Sejam Bem Vindos! Que Deus vos abençoe!

Página dedicada aos que amam as almas do Purgatório.
FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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23/03/2006
Pedro vence (2)
 
A Igreja - 12 Pedro vence (2)
A Igreja - 12 Pedro vence (2)

2060321 PEDRO VENCE (2)
 
     Como prometi no artigo anterior, volto agora ao tema de Pedro. Em 20/10/2005 já escrevi um artigo com este título, onde mostrei a crise interior da Igreja, e o assalto que ela vem sofrendo de todas as frentes. Naquela época, se passavam já os sete meses após a saída de João Paulo II de cena, e a gente percebia claramente o vigor com que o atual Papa Bento XVI, vinha enfrentando todas as adversidades... e aos inimigos da Igreja. E vencendo uma a uma! E vencendo-os, um a um!
     Eu acredito piamente, que nenhuma das pessoas que, antes da morte de João Paulo II estudava os tempos finais, fazia a mínima idéia – quero dizer: não acreditava jamais – que no meio daquela crise pudesse ainda surgir um timoneiro para o barco da Igreja, capaz de leva-la por meio desta tempestade, e no meio de tantos inimigos poderosos. Na realidade, a maioria de nós esperava já a vinda de um antipapa, pois assim nos pareciam dizer as profecias atuais. Disse “pereciam”, porque o que vimos foi bem diferente.
     Na realidade, houve depois, quem quisesse desestabilizar o mandato de Bento XVI, alegando que ele fizera campanha sórdida para se eleger papa, e que não fora o Espírito Santo quem conduzira o Sacro Colégio Cardinalício, que inspirado por Deus, o elegera. Mas esta falsa denuncia caiu no vazio, como mais uma tentativa do inferno de derrubar a Igreja. O fato é que não foi uma eleição política o que aconteceu naquela ocasião, mas sim, uma estupenda obra de Deus, desencadeada pela literal conversão de alguns cardeais fortes, não só como eleitores, mas “papáveis” com votos de muitos amigos.
     Tudo isso, pela força do Espírito Santo, pendeu para o lado de Bento XVI, e temos ai o Grande Sacerdote – como o chama Jesus – a derrubar um a um, todos os inimigos que tentam alguma coisa contra ele, e contra nossa Igreja. De fato, vemos ainda hoje, certas iniciativas de rebeldia, mas nada como nos tempos finais de João Paulo II, quando solertemente altas patentes se manifestavam pela renuncia do papa, pregando uma Nova Igreja. Penso que, como já disse antes, mais do que a nós, o foram pegos de surpresa os inimigos de Deus, que não esperavam jamais uma reviravolta tão estupenda.
     Como a gente subestima a ação do Divino Espírito Santo! Sua ação na Igreja é de tal forma arrasadora, que ninguém a consegue avaliar. A Igreja pode descer aos inauditos abismos – e isso acontecerá ainda adiante – mas sempre a Mão do Altíssimo virá em seu socorro, pois “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Isso eu vi, quando fui pesquisar sobre o Papa Bento X – na realidade um dos antipapas considerados pela Igreja aquele que estava há 947 anos no Purgatório.
     Já antes deste papa, nos idos do ano de 900 até 1000, o que aconteceu com o papado foi um desastre em cima de outro. Por décadas, a Igreja foi comandada por partidos políticos e por uma certa senadora romana, que inclusive elegeu três papas de sua influência. Um destes, ela mesma inclusive o enforcou com as próprias mãos. Depois ela elegeu seu filho como papa, até que foram ambos assassinados. E mesmo assim, a Igreja sobreviveu, os hereges foram todos expulsos, seus atos administrativos expurgados, e a doutrina da verdade se manteve, como se mantém até hoje. Mesmo assim, naqueles tempos horríveis foi criado o Dia de Finados, que até hoje perdura.
     Na realidade, é tremenda a riqueza doutrinal do passado de nossa Igreja Católica. Ela já foi sacudida por ventos de incontáveis heresias, e ainda hoje – se vê claramente – como verdadeiros pica paus dezenas de artífices do mal tentam fazer furos no seu casco, todos tentando impor suas idéias, sem modo pessoal de como ser Igreja, de modo que ainda hoje as batalhas continuam renhidas. Temos, porém, um timoneiro seguro, com certeza o melhor para estes tempos finais. Todos precisamos reconhecer em Bento XVI um papa f
iel e verdadeiro, porque somente vozes do inferno dirão o contrário. Alerto bem para isto!
    Um dos ventos mais perniciosos que hoje ataca nossa Igreja, é vindo daqueles que pregam uma Igreja social, voltada para o mundo, para a satisfação terrena, com casa, terra, comida e trabalho e benefícios sociais para todos. O nosso Catecismo condena claramente a este procedimento, como herético, e o Santo magistério da Igreja também já o condenou e enquadrou. Em nosso país ainda, infelizmente este câncer se espalha, e carcome as estruturas da Igreja como uma peste. Pensei que esta idéia era recente, mas percebi que já vem de longe. Quando eu pesquisava sobre os papas, soube que, na realidade esta idéia não é apenas da moderna teologia da libertação, mas é coisa que já vem de séculos atrás.
    Sintomaticamente, Bento XVI, quando defendia sua tese de doutorado – tendo a primeira delas rejeitada pela banca examinadora – escreveu a segunda sobre os textos de São Boaventura, onde refutava uma certa corrente apocalíptica, de origem franciscana, eu acreditava que num tempo surgiria uma nova era, em que os pobres seriam libertados e os ricos destruídos. Naturalmente que isso, sem dúvida, serviu de base para ele, mais tarde, como Prefeito da Sagrada Doutrina, derrubar as velas da malsinada “teologia da libertação” e quebrar seu mastro, derrubar sua bandeira, deixando-a a deriva.
     Entretanto, o mastro foi quebrado, mas malignamente parece que hoje, certos arautos da maldição, querem reconstituir aquele barco traidor e apóstata. E desfraldam agora novas velas! Como não conseguiram furar o barco da Igreja, para nela adentrar e afundar, eles querem agora construir para si agora, uma nova “igreja”, libertadora, baseada numa pretensa “Teologia Latino-americana”, para qual evocam independência em relação à Santa Sé. Busca-se uma “teologia nacional”, “inculturada”, “desatrelada” da Igreja Romana. Isso é dito na Carta de um Padre, que recentemente coloquei no site.
     Nós já mostramos este desafio, tão logo houve a eleição de Bento XVI, onde um certo metido a “teólogo”, desafiava abertamente ao Papa, alegando que teriam forças de obrigar toda a Igreja Católica a seguir os passos deste monstro enchedor de barrigas e povoador do purgatório e do inferno. Como – já prevíramos isso – foi apenas um rompante dele, e como percebem a atitude firme do papa na defesa da Tradição, da Igreja Profética e fiel à unidade, sugerem então a rebeldia aberta contra o Vaticano, no que se constitui num cisma evidente. O Papa continua firme no leme da Igreja, e não tem deixado nenhuma brecha para os adversários penetrarem. Pedro vence, e Pedro vencerá sempre!
     Mas, isso já estava previsto naquela mensagem ao Cláudio, datada de 17/11/2000, onde a Mãe dizia... Pedro Luta! Pedro vence! Naquela época, todos nos firmávamos de modo exclusivo em João Paulo II, imaginando que os “mares tempestuosos” que a Igreja atravessaria nos sete meses seguintes ao seu afastamento, indicavam sua fuga de Roma, quando o barco da Igreja atravessaria a última tempestade. Entretanto, mais uma vez a gente se enganou porque nos escaninhos de Deus, há variantes que nunca entenderemos.
     Ontem, na Anistia da Dor, lemos a mensagem de 17/07/98 que está no Livro 2. Nela é fácil de compreender a ligação que existe entre João Paulo II, seu Catecismo e a Doutrina da Verdadeira Igreja. Por ali se percebe que cada Papa, que seguir o catecismo dele, será considerado por Deus como um novo, e o mesmo Papa, porque em termos de Doutrina não é importante o homem, mas sim a doutrina que ele prega. Neste caso, a Doutrina que veio de João Paulo II, pelo Catecismo. E a Mãe ali diz: sigam-no sempre! E mesmo que nada mais emanará dele, sigam os ensinamentos pregados e vividos por ele. Defendam, com ele, a verdadeira doutrina, pela qual dará a vida.... De fato, o farão calar...
     Assim, se nós tivéssemos verdadeiro discernimento, já naquela época en
tenderíamos duas coisas: 1 > Ele poderia vir a ser calado, mas sua Doutrina continuaria com outro. 2 > Este outro poderia ser considerado o mesmo Papa, exatamente devido a continuidade da doutrina anterior, e cumpriria o que faltou. Compete então a nós defendermos esta doutrina, porque se avizinham os tempos da batalha final que será a mais terrível, mas será a última, porque após seu fim, restará sim uma Igreja simples – como eles querem – mas jamais voltada para o mundo e a barriga, e sempre, e somente, e com toda a força de seu Amor, voltada para as coisas da alma, e exclusivamente para a busca do Céu.
    Infelizmente, os germens da revolta estão latentes e ativos. O cisma é silencioso. Os bacilos estão vivos, e podem começar sua revolta mortal a qualquer momento. Em todos os lados, se observam ainda na Igreja – os falsos anúncios da herética igreja – aquela voltada para o mundo, e longe, e distante, e completamente divorciada de Deus e da Eternidade. Nós, porém, devemos olhar sempre para o Santo Padre e o Catecismo de João Paulo II. Toda pregação ou Doutrina, contrária deve ser refutada, rechaçada e combatida. Ora, nenhum católico, pode fechar os olhos e os ouvidos para o clamor dos excluídos, os que passam fome de pão, os que têm sede de justiça, os que vivem sem moradia digna, em especial sem trabalho digno, mas só isso é pouco, é quase nada para Deus!
     Isso faz parte da caridade cristã, e ai de quem não a praticar. Mas vai um abismo entre esta pregação do mundo, e aquela que conduz ao Reino Eterno. De nada adianta, eu pregar apenas este reino terreno, em nome de uma pretensa liberação física, se esqueço o Eterno, onde não mais haverá injustiças. Quem pregar apenas para este mundo prega em nome de satã. O pregador cristão, católico, deve voltar-se para o Reino Eterno, porque quem o viver já aqui na íntegra, terá este de quebra, ou Deus mentiria. Quem esquece de viver os Sacramentos, não se pode sequer dizer católico, quanto mais estar na verdade.
    Bem, já falamos demais neste assunto, e meu lamento é que realmente a Igreja deste tipo vencerá. Eles cairão redondamente nos braços de satanás! Por um tempo, até perceberem a imensa enrascada em que se meteram. Ela tenderá a seguir as orientações modernizantes do falso profeta, que a princípio lhes apetecerá. Quando porém perceberem, será tarde, e a grande revolta já estará instalada no seio da Igreja. Até lá, porém, não pensemos mais neles e sim na Verdade, na Doutrina Verdadeira, do Papa Verdadeiro: Bento XV!
     Vejam! Desde aquele último artigo, deste mesmo título, muitas coisas avançaram na Igreja, sob a batuta deste grande sacerdote. Agora mesmo, ele se movimenta no sentido de voltar ao rito antigo da Santa Missa, abandonando em tudo o que for possível a língua pátria, e voltando língua latina. O Papa percebeu que esta Missa como está hoje, já não salva mais como antes. Já não é aquela fonte viva, de onde as almas bebiam a salvação, embora sim, a transubstanciação ainda aconteça.
     Que está propondo o Papa? Segundo ACI dele viria a  exortação também alentaria a dar um espaço maior ao canto gregoriano e à música polifônica clássica; à eliminação gradual do uso de canções de origem secular em música ou letra, assim como de instrumentos "inadequados para o uso litúrgico" como o violão elétrico ou a bateria; embora dificilmente os instrumentos sejam mencionados especificamente no documento. Finalmente, o Papa faria um convite à celebração da Eucaristia com mais decoro e sobriedade litúrgica, excluindo danças e no que for possível, aplausos".
    Há tempos nós colocamos que do Sínodo dos Cardeais, de outubro passado, surgiram 50 proposições e que a Igreja emitiria um documento final sobre este assunto. Isso está ainda em estudo. Ao que parece, a proposta desta reforma da Santa Missa, será apresentada conjuntamente neste documento, o que sem dúvida provocará celeuma e mais polêmica. Mas não tenham dúvida de que esta, também, é a vontade de Deus. A proposta é a de que com exceção da L
iturgia da Palavra, todas as outras orações do Rito da Missa, devem ser rezadas em latim, evitando as pavorosas distorções que hoje acontecem, nos diferentes idiomas, e até em nome de uma falsa inculturação.
     Vejam, a Santa Missa é um Sacrifício, da Nova e da Eterna Aliança de Deus com os homens. A maioria reconhece isso, pelo menos prega e afirma isso da boca para fora. Ora, neste Sacrifício, Quem Se oferece ao Pai, como Vítima, é Jesus, Ele mesmo, de forma incruenta, e em expiação de nossos pecados. Esta oferta de si, é então dirigida ao Pai Eterno. Mas isso somente é possível, se o celebrante estiver voltado de costas para o povo, e junto com todo o povo, pois o sacerdote está ali no lugar de Deus. De Jesus!
     Que acontece hoje? Ele faz isso voltando as costas para Deus, e oferece ao povo, o que desvirtua completamente o sentido do Sacrifício. Isso foi tudo ardilosamente incluído no novo rito da Missa, depois do Concílio, que como todos sabem foi escrito por cinco pastores protestantes, não pelos padres da Igreja. Também se sabe que esta Missa foi introduzida apenas a título experimental, mas depois se generalizou. Infelizmente! Mas se foi proposta a título experimenta, depois que falhou pode ser retirada não?
     Também certas palavras que constavam da antiga celebração foram escamoteadas, mudadas, justamente para fazer perder o sentido de Sacrifício, matando com isso o efeito prodigioso que aquela antiga equação apresentava. Um exemplo é a elevação do Cálice, quando hoje se afirma que o Sangue é derramado por TODOS, quando na Bíblia está bem claro, em Mateus e Marcos, que é por MUITOS. E muitos, não são todos. Isso dá liberdade de alguns, que não quiserem aceitar os méritos da Paixão de Cristo, de se perderem. Porque, se Jesus tivesse derramado Seu Sangue Precioso por TODOS, então ninguém jamais se perderia. Todos seriam OBRIGADOS a se salvar. Mas onde estaria o livre arbítrio? A liberdade de se perder? E onde estaria o mérito desta vida, pois mesmo os maus, os rebeldes, os bandidos, os depravados, os ladrões e os corruptos se salvariam?
     Ora, sabendo da atuação forte e decisiva do então bispo Joseph Ratzinguer no Concílio se fica meio preocupado em saber o que mudou nele? O que mudou foi uma conversão! Acreditem, João Paulo II converteu Ratzinguer. Não somente isso, também o preparou bem para que o sucedesse, com perfeição, e até diria, com obediência filial. Já há tempos que Bento XVI vem criticando o “espírito do Concílio”, espírito este que se tem tornado naquela fumaça maldita, que penetrou na Igreja, conforme palavras do Papa Paulo IV.
    Que é este “espírito”? É a raiz, é o furo, que abre a possibilidade da interpretação individual das palavras do Concílio, porque, por uma desgraça, este Concílio não foi – como todos os outros – dogmático. Ou seja: ele não definiu as coisas como Doutrina, apenas abriu espaço para os ventos modernizantes. Apenas apontou certos caminhos, e dentro desta perspectiva, logo se instalou o caos doutrinário. A possibilidade de cada um interpretar as coisas – e a Santa Missa – a seu modo: o que esfacela, dilui, separa e divide a Igreja. Este é, sem dúvida, um dos fatores principais que hoje leva a quebra da unidade. Cada padre celebra diferente! E desobedecem acintosamente aos documentos papais!
     Naturalmente que é preciso ter muita coragem, para hoje, depois de tantos anos desta malsinada experiência, voltar atrás e dizer: nós erramos! Precisamos corrigir, antes que seja tarde demais! Para isso o Papa teria, de certa forma, de contradizer os atos do Papa Paulo VI, que culminaram com este desastre do Santo Sacrifício. E com toda certeza, milhares de bispos não gostarão nem um pouco de mexer nas estruturas podres que se esfacelam, pois isso demandaria esforço, e poderia levar a rebelião, ao cisma.
     Nós já mostramos aqui a matemática da salvação, onde se pode ver que, se cada três Missas atuais que se celebra diariamente na terra, salvassem uma alma, não haver
ia ninguém no Purgatório. Sinal, para nós, não de que esta Missa não tem valor, mas sim de que os abusos litúrgicos, a quebra do rito, e os sacrilégios que se comete durante ela, consomem e como que sufocam com folga, tudo aquilo de bom, que poderia resultar deste estupendo caminho de salvação.
     Segundo eu pude traduzir também de ACI digital, entre os dias 23 e 24 de março, o Papa estará reunido com os cardeais da Cúria Romana, num consistório, quando se tratará da simplificação da Cúria, unindo os quatro atuais dicastérios em apenas dois. Isso no entender de muitos tem a ver com a futura exclusão de certos cardeais pesados, que se encontram ali encastelados e que são pedra no sapato do Papa e da Igreja. Depois, no dia 7 de abril próximo, já o Papa convocou uma reunião com os presidentes dos tais dicastérios, para tratar de uma reforma canônica que faria a re-inclusão da Missa de Pio V, a Missa antiga, em latim, e a re-incorporação dos dissidentes e seguidores do Cardeal Marcel Lefébvre, que depois do Concílio se insurgiram contra a Missa Nova.
     Que é Dicastério: “é o nome para os departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana. Entre os dicastérios estão: a Secretaria de Estado, as Congregações, os tribunais eclesiásticos, conselhos, ofícios, comissões e comitês. O Papa delega a cada dicastério uma função do governo”. Há, pois, um vento forte de mudança dentro do Vaticano, e sente-se que o Papa Bento XVI não vê a hora de implementar aquele rito antigo, santo e salutar. Mas eu pergunto? Conseguirá ele realmente impor-se?
     A previsão é que o documento oficial e resumo das proposições do Sínodo, deverá ser apresentado pela Igreja no próximo mês de outubro. Eu já tive a oportunidade – pensando nisso – de perguntar a dois sacerdotes o que eles fariam se o Papa resolvesse mudar a Missa atual, para o rito antigo, em latim? E a resposta dos dois, foi a mesma: ele nunca fará isto! Eles acham na realidade que o Papa não teria forças para isso. Será? E se Deus quiser? Mas realmente, a maioria do clero não acredita que isso possa acontecer, e penso até que, será exatamente esta a centelha da rebeldia. Do cisma! Eles desobedecerão! Mais uma vez, como tem sido ultimamente, na sua imensa maioria!
     Vejam, dos últimos grandes documentos da Nossa Igreja, as cartas sobre a Confissão, sobre o Rosário, sobre a Sagrada Eucaristia, jamais vi, em nenhuma diocese – perguntei isso para gente de todo o Brasil – digo, de novo: nem uma só, onde tivessem dado o respeito devido a elas, e as implementado conforme a segura orientação da Igreja e de Pedro. Se, pois, uma coisa tão simples como instalar um confessionário nas Igrejas, já é causa de rebeldia interior e desobediência generalizada, imaginem a mudança radical da Missa, para o latim – que maravilha – e sem esta esbórnia que fazem em tantas Missas?
     Vou colocar de novo, e bem simples o que é uma Missa:  Missa é Sacrifício, é adoração profunda! É reviver a Paixão com Jesus! É alimento para a alma! È silêncio interior para ouvir a Deus! É recolhimento! É calar o mundo para sentir o Eterno! Pensem nisso, uma hora só, por semana: ficar quieto, em vez de gritar, bradar, como se o Espírito Santo fosse surdo. Fazer berrar estas baterias, as guitarras elétricas, o som de batuques e atabaques, pandeiros e os malditos tambores, e depois rebolar, e dançar, e bater palmas, e erguer as mãos, e se abraçar, e se beijar, como se fosse um show de rock... Será isso um Sacrifício? Ou uma abominação? Fariam isso diante de um crucificado real? Fazem! Porque na Missa, misticamente Jesus é sim, crucificado de novo!
     Quando a gente quer meditar, quando a gente quer se interiorizar, quando se quer de fato estar inteiro com Deus, é literalmente impossível
na presença de tambores, e digo claramente até ao som de violões, e de guitarras, especialmente quando ao ultimo tom. Quem nunca fez a experiência da Missa Antiga, e nunca a viveu, realmente não sabe o que é Missa. Não sabe o que é ouvir um harmônio ou órgão bem tocado, com canto gregoriano, com os cantos antigos e indulgenciados, ao invés desta gritaria infernal, e ouvindo esta eterna lamúria de fraternidade, liberdade, de excluídos e marginalizados. E se isso é insuportável para os homens, mais o será ainda para Deus!
     Quem não consegue ficar, nem uma hora por semana, em verdadeiro silêncio de alma, não somente assistindo, mas vivendo a Santa Missa onde se renova a Paixão de Jesus,  não sabe o que é Missa nem sabe o que é ser Igreja. Não sabe o que é devoção, não sabe o que é graça, não sabe o que é bênção, não sabe o que é oração, não sabe o que é presença real de Deus vivo na Eucaristia. E Eucaristia É JESUS VIVO! Como você poderá se sentir digno de balançar seu esqueleto diante do Crucificado, com esta alma cheia de impurezas e de imundícias? Com esta miséria interior que nós somos? E achar que isso é bom?
    Na verdade, este tipo de católico, também se sente “bem” num show qualquer, de um cantor mundano! Ou num teatro, ou assistindo a um filme! Ele não precisaria de Missa para se sentir legal! Para quê Missa, se um show o satisfaz? E se não a entende, nem a vive, melhor não ir. Melhor o teatro, o show! Por isso vivem a exigir mudanças constantes, e modernidades, e cantos novos com letras distorcidas, e músicas e ritmos novos, que acabam sendo repugnantes a Deus, e ao invés de trazerem a bênção, na realidade vedam completamente o retorno da graça. Dizem que é para atrair os jovens, mas de que adianta atrair os jovens se expulsam a Deus da celebração?
     Teria muito ainda a falar sobre a Santa Missa, porque ela é de fato inesgotável. Mas vamos deixar primeiro o Santo Padre expedir o documento formal da Igreja, para ver como será a reação a esta fenomenal e maravilhosa mudança. De qualquer forma, o pontificado deste papa, está sendo marcado por uma incrível quantidade de documentos. A Doutrina dele tem rapidamente ocupado todas as páginas dos jornais, e sente-se que o inimigo está de fato acuado, embora não morto. Logo, ao que parece, teremos sua segunda Encíclica, sobre a dignidade do trabalho, que está sendo aguardada com expectativa.
     Mas acima de tudo, o que devemos fazer é REZAR – e coloco em maiúsculo – por Sua Santidade o Papa Bento XVI, para que ele tenha forças de cumprir a missão que Deus tem reservada para ele. Infelizmente, as profecias parecem indicar que algo de grave ocorrerá ainda dentro de seu mandato. Entretanto, à medida que o tempo passa, vemos que ele vai deixando bem sinalizados os verdadeiros caminhos da Igreja, de modo que, se um dia nele se cumprir Zacarias 13 – fere o Pastor para que as ovelhas se dispersem – nem um só católico poderá alegar defesa, se cair no erro, e aceitar as doutrinas hereges.
     Sabemos que o inimigo de Deus não dorme e prepara o bote. Mas sabemos também que Deus dorme menos ainda, e está sempre atento. Tudo o que inimigo de Deus fizer contra a Igreja, se voltará contra ele mesmo. Toda obra maldita dele, resultará sempre em boa obra de salvação. Isso foi sempre assim, e será até o fim, embora os abismos se desencadeiem. Falta pouco para a chegada do Reino, os sinais são evidentes. Mas este pouco caminho, pode ser exatamente a via de sangue, o Gólgota da Igreja Católica.
     E nesta via de eterna luta e de sofrimento da Igreja, temos ainda, além da mudança da Santa Missa, aqueles fatos que todos esperamos com ansiedade e volto a lembrar: 1 > A promulgação dos dois Dogmas sobre Maria, Medianeira e Co-redentora; 2 > A revelação na íntegra do 3º Segredo de Fátima; 3 > A canonização do Papa João Paulo II. Sobre este último, ontem o responsável se manifestou dizendo que o processo não será forçado, usando os caminhos legais da Igreja para apressar a canonização. Mas lembramos que ele será o “último santo do Novo Re
ino”, ou seja, a última pessoa a ser canonizada.
     Como estas coisas demandam um certo tempo, isso nos leva a esticar um pouco a corda das nossas preocupações, e fica para mais adiante a pergunta: quando começará? Porque a resposta é: não é para hoje! Será? Na realidade, TUDO pode começar a qualquer momento. Se o Papa quiser, ele tem plenos poderes para, num só ato, promulgar todas estas três coisas – inclusive a mudança da Missa – e isso se faz em poucos minutos... Isso acontece num dia... e amanhã poderá começar a 3ª Guerra! Tudo está às portas, e por isso devemos estar de alma preparada para qualquer momento.
     Para nós, simples mortais, importa apenas a oração. Pedro vencerá! E vencerá por causa das orações, porque somente elas hoje, conseguem o pendor de mudar. O que estiver podre na Igreja cairá, e ela depois ressurgirá gloriosa na Jerusalém Celeste! Nós que vivemos nesta feliz expectativa, aguardamos este dia tal como o vigia espera a aurora.
Que Deus abençoe a todos
 
Arnaldo
 
    
 
 
    
    
 


 
 
 

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