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06/09/2018
Washington Post pede
A cada dias mais vozes se levantam contra os descalabros que alguns cometem usando a Igreja
 
 Washington Post pede abertamente a renúncia do Papa pelo caso McCarrick (Tradução Leandro)
 
Por INFOVATICANA | 23 agosto, 2018
O prestigioso diário americano tem pedido em suas páginas não só que Wuerl, o Arcebispo de sua cidade, se retire pela gestão dos abusos clericais, mas também a renúncia do próprio Francisco. É, naturalmente, meter-se onde ninguém os chamou, mas é significativo que os aliados ‘mundanos’ de Sua Santidade comecem a virar-lhe as costas.
Que um diário peça a demissão do Papa deveria ser mais ou menos indiferente para o fiel católico, uma mera curiosidade para a imprensa generalista, por muito importante e prestigioso que seja o meio. Mas pode ser muito significativo: Quando se trata de uma cabeça, The Washington Post, que se distinguiu nos louvores a Francisco e seus ‘novos ares’, a coisa tem maior importância.
De fato, não é um exagero dizer que os grandes meios do Ocidente tem sido, quase desde o primeiro dia, grandes apoiadores deste pontificado. Os mesmos grandes diários e cadeias de televisão que tinham João Paulo II e Bento XVI em sua mira, e não com as melhores intenções, têm saudado com extraordinária simpatia a maior parte das iniciativas mais sonhadas de Francisco. Inclusive foi Pessoa do Ano da prestigiosa revista TIME a pouco de iniciar sua caminhada papal.
Francisco pode haver plantado a perplexidade e certa confusão entre os fiéis, ou um setor significativo dos fiéis, mas suas preocupações e declarações mais conhecidas estavam magnificamente alinhadas com o que os meios ocidentais têm em comum como dogmas da modernidade: as excelentes relações com a ONU, o entusiasmo pela imigração massiva, o alarme diante da Mudança Climática e sua mal dissimulada antipatia por ‘populistas’ como Trump ou Salvini.
Inclusive o feito de que havia deixado de insistir em tudo aquilo que na doutrina católica resulta intolerável para a opinião pública, desde que “aborto pelo qual nós católicos não devemos estar obcecados” até o aberto e ambíguo “Quem sou eu para julgar?” sobre a homossexualidade, passando por suas nomeações e simpatias, tudo ele alcançou para que ‘o mundo’ lhe tenha acolhido quase com veneração.
Por isso é significativo e alarmante o The WaPo. Depois de tudo, o diário da capital, é a Arquidiocese o principal vilão desse horrível pesadelo de abuso, o ex cardeal Theodore McCarrick, e agora um de seus lacaios, Donald Wuerl, citado numerosas vezes no informe do grande jurado da Pensilvania.
Encobrir o abuso de crianças não pode dar boa impressão, é natural, e o Washington Post não se convenceu com a carta do Papa ao Povo de Deus na qual confessava “vergonha e dor”.
Se lê no diário: “Este horror tem autoria, e entre os muitos nomes do escândalo se encontra o de Wuerl. E com o ‘não foi minha culpa’ de “todo mundo tem a culpa” do Papa Francisco Segunda-feira, seu nome também está na lista. Wuerl tem que renunciar. E a Igreja estaria melhor com dois papas retirados e um novo homem absolutamente dedicado a apoiar aos reformadores, não de suprimi-los”.
Por outro lado, o jornal exalta a atitude dos prelados estadunidenses contra a pedofilia. Precisamente dois prelados que têm sido ‘castigados’ por Bergoglio sem capelo, apesar de ser um clamor para o catolicismo estadunidense: O Arcebispo da Filadelfia, Charles Chaput, e o de Los Ángeles, José Horacio Gómez, o primeiro por haver feito um excelente trabalho investigando os Legionários de Cristo e o segundo por haver sido implacável com seu predecessor, o encobridor cardeal Mahony a quem o Papa reabilitou e confiou responsabilidades públicas desautorizando o próprio Gómez.
Deve doer. Nada disto, repetimos teria outra importância que a anedota se a Igreja houvesse mantido com o mundo -em seu sentido teológico- as distâncias que no passado se consideravam normais, no lugar de haver pisado no acelerador da ‘atualização’ iniciado com o Concílio Vaticano II, buscando o Papa converter-se, ao que parece, em um líder mundial em tantas cosas que excedem, e muito, seu ministério petrino.
O artigo do WP na continuação, traduzido por InfoVaticana:
Os pedidos de que os trabalhos de Donald Wuerl sejam cessados como Arcebispo de Washington e renuncie ao Colégio de Cardeais da Igreja Católica Romana são proporcionais em seu grau de indignação com seu grau de decepção com o sacerdote fracassado.
 
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Graças a um grande jurado da Pennsylvania, agora sabemos do mal que teve lugar durante seu tempo como bispo de Pittsburgh. A Diocese de Wuerl incluía o acobertamento de um alegado círculo de pornografia infantil administrado por sacerdotes, incluindo sacerdotes que, segundo as notícias, apontavam vítimas para outros depredadores mediante uma cruz de ouro. Se isso não é satânico, então a palavra não define nada.
E Wuerl encobriu esse anel. E dúzias de outros casos. E permitiu que os depredadores se sentissem livres de se mudarem pelo país sempre que não puseram em perigo sua carreira. O cardeal Theodore McCarrick apoiou a Wuerl como seu sucessor em Washington, confiando na capacidade deste último de guardar os pecados mais feios debaixo do tapete? Não seria surpreendente.
De fato, já nada mais nos surpreende. Aqueles de nós na comunidade católica que demos à igreja uma segunda e inclusive uma terceira oportunidade ficamos desgostosos. Houve uma “Carta para a Proteção de Crianças e Jovens” de 2002 apresentada pelos bispos dos EUA. Houve uma “Notícia sobre a crise na Igreja Católica nos Estados Unidos” publicado em fevereiro de 2004. Depois de sua publicação, o comité de revisão de leigos designado pela igreja que escreveu a notícia celebrou um grande evento no National Press Club. Eu fui. Queria escutar em pessoa que a mudança havia chegado.
Alguns líderes intensificaram. O infatigável arcebispo da Filadelfia, Charles Chaput, recebeu a tarefa do Papa de investigar os Legionários de Cristo, chagada de escândalos, e foi rastreada por ele. O Arcebispo José Horacio Gómez, de Los Ángeles, colocou seu predecessor, Roger Mahoney, sob o que é de fato uma prisão domiciliar. No outro lado da moeda, o cardeal Bernard Law teve que fugir do país e estabelecer sua residência em Roma até sua morte.
Pensamos que os acobertamentos haviam terminado. Logo, o grande jurado da Pensilvania revelou que o conspirador mais hábil resultou ser Wuerl, que alcançou seus acordos de não revelação com as vítimas e seus depredadores, segundo a notícia, tão bem que foi elevado a ser o rosto da Igreja na cidade mais poderosa do mundo. E seu chefe em Roma escreveu uma carta sem graça Segunda-feira atribuindo a responsabilidade coletiva dos crimes e dos acobertamentos à todos os fiéis.
Para ser muito específico: ao diabo com isso. Não abusem dos meus estudantes de CCD (classes obrigatórias de sábado ou de Segunda à Sexta-feira para os estudantes que participam em escolas públicas) quando lhes ensinei como voluntário nos anos oitenta. Não tive um só sacerdote ou monja abusivos nos 12 anos de educação católica. Este horror tem propriedade, e os muitos nomes incluem o de Wuerl. E com o “todo o mundo tem a culpa” de Segunda-feira, o “não foi minha culpa” do Papa Francisco, seu nome também figura na lista. Wuerl necessita renunciar. E a Igreja estaria melhor com dois papas eméritos e um homem novo absolutamente dedicado a apoiar aos reformadores, não os reprimindo.
Na Igreja, apesar de líderes como Chaput e Gómez, não se pode confiar para arrancar a podridão. Há muito poucos como eles e muita podridão. Deve haver outras 49 investigações gerais de advogados estaduais ou, dado o movimento interestadual de depredadores com a cooperação da Igreja, talvez uma investigação do Departamento de Justiça conduza a um decreto de consentimento sobre práticas que a Igreja está obrigada a seguir quando se descobre um pedófilo em seu meio. Não violaria a cláusula de exercício livre insistir em que cada Bispo simplesmente aceite seguir a lei.
Chaput sempre tem argumentado que se se estendem os prazos de prescrição para as vítimas de abuso religioso, deveriam estender-se a todas as vítimas, e tem razão. Não é que Penn State University, a Universidade Estadual de Michigan e a Universidad do Sul da California -lares de terríveis escândalos de abuso- sejam menos culpáveis que as Dioceses católicas. Mas ao menos essas três instituições não mantiveram seus presidentes perto (embora USC tomou seu tempo para desfazer-se de seu presidente, para a desgraça e lesão da universidade).
Cada dia que Wuerl continua em seu trabalho fere a cada vítima e cada católico. Minou todo o trabalho de reforma que lhe precedeu. Ele enganou seus colegas. Ele enganou o conselho de revisão, evitando seu olhar. O enganador deveria ter saído. Esta semana.
 
 
 
 

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