virtudes dos mesmos” (4).
     (04) Cada tópico destes, na realidade mereceria um artigo, tão extenso é o assunto. As denúncias que surgem são de que hoje, em muitos lugares, se deu exatamente o inverso na escolha dos sacerdotes e dos bispos: ao invés de serem escolhidos pelo grau elevado de santidade, os escolhem exatamente pelo de indignidade. Escolhem
não aqueles santos que no futuro poderão salvar almas, mas aqueles que as poderão fazer perder. Por aqueles que causarão escândalo, como o caso denunciado nos Estados Unidos. Ou escolhem pela fama, pelos títulos, pelos escritos, pelas amizades e outros conceitos do mundo, quando somente um deles é exigido: a santidade do Cura de Ars, de um Frei Pio! Ou alguém duvida que ainda hoje ocorram negociatas sujas para acesso a cargos na Igreja? Alguém um dia já ouviu esta frase dirigida a um Bispo: faça-nos cinco bispos que nós te faremos cardeal?

     Para citar um exemplo, nós enviamos a um seminário, pelo menos nove meninos bons, pessoas de oração, que inclusive introduziram o Terço nas orações de todos, jovens bem formados na fé, mas literalmente foram todos esmagados e mandados embora como imprestáveis para o sacerdócio. Ficaram os maus, os que se curvam diante da falsa teologia e foi ordenado outro, com problemas de homossexualismo, a quem foi dada a melhor paróquia. Sim, que, pelo que soube, em um ano abandonou e ao sacerdócio, em troca de outros amores. Você se escandalizaria em ver, à saída de um seminário, dois jovens de brincos nas orelhas e de mãos dadas andando pela rua? Mas com toda certeza tem na hierarquia quem ache normal, e justamente queira isso, senão jamais aconteceria.

A IGREJA PERSEGUIDA POR SEUS PASTORES HEREGES E CORROMPIDOS:
     Para ela, três eram os pecados que em seu tempo mais degradavam o clero: a luxúria, a avareza e a soberba (5). Ao seu juízo, havia chegado a hora de falar claro em favor de uma reforma. O que se deveria reformar não era, por certo, a Esposa em si mesma, que seguirá sempre sendo Santa, não se diminui nem se altera devido aos defeitos dos seus ministros, senão a estes últimos (6). “Chegou a hora de chorar e de lamentar-se, porque a Esposa de Cristo se vê perseguida por seus pérfidos e corrompidos ministros”, diz ela em uma de suas cartas.
     (05) A Santa aqui menciona três causas principais dos desvios dos sacerdotes: luxúria, avareza, orgulho. Mais uma vez aqui, cada título mereceria um longo artigo. Ó quantos terríveis escândalos pelos pecados contra o sexto mandamento! E o pior é que, mesmo sabendo que podem ser descobertos, eles continuam, não se corrigem! Ó, este amor pelo dinheiro, esta disputa pelas paróquias ricas, esta busca dos prazeres que o dinheiro proporciona e por cargos, algo que Deus abomina! Ó este orgulho torpe, desmedido, absurdo, que cega a tantos dos nossos pastores. Orgulho teológico! Dizem que entendem de Deus, quando na verdade são eles os deuses de si mesmos! A doutrina falsa que pregam e vivem é deles não a de Jesus! Falam para a terra e se afundam nela, esquecendo a pátria celeste, nossa verdadeira morada. 
     (6) Agora mesmo circulam por aí declarações que desacreditam a santidade da Igreja. Dizem que ela é pecadora! Ora, uma entidade não peca! E a Igreja sempre foi, é e sempre será Santa, enquanto existir. Como poderia ser como de fato é, a Esposa de Cristo, se fosse pecadora? Tão fácil de entender, de discernir! Homens sim, que a dirigem, são pecadores e já cometeram infinitos pecados usando o nome da Igreja, nestes dois mil anos. Se a Igreja fosse – como não é – pecadora, na realidade estaríamos hoje caminhando cegamente, todos, rumo ao inferno. Mas a Igreja entra agora em seu último Calvário, que culminará na Jerusalém Celeste, e será vencedora, porque desde sempre é Santa. Só os santos povoarão a terra, e isso não demora a acontecer, tudo vai rápido demais para cumprir a Escritura.

     O Corpo de Cristo, da Santa Igreja está rodeado por muitos inimigos – escreveu ela a um monge. Por isso vês que aqueles que têm sido postos para serem colunas e mantenedores da Igreja, se tornam seus perseguidores com as trevas da heresia. Não podemos, pois, dormir, senão derrotá-los com as vigílias, as lágrimas, os suores, e com dolorosos e amorosos desejos, com humildade e contínua oração (7).<
br>     (07) Se existe no mundo alguma prova da misericórdia infinita de Deus ela se dá em relação ao quanto Ele suporta os procedimentos de muitos de seus Pastores. Porque fulminar um pecador desviado do caminho, poderia ser um ato injusto, uma vez que, sempre esteve, está e ainda estará nas mãos dos sacerdotes católicos a salvação de toda a humanidade, hoje afundada no pecado, no vício, no crime e em toda sorte de desvario. E são as orações de alguns poucos fiéis, que ainda mantem suspenso o braço da divina Ira, porque o Pai não deseja perder a nenhum dos seus pastores. Não fosse isso, se dependesse cada sacerdote de si mesmo, certamente o inferno estaria cheio deles, pois não rezam mais, e não se deixam guiar pelo Espírito Santo, e sim pelo orgulhoso príncipe das trevas.

     Porém Catarina não se contentava com chorar, rezar e jejuar. Ela deu passos concretos, dirigindo-se diretamente ao Papa, já que somente ele tinha condições de remediar o mal. Em carta a Gregório XI ela disse, da parte de Cristo, que ele tinha de decidir-se a empregar seu poder para arrancar do jardim da Igreja estas flores corruptas, “os pastores e governadores cheios de impureza, avareza, e inchados de orgulho que enfeiam e putrefazem este jardim”. Ele deveria usar seu poder para remover a estes personagens, de modo que voltem para suas casas, pondo em seu lugar pastores conforme o Coração de Deus.
     O Senhor lhe havia explicado no Diálogo a razão pela qual a Igreja se encontrava nesta situação e era porque ao se formar os pastores, não se averiguava se eles eram bons ou maus, senão somente pelo desejo de agradá-los ou de lhes pagar algum favor, motivo pelo qual os encarregados de informar o Santo Padre sobre os candidatos, lhe faziam chegar informações positivas sobre os mesmos. Às vezes os que lhe informavam se eram bons ou medíocres, o faziam porque eram iguais a eles. Mas quando o Papa percebe a realidade, deve removê-los (8). Se ele fizer, cumprirá seu dever. Caso contrário não ficará sem castigo e terá que dar contas de suas ovelhas diante do Senhor.
Para evitar este tipo de medidas drásticas, qual seja a deposição de bispos indignos, o Santo Padre deveria escolher somente pessoas humildes, que por sua modéstia reúnam as condições, e não as que andam buscando apenas alimentar seu orgulho.
     (8) Remover os infiéis, expulsar os lobos, suspender os medíocres!... Diz a Santa que o Papa deveria fazer isso! E por ordem também os Bispos com os padres, de acordo com a Hierarquia! Lobos, infiéis, medíocres, classifique-se o rebanho de pastores numa estatística séria e se verá que a Igreja ficaria quase sem padres. Sem bispos e sem cardeais! Tanto é que muitos bispos já se expressaram desta forma: se eu for expulsar todos os padres que me incomodam, fico sem nenhum! Ou com poucos! Mas aqui fica a pergunta: não seria melhor ficar com poucos e bons, que com muitos e desta classe? Não se precisaria de algumas centenas de Santos como o Cura de Ars, para converter o mundo, esta é a grande realidade, e isso até o inferno sabe. Sim e mais leigos cheios de ardor pela Santa Igreja, para rezar pela santidade destes poucos pastores necessários. Isso deveria doer na consciência dos padres ainda não santos!
     Por não fazer assim, temos os bispos que temos, estes bispos que, como disse nosso Santo Fra Raimundo, “têm tomado a condição de moscas, um animal tão bruto, que se pondo sobre coisas doces e aromáticas não se cuida dela, e vai depois pousar em coisas repugnantes e minudas.

O QUE CATARINA MAIS FUSTIGA É O SILÊNCIO COVARDE E CUMPLICE DOS BISPOS
     O que mais desagradava Catarina era o silêncio covarde e cúmplice, especialmente dos Bispos. Quando um lobo infernal arrebata as ovelhas, os pastores dormem em seu egoísmo. “Por que guardais silêncio?”- escreveu ela a um prelado (9). Este silêncio é a perdição do mundo. A Igreja está pálida, se esgota em sangue. A falta – disse ela a outro b
ispo – está em que este amor perverso que vocês têm por si mesmos é que vos impede de responder, quando devem fazê-lo.
     (9) Este realmente é um dos maiores problemas na Igreja: a pusilanimidade covarde dos seus guias cegos! Ninguém quer se comprometer! Querem o cargo, mas na boa vida, sem preocupações sem muito trabalho! Isso tem ficado muito claro, em nosso país, especialmente na questão do aborto, quando uma covardia ímpar, que será cobrada a duras penas por Deus, fez com que a imensa maioria dos nossos luminares sequer movesse um dedo para evitar que fossem aprovadas leis contra a vida inocente. É que TODOS, absolutamente todos os bispos e sacerdotes, em todas as dioceses e paróquias do Brasil, deveriam se movimentar, pela força não somente da oração, mas da ação, o que fariam com que os maus recuassem de seus instintos assassinos, não permitindo que aquele sangue inocente viesse a tingir de vermelho os nossos rios. Isso cumpre o Apocalipse! E isso não passará em branco! Os pastores serão os primeiros a serem esmagados no lagar da Ira Divina, se não voltarem rápido para Deus.

     “Eu quero que estejais privados deste “amor”, meu queridíssimo pastor, e vos peço que obreis de modo que o dia em que a Suprema Verdade vos julgue não tenha que lhes dizer esta dura palavra: maldito seja tu que não tens dito nada. Ah! Basta de silêncio! Clamai com cem mil línguas. Eu vejo que por força deste silêncio (dos bispos) é que o mundo se acha apodrecido. A Esposa de Cristo perdeu a sua cor (cf Lam 4, 1) porque há quem lhe chupe o sangue, que é o Sangue de Cristo, que dado gratuitamente é roubado pela soberba, negando a honra devida a Deus, dando-a a si mesmos”.
     Muitas vezes volta Catarina sobre este amor próprio que cria a covardia do espírito e consegue que a boca se cale. Em carta ao abade Mormoutier, que lhe havia escrito para perguntar-lhe sobre o que pensava sobre a situação atual, ela lhe respondeu que uma das causas do mau estado da Igreja é o excesso de indulgência (10). Os sacerdotes se corrompem porque ninguém os castiga, enquistados em seus três grandes vícios, a impureza, a avareza e o orgulho, eles não pensam em nada mais que os prazeres, as honras e as riquezas. Tampouco os prelados corrigem aos seus fiéis já que, como disse nossa Santa, “temem perder a prelazia e desagradar seus súditos”. Não querem descontentar aos demais, buscam viver em paz tendo bom relacionamento com todos, isso quando a honra de Deus exige que lutem.
     (10) Aqui a o autor não se refere às indulgências da Igreja, e sim a indulgência de si mesmos, o fato de se esconder sempre atrás de uma fantasiosa misericórdia que se aniquila até diante dos que não pedem perdão. A misericórdia divina SIM, é infinita, mas somente para quem se humilha e pede perdão, JAMAIS para quem peca descaradamente fiado nesta misericórdia, o que é não somente uma forma de orgulho, como pecado contra o Espírito Santo. O mal está em que, tudo leva a crer, querem criar uma Igreja humana firmada nesta falsa misericórdia. Cuidado! A santa e preciosa misericórdia somente se aplica ao pecador contrito, arrependido e humilhado – por maior que seja o seu pecado – depois que ele cair de joelhos diante de um sacerdote católico, na confissão sacramental. Fora disso jamais! Para os outros, os que não se confessam e se convertem, é a Justiça! Deus é equilíbrio, e se temos mais de sete mil anos de eterna misericórdia, a justiça pode ser feita num segundo: mas o peso de ambas é exatamente igual! Ai de quem for por ela alcançado, risco que correm os que inventaram o fim do pecado e a inexistência do inferno.

     “Semelhantes indivíduos, vendo pecar os seus súditos, fingem não vê-lo, para não enfrentarem o dilema de terem que castiga-los. Ou então, se os castigam p fazem com tal brandura que se limitam a passar unguento sobre o vício, porque temem sempre desagradar alguém e darem lugar a pendengas. Isso acontece porque amam-se a
si mesmos” (11). Uma ou outra vez insiste Catarina na incompatibilidade que existe entre tal caridade, que é tão covarde como o mais temeroso egoísmo. Cristo não veio para nos trazer um pacifismo timorato, debaixo do qual o mal se desenvolve mais do que o bem.  Veio com espada e com fogo!
     (11) Dá-se este caso com aqueles sacerdotes que não combatem os pecados, com medo de perderem a estima dos fiéis ou virem a enfrentar polêmicas, quando a verdade é ao contrário, ou seja, o povo acaba por amar o sacerdote que o corrige, porque isso lhe dá segurança. Mas existe aqui uma coisa que precisa ser levada em conta: para que um sacerdote, em suas homilias, consiga converter o povo é preciso que ANTES seja ela um convertido. O padre precisa ter moral para chamar a atenção das pessoas, combater o pecado, as modas indecentes, e assim levar o rebanho inteiro para o Céu. Padre que não vive o Evangelho nem tem direito de pregá-lo! Padre que não leva uma vida intensa de oração jamais conseguirá a empatia necessária para transmitir e fazer cumprir a Lei Divina. Servirá apenas de escárnio para alguns e motivo de abandono da Igreja por muitos. Ai de quem escandalizar!

    “Querem viver em paz – disse Catarina – o que é com frequência a maior das crueldades. Quando o obsesso chega a este ponto deve ser cortado pelo ferro e cauterizado pelo fogo: se pomos nele unicamente bálsamo a corrupção se estende e provoca e as vezes provoca a morte”.Estas palavras foram tomadas de uma de suas cartas ao Papa Gregório XI. Deus mesmo, referindo-se aos pastores, confirmou sua ideia no Diálogo: “deixam de corrigir aos que estão postos em cargo elevado, mesmo que tenha maiores defeitos que um inferior, por medo de comprometer sua própria situação e suas vidas. Repreendem, entretanto, aos inferiores, porque percebem que estes em nada os podem prejudicar nem mexer em suas comodidades”. É como dizer que são fortes com os débeis e débeis com os fortes (12).
     (12) E como é comum o fato de os sacerdotes se acovardarem diante dos fortes, especialmente daqueles que são fortes em dinheiro, e que doam polpudas verbas para a paróquia. Mal sabem eles que muitas vezes tal dinheiro visa exatamente compra-los, pelo seu silencio, especialmente na questão das sociedades secretas, que consagram o dinheiro ao diabo, antes de doá-los para construir igrejas e sustentar obras paroquiais. Ao contrário, também é muito comum ver sacerdotes esmagando os pequenos, e cito o caso especial dos profetas atuais que são combatidos pela imensa maioria dos sacerdotes, tantos sem nunca terem visto as obras, antes de julgar e condenar. Esmagam também, e com que fúria, aos leigos que tentam alertá-los, ou corrigir seus erros! Quantos são os sacerdotes que recebem as admoestações com doçura, e com a mesma doçura de Jesus admoestam suas ovelhas?
     Uma das mais evidentes provas de que isso acontece se dá quanto aos padres que combatem a orações e que tentam de toda forma calar os que ainda rezam especialmente os grupos de oração do Rosário. Podem tomar este exemplo como termômetro na avaliação de qualquer sacerdote: padre que combate o Rosário está mergulhado no mais profundo abismo da tibieza senão da morte espiritual. Tal sacerdote está longe de Maria e, portanto está sem o Espírito Santo. E longe Dele estará também longe de Jesus e da verdade! Querem rezar mais que o padre, dizem uns? Padre que diz que uma Ave Maria bem rezada basta, na realidade não reza nenhuma, e se o faz é mal rezada. Porque bastaria SIM, uma Ave Maria bem rezada por dia para entender aos poucos o que Deus espera e mesmo exige dele.

     “Tudo o que farão será sobrecarregar com as pedras de grandes obediências, aos que as querem observar, castigando-os por culpas que eles não cometeram. Fazem isso porque não resplandece neles a pedra preciosa da justiça, e sim da injustiça. Por isso obram injustamente dando penitências e odia
ndo aos que merecem graças e benevolência e santo amor, carinho e consideração, dando cargos aos que como eles são membros do diabo”.
     Como resultado lógico, uma vez que o Papa é quem tem a responsabilidade sobre a Igreja Universal e a ele que ela dirige as cartas mais urticantes. Se seguirmos assim, Santo Padre – lhe escreve ela – se o enfermo não vir a sua enfermidade, porque ninguém o adverte, e o médico não se atrevendo a recorrer ao ferro e ao fogo, será um cego conduzindo outro cego, e ambos cairão no abismo.
“Oh! Papa meu, doce Cristo na terra, segui o exemplo de vosso homônimo São Gregório. Podeis fazer o que ele fez pois era um homem como vós, e Deus é sempre o que foi. Só nos falta a virtude e o Céu para a salvação das almas. Assim vos quero ver! Sim, embora até o momento não tenhais obrado resolutamente, vos peço com insistência que desde agora obreis como um homem valoroso e sigais a Cristo, cujo Vigário sois”.
     O verbo de Cataria é tomado de uma energia sem igual. “Valor, Padre meu – disse ela ao Papa – seja homem! Eu vos digo que não deveis temer nada. Não sejais um menino tímido (13). Seja um homem, tomando como doce o que é amargo. Obrai virilmente, que Deus está ao seu lado. Ocupai-vos disso sem nenhum temor. E por mais que tiverdes fadigas e tribulações, não temais, confortai-vos em Cristo, Doce Jesus. Se é entre espinhos que nasce a rosa é entre muitas perseguições que brota a reforma da Igreja”.
O termo “virilidade” reaparece amiúde em suas cartas. “Agora necessitamos de um médico sem medo, que use o ferro da santa e reta Justiça, porque se tem usado o unguento tão excessivamente, que os membros estão quase todos apodrecidos”. E ela insiste: “Vos digo, ó doce Cristo na terra: se obrais assim, sem astúcia e sem cólera todos se arrependerão de suas falácias e virão apoiar suas cabeças em vosso seio, ó doce Papai”. E conclui: “Ide presto à vossa esposa que vos espera, toda pálida, para que lhe devolvais a cor”.
     (13) Seria por timidez que deixam de tomar medidas duras contra os padres que erram? A Igreja mergulhou neste verdadeiro abismo em que hoje se encontra em grande parte por causa do chamado “espírito de corpo”, que faz com que os bons se calem quanto ao procedimento dos maus – que sempre gritam mais alto – e pior que isso, acabem aceitando tais coisas como normais, porque “todos fazem” assim. Porque é moderno! Se a Igreja, desde mais cedo, tivesse adotado mecanismos mais duros, ágeis e sérios para combater os abusos dos sacerdotes, usasse de uma justiça mais fulminante, os escândalos não teriam avançado tanto! Mas se elegem maus para o topo, como é que estes vão corrigir seus súditos? Que moral teriam? E assim tudo afunda, mais e mais! Junto vão bilhões de leigos!
     Então porque um padre resolve expulsar o Sacrário do centro da Igreja e se gaba de sua valentia, aí os que não concordam acabam fazendo o mesmo “para não serem diferentes”. Envergonham-se da verdade ou se vergam na covardia! Não importa que isso seja uma aberração, que não encontra respaldo em um só documento da Igreja. E o mesmo se faz com as imagens dos santos, com os confessionários, as vestes sagradas e os próprios templos modernos, hoje mais parecidos com silos e armazéns do que com recintos especiais e próprios para os ritos sagrados. Tudo é minimizado e envilecido, em nome de uma falsa pobreza e de outros argumentos diabólicos.

RECORRE AO PAPA E AOS SEUS COLABORADORES:
      Não se contentou Catarina em recorrer diretamente a Gregório XI. Tratou também de conseguir colaboração de outras pessoas para que influenciassem o Papa. Assim ela descreveu a um Núncio: “Vos deveis fatigar junto com o Santo Padre e fazer o que puderdes para extirpar os lobos e os demônios encarnados de pastores... Vos rogo que, ainda que tiverdes de morrer por causa disso, digam ao Santo Padre que ponha remédio sobre tantas iniquidades. E quando chega o momento de selecionar pastores e car
deais, que não se faça isso por agrados, por dinheiros e por simonias. Rogai-lhe quando puderdes que atenda a isso e busque achar estes homens a virtude, a boa e santa fama”.
Algo semelhante ela recomenda ao um abade confidente do Papa: “Deveis trabalhar segundo vossos meios com o Santo Padre para afastar os maus pastores que são lobos e demônios encarnados, que somente pensam em engordar e possuírem palácios suntuosos e séquitos brilhantes... E quando chegue o momento de nomear cardeais e outros pastores da Igreja, suplicai que não se deixe guiar pela adulação, pela cobiça ou simomia (venda de bens espirituais) e não considere se os interessados pertencem à nobreza ou da classe média, porque a virtude e a boa reputação é o que enobrece um homem diante de Deus”.
     Em 1378 o Papa Urbano VI acendeu ao sólio pontifício. Em seguida Catarina lhe escreveu dizendo que tinha “fome de ver reformada a Santa Igreja, com bons, honestos e santos pastores”. Ela pediu isso diretamente a Deus, como se pode ver no Diálogo: Por este sangue te pedem as criaturas que tenhas misericórdia do mundo, e que volte a florescer a Santa Igreja, com flores perfumadas de bons e santos pastores, cujo odor afogue a hediondez das malvadas e apodrecidas flores” (14).
     (14) Aqui chego talvez no ponto mais forte deste texto, que resume toda a ideia, coisa que já escrevi em outros textos e volto a tocar nesta tecla. Dizem que vão fazer uma profunda reforma da Igreja, e que devemos aceitá-la porque é obra do Espírito Santo. Mas eu digo, calma lá, tudo depende do que vão mudar, mexer, alterar! Há partes que são eternamente imutáveis como os Dogmas, os Sacramentos, as Escrituras, O Catecismo, a Tradição, e alterar algo nestes quesitos significa exatamente expulsar antes o Espírito Santo, não seguir suas instruções.
     Uma pergunta que fiz em outro texto foi esta: quem irá aplicar tais reformas? Simplesmente é impossível, como bem descreve a Santa, reformar a Igreja sem ANTES reformar os sacerdotes, os ministros consagrados, também Bispos e Cardeais. Esta reforma do clero significa simplesmente expulsar para fora da Igreja todos aqueles que trabalham para o inimigo, enquadrar aqueles que seguem os falsos mestres e hereges, chocalhar com os tíbios, fracos e mornos e depurar de tal forma a Igreja em seus líderes, de modo a só restarem santos. Se não reformarem antes o topo da pirâmide, a base continuará se corrompendo e irão todos à ruína. Para isso, podem mandar embora, que não fazem nenhuma falta, e pior, somente prejudicam a Igreja, todos os mestres de engano, os doutores cheios de títulos e comendas, e simplesmente TODOS os que ousam colocar diante do nome a palavra “teólogo”.
     Há um espírito maligno que temos combatido tenazmente e acontece também entre os leigos, e se dá quanto aos mestres, doutores e ditos teólogos, quando adquirem fama e são adulados perniciosamente por um séquito de aduladores. Porque têm muitos livros escritos, ou dão palestras heréticas e falaciosas então se tornam palavras de um deus e que não podem ser contestadas, mas maliciosamente seguidas. Acaso não foi o que se deu com Herodes: é a voz de um deus não de um homem? Como bestas desprezam a inteligência, eclipsam a razão e demonstram não ter uma gota sequer de sabedoria, que os faz enaltecer palavras capciosas, eivadas de mentiras e conspurcadas de heresias. E quantos padres entregam seus paroquianos nas mãos destes insanos famosos, em certos “cursos de formação”, que se tornam e verdadeiras ciladas? Quantos milhares de fiéis sendo conduzidos por lobos rapaces!
   E pergunto: quem hoje teria pulso e força para fazer uma reforma desta magnitude na Igreja, tão necessária como urgente? Sim, reforma nos moldes apresentados pela Santa e de acordo com a Vontade do Pai, que começa pela expulsão dos maus pastores? Papas anteriores não conseguiram! Isso significa que a verdadeira reforma virá do alto, porque Deus jamais aceitará que vingue
ou frutifique uma falsa igreja humana, voltada para o homem e a terra, ainda que, cinicamente, ela pretenda cumprir a vontade do Pai: “que todos sejam uma só”. Se erigirem um monstro destes, podem ter certeza de que antes que produza os furtos de podridão que levem toda a humanidade abismo, ele será fulminado, esmagado e feito desaparecer esfacelado em pó, pela divina, Justa e Santa Ira do Pai.

    E também: “Reformada deste modo a Igreja, com bons pastores, por força se corrigirão seus súditos, porque de quase todos os males que os súditos cometem, têm culpa os maus pastores”. Havia visto claramente que a reforma somente era possível com novos Bispos, de espírito sobrenatural, lúcidos e valentes. Deste punhado de novos bispos, ainda que fosse em número reduzido, partiria a verdadeira restauração da Igreja (15).
     (15) Resumindo: sem um clero santo nada feito e qualquer reforma só aumentará o caos e resultará em fracasso, quando não será alvo da Justiça Divina. Mesmo que seja só um punhado de Curas de Ars, vale a pena ficar com eles e não com os 2/3 de sacerdotes que sequer acreditam na presença real de Jesus na Eucaristia. Numa extensa Paróquia do Norte do Brasil, o sacerdote reclamava das distâncias entre as capelas, e se escudava nisso para não abrir espaço para as confissões, alegando que não sobrava tempo. Então eu pedi a pessoa que me contou a história que levasse este desafio ao sacerdote pedindo que ele reunisse a comunidade da Matriz e fizesse o seguinte: Iria se concentrar exatamente a partir dali, só nas confissões e na Eucaristia, nos Sacramentos e na Doutrina. Sem ir sequer às capelas, que também deveriam é lógico, ser alertadas.
     Eu apostei que em menos de dois anos, todos os paroquianos estariam felizes, não faltaria nada para a Paróquia, e ele sequer precisaria ir às capelas, porque TODOS viriam a ele, não somente os católicos, como os de outros credos. Isso porque ele se transformaria em outro “Cura de Ars”, atraindo para si as multidões, que acabariam vindo a ele, até de outras paróquias, estados, e países para ver aquele padre que “só rezava e confessava as pessoas”. É, pois, falsa esta premissa hoje tão em voga de “ir ao povo”, porque na verdade sendo o Sacerdote outro Cristo, o povo é que deve ir a ele. Quando o sacerdote se mistura com o povo, este o engole, e ele engole os vícios deles.
    Então pergunto: por qual motivo nossos sacerdotes não fazem isso, não agem desta forma santa? Penso que há pelo menos dois motivos principais: 1 – O fato de os sacerdotes não estudarem a vida dos santos, para perceberem o sucesso que eles faziam em atrair o povo para que fosse até eles; 2 – O medo atroz da perseguição da parte dos próprios padres, dos que se dizem amigos, quando são orgulhosos, principalmente invejosos do sucesso dos outros. Tenho observado que, todo o padre que enche a Igreja, logo encontra perseguidores, difamadores e verdadeiros algozes entre os padres. Já observei verdadeiro ódio entre eles, tanto são atacados pelo maligno e por ele se deixam seduzir.

     Note-se – por amor a sua Igreja – a liberdade com que ela se dirigia aos Vigários de Cristo, aos quais, como súdita venerava chamando-os de Doce Vigário de Cristo na terra. E considere-se que a Santa era muito estimada pelos Pontífices que acolhiam suas cartas com santa humildade e compreendiam as razões e motivos que as animavam. Qualidades mui dignas de louvor, tanto a ela como a eles (16). Texto retirado do seguinte livro: Padre Alfredo Sáens S.I. El pendón y la aureola. Ad. Glaudius (fim).
     (16) Ou seja, tudo é tão simples, tão fácil de perceber. Mas eles obstinam-se em não entender! Negam as mais acachapantes evidências! Se a Igreja de Jesus não deu certo, jamais o dará uma igreja dos homens. Enquanto houver Judas entre os atuais apóstolos, sempre haverá semeadores de cizânia no meio do povo. Deus não quer uma Igreja pobre, mas sim rica, primeiramente d
e tesouros espirituais, então os tesouros físicos virão por acréscimo. Quem respeitaria, nos dias de hoje, uma igreja pobre, miseranda, voltada para a terra? Todos a chutariam! Infelizmente o dinheiro tem seu poder e é escudo contra ameaças humanas. Felizmente nossa Igreja é ainda, sem dúvida, a maior “empresa” da terra, e detentora do maior patrimônio mundial, sem isso já teria sido aniquilada. O que Deus quer dela é que seja de todo desprendida destes tesouros que a traça come e o ladrão rouba, mas riquíssima daqueles que são eternos.

     Por fim, se a Igreja de Jesus “não deu certo” como pretendem os reformadores, e agora desejam fazer outra nova a custa de apagar todo o passado de glórias da Igreja de Sempre, isso aconteceu exatamente porque estes mesmos a tentam destruir. Para fazer outra nos moldes dos demônios? Ela é atacada por todos os lados, mentem acintosa e covardemente ao seu respeito, inventam todo tipo de teoria torpe e sem provas quanto ao seu passado, e passam para os incautos um monstro, isso quando ela continua Santa, irrepreensível em sua Doutrina, inquebrantável em sua fé, e simplesmente indestrutível, por maior que sejam os ataques e os furores que o inferno desencadear contra ela. Quem apostar contra, perderá!
     Sim, quando a batalha – que já começou – terminar, restará uma Igreja pequena, apenas a parte santa dela. E com ela terão restado apenas os pastores santos, como Jesus que é o Santo dos santos. Vem Senhor Jesus! (Aarão)



 
 
 

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