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16/06/2006
Deus Eterno
 
Deus - 14 Deus Eterno
Deus - 14 Deus Eterno

2060609 DEUS ETERNO
 
     Não existe um tema que mais me apaixone hoje em dia, que comentar sobre Deus. Para mim, mais que um simples ato de colocar idéias num papel – apertando teclas de um computador – falar sobre o Criador e Sua criação, é na realidade rezar. Que diferença há entre a oração que brota do coração, e o pensamento que brota da alma? Sim, porque meditar silenciosamente gravando sobre uma folha de papel, quem sabe seja até um ato de amor maior, bem mais sublime, que jogar palavras ao vento?
 
     Mas para meditar sobre Quem é Deus, é preciso entrar fundo na alma, para dali extrair as mais sentidas frases de amor, ou não se poderia falar sobre Aquele que é Amor em plenitude. E ainda se poderia alegar que uma pessoa que não seja teólogo, que nunca teve um curso bíblico, certamente não seja a pessoa indicada para esta tarefa, mas para estes eu pergunto: acaso um dia, Deus já se revelou para os doutores? Somente para aqueles que antes de ostentarem títulos escondiam joelhos chagados, e mãos calejadas de contar contas de Rosário! Se me acharem um só, rasgo estas folhas, mudo de atividade.
 
     Quando repasso a vida dos santos, diariamente e sem exceção, percebo que todas as grandes verdades que brotaram de sua pena, foram fruto da humildade de suas vidas. E não é diferente no dia a dia, quando encontramos entre os simples, os pequenos, até mesmo entre os bem velhinhos e as crianças, palavras de grande profundidade, muito mais até que tantas saídas de cabeças pensantes, de grandes cientistas ou assoberbados doutores. Basta então, mergulhar na miséria infinita do nosso nada, para irmos aos poucos encontrando o TUDO que é Deus. O orgulho, não se aproxima de Deus.
 
     E realmente o primeiro grande desastre que encontro quando leio artigos e textos sobre a criação – livros não consigo ler – é ver que os homens minimizam a Deus. Ora, Deus pode sim ser encontrado nas coisas pequeninas, entretanto jamais se poderá falar sobre Ele sem o uso dos superlativos. E ainda que usemos todos os superlativos que nós conhecemos, ainda assim O diminuímos. Porque até mesmo no diminuto Ele é imenso. Até no frágil, Ele é gigantesco. Até no que parece um caos, Ele é perfeição Suprema, Eterna e Absoluta. Nunca me poria a escrever algo sobre Deus, se estivesse municiado apenas de diminutivos. Mas onde achar os superlativos Àquele que É Tudo?
 
     O grande erro do homem dito moderno, em relação ao seu Deus, é considerá-LO igual ao homem. Mirados somente na pessoa física de Jesus, os homens esquecem a divindade suprema que se oculta na Mesma Pessoa Divina. Esquecem que embora indissociáveis, jamais se poderá tratar o Jesus homem, como se fosse um homem igual, porque até em sua humanidade Jesus foi infinito. E é partindo deste erro crasso, que já se produziram milhares de textos diminutivos de Deus, quando Nele habita o Supremo, o Onipotente, o Onisciente, o Eterno, e o Infinito.
 
     Noutro dia, li um artigo sobre a criação, onde até mesmo um autor católico, aceitava a tese idiota, de que o Universo é finito. Falam de certa curvatura, que em termos de uma bola, encerraria toda a matéria que compõe o Universo, com sua multidão incontável de imensos astros. Que a partir desta curvatura, nada mais haveria, e além dela nada seria possível existir. Grande besteira, porque a pergunta continuará sendo feita: o que vem depois desta tal bolha? E depois desta “curvatura”, o que vai além dela? Vem Deus!
 
     Ora, para qualquer direção que eu apontar meu dedo indicador, sempre traçarei uma reta rumo ao infinito, e não haverá curvatura ou força capaz de a entortar. Uma reta, será sempre uma união de infinitos pontos, co
lados sem desvio, até o sempre e o sem fim. Ou seja: o Universo é um gigantesco e eterno começo, que se expande ato contínuo, desde que uma Vontade Suprema o resolveu criar, até hoje e sempre. Ele continua a ser formado por Deus, e a crescer, e a crescer, e assim será para sempre.
 
     Sim, crescer, sim se formar, jamais, porém por força de uma vida própria, nunca pelo poder aleatório do acaso, e sempre pelo efeito de um Desejo, de uma Vontade Suprema, capaz de gerar eternamente, em perfeição eterna e absoluta, em sincronia perfeita, desde a mais insignificante das minúcias, até o mais gigantesco e fenomenal dos bólidos. Deus gera do nada, cria tudo tirando de coisa alguma, apenas pela força do desejo. E por mais que o Universo se expanda, se avolume, se alastre, se agigante jamais será excessivo ou demasiado grande para fugir do controle milimétrico do Grande Criador.
 
     Para Deus Eterno e Criador, tanto uma infinitesimal migalha de pó, quanto o mais aterrador e gigantesco dos astros, provocam o mesmo efeito, e diante dele, ambos são como nada. Ele sempre lidará com ambos usando da mesma força, e Sua mão poderosa tanto pode aniquilar o astro gigante com um apertar de dedos, como pode fazer criar outro monstro, a partir daquela diminuta migalha. Ou até mesmo do nada. Isso se chama Onipotência, e nesta palavra última é desnecessário acrescentar a palavra: infinita! Deus tudo pode! E somente a Quem tudo pode, se poderá chamar de Deus!
 
     De uma das últimas homilias do Papa Bento XVI, podemos tirar algumas frases que são jóias preciosas. Disse ele, entre outras coisas: "Todo o Universo, para quem tem fé, fala de Deus uno e trino". "Dos espaços interestelares às partículas microscópicas, tudo o que existe remete a um Ser que se comunica na multiplicidade e na variedade dos elementos, como em uma imensa sinfonia". "Todos os seres estão ordenados segundo um dinamismo harmônico que podemos chamar analogicamente de ''amor''". "Só numa pessoa humana, livre e racional, este dinamismo se torna espiritual, se transforma em amor responsável". E "nesse amor o ser humano encontra a verdade e a felicidade".
 
     Há tempos já coloquei no site um artigo chamado “Sinfonia da Criação”. Nele anotei que todo o Universo, com tudo que nele contém, com tudo que nele vive e se move, com tudo que nele se mantém inerte, mas jamais parado e sempre ativo, na realidade canta uma sinfonia ao Amor de Deus. O Universo é uma eterna sinfonia do Amor Supremo, e Nele se recicla e se sublima, nele conta, nele vive e se move, não pelo efeito de um dom aleatório e ao acaso, mas somente pelo desejo amoroso do Criador, cujo ciúme eterno contempla desde o primeiro átomo criado, até a mais assombrosa das constelações.
 
     Se eu pudesse me expressar numa frase de efeito, diria que Deus é a “Consciência Eterna do Ser”. Sem esta consciência eterna, sem esta fonte inesgotável do Amor, é de todo impossível que existam as coisas, tanto a matéria, quanto os seres vivos. Porque é o Amor de Deus – esta força inquebrantável – que agrega as partículas infinitesimais de matéria, para formarem cada conjunto, que ocupa seu lugar no espaço infinito, também para mover a vida, e para fazerem esta vida ter seu curso, num fim sempre perfeito.
 
     Ou seja: sem esta força agregadora e constritora que mantém as partículas unidas – mesmo que aleatoriamente a matéria existisse – ela jamais se uniria em vista de um fim, porque tudo que não é amor, é desagregação, é desunião, é explosão, é caos, é destruição e é literal impossibilidade de existência. Isso quer dizer que seria impossível aos próprios grãos de pó se unir para formarem as coisas, sen
do impossível então existir a vida. Isso somente acontece em Deus, pela Onipotência de Sua Vontade criadora.
 
     Na realidade, os homens de ciência, ao confabularem seus projetos, ao montarem as suas teses, ao apresentarem suas proposições, partem de um princípio já criado, de uma condição já existente. Fora de Deus, distante Dele, divorciado de Seus princípios e Leis Universais, é impossível formular qualquer realidade, porque ela não pertence a quem formula, e sim a Quem lhe deu princípio. É cinismo então do homem, propor fábulas que distorçam a Obra Criadora Deus, pois a Obra criada pertence ao Criador.
 
     Consta que num século futuro e distante, certa vez os homens decidiram que não iriam mais precisar de Deus. A ciência havia avançado de tal forma, que os homens tinham já entendido toda a essência última das coisas e até mesmo a vida já não lhes era mais segredo. De fato, o homem havia se desenvolvido de tal forma, que até podia criar a vida. E quem tinha todo este conhecimento, certamente poderia prescindir de Deus.
 
     Eis então que os cientistas convocaram uma reunião e decidiram escolher seu mais eminente cientista, para que ele chamasse à Deus e dissesse a Ele: Não precisamos mais de ti! Já evoluímos o suficiente, podemos agora reger nossos próprios destinos. Nada nos é mais segredo, nem mesmo a vida nos é desconhecida. E o cientista assim fez: convocou o Criador e Lhe passou estas coordenadas. E Deus compareceu! Ouviu atentamente as ponderações do cientista e lhe propôs então um teste, para ver quem dos dois criaria a forma de vida mais perfeita! Sem pestanejar, o desafiador cientista tomou de um punhado de pó, e disse: quando começamos? Ao que Deus lhe ponderou: Um momento, este pó fui Eu quem criou! Começamos quando você criar o seu próprio pó!
 
     E realmente, toda a ciência que hoje nega a existência de Deus, nada mais faz que seguir os passos deste cientista desafiador: ela parte de princípios já estabelecidos pelo Eterno Vivo, age sob leis já regulamentadas pela Perfeição Infinita, e calcula sobre as fórmulas e as matemáticas que regem divinamente todo o Universo Criado. Na realidade, o homem não conseguiu formular nem uma só lei nova, nem um só princípio novo, nada que já não estivesse perfeitamente estabelecido pelo Onipotente, e isso desde o sempre.
 
     Que é o Onipotente? É Aquele que tudo pode! É Aquele para o Qual nada é impossível de fazer, nem de criar, nem de gerar, nem de manter ativo e vivo. Onipotente é, Aquele que cria algo a partir do nada, que extrai a matéria mesmo do inexistente, que une o disperso em Seu Amor de perfeição, que cria a vida tirando-a do inanimado e que dá ao homem a consciência e a evidência do existir. Fora do onipotente, NADA existe, nada se congrega, nada se une, nada se forma, nada se transforma, nada pode viver ou se mover.
 
     E mesmo que exista, e mesmo que se congregue, e mesmo que se junte, e mesmo que se forme, e mesmo que se transforme, e mesmo que viva, sem o Criador Único e Perfeito, nenhum ser consegue se mover sozinho, nem sequer respirar. Tanto o mais insignificante componente de um corpo vivo, quanto a mais perfeito dos atributos deste ser, precisam da Onipresença de Deus, que conscientemente e eternamente vela pela Sua Criação.
 
     Onipotente, é ainda Aquele que não sofre limitação de tempo, nem de espaço. De tempo, porque para Deus tudo existe num eterno hoje, num agora que se perpetua, e que É, e assim foi desde o infinito passado, até o infinito futuro. Deus não sofre o correr dos anos, nem sente o passar dos dias, nem o pulsar dos segundos, tampouco a sucessão dos milênios. Também o espaço não O limita, nem delimita, pois Ele é Incomensurável. Na realidade, Deus, pela consciência Eterna de Ser, permeia a tudo, e está presente em todas as coisas. Óbvio, não pelo Ser da matéria visível, mas sim
pelo Ser do Espírito invisível.
 
      Ou seja: tudo que existe, tanto de material quanto de espiritual, é eternamente dependente de Deus! Tanto a matéria que a compõe a vida, quanto o sopro do espírito que a movimenta. Tanto a vida inconsciente e simples do animal, quanto a vida inteligente, a humana e racional! Nada escapa ao controle e ao domínio Absoluto do Criador, nem persiste longe de Seu Amor. Até mesmo o inferno e os seus demônios, simplesmente desapareceriam num instante, como se nunca tivessem existido, caso Deus somente se esquecesse de que esta tenebrosa realidade existe.
 
     Apenas a liberdade do homem, a gloriosa liberdade dos filhos de Deus, pode por um freio na ação do nosso Criador e Pai. Isso porque Deus a respeita, atributo que nos foi dado, e a neste nem Deus meche. Não por efeito de falta de poder, mas por empenho de Sua Palavra criadora. Deus não afronta a liberdade do homem, permitindo que ele faça, tanto o bem quanto o mal, pelo que não deve desconhecer os limites que esta fantástica perfeição – a liberdade humana – lhe impõe. E tanto a respeita, que permite até que O negue! Que duvide de Sua existência, até que blasfemem contra Sua Obra.
 
     A liberdade do homem – assim como a têm os anjos e tinham os demônios – é, pois, algo de estupendo, de fantástico, pois importa em algo que atinge diretamente ao Deus Criador. Tudo o mais que existe é Dele e está sob domínio eterno de Sua Vontade. Até nosso corpo material, físico, não nos pertence, tampouco os bens que possuímos. Tudo isso pertence a Deus, é, pois santo e nós devemos fazer um bom uso de tudo, para o bem.
 
     É pela liberdade que os homens afrontam a Deus. É pelo mau uso dela, que os grandes ousam prescindir de seu Criador. É pelo mau uso dos dons recebidos, que os cientistas se acham no direito de pregar a inexistência de um Criador, de uma Vontade Eterna, alegando ou pondo em Seu lugar, um pretenso e miserável acaso. Fazem isso, porque se querem igualar ou superar até ao Próprio Deus, a Quem no seu orgulho, não podem suportar como sendo tão arrasadora e infinitamente superior.
 
     Penso que esta é exatamente a característica essencial dos demônios. Também o próprio Lúcifer, jamais aceitou que um Ser pudesse concentrar tanta força, tanto poder, e tão absoluto domínio universal. Esta então é a mesma desgraça em que caem os homens de hoje, porque se fiam na ciência, no poder das armas e bombas, da tecnologia e até no poder dos seus débeis exércitos. Ó, se soubessem que tudo isso não resiste nem a um sopro da boca do Onipotente... Se eles soubessem o quanto são ridículos!
 
     Na realidade, a ciência inteira, se divorciada de Deus, é totalmente ridícula! Como disse, a ciência se fixa nas alturas, põe sua força num poder visível e racional, apenas humano e de aparente força, mal sabendo que seus pés são de barro, quiçá de areia, e que para tudo isso ruir, e mesmo desaparecer como se nunca tivesse se levantado contra o Criador, basta uma faísca da ira divina. E, fica aqui ainda a frase recentemente dita por Nossa Senhora: os cientistas realmente grandes acreditam na existência de Deus. De fato, os que O negam, são simples anões. E vou dar exemplos de grandes.
 
     Galileu acreditava seguramente que o Universo somente poderia existir por força e desejo de um Criador. Isaac Newton disse sobre o Universo criado: “Este sistema tão extraordinário, somente pode prosseguir funcionando, pela força de um Criador”. Até mesmo Einstein, considerado por muitos como um dos homens mais inteligentes que já existiram, dizia mais ou menos assim: “Quanto mais conheço o Universo, mais sinto que ele só se explica por um Criador”. Ora se estes gênios, que entendiam a mecânica do Universo afirmam isso, por qual motivo você acreditará nos nanicos, que expressam suas teses aleatórias, sem fundamento real, apenas pelo desejo de fama?
 

     Agora mesmo, o cientista americano Francis Collins, que é o chefe da equipe que decodificou todo o genoma humano, está para lançar um livro cujo título é: Mais perto de Deus! Este homem era um ateu, e se julgava feliz por poder prescindir de um Deus, até que a realidade e a verdade o colocaram diante do humanamente inexplicável. Hoje ele não somente acredita que é impossível existir o Universo e a vida, sem uma Onisciente Vontade criadora, que projetou tudo isso com infinita precisão de detalhes. Eu falei sim, infinita precisão, porque mesmo já decifrado o genoma, existe ainda um infinito a ser percorrido, a ser descoberto, até que a essência última da vida seja compreendida.
 
     Como acima afirmei, o grande problema é que os homens aviltam a Deus. Mesmo os que acreditam em Sua existência, ainda o tornam um Deus pessoal, a seu modo, portanto um “mequetrefe” qualquer, pobre e miserável quanto ele. E somente aqueles que passam por cima da realidade, somente os que atropelam a verdade, somente os que abafam a voz de suas consciências até o inaudito é que ainda negam este Poder Criador, Onisciente, Onipotente e Absoluto. Na base desta negação, não se poderia encontrar outro artifício, senão a operação do erro, citada por Paulo, base daqueles que amam crer na mentira. 
 
      Como afirma Collins: “quando somos colocados diante de 3,1 bilhões de letras-código que formam a espiral da vida... fico a pensar que aquilo que só agora nós descobrimos Deus já o sabia desde sempre”. Para ele também fica evidente a possibilidade dos milagres, pois fatos inexplicáveis à luz da razão humana. E ainda: para ele é possível sim se entender a vida sob o prisma religioso de um Deus Criador, e os conflitos neste campo são causados apenas pelo orgulho de uns, a teimosia de outros, a cegueira dos demais.
 
     Outra coisa importante que este grande cientista irá colocar em seu livro, sem dúvida é o fato de que a própria “evolução” nada mais é que uma ferramenta do Criador, justo aquilo que sempre tenho dito em meus artigos, embora não seja cientista, nem sequer estudioso deste campo. Falo pela simples razão humana, neste caso nem preciso de fé. É como afirma Collins, ao pregar que a própria evolução humana é perfeição do Criador, justo ele que se julgava feliz com idéia antiga de que não precisava de um Deus, e que se Ele existisse, não estava nem um pouco preocupado com sua pessoa.
 
     Vamos a alguns destaques: Acima, Collins fala em 3,1 bilhões de chaves, para se formar uma única partícula que contém as informações genéticas de um ser humano. E esta partícula, é formada de outras ainda menores, cada uma delas com bilhões de chaves de precisão, sem o que o processo de existir seria impossível. Ora, a mesma matemática de precisão se aplicou ao primeiro grão de pó que surgiu no Universo, pela força e pela vontade sim, de uma Inteligência agudíssima e suprema. Querem mais?
 
     Deste primeiro grão de pó, perdido no infinito, até o segundo, foi ainda um universo inteiro de conhecimento. Mais que isso, para que este primeiro grão, se juntasse ao outro, e estes aos seguintes, e formassem assim toda a matéria que gravita no infinito, ainda vão, sem dúvida, bilhões de outras aleatórias, infinitas demais para serem obras de um simples acaso, ou de um “ninguém fez” ou “surgiu por si só”. Ou seja, foi preciso que Alguém planejasse antes, toda a arquitetura deste processo, e que o executasse com Sabedoria e precisão milimétrica de detalhes, senão tudo seria impossível.
 
     Vamos, por um momento, deixar Deus de fora deste processo, e nos fixemos apenas no homem, e em sua pequenina centelha de inteligência. Vamos raciocinar um pouco! Nos é dito que, apenas nos últimos 20 anos, a humanidade descobriu
mais coisas do que em todos os milênios que nos antecederam. Ora, imaginem então, se – digo se – o homem tivesse caminhado neste progresso acelerado, digamos apenas nos últimos dois mil anos. Ou seja: digamos que ele tivesse evoluído, com a mesma forma acelerada, nos últimos 2 mil anos, como o fez nos últimos vinte. Imaginaram já o que não teria sido descoberto, criado, inventado, compreendido?
 
     Pois eu afirmo: ainda que isso tivesse acontecido, em progressão geométrica, pelos milhares de anos que o homem já existe na face da terra, ainda assim não teríamos descoberto uma forma racional, séria, de nos livrarmos de Deus. De fato, a cada passo que a ciência humana dá em direção ao conhecimento, mais se firma diante dela a evidência de uma Vontade Onisciente, porque mais se abismará diante de si a miséria infinita do nada humano. Eis que não se libertará jamais do sentimento de que não passa de um sopro, e que sem o Sopro da Suprema divindade, ele simplesmente desaparece.
 
     Em verdade, todo conhecimento humano que tenta caminhar em oposição ao Criador não progride, porque se afunda cada vez mais na necessidade de novas explicações, de por novos remendos, pois são teorias, meras idéias, simples elucubrações mentais. E toda corrente de pensamento, que nega a existência do Eterno Vivo, está fadada a cair no ostracismo, no esquecimento, prova de tantas heresias blasfemas já surgidas, sepultadas hoje no abismo, tudo por conta da infinita miséria humana.
 
     Por outro lado, se eu caminhar em direção do Supremo, do Absoluto, do Inatingível, do Inexplicável, da Onipresença real, da Onipotência, nunca terei explicações a dar. E nisso, meus caros, nem precisa entrar a fé, basta raciocinar! Basta uma centelha de Sabedoria – dom do Altíssimo – para se compreender que a miséria humana, que não consegue sequer controlar o fluxo intermitente do próprio sopro de vida, jamais se poderá afastar para longe do Pulsar Eterno, sob pena de sufocar-se, questão de alguns míseros segundos.
 
     Ou seja, se o homem fosse dono do próprio sopro, se independesse de Alguém para respirar, então sim – quem sabe – lhe poderia ser dada a prerrogativa de questionar a Onipotência Criadora. Como o número de seus dias é limitado, como ele depende de outros para vir à vida, e para manter-se vivo, a rebeldia do querer divorciar-se de Deus é nada mais que expressão de pura tolice. Porque até a criancinha inocente sabe que precisa de sua mãe, onde a inteligência para perceber que precisamos de Deus?
 
     Na realidade, os cientistas ateus são moradores de telhado, são habitantes da casca. Digo isso, porque nenhum deles realmente mergulhou na profundidade do mistério de si mesmo, quanto mais da criação da matéria, milhões de vezes adiante, da geração da vida. De fato, estas coisas estão no alicerce da construção do Universo e estão no cerne da árvore da Vida. Quem não desce até o milagre da estrutura – como o cientista Collins que decifrou o genoma humano – jamais irá compreender a base que sustenta tudo aquilo que existe. E mais: quem não vai ao cerne do átomo, nunca será doutor sequer da molécula. Ninguém então deverá jamais dar ouvidos ao que ele fala em relação a Deus.  
 
     Na realidade, os ateus julgam demasiado simplista a idéia de um Deus Onipotente. Acham que os que acreditam Nele fogem do debate – e da realidade – quando a verdade é que o Absoluto se explica em si mesmo: é Mistério Supremo do Ser! Sim, no caminho do Mistério, está a fé! Mas no caminho do Supremo, está a simples razão! Quero dizer: não é refugiar-se na ilusão simplista, o fato de se acreditar em Deus. É antes, compreender que tudo aquilo que é impossível ao homem se torna singeleza diante do Extremo e do Infinito. Ora, se nem posso – sozinho – alimentar o sopro que me anima como entender o mistério daquele que tudo rege com maestria extrema e amorosa?
 
     Ora, este Criador Eterno, teve bilhões de séculos ao seu dispor, para programar cada uma das partículas que compõe o Universo.
Como não o faria em perfeição? Na outra ponta, como é que um homem finito, pequeno, miserável, um grão de pó apenas, poderá querer se elevar acima do Absoluto e do Supremo, negando evidência Dele, se isso pode ser visto pelo estupendo de Suas obras? De fato, quem não entende a própria miséria – o que é falta de humildade – jamais entenderá Àquele que Se excede em todos os limites.
 
     Para encerrar, cantemos este canto ao Criador: Eu sinto. Há um SER de mística bendita, cuja existência a vida corrobora. Um SER que está em tudo, a toda hora... Mas, BEM SUPREMO, só no BEM habita. DELE é que flui a vida que palpita e se confirma a cada outra aurora... Um SER que existe pelo sempre afora, cuja bondade eterna é infinita.
ELE é a LUZ, (a Fonte da Verdade), não desta parca luminosidade, de um sol qualquer que faz da noite um dia. Tem, ( a Sua Luz) tamanha intensidade, que ao ser transpassa, ao corpo invade... E é bem dentro das almas que alumia.
 
     Eu creio neste Poder Infinito, nesta Sabedoria Suprema, porque Ele é o Amor Eterno. Sem o Amor Criador de um Deus, todas as outras possibilidades se anulam. Creio e por isso sou plenamente feliz. Porque Ele me dá sentido à vida! Aos que não crêem a tristeza, a desesperança, o desespero! Sem Deus o mundo é vazio, e a vida não tem sentido!
Arnaldo


 
 
 

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