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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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08/08/2006
Quanta dor
 
A Igreja - 15 Quanta dor
A Igreja - 15 Quanta dor

2060808 QUANTA DOR
 
     Todos os leitores já sabem que escrevo por via de uma força que me anima, me leva adiante, e nos textos costumo ser direto, e tantas vezes eu pareço um pouco duro. Sei que o mundo gosta de floreios, de pano quente, mas acho este comportamento abominável, porque tantas vezes, quem bota pano quente por diante, por trás tem ânsias de morder, e isso é falsidade. E se for para esconder a verdade, nem tiro a caneta do penal.
 
     Há, porém, um assunto sobre o qual tantas vezes já escrevi e que precisa de um pouco deste pano quente, quem sabe de mais ternura no falar: trata-se da nossa Igreja. Falo o nome completo Igreja Católica Apostólica Romana. Afinal, ela é a bem amada de Jesus, que a fundou para conduzir o seu rebanho até a morada do Pai Eterno. De fato, ela em si não é pecadora, porém pecadores são muitos que a fazem. Na verdade, se a gente fosse dizer o que realmente acontece, sobre o estado atual dela, teria de atingir diretamente a certos indivíduos que a compõe, ou que a dizem compor. Teríamos que apontar nomes!
 
     Na realidade, existe hoje uma imensa quantidade de lobos dentro da Igreja. Eu diria que estes lobos se dividem em pelo menos dois tipos: os que têm dentes e mordem para destruí-la, e aqueles que se fazem lobos porque seguem as doutrinas de erro dos que mordem: o modernismo satânico, o relativismo devasso, a verdadeira imoralidade no trato das coisas santas, os que são relapsos na aplicação e na vivência dos sacramentos, e em especial os desobedientes ao Santo Padre, este, talvez, o maior câncer que a corrói.
 
     Sou um simples ligo, nunca completei uma faculdade, nem jamais freqüentei um só curso bíblico, graças a Deus. Muitos que o fizeram são hoje hereges! De fato, isso me permitiu ficar sempre entre os iletrados, não doutores, não teólogos, permanecendo como simples ovelha, e é como ovelha que escrevo mais uma vez. Para abrir meu coração sem teologias nem títulos grandes e com este coração pequeno gritar, junto com tantos outros pequenos, aquilo que poderia se intitular um canto de réquiem, para uma Igreja  quase moribunda, pois que a matam, a sufocam, e a querem fazer desaparecer.
 
     Nós sabemos, perfeitamente – pela Palavra de Jesus – que a Igreja jamais acabará. Que o inferno jamais a conseguirá derrotar, entretanto isso não quer dizer que ela verá a vitória pelo caminho das maravilhas, porque o demônio jamais lhe dará folga. Não só ele, mas todos os homens que o servem, e certamente temos destes dentro da própria Igreja. Aliás, o mal de muitos, é achar tolamente que Deus jamais irá permitir que um mau elemento atinja altos cargos na hierarquia, para dali promover o erro, a dissensão, a mentira, a discórdia e a desobediência, já quase generalizada.
 
     Jesus fundou UMA só Igreja, sob a rocha de Pedro. Homens maus vieram depois, pelos séculos, e fundaram milhares de outras, fazendo-se outros cristos, outros mestres falsos, usando, enfim, da mesma palavra das Escrituras. E todos se dizem a verdade. E milhões acreditam nestas “verdades”, mal sabendo que com isso não seguem a Jesus, mas a homens, a pessoas de carne: seus pastores e fundadores. Não se dão conta disso, porque o demônio os cega. Caminham fora da unidade e, portanto não são árvores de fruto, porque estão separadas do tronco. Não recebem a seiva da vida, seus frutos não amadurecem, são verdes demais para serem comidos, ou são podres.
 
     Mas não quero falar deles, nem destes. Quero dizer que o câncer maior, hoje, não é a divisão, a fragmentação dos seguidores das Escrituras em outras denominações, mas sim a divisão dentro da nossa Igreja. Aliás, é justamente pelo fato de sua crise interior – fruto da pertinaz desobediência de seus pares – que hoje chegamos a este estado de coisas. De fato, se houvesse real unidade de sentimento, de pensamento, de doutrina, de obed
iência e de amor dentro da Igreja Católica, lá fora as outras se extinguiriam, quem sabe nunca se haveriam de formar.
 
     O primeiro grande mal que aconteceu na Igreja, foi o abandono da humildade inicial, pela busca do suntuoso e do físico. Jesus fundou sua Igreja e fez assim: 7 Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. 8 Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; 9 como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.... 12 Eles partiram e pregaram a penitência. 13 Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam (Mc 6).
 
     E por algum tempo a Igreja floresceu assim, na humildade, mas na força de seus padres, que se serviam da fortaleza de Deus não se prendendo a artifícios humanos. E a Igreja, enquanto pobre e cumpridora daquele pedido inicial de Jesus cresceu sobre o sangue dos mártires do império romano, e fez fincar profundamente as raízes para os tempos maus que viriam depois, em especial os tempos de hoje. Não eu não quero dizer que a Igreja Católica seja rica financeiramente, quero apenas mostrar que prevaleceu o aspecto físico sobre o espiritual, este o desastre do nosso tempo.
 
     Num exemplo simples neste contraponto, se pode dar na Catedral de Colônia, na Alemanha, que levou 600 anos para ser construída. De que adiantou isso tudo, se hoje, na Missa de Domingo, se encontram lá 20 pessoas velhas? E assim, em todo mundo se verá templos físicos enormes, mas cada vez mais vazios, cada vez mais abandonados, e tal é que hoje se vendem igrejas por absoluta falta de fiéis. Isso é fruto do descaso, da desobediência aos pedidos de Jesus, que foram substituídos por leis humanas, por artifícios inventados pelo homem, por doutrinas de perdição vindas apenas do homem.
 
     Claro que qualquer análise que se faça neste sentido, demandará capítulos, livros e até enciclopédias, mas a verdade é que o modernismo veio para substituir ao nosso Deus no centro da vida cristã. Ele e seus filhos degenerados o racionalismo – que mata a fé – e o relativismo – que minimiza e banaliza a Deus. De fato, ao buscar satisfazer a insaciável fome humana por novidades, o próprio clero acaba por aceitar e sobrepor os desejos humanos, aos anseios de Deus. No desejo de agradar ao mundo, desagrada a Deus de uma forma profunda. Quer agradar os homens, no que faz a festa de satanás!
 
     O modernismo exige mutações constantes, e adaptações continuadas. As pessoas não mais conseguem ficar uma singela hora diante de um sacrário, em humilde adoração, porque acham isso caretice de tempos idos e coisa de padres antigos. Não conseguem então suportar uma Missa em devoção, em piedade, respeito, recolhimento interior, sem que seja dando pulos, dançando, se abraçando, batendo palmas e se apertando as mãos em confraternizações. Com isso a imagem do Crucificado foi substituída por um simples altar, e a Vítima Santa passou a ser menos importante que o Pão que alimenta. Aliás, a partilha já se faz em nome de simples ceia comum, pois poucos já acreditam na Presença Real e viva de Jesus na Eucaristia. Isso já não faz parte da moderna teologia, dizem!
 
     Na perfeita profecia de Lérida, de 1881, que já coloquei no site, e mandada divulgar pelo grande Papa Leão XII, foi dito por Jesus: Os pastores, cada vez em maior número, extraviarão meu rebanho. Seduzidos por
fantasiosas teorias heréticas
, maquinadas por falsos teólogos, eles atraiçoarão sua missão de guias do meu povo, introduzindo no Templo Santo um culto indigno, de raízes pagãs. Ensinarão uma doutrina adulterada. Será um tempo em que o príncipe das trevas se apossará das mentes ensoberbecidas de dignitários, eclesiásticos e civis.
Olhem bem para a nossa situação atual e verão que chegamos a isto. Aconteceu exatamente cem anos depois, como Jesus previu.
 
     E no meio deste abismo estamos nós. Um pequeno resto ansioso, preocupado, que busca quase em desespero se manter na verdade imutável da Igreja de sempre, sem se deixar contaminar por estas doutrinas fantasiosas e cheias de mentiras. Sim, um abismo que se aprofunda cada vez mais entre aqueles que buscam os sacramentos e os vêem negados. Que buscam um padre para confessar e não encontram mais! Que buscam uma Santa Missa conduzida em solenidade, adoração profunda e grande respeito, mas nela encontram apenas festas e abraços. Que buscam a adoração, e encontram cada vez mais capelas fechadas, pois seus sacrários foram derrubados ou estão vazios, postos de lado.
 
     É neste sentido que se poderia abrir as bandeiras e estufar as baterias, atirando contra os pastores que introduzem tais doutrinas, não somente as nomeando, como até citando o nome em especial de quem comete isso, ou aquilo. Colocando em praça pública toda esta podridão que se avoluma, porque uma vez destruído, destruído e meio. Mas aqui entra a voz de Jesus que nos diz: da Igreja, não se deve arrancar pedaços, antes se deve passar linimento nela, para que cure as feridas. E esta deve ser a nossa obediência, não porque se tenha medo da verdade, mas porque agir diferente será apenas destelhar ainda mais a casa, dando asas às intempéries – maiores – que ainda virão.
 
      Jesus diz no Evangelho, em Lucas 11, 11 Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? 12 Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? Mas que se dirá do padre quando um pecador procura seu confessionário e este lhe dá como penitência, que deixe de o Terço por 15 dias? Ou o outro que vá se acusar em confissão de ter sido satanista e este nem lhe dê absolvição, por achar que isso não é pecado? Não seria um descumprimento terrível às palavras de Jesus? Isso é exatamente dar escorpiões e serpentes aos filhos!
 
     Em nome do modernismo, torrentes cada vez maiores de pessoas acataram a tese de satanás de que o pecado não existe mais, que o inferno – se existe – é aqui! Ou dizem que os homens não precisam de uma Igreja Católica para se salvar! Ou negam que se precise de Purgatório, porque se acham já salvos e remidos! Negam os próprios demônios, no que cospem diretamente na santa face de Jesus, que nos ensinou que eles existem, e que nós os devemos combater tenazmente. Quantas verdades da nossa fé, sendo conspurcadas e cuspidas, escarradas e caluniadas, em nome destas sacrílegas teologias heréticas.
 
     Outro exemplo: nada mais escarrado, cuspido e vilipendiado hoje que a Santa Missa. Ela – a Missa – com a Eucaristia é sem dúvida o centro da vida da Igreja. Sem ela estamos mortos e fadados ao extermínio. A Eucaristia – Deus, vivo em nosso meio – é sem dúvida a maior força do Universo, nosso escudo, nossa fortaleza, nossa vida. “Quem não come desta Carne e não bebe deste Sangue, não terá a vida”, disse Jesus! Mas quantos ainda A buscam com sinceridade, com humildade, especialmente com as almas limpas? Com a alma confessa? E em estado de graça? Haverá um só católico entre 10 mil? Parabéns: teríamos aí 120 mil justos! Mas tiradas fora as crianças i
nocentes, acaso temos tantos?
 
     Que fazem da Santa Missa? Uma festa! Uma confraternização festiva! Uma partilha física, que começa por abraços e beijinhos sociais! Muitos ainda fingidos, porque feitos por coação em meio ao constrangimento! Cantos profanos invadem todos os momentos e letras insanas cantam o réquiem do rito que deve ser solene. Em uma centena de sacerdotes, há de se achar pelo menos 20 diferentes interpretações sobre qual o momento em que acontece o milagre da Transubstanciação. Ninguém se entende mais, cada um tem seu modo diferente de pensar e ver, cada um cria sua própria doutrina, sua teologia particular! E cada capela, cada paróquia, passa a ser estranha à outra, como se tratasse de milhares de Igrejas Católicas. Que se tornam até inimigas! E tudo começa pela Missa!
 
     O fiel católico que não consegue ficar, uma só hora por semana recolhido em profunda adoração na Santa Missa, sem estar dançando e rebolando, faria melhor se riscasse o seu nome da Igreja e seguisse uma seita. Lá se sentiria melhor! Lá ofenderia menos a Deus! E se não compreende o real sentido de Sacrifício da Missa, nem pelo menos arranhe no entendimento deste extraordinário mistério, é porque nunca buscou realmente entender. Afinal, os documentos da Igreja, os depoimentos dos santos, e os milagres eucarísticos por toda a terra atestam com precisão aquilo que nossos olhos não vêem.
 
- Missa é memorial da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo!
     Mas muitos a têm feito um local de encontros sociais, outros um motivo de desobriga semanal, outros uma chata celebração de mesmice. Por isso exigem novidades, querem a mudança do rito, exigem que padre dance, querem violas pandeiros e atabaques... Como disse Jesus em Lérida: um culto indigno de raízes pagãs! E Jesus alerta: vigiai e orai para não cairdes em tentação!  E os homens caíram e, além disso, tentam a Deus!
 
- Missa é Sacrifício de Cruz, que vai desde o a ceia até o topo do Calvário!
     A Missa deve ser solene, profunda, compenetrada, totalmente imbuída de um sentido de arrependimento, de culpa, porque foram nossos pecados a causa das dores e da morte de Jesus. Mas querem festa, querem partilha do pão como se fora físico, e saem arrastando os pés, e rindo, como estivessem numa fila de quermesse. E Jesus reclama: meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste! Os homens também O abandonaram, para que Jesus pisasse sozinho o lagar... E Seu Sangue escorresse!
  
- Missa é, por isso, essencialmente triste, porque nela se lembra a Paixão e a Morte!
     Mas botam ali pandeiros e batuques, tambores e atabaques, guitarras frenéticas e som metálico... Para atrair os jovens, dizem! Sim, e expulsar ao Espírito Santo! E neste meio, quem quer se compenetrar, se compungir e adorar sofre horrores, não consegue viver a Missa. E Jesus grita: Minha Alma está triste até a morte!  Tristeza de ver a festa diante da Cruz, num culto pagão, para um deus pagão, um culto de morte.
 
- Na Missa o próprio Jesus é o sacerdote celebrante por excelência!
     Mas o sacerdote não tem consciência disso. Não aprendeu isso em sua teologia, e em sua maior parte nem acredita no mistério. Não sabe que Jesus toma seu corpo inteiro e que toda a corte celeste está de joelhos ali, naquele momento de assombro. E Jesus suplica: tenho sede! Sede de almas que se perdem! De salvar quem inventa estas falsas teologias e tais doutrinas mentirosas.
 
- Na Missa é Cristo que se oferece ao Pai como Vítima expiadora!
     Mas insistem em oferecer o povo a Deus, como “comunidade celebrante”. Insistem em maximizar a oferenda do pão e do vinho a serem transformados, em detrimento do Divino Cordeiro, a Vítima. Então eles valorizam o as
pecto do altar do Sacrifício e não a Cruz que imola a Vítima santa. E Jesus reza: Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem! Sim, Deus perdoa, mas aí dos inconfessos. Aí dos que promovem estas heresias!
 
- Na Missa acontece um novo Calvário, uma outra Cruz, e sempre uma morte incruenta!
     Mas valoriza-se exatamente o contrário: valoriza-se a celebração da vida! Por isso querem da Santa Missa uma festa, um encontro fraternal entre “irmãos”, e assim dançam diante do Crucificado e ali fazem festa, e gritam cantos quase pagãos, no que só fazem é crucifica-LO novamente. Sim, novamente a turba insana grita: Crucifica-O! Crucifica-O! Ontem como hoje, o alvo do ódio é o mesmo! Jesus o Nazareno!
 
- Na Missa Cristo se oferece em alimento eterno para nossa alma!
     Mas valoriza o aspecto da partilha física. E levam a questão para o mundo que padece de fome do corpo, quando este é alimento da alma. Quando a verdade é que, quem está plenamente satisfeito na alma, jamais terá outra fome, outra sede. Deus nunca Se deixa vencer em generosidade. Com isso dão novamente a Jesus, vinagre e fel! E cospem Naquele que falou assim: Eu Sou o Pão da Vida! Eu Sou o Pão vivo que desceu dos Céus! Pão que pode se tornar também causa de juízo e condenação! Aí dos sacrílegos!
 
- Na Missa a Vítima é Deus, portanto Lhe devemos adoração profunda!
     Mas querem nos tirar até isso. E dizem de modo blasfemo que “Deus quer ser comido e não adorado”. Quem diz isso fala pela boca de satã e seu deus é o ventre. Para este o sacrário é como um freezer, comparação maligna que não fosse apenas repugnante é ainda blasfema e sacrílega. E Jesus avisa: antes de o galo cantar me trairás três vezes. E traem sim, vezes sem conta traem, a cada nova Missa que se celebra sem respeito e amor.
 
     Sim, traem vezes sem conta! Traem quando proíbem as pessoas de se ajoelhar diante do Santíssimo depois de O receber ou na Consagração! Traem se deixam os sacrários vazios, porque “isso não é mais moderno”! Traem quando expulsam os sacrários para as laterais, nos cantos escuros, quanto menos visíveis melhor! E levam o divino Prisioneiro como para uma masmorra, para a prisão! Pois a prisão é típica dos antros escondidos! Tudo isso é hoje o moderno, o teológico. Pai, em Tuas mãos, entrego o Meu Espírito! Este é o grito que se renova hoje, em vista destas nefastas teologias. Que afastam Jesus do povo!
 
     Quanto a isso – falo de modernas teologias – esta é a fábrica do veneno mais mortífero e fulminante. Minha cabeça de mísero leigo, não consegue entender como é que a Igreja, feita por homens tão inteligentes, não percebe este erro. Quero dizer, quando se compara o estudo dos pobres apóstolos de Jesus, simples pescadores, sem cursos de teologia nem de Escrituras, como é que alguns mal sabendo ler levaram adiante a obra da Igreja, quando hoje se precisa de tantos anos de formação. E realmente, aos profetas atuais, como Padre Otávio Michelini, Jesus tem reclamado disso e pergunta: para quê?
 
     Dizem algumas vozes do absurdo que a Igreja precisa de doutores e não de santos. Ó sim, no tempo de Jesus a lei também estava nas mãos dos “doutores”, mas olhem o desastre em que estavam metidos. Vejam, durante todos estes séculos depois de Jesus e dos apóstolos, certamente que a Igreja teve que combater inumeráveis heresias. Elas negavam quase tudo o que pode ser considerado divino e sagrado. Negavam tanto a divindade de Cristo, como sua humanidade. Negavam a virgindade perpétua de Maria, com a sua maternidade divina. Ora, que se p
onha um menino no seminário, eis um teste: se no final do primeiro ano ele não conseguir rezar o Rosário todos os dias, não serve para padre! Mande embora! Pode no máximo virar doutor! Teólogo! Nunca um padre santo!
 
     Eu nunca fiz um curso de teologia, mas eu pergunto: que se pode estudar tanto tempo numa escola destas? Que de tão extenso pode haver nestes estudos para que venham a ser prolongados por tantos anos? Em verdade, penso que em grande parte estudam justamente as heresias e os hereges, quando estes deveriam ser sepultados no maior abismo do esquecimento. E jogado cal virgem em cima, ou queimar em fornalha ardente. Mas que fazem então eles? Ressuscitam a podridão! No que fazem correr o risco de criar novos hereges: será que Jesus é mesmo Deus? Maria é mesmo Virgem e Mãe de Deus?
 
     Falando neles, que se deveria estudar demais na Bíblia, se a Lei e os Profetas se resumem no “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”? Mas vão nas brumas do tempo, buscar os escaninhos, os escondidos, as coisas em que podem por em dúvida a autenticidade dos Evangelhos, a correção das profecias, e exatidão de tudo o que nela está contido. Pregam o arcabouço, a forma, esquecendo-se do conteúdo, não somente de estudá-lo, mas acima de tudo vive-lo! Sim, porque para ter direito de pregar o Evangelho, é preciso antes que se O viva com a vida. Quem prega o que não vive é um farsante. Quem prega sem amor é mercenário! Não é Bom Pastor, mas lobo! Ai deles!
 
     E a Igreja está cheia de lobos ferozes! Rompantes, ufanos, cheios de teologias e títulos de doutorado! Difíceis de serem alcançados! São torres elevadas! Ó sim! Mal sabem eles que no céu não entram teólogos nem doutores! Ou Jesus mentiria quando disso: se não fordes como estas criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus. Antes de chegar lá, então, é preciso se despir dos títulos de nobreza intelectual, e se fazer criança. É com elas que devemos aprender a viver para Deus. Abandonados totalmente em seus fortes braços! Tendo a certeza de que tudo vem Dele e para Ele caminha! Para que os títulos então?
 
     Quanta dor sentimos ao ver tudo isso desvirtuado e distorcido. Ver a Missa em muitos lugares transformada num caos, numa baderna, num culto pagão que antes de salvar condena. Ver os Sacramentos serem negados ou mal administrados, por mercenários da fé, que usam a Igreja como trampolim ufano de suas teologias. Como o fariseu que abre seus largos braços e clama: não sou como aquele publicano lá atrás! Que não sabe nada! Nós é que somos teólogos e entendemos de Deus! Será que Jesus entende tal teologia?
 
     Não, eu não entendo uma Igreja de títulos de mestre, mas uma Igreja de crianças inocentes. Eu não consigo penetrar na linguagem rompante e ufana dos doutores, que me acabrunha! Só me entra na cabeça o Evangelho do Amor! Do olhai os lírios do campo que não tecem, mas Deus os veste! Ou das aves do Céu que não ceifam, entretanto Deus as alimenta! E depois de penetrar nisso, não nos deve atrair mais buscar as coisas do mundo, porque Jesus mesmo diz que são os pagãos que se preocupam com isso.
 
     O Evangelho é simples, porque Deus é simples! Então a Igreja deve também ser simples, para seguir os passos do Divino Mestre! Que nasceu numa manjedoura e viveu vida singela. É assim, acaso, que vivem nossos luminares? É assim que se prega na Santa Igreja? Mas, acreditem, a Igreja voltará a ter os pés no chão e andará descalça! Para que todos entendam a sua doutrina e a possam viver! Tão certa como a aurora é a Vinda do Senhor, e Ele vem para fazer novas todas as coisas.  Na simplicidade, na singeleza, na candura, no amor em plenitude e na abundancia da graça. Sem teologias nem doutores!
 
     É, pois um convite
que faço aos doutores e teológicos, como simples leigo iletrado: Voltem às origens enquanto é tempo! Calcem uma só sandália! Vistam uma só túnica! Apenas o cajado da fé nas mãos! Sigam dois a dois, para levar ao mundo a Palavra da simplicidade, o Evangelho do Amor. Voltem a falar da Cruz que salva! Voltem a pregar que é preciso que cada um tome a sua cruz de cada dia, se quiser seguir Jesus. Falem que o sofrimento não vem de Deus, mas Ele o aceita como forma de remissão. Combatam também as modas indecentes! E acima de tudo, amem e vivam a Sagrada Eucaristia! Em suma: voltem a salvar almas, esta a única razão de existirem padres!
 
     No mais: é nos confessionários que os padres se tornam santos. Falo do confessionário nos moldes da Carta Misericórdia Dei não de um pequeno antro de sedução. Lembrando sempre que a obediência é a chave do crescimento espiritual! Mas obediência atenta a quem também obedece; jamais servidão cega aos também desobedientes ao Santo Padre. Ele a cabeça! O Catecismo está aí, em pleno vigor, e deve ser pregado exatamente assim como foi posto por João Paulo II. Quem não o aplica, nem o segue – antes o combate – terá contas duras a acertar com o Juiz que vem, e seu julgamento será justo.
 
     Quanto aos leigos fiéis, o recado que temos recebido de Jesus e Maria é apenas este: rezar, rezar, rezar! Manter a fé! Não ter medo! Nada poderá abalar um coração plantado firme no Coração de Jesus! A verdadeira Igreja, simples, humilde, santa, esta vencerá, e isso pelas mãos das famílias santas, não dos grandes doutores. Vencerá nas famílias que rezam o Santo Rosário diariamente, esta a corrente que prenderá o dragão infernal, mestre e sedutor dos destruidores. Vencerá pelos que amam Maria, ela a comandante!
 
     Atenção: Jesus foi esmagado e triturado para nos dar o Pão da Vida. Desta forma a Igreja Católica também está sendo pisada e mais o será, no lagar destes tempos maus. Assim, nós também partícipes desta mesma Igreja, seremos esmagados, triturados... Até que sobre um pequeno resto! Uma semente! E sobre uma pequena, humilde e fiel Igreja, Una e somente Santa. Serão santos seguindo o Pastor Santo! Para uma eternidade santa!
Arnaldo
 
 


 
 
 

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