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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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14/07/2005
S.O.S Padres
 
A Igreja - 03 S.O.S Padres
A Igreja - 03 S.O.S Padres

2040907 S. O. S PADRES!
      Grito de tristeza de um leigo: Socorro! Nossos sacerdotes estão morrendo!
 “Teme a Deus com toda a tua alma, tem um profundo respeito pelos seus sacerdotes. Ama com todas as tuas forças àquele que te criou; não abandones os seus ministros. Honra a Deus com toda a tua alma, respeita os sacerdotes; (nos sacrifícios) oferece-lhes as espáduas. Dá-lhes, como te foi prescrito, a parte das primícias e das vítimas expiatórias” (Eclo 7, 31-34)
   Muitas coisas nós já temos escrito sobre a nossa querida Igreja Católica e sobre os padres que a ela servem como ministros consagrados. Tantas vezes temos levantado situações pouco desabonadoras que os envolvem, e que por nos afetarem diretamente, acabamos por nos exceder nos comentários. Nós sabemos que existem muitas mensagens do Céu, que consideramos verdadeiras, e que falam destas coisas, mas o Céu tem um modo especial de falar, que está além do nosso entendimento. É que nós facilmente nos exaltamos – falando com a razão e não com a linguagem do amor – e assim acabamos por ofender, além de não conseguirmos mudar nada com nossas críticas.
     Na verdade, nós mesmos acabamos passando por cima das instruções do Céu que nos pede mais ou menos assim: quando você quiser mudar alguém, não critique esta pessoa em seus defeitos, antes procura descobrir algum ponto positivo dela e a elogia. Assim verás que ela própria, à luz do Espírito Santo, irá perceber suas falhas e mudará completamente. Ora, isso se aplica a nós todos! Cada um de nós tem seus defeitos e tem suas qualidades. E se estamos ligados nas coisas, caso alguém elogie alguma de nossas qualidades logo iremos perceber que não somos nada bons naquilo e que falta muito para crescer. E sorrateiramente começaremos a melhorar nossa atuação naquele ponto – até para merecer aquele elogio – mudando assim de vida.
     Esta psicologia é do Céu, pois somente Deus sabe como nós funcionamos. Embora a gente não dê o nome da pessoa que estamos comentando negativamente, na verdade isso ataca a pessoa dela, ou ataca a toda classe a que ela pertence. Isso dá a satanás um certo poder de ação sobre a pessoa, para bloquear sua conversão ou correção. Eu próprio devo muitas vezes me penitenciar por não haver percebido isto. Então o mesmo se aplica aos nossos padres e à nossa Igreja, que hoje passam por tantas dificuldades. Muitas pessoas nós atendemos, que reclamam não receberem atendimento legal em nossa Igreja, de nossos sacerdotes, mas tenho percebido que tantas vezes a crítica é infundada. Na verdade, as pessoas muitas vezes exigem demais dos padres, e eles recebem pressões de todos os lados, cada um querendo que a coisa siga do seu jeito, quando não é por aí. Na maior parte das situações as pessoas na verdade não pedem aos seus párocos, não dialogam com eles, e muitas vezes não os tratam bem, de modo que isso só faz piorar tudo.
     Em primeiro lugar, devemos entender que os sacerdotes são atacados de todos os lados pelas trevas. A pressão que o inferno exerce sobre eles, especialmente os de maior santidade, é tremenda e muitos de nós também não resistiríamos se estivéssemos no lugar deles. Além disso, o isolamento em que eles vivem, a duríssima solidão a que são submetidos pela sua condição de celibatários, e devido à própria austeridade inerente ao sacerdócio, isso tudo lhes impõe uma carga quase insuportável, que leva muitos deles a sucumbir. Prova disso é o imenso número daqueles que abandonam o sacerdócio em busca de uma vida matrimonial, embora milhares deles se arrependam logo, até porque o próprio matrimônio santo – nos moldes de Deus – também é vocação sublime e exige uma dose brutal de sacrifícios e de renuncias.   
     Em muitas das mensagens que o Cláudio tem recebido, Nossa Senhora nos pede que não falemos mal dos padres, mesmo não citando o nome deles, e nos implora a jamais tirarmos as
espadas contra o clero. Quando, acima, mencionei que devemos deixar o Espírito Santo agir, faço isso para deixar bem clara a nossa impotência absoluta diante deste monumental problema. Somente o poder de Deus é capaz de abrir os corações dos que a dureza destes tempos fechou as portas. E a única forma de buscar esta fortaleza de Deus, é através da nossa oração constante, humilde e feita brotar da alma.
    É preciso, em primeiro lugar, perceber que felizmente existem muitos padres santos e que honram seu incrível ministério, o mais sublime que existe na terra. Já dissemos aqui que o mundo pode viver muito bem, sem os governantes, sem seus reis, sem príncipes e mandatários, que isso pouco muda. Mas o mundo não pode subsistir por muitos dias sem os padres católicos. Na verdade o próprio Céu reverencia aos sacerdotes, mesmo aqueles não tão santos, porque a investidura que receberam de Deus, ultrapassa o entendimento humano. Muitas vezes temos visto Nossa Senhora reverenciar aos padres, por causa de sua grande autoridade e poder recebidos de Deus. De fato, nem a própria Mãe de Deus consegue fazer aquilo que os padres fazem: consumar no Sacrifício da Missa, o sublime mistério da Transubstanciação.
     O grande problema é que a imensa maioria dos sacerdotes, se eu chutasse diria em torno de 99% deles, jamais se deu conta deste seu poder e desta sua inigualável missão. Na verdade, muito disso, lhes advém da própria formação falha, recebida em alguns seminários maus, onde os critérios de inteligência, de multidão de conhecimentos e ciências humanas, até de filosofias, psicologias e teologias modernas, são postas em linha de frente da sua formação, enquanto o critério mor – o único obrigatório – de grande santidade, de grande e profundo amor a Deus, muitas vezes nem é levado em conta. Aliás, esta mesma mecânica inversa e absurda, é a que leva muitos deles a ascender na hierarquia, quando isso deveria ser obra apenas do Espírito de Deus. Infelizmente, o que prevalece hoje é o espírito do mundo.
     Da mesma forma, então, também nós devemos reagir e agir, para buscarmos uma solução neste sentido. Ao invés de nos prendermos aos valores do mundo e combatermos pela via direta da crítica, devemos nos apegar em Deus, que Ele e somente Ele tem os poderes necessários para promover esta transformação do sacerdócio: Do racional e humano, para o espiritual e divino! Na verdade, um espírito de pura inconsciência, de dormição e de imobilidade tem paralisado o clero de um modo geral, e eu diria neste sentido, que os maiores culpados por esta situação, não são os padres em si e sim os leigos, os paroquianos, porque vale aqui, também, o ditado adaptado da paródia: cada paróquia tem o pároco que merece.
     Uma das coisas que mais tenho notado, entre as pessoas que atendo, em relação aos padres, é a absoluta falta de tato e de modos de chegar-se a eles. Nalguns casos se verifica até uma espécie de medo deste contacto, o que é extremamente prejudicial. De fato, se uma ovelha tem medo de seu pastor, muito facilmente ela poderá cair nos braços do lobo. O que certamente todos deveriam fazer, é dialogar com eles. Entretanto, muitos alegam que os padres não têm diálogo – muitos deles, mas nem todos é claro – e que é muito difícil se achegar, porque logo “saem com a gente nas costas”.
     Ora, nestes casos, vale aquele ditado singular: água mole, pedra dura, tanto bate, até que fura. Vale insistir sem forçar demais, nem ser chato e exigente, vale teimar com carinho, vale rezar ao Divino Espírito Santo, ou à Nossa Senhora, antes de se chegar a ele. Lembre-se, um sorriso consegue mais que mil pressões. Vale também descobrir seus pontos fracos, pois todos temos um certo “calcanhar de Aquiles”. Como já disse, muitos fiéis não conseguem nada com seus sacerdotes, porque querem forçar a barra. Querem que ele é quem se adapte aos desejos de cada um, quando nem sempre pode ser assim. De qualquer forma, é muito difícil que eles resistam a força da oração. Somente os padres que já estão mortos espiritualmente para resistirem ao poder da
prece.
     Veja o exemplo de nosso sacerdote: Assim que ele chegou aqui em nossa localidade, Nossa Senhora nos avisou que ela era astuto, mas viria devagar. E realmente ele é bem astuto e observador. Como já falei em outro artigo, com o tempo eu o fiz conhecer todo o nosso trabalho e lhe expliquei sobre nossos livros e sobre as profecias ao Cláudio. Mas nesta semana, por algum motivo, em uma missa aos idosos, minha esposa ouviu que ele falou na homilia, mais ou menos assim quando falava sobre a Bíblia: “Esta gente, que quer saber mais que a Igreja e vivem em frente do computador escrevendo livros...” E naturalmente que isso deve ter o meu endereço. Aqui somente eu faço isso! Só não é certo que não quero saber mais que a Igreja! Eu só quero saber de amar a Deus, e levar as pessoas a fazer o mesmo, e verdade é que grande parte da Igreja não faz mais isto.
     Pois hoje, quando estava começando este texto, eis que pela primeira vez ele me vem fazer uma visita. Mas como estava com a janela do escritório aberta, ele ficou ali e não quis entrar, embora toda a insistência de minha esposa e minha. Na verdade, senti que ele tinha algo para me dizer, mas simplesmente, em poucas palavras minhas, ele ficou de todo desarmado. Eu lhe disse, por exemplo, que não adianta querer esconder o estado espiritual em que ele se encontra porque em suas homilias, tanto eu quanto minha esposa sentimos isso imediatamente.
     Se ele está bem, suas homilias são boas, se está mal, com algum problema, então o que ele fala não entra em nosso coração. Isso o desarmou de tal forma que ele não conseguiu dizer nada. De fato, se ele é astuto, nós também não somos tolos. Em verdade, mesmo que ele tenha alguma coisa a me dizer, quem sabe até vinda do Sr. Bispo, sempre será dada atenção, na medida do possível e daquilo que manda a verdadeira Igreja. Fora disso, não! E desistir dos nossos livros nunca! Se nos proibirem aqui, iremos para outra cidade onde nos entendem!
     Na verdade, a imensa maioria de 99% dos sacerdotes – digo isso mesmo 99% deles – não sabe de si, “nem da Missa a metade”, como diz o ditado. Ou seja, não entende nem de longe o imenso poder que tem nas mãos. Muitos podem até dizer que entendem sua missão, mas na verdade, jamais se deram conta, daquilo que Deus lhes confiou. Se eles entendessem de fato, todos seriam outros Frei Pio ou Cura D´Ars. Se entendessem, jamais a terra estaria em tais transes de loucura como hoje. De fato as mãos sacerdotais que consagram são a maior fonte de poder da terra. E tal é que Santa Tereza, certa vez viu a porta do Céu, fechada para muitos padres que chegavam. Estes estavam condenados e deviam ir ao inferno. Entretanto, antes de partirem para o fogo eterno, um anjo, com uma espada, lhes decepava as mãos e foi dito à santa: As mãos são consagradas e não devem ir para onde eles vão. Imaginem que loucura!
     Já muitas vezes nós explicamos que a vida na terra se acaba sem os padres. Muitos homens se fiam no poder de exércitos, na força das armas, na eficiência de todas estas tecnologias modernas, mas mal sabem que tudo isso é sombra, perto do poder de um padre católico. A ordem para consagrar, para tornar presente o próprio Deus em nosso meio, é algo que ultrapassa o poder dos anjos mais resplandecentes. Este dom deve ser estimado, deve ser preservado, e toda a comunidade deve rezar unida para que, não somente nunca lhes faltem padres, mas especialmente para que tenham entre eles padres santos. De fato, não adianta apenas ter um padre: é preciso que ele seja santo!
     Em verdade, se alguém fizesse uma pesquisa entre os paroquianos, para saber que tipo de padre eles preferiam, se um sacerdote inteligente ou um sacerdote santo, eu não tenho dúvidas em apostar que em todas as dioceses e comunidades do país, venceria o santo e não o teólogo, nem o doutor, nem o psicólogo, muito menos o político partidário e o guerrilheiro. O povo quer confissão e não confusão! O povo quer santas homilias, não discursos políticos. Então, se o povo prefere um padre santo, é
preciso que reze unido para ter um padre assim. O ditado usual já diz: toda paróquia tem o padre que merece! Isso nem sempre é verdadeiro, considerando-se um padre que mal chega, mas é sempre verdade quanto ao padre que sai depois de alguns anos naquele meio. De fato, a piedade de um sacerdote, depende em muito da piedade de um povo santo.
     Mas, certo também, um sacerdote santo é capaz de coisas inauditas. Um padre santo move de tal forma o coração de Deus, que se a cidade visse a chuva de graças que desce sobre ela, devido às bênçãos de um sacerdote santo, jamais deixaria de rezar por ele, intercedendo dia e noite para que ele sempre tivesse forças de abençoar. De modo contrário, um sacerdote elevado demais, muito moderno, cheio de teologias novas, de idéias próprias, que despreza o Catecismo, que não abençoa mais, este provoca dois efeitos perversos: primeiro, ele faz o próprio Jesus chorar de tristeza, e segundo, faz cessar a chuva de graças, estancando a torneira do Céu. De fato, o mundo perde infinitas graças devido a esta diferença monumental entre um tipo de padre e outro. O Santo e o doutor! O que abençoa e o que nega a benção! O que confessa e o que expulsa para fora da Igreja!
     Nós, nestas tantas caminhadas, já encontramos sim padres santos. São criaturas de uma bondade e singeleza que fazem a gente chorar. Existe um abismo infinito entre um padre assim, e um sacerdote arrogante e teológico. O padre não precisa ser feio, nem velho, nem gordo, nem deficiente para ser santo. Seja de que tipo ele for, a humildade é sempre a chave de tudo. Eu chego a desafiar alguém a me trazer um padre só, que sendo arrogante é também santo. E sabendo destas coisas, eu não consigo entender como é que eles não se sintonizam com o povo, para saber exatamente o que o rebanho quer, porque se não houver diálogo entre eles, fatalmente a vida espiritual da comunidade será sufocada. Será morta!
     Então, quando vemos o estado de morte espiritual da maioria das comunidades, em toda a terra, certamente que o motivo passa primeiramente pela falta de santidade dos padres. Como a recíproca é verdadeira, isso se reflete imediatamente na santidade do povo cristão, porque é impossível que uma comunidade assim cresça e floresça. Nenhum dos dois resiste por muito tempo ao ataque do outro. Uma comunidade má, não consegue por muito tempo desafiar um padre santo, homem de oração e fé! Este padre logo derruba o povo! E a prova está no nosso bom Cura D’ Ars, que converteu não somente uma vila mas quase toda uma nação. Da mesma forma já tivemos muitos exemplos de padres nada bons, que se converteram por haverem sido designados para uma paróquia edificante. Neste caso, o povo é quem derruba o padre de seu pedestal! Mas a oração é a chave!
     O que é preciso entender, porém, é que isto só se faz pela força de Deus, pelo poder do Espírito Santo. Por exemplo: Nenhuma comunidade chega a um nível de santidade maior, se ela não passar em peso pelo confessionário! Também nenhum padre chega à santidade se não passar pelo menos uma hora por dia confessando, e sem que se confesse, ele mesmo com outro sacerdote, pelo menos uma vez por mês. Porque o Espírito de Deus, somente poderá atuar, em almas e corações, abertos para a graça e não cheios de pecados graves. E este estado de graça somente se conquista pelos joelhos cravados no confessionário, pelos corações vergados sob o peso do firme propósito de emendar-se e não mais pecar e pelas almas lavadas pela força do arrependimento sincero e profundo. 
     Sem estas coisas, não se fala em comunidade santa, nem sequer se pode falar em Igreja de Jesus. Uma Igreja que não busca a santidade e a graça, uma Igreja que não busca antes de tudo o Céu e a salvação das almas, não pode ser chamada de Igreja verdadeira, pois é formada por cínicos. Porque uma Igreja destas, que não busca o Céu em primeiro lugar, não busca a morada Eterna como meta suprema, para esta Igreja, Jesus perdeu Seu precioso tempo aqui na terra. Afinal, toda Igreja que tem metas superiores diferentes desta busca aguerrida da Pátr
ia Celeste, é uma igreja morta, porque perdeu a vida da graça. Perdeu o bonde do Céu!
     Meçam, pois, a saúde espiritual de uma comunidade católica, pela freqüência e a assiduidade dos grupos de oração. Eu fico feliz quando ouço falar de cidades aonde o grupo do Terço dos homens, chega a reunir semanalmente mais de 100 homens, só eles. Isso me dá uma santa inveja, porque aqui tentamos e não deu certo. Se uma semana dois ou três dos mais assíduos não vão, na próxima vez ficam sozinhos. Na verdade, muitas e muitas vezes isso acontece, não pelos homens em si – há muita gente boa e com vontade de rezar – mas sim, porque os sacerdotes não estão na frente destes grupos. Se o padre de uma localidade, ele mesmo convidar, e ele mesmo formar um grupo de Terço, logo e antes que ele espere, terá um grupo de Rosário, mesmo entre os homens, que são os menos assíduos nestas coisas de oração. Mas se o padre não estiver na frente, pior se ele combater, então já terá conseguido frustrar 90% do sucesso. Por quê isso?
     Não, eu não estou colocando aqui estas coisas, para atacar padres, nem comunidades mas somente para que nos unamos num só objetivo maior: a busca do sacerdócio santo!  Nós próprios somos um povo de sacerdotes, e, portanto devemos exercer este sacerdócio comum, de forma honrosa. Já os sacerdotes ordenados – que receberam o sacramento da Ordem – devem fincar suas raízes, de forma profunda e inquebrantável, na terra firme da santidade, jamais na areia movediça do saber científico e mundano. E sempre na oração que move o coração de Deus, jamais na teologia que nada consegue. O Céu é simples, e nele se chega apenas com a humildade. Então, para chegar lá, não se necessita de elucubrações capciosas, nem de vocábulos prolixos, nem de frases teológicas. Estas, não enganam nem ao diabo, aliás, fazem é a festa dele. Não é a superior cultura que convence a Deus, mas a humilde ventura de quem no dia a dia, reza e canta a Ave Maria. 
     Um sacerdote humilde é um dom inestimável. Raramente um padre assim precisa de alguma correção, porque sempre o Espírito Santo o instrui em toda sua atividade. Mas é maravilhoso conversar com um sacerdote que escuta, sim também a um leigo, porque sem dúvida existem leigos melhor formados que alguns sacerdotes nas coisas de Deus. Claro que deveria ser sempre o contrário, entretanto um sacerdote que escuta é alguém que emociona a gente. Na semana que passou, fiquei uma hora ao telefone com um padre muito especial. Ele é estrangeiro, mas vive no Brasil há muitos anos e nunca mais quer voltar para sua terra natal. Então eu lhe expliquei uma coisa que ele não sabia, e fiquei até sem jeito quando ele disse: Sabe seu Arnaldo, que você acaba de ensinar um padre!
     Vejam que singeleza. Na verdade não se tratava de grande coisa, nem matéria sobre doutrina, mas algo do dia a dia e comum. Já outro sacerdote que conheço, até bom, não se pode dizer que seja mau, entretanto, mesmo que você lhe traga o assunto de uma carta que acabou de retirar do site do Vaticano pela internet – falo de carta ou documento recém saído – jamais consegui ouvi-lo dizer outra frase que não seja esta: Eu já sabia! Mas veja, ele nem lida com a internet, nem a secretária dele! Ó como seria mais bonito, e até melhor para ele se tivesse a humildade de reconhecer sua ignorância sobre um assunto, porque ninguém sabe tudo. Se ficasse feliz em receber a novidade! Você acha que ele é feliz agindo assim? Orgulhosamente? Jamais! No fundo ele sofre com isto! E até sobre questões de Igreja e Fé, por qual motivo um sacerdote não pode ouvir e aprender? Acaso são um Deus, que sabe tudo? Ficará feio dizer: não sei? Seria prova de humildade! 
      E afinal, ele corre o risco maior de ser enrolado, e pego em mentira – passando vergonha com isso – basta que você se aprofunde naquele assunto e ele estará desarmado para respostas. Claro, que jamais o instiguei com perguntas. Mas desta forma, fica até difícil de a gente levar para eles o que chega de novo – do Papa, da Igreja, da CNBB – porque não ouvirão, por se acharem superiores,
ou porque se sentem envergonhados de receber a lição de um leigo. Ó, como o mundo seria diferente se todos nós ouvíssemos mais, e falássemos menos. Ouvir o que os bons padres têm a dizer e estes ouvirem a alma de seu povo, para a ela falar dos segredos de Deus. Segredos que só aos padres são revelados, pois a eles somente foi dada esta unção superior e divina.  
     Entretanto, muitos sacerdotes gostariam, por exemplo, de escutarem e seguirem os sinais e avisos de Deus, passados sempre através de seus profetas. Porém são cerceados, são proibidos de o fazerem, sob pena de represália, tanto da parte dos superiores, quanto da parte dos próprios colegas, e com isto sofrem. Ficam entre o dilema da obediência à Igreja, e a Deus. De fato, nem todos são cegos, entretanto, calados sufocam também a voz dos profetas, quando Jesus falava claramente: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas àqueles que te são enviados... vossa casa vos é deixada deserta (Mt 23, 37-38). Claro que existem os falsos profetas, mas o sacerdote SANTO jamais se deixará enganar por um deles. É a falta de santidade que os pega no contrapé!
     Alma, vida, coração, amor, ardor, desejo irrefreável de chegar perto de Deus. É isso e somente isso que deve motivar a vida de um sacerdote santo e de uma Igreja Santa. Desejo tão ardente, que deveria fazer dar a vida pelas ovelhas e por esta mesma Igreja. Quando alguma coisa destas está fora, imediatamente quebram-se os elos que liga o padre a sua Igreja, e prendem esta mesma Igreja a Deus. E jamais haverá isso, numa comunidade sem diálogo entre os padres e fiéis, somente mundo, mundanismo, falta de vibração, falta de amor, falta de zelo e esta busca insaciável do que não leva aos céus.
     Esta é a igreja que não reza, que não ama nem vive os Sacramentos, esta a igreja que vive de mil pastorais inócuas, que vive afundada em reuniões intermináveis, é a igreja que, ou vive dizendo “sim senhor” ao padre, ou onde o padre diz “ta bom, façam como quiserem”. Esta é a igreja que marca reuniões para o mesmo horário das Missas, que marca aulas de catequese – quando elas ainda existem – exatamente no mesmo horário das celebrações. Esta igreja está morta e não sabe! Enfim, esta é a igreja que será vomitada da boca de Jesus, para que ressurja a Nova e Santa Igreja, a Jerusalém Celeste.
     Está escrito: “O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas!” (Jo 10,11). Também está dito: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado!” (Jo 13, 34). De fato, o amor é a medida de todas as coisas, o peso pelo qual seremos pesados, medidos e avaliados. Sem amor, nada se faz. Uma Igreja que não ama seus padres é uma igreja morta. Um pastor que não conhece suas ovelhas é um pastor sem rumo, é quase um lobo. É antes um pastor que vai pelo caminho errado e com ele lava todo o rebanho. Um rebanho que não ama ou até odeia o seu pastor, logo estará nos braços do lobo, não só dele, mas de toda uma alcatéia. 
     Eia pois, sacerdotes do Deus Altíssimo, a Igreja vos conclama à santidade. Sem santidade é morte. Da fortaleza de vosso espírito, dependerá a fortaleza de vosso rebanho. Da vossa saúde espiritual, dependerá a saúde espiritual das ovelhas que vos foram confiadas. Da vossa vida interior, depende a vida da Igreja. Se vós estais mortos, a Igreja morrerá convosco. Porque, sem dúvida, de um pastor fisicamente doente, o bom rebanho cuida e ambos caminham junto; mas um pastor espiritualmente doente contamina todo o rebanho e dispersa as ovelhas. Uma coisa, porém: a vossa saúde, tanto física quanto espiritual passa impreterivelmente pelo confessionário: vós primeiro, o rebanho depois!
      Enfim, Jesus pediu a Pedro, e por três vezes: “Apascenta os meus cordeiros!” (Jo 21, 15,16 e 17). Por que pediu três vezes? Porque esta é a verdadeira e única missão de um sacerdote: cuidar bem do rebanho, para que não se perca nenhuma ovelha, e para que todos cheguem juntos ao redil celeste. Porque “O meu Reino não é deste mundo”, disse também Jesus. Vamos, pois, todos juntos – sace
rdotes e fiéis – para o Reino de Jesus. É fácil, muito fácil!
Basta agir com amor, com diálogo, com a oração, com o coração!
Tudo para ganhar o céu.
Arnaldo
 


 
 
 

Artigo Visto: 1955 - Impresso: 57 - Enviado: 8

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