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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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06/06/2017
Julgamento espantoso
Como serão julgados e condenados um mau papa, um mau judeu, um mau leigo, um mau católico
 

Santa Brígida e o Juízo de Deus a cinco homens simbólicos: Desde o mau papa até o bom católico

 

30.05.2017 -

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Dados sobre Santa Brígida da Suécia e suas visões

Brígida Birgersdotter (1303-1373), ou Santa Brígida da Suécia, foi filha de um governador casado com a filha de outro governador. Santa Brígida, portanto, pertencia à nobreza, classe alta de seu país.

Quando tinha sete anos teve uma visão de Nossa Senhora e quando tinha dez sonhou com Jesus coberto de sangue. Desde esse momento foi grande devota da Paixão de Nosso Senhor. Casou quando tinha 14 anos e viveu felizmente com seu esposo durante 28 anos. Por fim, os dois decidiram se dedicar à vida consagrada. Brígida foi chamada à Corte na qualidade de dama de companhia da rainha. Ali aplicou todos os seus esforços para endireitar o casal real débil e viciado. O casal ouvia seus conselhos, mas voltava a cair nos mesmos defeitos.

Sua vida foi marcada por visões, milagres, romarias e um grande trabalho de apostolado com os pobres e os incrédulos. Ela foi difamada e perseguida por causa de seus sonhos e visões.

Santa Brígida fundou a Ordem do Santíssimo Coração que dirigiu até morrer em 1373, quanto tinha 70 amos, em Roma, Itália.

Suas visões impressionaram profundamente a época em que viveu. Eram tão populares que foram debatidas em três Concílios: os de Constança, Basileia e o Quinto de Laterão. O livro de suas revelações foi publicado pela primeira vez em 1492, por ordem do Concílio de Basileia. Esse Concilio dispôs que o religioso espanhol Juan de Torquemada O.P. (1388 – 1468), examinasse o livro das revelações da santa.

O sábio e reputado religioso dominicano, que mais tarde foi elevado à púrpura cardinalícia, emitiu um parecer sobre as visões e revelações. Nele declara não conterem nenhum erro contra as Escrituras ou contra os bons costumes, nem mesmo nada que possa ferir os ouvidos pios.

Também as visões de Santa Brígida foram incluídas em julgamento do Papa Bento XIV, famoso pela sua doutrina sobre os processos de canonização. Bento XIV escreveu a propósito um prudente conselho válido para todas as revelações e visões privadas: “Embora muitas dessas revelações tenham sido aprovadas, não se lhes deve assentimento de fé divina; o crédito que merecem é puramente humano, sujeito ao juízo da prudência, que é a virtude que deve nos ditar o grau de probabilidade que merecem para crermos piamente nelas.”

Santa Brígida da Suécia foi canonizada no Concilio de Constança pelo anti-papa Juan XXIII em pleno Cisma de Ocidente. Dita canonização, pelas condições conturbadas em que foi pronunciada, poderia ser contestável. Então os reis da Suécia pediram uma canonização incontestável. Essa aconteceu em 1419 com uma confirmação do Papa Martinho V, Sumo Pontífice indiscutido de toda a Cristandade em quem tinha se reunido as partes em disputa se extinguido assim o cisma e que reinou pacificamente em Roma.

No ano 2000, Santa Brígida foi proclamada Padroeira da Europa.

Na visão da Santa que reproduzimos a continuação, nos baseamos na edição prefaciada pelo Cardeal Juan de Torquemada e reimpressa no ano 1671 (Sebastiani Rauch, Baviera). Ela conta também com um estudo introdutório a respeito de visões de Mons. Consalvo Duranto, bispo de Montefeltro, e numerosas aprovações eclesiásticas. Reproduzimos também fotograficamente a folha de rosto do livro. A tradução é do site www.rainhamaria.com.br, que conferimos com a edição em latim prefaciada pelo Cardeal Juan de Torquemada [aliás, tio do Cardeal Tomás de Torquemada (1420 — 1498), conhecido como o Grande Inquisidor].

LIVRO 1 - CAPÍTULO 41

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“Eu sou o Criador de todas as coisas. Nasci do Pai antes que existisse Lúcifer. Existo inseparavelmente no Pai e o Pai em mim e há um Espírito em ambos.

“Por conseguinte, há um Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – e não três Deuses. Eu sou Aquele que fiz a promessa da herança eterna a Abraão e conduzi meu povo para fora do Egito através de Moisés.

“Eu sou o que falei através dos Profetas.

“O Pai me colocou no ventre da Virgem sem se separar de mim, permanecendo comigo inseparavelmente para que a humanidade, que abandonou Deus, possa retornar a Deus através do meu amor.

“Agora, entretanto, em vossa presença, Corte Celeste, apesar de que vedes e sabeis tudo de mim, pelo bem do conhecimento e a instrução desta desposada minha que não pode perceber o espiritual se não por meio do físico,

“Eu declaro meu pesar ante vós em relação aos cinco homens aqui presentes, por serem eles ofensivos para mim de muitas maneiras.

“Da mesma forma que Eu, em uma ocasião, incluí todo o povo israelita no nome de Israel, na Lei, agora mediante estes cinco homens, me refiro a todos no mundo.

“O primeiro homem representa o líder da Igreja e seus sacerdotes; o segundo, os leigos corruptos; o terceiro, os judeus, o quarto os pagãos e o quinto, meus amigos.

“E o que diz respeito a ti, judeu, tenho feito uma exceção com todos os judeus que são cristãos em segredo e que me servem em caridade sincera, conforme a fé e em seus trabalhos perfeitos em segredo.

“Em relação a você, pagão, tenho feito uma exceção com todos aqueles que com gosto caminhariam pelas sendas de meus mandamentos se tão somente soubessem como e se fossem instruídos, os que tratam de pôr em prática tudo o que podem e do que são capazes.

“Estes, não serão, de nenhuma maneira, sentenciados convosco”.

O julgamento do mau papa, dos maus clérigos e laicos católicos, dos judeus e dos pagãos.

Prossegue a visão:

“Agora declaro meu desgosto para contigo, cabeça de minha Igreja, tu que te sentas em minha cátedra. Concedi este cargo a Pedro e a seus sucessores para que se sentassem com uma tripla dignidade e autoridade: primeiro, para que pudessem ter o poder de ligar e desligar as almas do pecado; segundo, para que pudessem abrir o Céu aos penitentes; terceiro, para que fechassem o Céu aos condenados e àqueles que me desprezam.

“Mas tu, que deverias estar absolvendo almas e me as oferecendo, és realmente um assassino das minhas almas. Designei Pedro como pastor e servo de minhas ovelhas, mas tu as dispersas e as feres, és pior que Lúcifer. Ele tinha inveja de mim e não perseguiu para matar ninguém mais que a mim, de forma que pudesse governar em meu lugar.

“Mas tu és o pior, porque não só me matas ao apartar-me de ti por teu mau trabalho senão que, também, matas as almas devido ao teu mau exemplo.

“Eu redimi almas com meu sangue e te as recomendei como a um amigo fiel. Mas tu as devolves ao inimigo do quais eu as resgatei, és mais injusto que Pilatos. Ele tão somente me condenou à morte. Mas tu não somente me condenas como se Eu fosse um pobre homem indigno, como também condenas as almas de meus eleitos e deixas livres os culpados. Mereces menos misericórdia que Judas. Ele tão somente me vendeu, mas tu, não só me vendes como também vendes as almas de meus eleitos com base em teu próprio proveito e vã reputação.

“Tu és mais abominável que os judeus. Eles tão somente crucificaram meu corpo, mas tu crucificaste e castigaste as almas de meus eleitos para quem tua maldade e transgressão são mais afiadas que uma espada.

“Assim, posto que és como Lúcifer, mais injusto que Pilatos, menos digno de misericórdia que Judas e mais abominável que os judeus, meu aborrecimento contigo está justificado“.

O Senhor disse ao segundo homem, ou seja, o que representa os leigos:

“Eu criei todas as coisas para teu uso. Tu me deste teu consentimento e Eu a ti. Prometeste-me tua fé e me juraste que me servirias. Agora, entretanto, te separaste de mim como alguém que não conhece a Deus. Referes-te às minhas palavras como mentiras e a meus trabalhos como carentes de sentido. Dizes que minha vontade e meus mandamentos são muito duros. Tens violado a fé que me prometeste. Destruíste teu juramento e abandonaste meu Nome.

“Tens te afastado a ti mesmo da companhia de meus Santos e te integraste na companhia dos demônios fazendo-te sócio deles. Tu não crês que ninguém mereça louvor e honra a não ser tu mesmo.

“Consideras difícil tudo o que tem a ver comigo e o que estás obrigado a fazer por mim, enquanto que as coisas que gostas de fazer são fáceis para ti. É por isso que meu aborrecimento contigo está justificado, porque quebraste a fé que me prometeste no batismo e depois dele.

“Além disso, me acusas de mentir sobre o amor que te mostrei por palavra e através de fatos. Disseste que eu era um louco por sofrer”.

Ao terceiro homem, ou seja, o representante dos judeus, digo-te:

“Eu comecei meu amoroso idílio contigo. Eu te elegi como meu povo, libertei-te da escravidão, dei-te minha Lei e conduzi-te até a Terra que havia prometido a teus pais e te enviei profetas que te consolaram. Depois, elegi uma Virgem dentre vós e tomei dela, a natureza humana. Meu desgosto contigo é que ainda recusas crer em mim dizendo: “Cristo não veio, mas, ainda virá”.

O Senhor disse ao quarto homem, ou seja, aos pagãos:

“Eu te criei e o te redimi para que fosses cristão. Fiz para ti todo o bem. Mas tu és como alguém que está fora de seus sentidos, porque não sabes o que fazes. És como um cego, porque não sabes para onde vais.

“Adoras as criaturas em lugar do Criador, a falsidade em lugar da verdade. Ajoelhas diante das coisas que são inferiores a ti. Esta é a causa do meu desgosto em relação a ti”.

Ao quinto homem, disse:

“Aproxima-te mais, amigo!”

E se dirigiu diretamente à Corte Celestial:

“Queridos amigos, este amigo meu representa meus muitos amigos. Ele é como um homem cercado por corruptos e mantido em um duro cativeiro. Quando diz a verdade, atiram pedras em sua boca. Quando faz algo bom, cravam uma lança em seu peito.

“Ai! Meus amigos e santos!

“Como posso suportar essas pessoas e quanto tempo suportarei semelhante desprezo?”

A condenação eterna do mau papa e dos maus; e prêmio aos católicos fiéis.

Prossegue a visão:

“São João Batista respondeu: És como um espelho imaculado. Vemos e sabemos todas as coisas em ti como em um espelho, sem necessidade de palavras. És a doçura incomparável na qual saboreamos todo o bem. É como a mais afiada das espadas e um Justo Juiz”.

O Senhor lhe respondeu: “Amigo meu, o que disse é certo. Meus eleitos veem toda a bondade e justiça em mim. Os espíritos diabólicos ainda o fazem, mesmo que não na luz, mas em sua própria consciência. Como um homem na prisão, que aprendeu as letras e ainda as conhece quando as encontra na escuridão e não as vê; os demônios, apesar de não verem minha justiça à luz da caridade, ainda assim, conhecem e veem em sua consciência. Eu sou como uma espada que corta em dois. Eu dou a cada pessoa o que merece”.

n/d

Então, o Senhor acrescentou, falando ao Bem-Aventurado Pedro: “Tu és o fundador da fé e da minha Igreja. Enquanto meu exército escuta, declara a sentença desses cinco homens!”

Pedro respondeu: “Glória e honra a Ti, Senhor, pelo amor que tens demonstrado à Terra! Que toda tua Corte te bendiga, porque tu nos fazes ver e saber em Ti tudo o que é e o que será! Vemos e sabemos tudo em Ti.

“É verdadeiramente justo que o primeiro homem, o que se senta em tua cátedra e realiza os feitos de Lúcifer, vergonhosamente deva renunciar a esse lugar no qual presumiu sentar-se e compartilhe o castigo de Lúcifer.

“A sentença do segundo homem é que aquele que abandonou a fé deve descer ao inferno com a cabeça para baixo e os pés para cima, por ter desprezado a Ti, que deveria ser sua cabeça e por ter amado a si mesmo.

“A sentença do terceiro é que não verá teu rosto e será condenado por sua perversidade e avareza, posto que os que não creem não merecem contemplar a tua visão.

“A sentença do quarto é que deveria ser encerrado e confinado na escuridão como um homem fora de seus sentidos.

“A sentença do quinto é que deverá receber ajuda”.

Quando o Senhor ouviu isto, respondeu: “Prometo por Deus, o Pai, cuja voz ouviu João Batista no Jordão, que farei justiça a esses cinco”.

Depois, o Senhor continuou e dizendo ao primeiro dos cinco homens, o papa:

“A espada de minha severidade atravessará teu corpo, entrando desde o alto de sua cabeça e penetrando tão profundo e firmemente que nunca poderá ser retirada.Tua cadeira se afundará como uma pedra pesada e não parará até que alcance a parte mais baixa das profundezas. Teus dedos, ou seja, teus conselheiros arderão em um fogo sulfuroso e inextinguível. Teus braços, ou seja, teus vigários, que deveriam ter conseguido o benefício das almas, mas que em seu lugar conseguiram proveitos mundanos e honras, serão sentenciados ao castigo de que fala Davi: Que seus filhos fiquem órfãos e sua mulher viúva, que os estranhos arrebatem sua propriedade’.

“Que significa ‘sua mulher’ senão a alma que foi separada da glória do Céu e que ficará viúva de Deus? ‘Seus filhos’, ou seja, as virtudes que aparentaram possuir e minha gente simples, aqueles que se submeteram, serão separados deles.

“Sua classe e propriedade cairão nas mãos de outros e eles herdarão a eterna vergonha em lugar de sua posição privilegiada. Suas mitras afundarão no barro do inferno e eles mesmos nunca se levantarão dali. Por isso, a honra e o orgulho que alcançaram sobre outros aqui na terra os afundarão no inferno tão profundamente, mais que os demais e será impossível levantar-se. Suas extremidades, ou seja, todos os sacerdotes aduladores que os assessoram, serão separados deles e ilhados, como uma parede que se derruba, na qual não ficará pedra sobre pedra e o cimento já não irá aderir às pedras. A misericórdia nunca lhes chegará, porque meu amor nunca lhes aquecerá nem lhes recolocará na eterna Mansão Celestial.

“Em seu lugar, despojados de todo bem, serão eternamente atormentados junto aos seus líderes.

“Ao segundo homem, Eu lhe digo:

“Dado que tu não queres manter-te na fé que me prometeste nem manifestar amor para comigo, te enviarei um animal que procederá da torrente impetuosa para devorar-te. E, como uma torrente que sempre corre para baixo, o animal te levará às partes mais baixas do inferno. Tão impossível como é para ti viajar corrente acima contra uma torrente impetuosa, igualmente será difícil para ti subir do inferno.

“Ao terceiro homem, eu digo:

‘Já que tu, judeu, não queres crer que Eu já vim, quando eu voltar para o segundo juízo, não me verás em minha glória senão em tua consciência e comprovarás que tudo o que lhe disse era verdade. Então, te será aplicado o castigo como mereces’.

“Ao quarto homem, digo:

“Como tu não te ocupaste de crer nem quiseste saber, tua própria escuridão será tua luz e teu coração será iluminado para que compreendas que meus juízos são verdadeiros, mas, entretanto, tu não alcançarás a luz”.

Ao quinto homem, lhe digo:

“Farei três coisas por ti.

“Primeiro, te encherei internamente com o fogo de meu amor.

“Segundo, farei com que tua boca seja mais forte e mais firme que qualquer pedra, de modo que as pedras que te sejam arremessadas voltem a quem as atirou.

“Terceiro, te armarei com minhas armas, de forma que, nenhuma lança te ferirá senão que tudo cederá diante de ti como a cera frente ao fogo.

“Portanto, permaneça forte e resista como um homem!

“Como um soldado que, na guerra, espera a ajuda de seu Senhor e luta enquanto tiver fluido de vida, assim também tu mantenhas-te firme e luta!

“O Senhor, teu Deus, aquele a quem ninguém pode resistir, te ajudará. E, como sois poucos em número, vos honrarei e vos converterei em muitos.

“Vejam, amigos meus, vejam estas coisas e as reconheçam em Mim e, por isso, mantenham-se diante Mim”.

“As palavras que agora pronunciei se cumprirão.

“Aqueles homens nunca entrarão em meu Reino enquanto eu for o Rei, a menos que emendem seus caminhos.

“Porque o Céu não será senão para aqueles que se humilham e fazem penitência.

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“Então, toda a Corte respondeu: ‘Glória a Ti, Senhor Deus, que não tens princípio nem fim!”

Fim da Visão do Livro I, capítulo 41.

Fonte: https://aparicaodelasalette.blogspot.com.br  via  www.rainhamaria.com.br

 

 
 
 

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