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27/03/2017
O que vem agora?
Terão se amedrontado os quatro cardeais que questinaram "amoris laetitia"?
 
7 MARÇO, 2017
Podem as recentes declarações do Cardeal Müller encerrar os debates a respeito da Amoris Laetitia?
Por Mathias von Gersdorff
 
A crítica do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé aos quatro Cardeais que se dirigiram ao Papa Francisco com perguntas sobre a Exortação Apostólica Amoris Laetitia levou muitos a perguntarem se não estaria assim terminada a discussão a respeito do documento papal sobre a família.
Foi o que escreveu, por exemplo, Guido Horst, jornalista do Tagespost, em 9 de janeiro de 2017: “Também o debate público sobre as dubia, as dúvidas dos quatro cardeais, está terminado. Nos círculos de especialistas ele poderá continuar,  porém não serve mais como elemento de motivação.”
O tempo mostrará se essa predição está correta, ou não. Contudo, dúvidas a seu respeito são pertinentes. Por duas razoes:
 
Primeiro: Entrementes, algumas dioceses – e até muitas conferências episcopais – estão autorizando a comunhão para divorciados recasados, em casos individuais. Isso deveria dar-se, pelo menos teoricamente, após uma verificação cuidadosa e de um caminho penitencial. Abstraindo-se de que os bispos que assim agem estão produzindo fatos que somente poderão ser justificados através de grandes distorções na interpretação da Amoris Laetitia, essas medidas estão muito aquém daquilo que o campo dos progressistas almeja.
Antes dos dois Sínodos realizados nos outonos de 2014 e 2015, estava claro que o progressismo visava a uma total demolição da moral sexual católica. O inicio dessa demolição se daria com a admissão dos divorciados recasados, porém pretendia-se muito mais: a aceitação das parcerias homossexuais, a indiferença moral face aos preservativos, a aceitação das uniões irregulares etc.
Quanto aos divorciados recasados, eles deveriam, em via de regra, ser autorizados a receber a Comunhão, e não apenas caso por caso e depois de uma verificação acurada.
Assim, não é de admirar que as primeiras vozes críticas se façam ouvir e lamentem, a partir de seu ponto de vista, o esquálido resultado dos Sínodos. Por exemplo, a do alemão Joachim Frank, presidente da Associação de Publicitários Católicos da Alemanha (GKPD).
 
Segundo: A moral sexual católica é um edifício, por assim dizer, moldado de uma peça única. Dele não se podem retirar pedras sem que a construção desmorone.
Uma interpretação liberal da Amoris Laetitia conduzirá assim, forçosamente, a uma situação que deixa a moral sexual católica parecer contraditória. Por exemplo, por que os divorciados recasados estão autorizados a receber a comunhão e os que vivem em uniões livres não?  Esses últimos não estão sequer em estado de adultério.
Os progressistas e a mídia que lhes é simpática vão cuidar para que as exceções (restritivas) aos divorciados recasados sejam cada vez mais ampliadas. Mais cedo ou mais tarde serão admitidos à comunhão não somente eles, mas também outras pessoas que não seguem a moral sexual ensinada pela Igreja.
Isso levará a um imenso número de comunhões sacrílegas e ao esvaziamento da moral sexual católica.
A admissão dos divorciados recasados afeta, ademais, três sacramentos: o do matrimônio, o da penitência (confissão) e o da eucaristia. A compreensão de cada um desses três sacramentos proíbe a comunhão para pessoas que vivem em estado de pecado grave (como é o adultério).
 
Em resumo: se com base na Amoris Laetitia tiver início um processo de dissolução da moral sexual católica, a Igreja estará ameaçada em seus fundamentos e a Fé católica correrá grave risco.
Não é de admitir que os fiéis católicos aceitem isso pura e simplesmente.As dúbia dos Cardeais Burke, Brandmüller, Meisner e Cafarra sobre a Amoris Laetitia são no fundo uma tentativa de afastar em seu nascedouro o perigo acima descrito, percebido possivelmente apenas por poucos. Mas, cedo ou tarde, será preciso que surja uma forte reação contra este processo de desagregação da moral sexual católica, pois do contrário a existência da Igreja Católica estaria em perigo. (Tradução do original alemão por Renato Murta de Vasconcelos).
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OBS > Deus queira que de fato, Burke e seus companheiros não tenham se acovardado, e deixem passar em branco o processo que começaram. Se fosse para parar no meio, não deveriam tercomeçado. Ocorre que já são milhares os padres e bispos que questionam esta abertura na Moral Católica, que permite a comunhão as divorciados, com amplitude para todos os pecadores, e também outros credos, e se aqueles que acenderam os estopim do alarme agora se refugiam atrás do silêncio, passam a ter o mesmo grau de culpa daquele que produziram aquela falsa doutrina.
 
Para mim seria uma tremenda decepção, porque, mesmo que fossem apenas 4, num universo de 410 mil clérigos da Santa Igreja, teriam marcado posição firme e estabelecido parametros para os católicos. Os católicos leigos que discordam daquele absurdo texto, saberiam que não estão sozinhos em sua condenação a aquelas proposições. Assim, quem vence é satanás, porque, lentamente, diocese após diocese, está adotando a prática nefanda da Conferência de Malta, de algumas regiões da Almanha e Filipinas, que já abriram a porta dos sacrilégios, e não há mais volta.
 
Que Deus tenha piedade dos que estão por trás desta destruição da moral católica.Por favor Eminência, Cardeal Burke, não deixa morrer a chama da fé. Vá em frente sem medo, porque serão mesmo poucos os vencedores no final. (Aarão)
 
 
 

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