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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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25/09/2019
Católica: a única religião verdadeira
No mundo existem mais de 10 mil religiões, com credos distintos... e deuses diferentes!
 

O que faz do Catolicismo a única religião verdadeira?


por Gabriel Klautau 
com edição de Henrique Sebastião
 
NO MUNDO EXISTEM mais de dez mil religiões, com credos totalmente distintos. Diante disso, muitas vezes nós, católicos, somos questionados: como saber que a nossa religião é a verdadeira? O que diferencia a doutrina católica de tantas outras crenças religiosas e das superstições presentes na Terra? Alguns outros, seja por ignorância ou por má vontade, afirmam que todas as religiões são iguais e igualmente verdadeiras; segundo esse absurdo ponto de vista, ser cristão ou satanista, por exemplo extremo, não passaria de uma opção individual e, assim, independente dela, bastaria ser uma “boa pessoa” para obter a salvação.
Estes condicionam sua fé a algum fator meramente cultural. Temos aí os famosos “católicos do IBGE”, isto é: pessoas que se declaram católicas, mas não conhecem quase nada sobre a religião e se declaram assim simplesmente por questões familiares ou por convenção social.
 
No sentido contrário, embora o fator familiar e cultural seja importantíssimo no caso das crianças, que são ainda imaturas para meditar racionalmente sobre assunto tão sério, um católico maduro, ao ser questionado sobre o “porquê” de seguir a Cristo e ser membro da sua Igreja, deve sair da resposta infantil do “porque é a minha opção”, ou “porque mamãe e papai o são”, e demonstrar com clareza e firmeza a razão pela qual escolheu aderir ou permanecer no catolicismo. Foi neste sentido que nos orientou o Apóstolo: “Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança” (1Pd 3,15). Quais são, afinal, os motivos que diferem a Doutrina Católica das demais superstições religiosas? É o que veremos e analisaremos neste estudo.

O problema do relativismo

Relativismo religioso é uma espécie de doutrina travestida de neutralidade, mas que não passa da mais pura insanidade. Ensina que todas as religiões são igualmente boas e verdadeiras e que, ao mesmo tempo, nenhuma poderia ser considerada a verdadeira. Para os seus adeptos, os credos religiosos individuais se devem a fatores meramente culturais, sendo definidos exclusivamente pelo meio onde se vive. O relativismo exclui o caráter filosófico da religião; resumindo-a à uma mera tradição humana passada de pai para filho (assim como a escolha de um time de futebol), torna-a descartável e irracional.
O próprio relativismo é que, de fato, possui esses atributos. Os exemplos que poderíamos apresentar para demonstrá-lo são inúmeros. Como poderiam, por exemplo, tanto catolicismo quanto protestantismo serem igualmente verdadeiros se, afinal, a Virgem Maria não pode ser ao mesmo tempo sempre virgem (como prega o catolicismo) e ter tido outros filhos com José (como prega o protestantismo)? E como poderíamos dizer que corresponde à verdade crer que Deus é um só (como pregam as religiões monoteístas) mas também é verdade que existem milhares de deuses (como pregam os politeístas, como o hinduísmo)? Como crer que nossa alma é imortal (como prega o catolicismo) e mortal (como prega o adventismo) ao mesmo tempo? E como dizer que morremos uma só vez (como prega toda religião de confissão cristã) e ao mesmo tempo que "reencarnamos" em outros corpos (como prega o espiritismo)? Por óbvio e por exigência da razão mais elementar, uma crença não pode ser tão verdadeira quanto outra que afirme o seu contrário. Para que uma seja verdadeira, a outra precisa, necessariamente, não ser.
 
Ninguém nega que existam fatores culturais na escolha de uma religião, e nem que determinadas devoções ou práticas religiosas estejam relacionadas a estes fatores. Entretanto, não é isso o que fundamentalmente define alguém em uma religião. Existem ateus nascidos em famílias religiosas, católicos nascidos em famílias protestantes e vice-versa, e por aí vai.

Somente o catolicismo

Isso é tudo o que um relativista não quer ouvir, mas o que define uma pessoa no catolicismo é um fator puramente racional e filosófico: diferente de todos os outros credos e de todas as superstições religiosas, o catolicismo é coerente. Todas as demais religiões apresentam contradições em suas concepções religiosas, o que as torna incoerentes e contraditórias. Em resumo, um dos grandes princípios da filosofia, o chamado "princípio da não-contradição" torna todas as demais religiões irracionais e tiram dela qualquer crédito que lhes seria possível atribuir.
 
É claro que nos serão apresentadas supostas contradições católicas também. Todavia, o católico bem-instruído ou o próprio Magistério da Igreja refutará todas elas com facilidade, e mostrará o esplendor daquela que é "a coluna e o sustentáculo da Verdade" (cf. 1Tm 3,15) para aquele que crê.
 
Já os primeiros cristãos utilizavam-se desse princípio da não-contradição para converter os pagãos. O cristão Hérmias, o Filósofo, escreveu no segundo século da Era Cristã uma obra intitulada "Escárnio dos filósofos pagãos" cujo intuito era expor as contradições da religião dos gregos e mostrar-lhes que ali não poderia residir a Verdade.
 
Vejamos, como exemplo, uma das inúmeras e claras contradições da principal corrente religiosa derivada do catolicismo, o protestantismo: ao mesmo tempo em que renegam a infalibilidade dos concílios católicos, utilizam o cânon do Novo Testamento que foi proposto infalivelmente pelos concílios católicos de Hipona e Cartago no século IV.
 
Já os ditos “ortodoxos”, ao mesmo tempo em que pregam que se deve respeitar a Tradição Apostólica, acreditam que não são obrigados a concordar com o que ensina a Igreja de Roma, nem mesmo com os Padres dos primeiros séculos, os quais afirmam textualmente, com Santo Irineu de Lião, nascido no ano 130: «Com efeito, deve-se necessariamente estar de acordo com ela [a Igreja de Roma], por causa da sua autoridade preeminente, toda a Igreja, isto é, os fiéis de todos os lugares, porque nela sempre foi conservada, de maneira especial, a Tradição que deriva dos Apóstolos’» (Contra as Heresias, Livro III, 3, 2).
 
Já os espíritas, que, ao contrário do que pretendem, não podem ser considerados cristãos –, já que negam a divindade de Jesus Cristo –, por sua vez afirmam que devemos ser caridosos na Terra porque “fora da caridade não há salvação”, mesmo acreditando que todos (independentemente de suas obras) renascerão até se tornarem “espíritos de luz”. Segundo esta doutrina, não houve sentido absolutamente nenhum no Sacrifício de Cristo, já que nossa redenção virá infalivelmente por meio de uma sucessão de "reencarnações". Além da clara impossibilidade simplesmente matemática da teoria da reencarnação (basta notar o grande crescimento demográfico na história do nosso mundo), é desnecessário dizer que não pode haver aprendizado nem "evolução do espírito" se, ao reencarnar numa nova identidade, o sujeito se esquece de tudo o que viveu e aprendeu na vida anterior.
 
Como vemos, boa parte das principais doutrinas, ainda que procurem aparentar aspectos do catolicismo, são inconsistentes diante da sua própria lógica, e por isso podem, com razão, ser chamadas falsas.
 
Não podemos, entretanto, obrigar alguém a pensar de maneira racional. Muitos preferem e escolhem crer naquilo que lhes convém, porque se "sentem bem" em determinado lugar, porque alguma doutrina lhes emociona ou coisa que o valha. Se alguém, após receber a justa instrução, mesmo assim recusa-se a ouvir a voz da razão, não pode a verdade lhe ser imposta. Deus mesmo, antes de tudo, respeita o nosso livre direito de escolha. É por isso que, ao condenar o relativismo religioso, o Vaticano lembrou que isso não tem a ver com a afirmação da liberdade religiosa: «A afirmação da liberdade de consciência e da liberdade religiosa não está, portanto, de modo nenhum em contradição com a condenação que a doutrina católica faz do indiferentismo e do relativismo religioso»[1].

Condenações do Magistério ao Relativismo

Ao contrário do que muitos imaginam e, pior, ensinam, o Papa Paulo VI, que presidiu o Concílio Vaticano II, ao afirmar o direito humano à liberdade religiosa, lembrou que «o Concílio, de modo nenhum, funda um tal direito à liberdade religiosa sobre o fato de que todas as religiões e todas as doutrinas, mesmo errôneas, tenham um valor mais ou menos igual; funda-o, ao contrário, sobre a dignidade da pessoa humana, que exige que não se a submeta a constrições exteriores, tendentes a restringir a consciência na procura da verdadeira religião e na adesão à mesma»[2].
 
O polêmico Concílio Vaticano II também foi claro: «O Sagrado Concílio professa, em primeiro lugar, que o próprio Deus manifestou ao gênero humano o caminho por que os homens, servindo-o, podem ser salvos e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que esta única verdadeira religião se verifica na Igreja Católica»[3]. No entanto, lembra a Santa Sé: «Isto não impede que a Igreja nutra um sincero respeito pelas várias tradições religiosas; pelo contrário, considera que nelas estão presentes “elementos de verdade e bondade”»[4].
 
O mesmo o fez São João Paulo II em suas Encíclias Veritatis Splendor (1993) e Evangelium Vitae (1995). O papa Bento XVI, por sua vez, condenou veementemente o relativismo, cassificando-o insistentemente como «ditadura do relativismo»[5].
 
Por fim, vale lembrar que no Catecismo da Igreja Católica há um dogma de fé totalmente avesso ao relativismo: o «Extra Ecclesia nulla sallus» (Fora da Igreja não há salvação), que também deve ser bem compreendido, conforme reproduzido abaixo:
 
«Fora da Igreja não há salvação»
846. Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo: O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na Terra, é necessária à salvação. De fato, só Cristo é Mediador e Caminho de salvação. Ora, Ele torna-se-nos Presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Batismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Batismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, recusam-se a entrar nela ou a nela perseverar»[6].
 
847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua Igreja: «Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da Graça, por cumprir a sua Vontade conhecida através do que a consciência lhes dita»[7].
 
848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d’Ele conhecidos, trazer à fé, 'sem a qual é impossível agradar a Deus'8, homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar»9 todos os homens.”
 

Conclusão

O Cristo jamais pregou “verdades relativas”, mas pregou verdades objetivas. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14:6). Não existe outro caminho e “outra verdade”. Todo aquele que nega conscientemente a Cristo e sua Igreja, de acordo com Ele mesmo, «já está condenado» (Jo 3,18). E para aqueles que dizem que Jesus “não fundou religião”, indicam-se as seguintes passagens: «E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja; as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus.» (Mt 16,18-19); «E, se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.» (Mt 18,17).
 
Devemos, sim, respeitar as opiniões alheias e procurar conviver bem com todas as pessoas; isto, porém é diferente de aceitar tudo e considerar tudo também como verdade.
 
______
[1] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, NOTA DOUTRINAL: sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, nº8.
[2] Paulo VI, Discurso ao Sacro Colégio e aos Prelados Romanos, in: Insegnamenti di Paolo VI, 14 (1976) 1088-1089.
[3] Concílio Vaticano II, Decl. Dignitatis Humanae, n. 1
[4] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, NOTA DOUTRINAL: sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, nota 28.
[5] Santa Missa «PRO ELIGENDO ROMANO PONTIFICE», Homilia do Cardeal Joseph Ratzinger Decano do Colégio Cardinalício, Segunda-feira 18 de Abril de 2005.
[6] Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 14: AAS 57 (1965) 18
[7] Cf. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 16: AAS 57 (1965) 20; cf. Santo Ofício, Epistula ad Archiepiscopum Bostoniensem (8 de agosto 1949): DS 3866-3872
[8] Cf. Heb 11, 6.
[9] II Concílio do Vaticano, Decr. Ad gentes, 7: AAS 58 (1966) 955.
Ref.:
KLATAU, Gabriel. O que faz do catolicismo a única religião verdadeira?, disp. em
acesso 20/8/017

 

 
 
 

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