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11/12/2017
O papa ditador
Famosos e importantes aos poucos se acordam... enquanto nós nunca dormimos!
 

Bomba! Entrevista de Marcantonio Colonna, autor de “O Papa ditador”.

«Para o seu superior, Bergoglio era um divisor. Não deveria nem ter sido nomeado bispo» O autor fala do e-book que criou confusão dentro da Igreja, revelando segredos da carreira de Francisco

Por Francesco Borgonovo, La Veritá, 9 de dezembro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – Há um livro que está chamando a atenção de meio mundo. Falaram dele jornalistas franceses, americanos, australianos e até algum jornal italiano, com muita cautela. Trata-se de um volume apimentado, a partir do título: O papa ditador.

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A capa é quase por inteiro uma fotografia de Francisco: o “ditador” em questão, obviamente, seria ele. O autor é Marcantonio Colonna. Trata-se de um pseudônimo, que faz referência a um personagem que realmente existiu: o vice-rei da Sicília, que viveu no século XVI e foi um dos protagonistas da batalha de Lepanto. As lacônicas notas biográficas presentes no livro – disponível apenas na versão e-book – explicam que o autor “formou-se na universidade de Oxford e possui uma profunda experiência no âmbito da pesquisa histórica e em outros campos. Reside em Roma desde o início do pontificado do Papa Francisco e o seu livro é fruto de estreitos contatos com muitas pessoas que trabalham no Vaticano, entre as quais os cardeais e outros personagens principais citados no curso da narração”.

La Verità conseguiu, através do e-mail, colocar-se em contato com Marcantonio Colonna, fazendo-o contar algo mais do que está em seu livro, que está suscitando tanta reação.

Por que decidiu escrever este livro? E por que utlizando um pseudônimo?

Em substância, devo dizer que a imagem midiática de que se beneficiou o Papa Francisco nos últimos cinco anos é uma das mais pavorosas enganações da vida contemporânea. Todos que trabalham no Vaticano conhecem o abismo entre essa imagem e a realidade, e não nos deveríamos maravilhar de que, no fim, alguém revelasse a verdade. Escrevi o meu livro com o nome de Marcantonio Colonna, que foi o grande campeão militar da Igreja Católica no século XVI, porque qualquer um que ler o livro verá que não é, de maneira alguma, um ataque à Igreja: a intenção é evitar que a Igreja cometa novamente um erro como esse, isto é, eleger como Papa um cardeal pouco conhecido, que se revela muito diferente daquilo que parecia. Era necessário usar um pseudônimo porque, como conta o livro, Papa Francisco se vinga sem piedade de qualquer um que lhe fizer oposição. Por exemplo, os três assistentes do Cardeal Müller, que foram demitidos em outubro de 2016 por presumidas críticas ao Papa.

Segundo o senhor, por que Bergoglio é um ditador?

O significado da palavra ditador é o de soberano que exercita a sua vontade pessoal no desprezo da lei e da justiça. É algo muito diferente da autoridade legal que tradicionalmente pertence à Cabeça da Igreja Católica. Poderia fazer referência novamente ao Cardeal Müller, que procurou defender os seus três subordinados quando foram demitidos e recebeu esta resposta do papa Francisco: “Eu sou o Papa e não preciso de explicações para nenhuma das minhas palavras”. Este não é um modo pelo qual os papas exercem tradicionalmente a sua autoridade. Mas, ao chamar Francisco de ditador, queria também ressaltar os estreitos paralelos entre o seu estilo e aquele de Juan Perón, o ditador da Argentina na época da juventude de Bergoglio. A sua influência é crucial para o explicar o estilo de Francisco. Como digo no livro, ele é a transposição eclesiástica de Juan Perón.

No livro, o senhor conta um acontecimento pouco conhecido sobre o passado de Bergoglio. Diz respeito a um jesuíta, Padre Kolvenbach. De que se trata? Como veio a conhecer esta história?

Em 1991, quando padre Jorge Bergoglio foi nomeado bispo na Argentina, foi necessário obter um relatório do superior geral da sua ordem, o padre Kolvenbach. A resposta do padre Kolvenbach, embasada sobre as opiniões dos outros membros da sua ordem, era que Bergoglio não era adequado para ser nomeado bispo. Padre Kolvenbach afirmava que Bergoglio não tinha equilíbrio psicológico, tinha um caráter hipócrita e foi uma figura que causou divisão quando foi provincial jesuíta na Argentina. Este relatório foi difundido entre os membros da Congregação para o bispos da época e era conhecido de um número bastante elevado de pessoas. Mas, Bergoglio, naturalmente, tomou cuidado de ocultar tudo isso quando se tornou Papa. E a cópia que se encontrava no arquivo oficial dos jesuítas em Roma desapareceu.

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Como recolheu o material para o seu livro?

Diversos jornalistas comentaram, relativamente ao meu livro, que ele contém pouca novidade e, com efeito, a maior parte se baseia em artigos que foram publicados nos últimos quatro anos, por exemplo, naqueles de Sandro Magister. Tratou-se simplesmente de juntar o material. Todavia, penso que uma importante contribuição fornecida pelo meu livro esteja no segundo capítulo, que descreve o passado de Jorge Bergoglio na Argentina, onde era conhecido como um político astuto e manipulador na tradição peronista. Também aqui há pouca novidade para um argentino, mas se trata de fatos desconhecidos para o resto do mundo, por causa da barreira linguística. Eu fui simplesmente o veículo para traduzí-los. E ainda: as revelações que dizem respeito à resistência para com as reformas e o reino de terror que existe agora no Vaticano são familiares para qualquer um que trabalhe ali, mas era necessário que alguém dissesse publicamente aquilo que era bastante evidente no secreto.

Bergoglio se tornou Papa através de qual percurso?

O meu primeiro capítulo descreve a ação do grupo de cardeais conhecido como “máfia de St. Gallen”, na gestão do conclave de 2013, para garantir a eleição de Bergoglio. Esta descrição deriva da narração de um dos membros do grupo, o cardeal belga Danneels, que estava tão orgulhoso de ter projetado a eleição de Bergoglio que revelou tudo aos autores da sua biografia (e deixem-me acrescentar que o nome “máfia de St. Gallen” foi dado pelo próprio Danneels). Ignorou o fato que estava revelando uma grave violação ao direito canônico, que proíbe as conspirações para influenciar os conclaves papais. O grupo de St. Gallen encontrou-se secretamente por anos antes do conclave de 2005, quando tentou impedir a eleição do cardeal Ratzinger como Papa Bento XVI, e o candidato apresentado na época foi Bergoglio. Quando Bento inesperadamente renunciou em 2013, aproveitaram a oportunidade de renovar a tentativa fracassada anos antes.

Qual é a sua opinião sobre as reformaa de Bergoglio?

O terceiro capítulo se intitula: “Reformas? Que reformas?”. Descreve em detalhes como as reformas foram completamente bloqueadas pelas poderosas figuras curiais com as quais Francisco deliberadamente se aliou. Em primeiro lugar, a reforma da cúria foi frustrada, com a intenção específica de reduzir os poderes exagerados da Secretaria de Estado, que agora é mais poderosa do que nunca, sob o cardeal Parolin. Em segundo lugar, a promessa quebrada de agir contra o escândalo dos padres pedófilos: foram casos conhecidos de sacerdotes protegidos por figuras expressivas da cúria. Em terceiro lugar, a inversão completa das reformas financeiras que foram imaginadas quando a nova Secretaria para a Economia foi instituída pelo cardeal Pell. Sofria resistência de um grupo restrito de cardeais que não queria renunciar ao seu controle e conseguiram vencê-lo. A demissão do revisão geral [de contas] do Vaticano, Libero Melone, foi outra vitória para aqueles que se opunham às reformas. Por que aconteceu? Porque Papa Francisco, que foi eleito para reformar a Igreja, descobriu que pode controlar a cúria de modo mais eficaz através de figuras corruptas que dependem dele para ter poder. Obedecem-no cegamente.

Houve reações por parte da Santa Sé ao seu livro?

O Vaticano não gostou do meu livro. Houve imediatas tentativas de entender quem o tinha escrito. Num certo momento, pensaram que tinham identificado o autor: alguém que estava na Inglaterra. E o importunaram com ameaças telefônicas. O que eles não percebem é que o livro não representa uma voz solitária, mas exprime as preocupações de muitíssimas pessoas – no Vaticano e em outros lugares –, pessoas que querem que a verdade seja conhecida.

 

 
 
 

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