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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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14/03/2017
Sinal da Ira de Deus
Ter sacerdotes que ao invés de levar o povo para Deus, os afastam Dele!
 

São João Eudes: “O maior sinal da ira de Deus é quando permite que, como punição por seus crimes, o povo caia nas mãos de pastores que o são mais de nome do que de fato”.

As qualidades e as excelências

de um bom pastor e de um sacerdote santo.

 

O maior sinal da ira de Deus sobre o seu povo, e o pior castigo que ele pode infligir sobre ele, neste mundo, é quando permite que, como punição por seus crimes, o povo caia nas mãos de pastores que o são mais de nome do que de fato, que mais exercem contra o povo a crueldade dos lobos famintos, do que a caridade dos pastores carinhosos, e que, em vez de cuidadosamente lhes oferecerem um repasto, despedaçam-no e o devoram cruelmente; em vez de levar o povo para Deus, vende-o para Satanás; em vez de dirigi-lo para o céu, arrasta-o consigo para o inferno; e, em vez de ser o sal da terra e luz do mundo, são o veneno e escuridão.

Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. (Evangelho segundo S. Mateus 7,15-20)Porque nós, pastores e sacerdotes, diz São Gregório Magno, seremos condenados diante de Deus como assassinos de todas as almas que todos os dias são entregues à morte eterna pelo nosso silêncio e pela nossa negligência: Tot occidimus, quot ad mortem ire tepidi et tacentes videmus[1]. Como também, diz o mesmo santo[2], não há nada que mais ofenda a Deus (e, portanto, que mais provoque a sua ira, e atraia mais maldições, seja sobre os pastores e sobre o rebanho, sobre os sacerdotes e sobre o povo), que quando Deus vê aqueles que ele estabeleceu para a correção dos outros, darem exemplo de uma vida depravada, e em vez de evitar que ele seja ofendido, somos os primeiros a persegui-lo, já que não temos o mínimo cuidado pela salvação das almas; que sonhamos senão apenas em satisfazer nossas inclinações; que todos os nossos afetos terminam nas coisas da terra; que estamos alimentando vorazmente a vã estima dos homens, fazendo com que o mistérios da bênção sirvam à nossa ambição; que abandonamos os negócios de Deus para atender aos do mundo; e que, ocupando um lugar de santidade, tratamos apenas dos trabalhos terrestres e profanos.

Quando Deus permite que as coisas sejam assim, temos com certeza uma prova de que está extremamente irado contra o seu povo, e este é o rigor mais terrível que possa exercer sobre ele, ainda neste mundo. É por isso que ele grita incessantemente a todos os cristãos: Convertimini ad me, et dabo vobis pastores juxta cor meum [3]: “Convertei-vos a mim, e eu vos darei pastores segundo o meu coração”. Isso mostra claramente que o desregramento da vida dos pastores é um castigo pelos pecados do povo; e que, por outro lado, o maior resultado da misericórdia de Deus para com o povo, e a graça mais preciosa que ele possa conceder, é quando ele dá pastores e sacerdotes segundo o seu coração, que só buscam sua glória e a salvação das almas. Este é o dom mais precioso e o favor mais insigne que a bondade de Deus pode conceder à Igreja, a dádiva de um bom pastor, seja bispo ou padre. Pois é a graça das graças e o dom dos dons, que carrega consigo todos os outros dons e todas as outras graças.

Jean Eudes, Mémorial de la vie ecclésiastique. In Œuvres complètes, Tome III, p. 22-23.

[1] Homil. 12 super Ezech.

[2] Nullum, puto, fratres charissimi, majus praejudicium ab aliis quam a Sacerdotibus tolerat Deus: quando eos quos ad aliorum correctionem posuit, dare de se exempla pravitatis cernit; quando ipsi peccamus qui compescere peccata debuimus: officium quidem sacerdotale suscipimus, sed opus officii non implemus.» Homil. 27 in Evang.

[3] Jer 3, 5.

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Nosso mais profundo agradecimento a um bom sacerdote pela tradução realizada a partir do original.

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OBS > Não restam dúvidas de que hoje o rebanho se perde por falta de santos pastores, mas é também verdade que cada povo tem o sacerdote que merece. As duas vertentes andam juntas e se completam, entretanto a responsabilidade maior é do sacerdote, do bispo, cardeal ou papa. Satanás tem atacado e praticamente destruido o sacerdócio santo, e somente este é necessário e indispensável para a Igreja. Teologos, doutores? É como tenho dito, hoje estão mais preocupados é com modernidades e anciosos por inventar teorias sobre Deus. Para se tornarem famosos.

São João Eudes parece falar para o sacerdocio de hoje, para o clero alto também. Acho um absurdo, por exemplo, que um cardeal - que se diz bom - venha a público dizer que houve um complô para expulsar Bento XVI, mas que não tenha coragem de dizer ao seu rebanho que, neste caso, tanto é inválida a renúncia, quanto o coclave que se segue. Então ele não pode chamar de "papa", a aquele que não é nem nunca foi, como ele o fêz. Os documentos da Igreja que determinam assim não foram abolidos. Mas foram literalmente abalroados pelos agentes do inimigo!

Por isso se pode dizer: com pastores assim não há rebanho que caminhe para Cristo! Rezemos pelo clero desviado, porque, como diz São João Eudes, a ira divina os aguarda. Exemplo: todo padre que usa em suas homilias e abusa das palavras - liberdade, solidariedade, fraternidade e não se dá conta do mal que elas encerram, está mais para lobo, que para pastor. Ai daquele que luta pela terra e se esquece da salvação das almas! (Aarão)

 
 
 

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