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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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12/12/2017
Beroglio X Jesus
Será que Bergoglio derruba o Magistério da Igreja, colocando-se acima das palavras de Cristo e dos Mandamentos de Deus?
 

Bergoglio contra Jesus: o Papa que se acha melhor do que Nosso Salvador.

Por Antonio Socci, 10 de abril de 2016 | Tradução: FratresInUnum.comE não é que tinha razão o Cardeal Kasper, que há um mês anunciou a “grande revolução”? Com a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” será que Bergoglio derruba o Magistério da Igreja, colocando-se acima das palavras de Cristo e dos Mandamentos de Deus?

A palavra é não, ele diz que não muda a doutrina. Mas, na verdade, hoje deu abertura a algo que até agora a Sagrada Escritura e a Igreja sempre proibiram.

A operação “dupla verdade” está embutida na ambiguidade dos discursos esfumaçados e enganosos. Por quê? Será que é para camuflar a “revolução”, já que não é permitido na Igreja derrubar a lei de Deus?

Sim, mas antes de tudo por uma questão de prudente gradualismo: é a estratégia da rã cozida que está sendo aplicada na Igreja.  Sabemos que se jogarmos uma rã numa panela de água fervente ela irá saltar fora. Mas se, ao invés, colocamos a rã em uma panela de água morna que aos poucos vai se esquentando, no fim ela acabará cozida sem perceber.

Assim, nos últimos meses, estamos assistindo a uma contínua demolição da doutrina católica. Todos os dias um golpe diferente. No final, a Igreja será empurrada a se dissolver em uma espécie de ONU das religiões com um toque de Greenpeace e CGIL.

De resto – repito – foi o próprio cardeal Kasper que falou sobre “primeiro passo” da “revolução” e Kasper é aquele que, em fevereiro de 2014, no Consistório, foi usado por Bergoglio para lançar a “bomba” da comunhão para divorciados novamente casados. 

FORA DO CAMINHO 

Esta “revolução” ocorre principalmente mediante a supressão da noção de “pecado mortal”. Algo que o próprio Cardeal Muller já havia alertado:

“O maior escândalo que pode dar a Igreja não é o fato de que dentro dela existam pecadores, mas que deixe de chamar pelo nome a diferença entre o bem e o mal e passe a relativá-la, que pare de explicar o que é o pecado ou finja justificá-lo em nome de uma alegada maior proximidade e misericórdia para com o pecador”.

João Paulo II já havia explicado que alertar sobre a gravidade do pecado e do risco de condenação eterna é a maior caridade materna por parte da Igreja.

Essa deveria ser a tarefa fundamental do papa: o mandato de Jesus Cristo a Pedro é “confirmar na fé” os irmãos, e não confundi-los, desestabilizá-los e desviá-los.

Mas na era de Bergoglio não é assim. O mesmo Cardeal Muller, guardião da fé, disse a um jornalista do Die Zeit, há três meses, que não considerava Bergoglio um papa herético, mas acrescentou: “Algo completamente diferente é quando um ensinamento de fé apresentado oficialmente seja talvez expresso de uma maneira lamentável, enganosa ou vaga”.

Considerando o papel desempenhado pelo cardeal, estas palavras parecem-me muito duras. Porque ser “desviante” significa levar para fora do caminho. E será que é admissível um papa desviante?

Além disso, a Exortação demonstra que esta ambiguidade desviante não é um acidente involuntário, mas uma estratégia deliberada e precisa. Tanto é assim, que desde ontem explodiu para todos os lados uma mistura violenta de interpretações da Exortação, devido à nebulosidade do texto e suas gritantes contradições.

DUPLA VERDADE 

A confusão, portanto, é alimentada pelo próprio papa Bergoglio que tem o dever – de acordo com o Evangelho – de falar com absoluta clareza: “que o vosso falar”, Jesus ordena: “seja sim (em caso afirmativo) ou não (se é não). Mais do que isso, vem do Maligno “(Mt 05, 37).

Em vez disso, hoje, o duplo binário e a dupla verdade são evidentes porque o partido bergogliano, para os de dentro de casa, tenta tranquilizar afirmando que nada muda (então por que causar esse terremoto dentro da Igreja nos últimos dois anos e soltar agora esse documento de 260 páginas?), enquanto para os de fora soa a fanfarra anunciando uma reviravolta épica. Não é sem motivo que todos os jornais seculares ultrabergoglianos comemoram com manchetes como: “Sínodo, as aberturas de papa Francisco: Comunhão possível para divorciados novamente casados” (Repubblica.it); “Sacramentos para os recasados. O Papa abre” (Corriere.it).

Por que Bergoglio não nomeia então padre Lombardi para desmentir essa interpretação dos jornais, uma vez que sempre o manda correndo para negar os boatos banais sobre a sua saúde física? Será que não é mais importante defender a fé contra possíveis falsas declarações do que desmentir problemas de saúde?

Um exemplo perfeito dessa ambiguidade proposital foi a constrangedora conferência de imprensa para apresentar a exortação, conduzida pelo Cardeal Schonborn, que ficou pisando em ovos pelo menos por duas horas.

É a dupla verdade que domina hoje no Vaticano.

DESPREZÍVEL

Aqui está um exemplo impressionante no texto da Exortação. Para ser capaz de afirmar – em palavras – que não muda nada na doutrina, Bergoglio deveria recordar de alguma forma em que condição até agora a Igreja permitiu aos recasados de se aproximarem da comunhão, ou seja, sob a condição de que eles vivam “como irmão e irmã.”

Essa foi a passagem decisiva da “Familiaris Consortio” de João Paulo II que deveria  ser central na Exortação de Bergoglio, se ela estivesse em continuidade com o Magistério de sempre.

Mas esta regra, Bergoglio nem sequer menciona no texto, prefere relegá-la a uma nota de rodapé, no No. 329, e logo depois acaba por demoli-la de vez, ao dizer que sem uma certa “intimidade” acabaria comprometida  a “fidelidade”.

O que demonstra que para Bergoglio não há mais diferença entre famílias e casais irregulares. Aliás, na verdade, não existem mais situações “irregulares” e “não se pode dizer”  que se trata em si mesmo de “pecado mortal”. Este é o ponto decisivo.

De fato, ainda que não se diga explicitamente que esses casais podem ser admitidos à comunhão sacramental, dá a entender que esta pode ser concedida “caso a caso”. 

LIQUIDAÇÃO DA IGREJA

Comprovadamente, a exortação contradiz a letra e o espírito do decreto sobre a justificação do Concílio de Trento, a Constituição dogmática Lumen Gentium (Vaticano II) e a encíclica sobre moral de João Paulo II, Veritatis Splendor.

Na verdade, ela não coloca como um bem absoluto a ser preservado o fato de estar na graça de Deus e, portanto, a salvação das almas (lei suprema da Igreja), mas sim considerações sociais, sociológicas e sentimentais, iludindo e enganando seriamente os fiéis sobre a sua situação perante Deus, colocando em grave perigo a salvação de suas almas.

Bergoglio evita falar da “lei moral” que a Igreja compilou por séculos em dogmas e regras canônicas ou, quando o faz, apresenta-os com desprezo como algo “abstrato” que não pode ser aplicado a situações “concretas”.

Ele chega ao ponto de desafiar o próprio Jesus em seu confronto com os fariseus sobre a questão do divórcio (Mt 19, 3-12). Com efeito, Bergoglio sustenta que não se deve apresentar “um ideal teológico do matrimônio demasiado abstrato, quase artificialmente construído, muito longe da situação real e das reais possibilidades da família como ela é” (36).

Seria uma “idealização excessiva”. Pior ainda: “não se deve jogar sobre duas pessoas limitadas o enorme fardo de ter que reproduzir de modo perfeito a união que existe entre Cristo e sua Igreja” (122).

Em compensação, Bergoglio institui novos pecados graves: o pecado  dos chamados “rigoristas”, culpados de recordar a lei de Deus. Mais especialmente, aqueles que não compartilham suas visões políticas sobre questões sociais.

No n. 186,  Bergoglio, finalmente, recorda a passagem de São Paulo, que impõe receber “dignamente o Corpo de Cristo”, caso contrário se “come e bebe a própria condenação”. Mas, para explicar o que significa “de modo digno” não diz “na graça de Deus” (como a Igreja sempre ensinou).

Não adverte casais em um estado de “pecado mortal”, mas sim aquelas “famílias que se fecham em seu próprio comodismo… que permanecem indiferentes ao sofrimento das famílias pobres e mais necessitadas”.

Os pecados morais são assim desclassificados, enquanto em contrapartida, Bergoglio institui os pecados sociais (ou socialistas). Portanto, para o bom entendedor, deveriam se abster de receber a Eucaristia todos aqueles que não compartilham de seus pontos de vista sobre a imigração.

Antonio Socci

 

 
 
 

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