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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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16/09/2005
Mais perdão
 
Montanha - 13 Mais perdão
Montanha - 13 Mais perdão

2050912 MAIS PERDÃO
 
     No primeiro dos textos com o título de “Montanhas”, já falei muitas coisas sobre o perdão e a importância que ele assume hoje em nossa vida. Não somente hoje, nem só amanhã, mas sempre. Na verdade se as pessoas tivessem facilidade de perdoar, se os homens perdoassem realmente, como Deus perdoa – incondicionalmente – com toda certeza o mundo não estaria neste estado de estertor final em que hoje se encontra.
 
     Perdoar é difícil, pedir perdão ainda mais difícil. Nós somos tentados pelas trevas, até quase o limite último de nossas forças, para evitar que perdoemos, ou que peçamos o perdão aquém nos ofendeu. Sim, e que jamais aquele que foi ofendido tome a iniciativa de pedir perdão. Lúcifer e seus anjos caídos, e malditos, foram colocados nas trevas eternas, não em si, porque pecaram contra Deus, mas porque não pediram perdão a Ele. Pois se eles tivessem caído de joelhos diante de Deus, aceitado humildemente o Seu primado, menos que isto, se tivessem mesmo no último instante decidido ficar com Deus – mesmo depois de haverem pecado – eles seriam perdoados, e readmitidos no convívio celeste.
 
     É então, baseados no mesmo princípio, que nós somos tentados desta forma. Todo o desespero do inferno, toda a sua luta feroz e incansável é voltada para evitar que nós também, não peçamos perdão a Deus, pois nisso está nossa única chance de salvação. Ninguém entra no Céu sem perdoar, ou sem pedir perdão. Se eles conseguirem vedar o coração humano ao pedido de perdão, ao arrependimento, à humildade do reconhecer-se pecador e falho diante de Deus, de reconhecer terem errado em relação ao irmão, terão apagado a chama que aclara o caminhar humano rumo à salvação eterna. Quem se veda ao perdão, se fecha para a graça de Deus, e caminha celeremente para a perdição eterna. Os demônios sabem disso, eis porque conseguem infundir no coração humano, tanta aversão ao perdão. Mas Jesus manda perdoar SEMPRE!
 
     Óbvio que não é somente a tentação do demônio que leva a muitos a se fecharem à graça do perdão, pois o homem foi criado livre, e depende somente dele o vencer este obsedante poder das trevas. Ninguém é tentado além das forças, nem cai porque o poder do inferno o oprime além dos limites. Em verdade há um espírito belicoso no homem, um espírito de guerra, que nos leva a ter que combater arduamente nossa própria natureza viciada. Muitos, porém, acreditam que devem revidar às agressões, quando o próprio Jesus nos deu o exemplo terrivelmente difícil de cumprir, de dar a outra face para bater.
 
     Nós já alertamos, em tantos outros trabalhos, para a dificuldade destes tempos de trevas onde vivemos, quando a morte espiritual de muitos, nós faz muitas vezes a quase perder a fé e a esperança. Mas nas últimas semanas – e parece que de modo cada vez mais acentuado e crescente – temos recebido inúmeras cartas e atém atendido a longos telefonemas de pessoas sofridas, que lutam desesperadas dentro de suas famílias, de seus lares, contra os demônios da desagregação, por brigas freqüentes, por lares que se desfazem, por filhos que se odeiam, por pessoas que não rezam e odeiam quem reza, por inúmeras situações que levam à desagregação e a ruína de muitas famílias. Na essência de todos estes casos, está sempre a falta do perdão, sim incondicional.
 
     Que fazer para deter o avanço do mal? Em primeiro lugar, devemos saber que a família é uma célula de Deus, e embora todas as batalhas, embora todos os embates, o demônio jamais a destruirá. Em segundo lugar, é preciso saber que Deus tem permitido que estas coisas aconteçam, agora com mais força, porque o Pai espera nossa luta, nosso vencer este mal, até porque como todo este poder dado às trevas, mesmo assim as famílias têm vencido, e permanecido. Porque, de tudo isso, adiante, resultará uma família sólida, segura, firme, que conseguirá com mais facili
dade transpor o grande abismo da Tribulação que chega, na guerra final contra as trevas. É, então, bondade de Deus que isso acontece agora, pois sobrarão apenas os fortes: os que perdoam e pedem perdão!
 
     Entretanto, as discussões, as brigas, têm se acentuado a cada dia em muitos lares. E vejo que a coisa acontece com tanta fúria, porque nenhum dos lados quer ceder, porque ninguém quer ficar por baixo. Ora: quantas vezes nosso Jesus ficou por baixo da Cruz? Está justamente então, neste não querer se humilhar, de não querer perder a discussão, o fato que leva a tantas confusões, a tantas brigas ferozes, até a crimes de morte. Olhe ao seu redor, ou dentro de seu lar, e veja se não está assim.
 
     Noutro dia, em uma viagem, escutava duas pessoas conversando sobre a vida dos outros – diríamos: não criticando, mas criticando sim – e enquanto ouvia a discussão, meditava sobre o que acontecia. O fulcro da questão entre elas, era a correção dos outros, por terceiros, por familiares, fato que já mencionei também naquele artigo “Fúria de Satanás”. Que acontece? Astutamente, o demônio leva as pessoas a quererem corrigir as outras, com uma falsa e fingida piedade, que não admite de forma nenhuma a própria falta, ou que já um dia tenha errado, antes de dar lição à outra. É, na essência, como aquela parábola de Jesus, da trave no próprio olho, e do cisco no olho do outro.
 
     Então, as pessoas começam a discutir em família, um apontando os defeitos do outro, mas o fazem, não com o sentido maior da verdadeira caridade cristã, e sim com a postura petulante de quem se julga sem defeitos. Isto é um horror! Não admitem de forma alguma a própria falta, nem de seus filhos, nem de seus parentes, esta a causa do acirramento ainda maior das discussões. Porque as pessoas dizem: quem é ele? ou ela para me corrigir? Ela que olhe antes para si, par seu passado, ou o passado de seus familiares. E assim, quem não leva uma vida santa – isso vale para nós todos – jamais poderá se colocar na condição de juiz humano das faltas dos outros. E aqui entra aquela frase de Jesus: Não julgueis, para não serdes julgados! Em verdade, quem não se reconhece antes, profundamente pecador, não pode, nem deve, tentar corrigir ninguém.
 
     Dou o exemplo hipotético de uma vovó, que já foi mãe, que já foi jovem, que já foi menina, uma vovó que teve filhos, que teve filhas, que já foram também adolescentes. Uma avó que tem netos e netas, que pode até ter bisnetos já. Que acontece quando esta vovó descobre – por exemplo – uma neta em mau comportamento? Como ela deve agir para chegar a esta neta e a fazer entender a situação? Ora, o normal é que ela saia as turras, que imediatamente bata firme em críticas à neta, sem se dar conta do passado dela, do passado de suas filhas, de suas netas, de tantos outros que também erraram na família, e que poderão cair na mesma situação. Começam então xingamentos, zangas, confusões, porque a mãe da menina se pune por ela – ou o pai – outros membros se punem pela avó, e logo está armado um barraco. 
 
     Bem, em primeiro lugar é preciso que esta vovó entenda que a neta tem uma mãe, ela a primeira responsável pela educação da filha. Segundo, quem vai tentar apontar os dedos para procedimentos de outros, deve ter sempre em mente o próprio passado, e jamais deve se dirigir a quem quer que seja, com espírito arrogante, tipo: eu nunca fiz isto, ou jamais vou fazer! Que ela diga apenas: minha querida, a avó já passou por estas coisas, também já viveu estes problemas, já errou – o que de certa forma é humilhar-se e pedir perdão – também já viu outras tantas moças que caíram no mesmo erro e depois se arrependeram tão amargamente, porque você comete tais atos, sabendo que o seu fim será o mesmo? E isso vale para a mãe e para o pai! Isso vale para o avô e a avó! Vale para o tio e a tia, e vale até para os estranhos.
 
     Sim, é preciso ter em mente, primeiro, que também nós cometemos os mesmos pecados, as mesmas faltas, e quem sabe até os cometemo
s com maior gravidade. E visto isso, precisamos entender que somente o trato amoroso de quem é humilde, pode quebrar a cadeia infernal do ódio que as tentativas de correção tantas vezes geram. Um abraço carinhoso, uma palavra amiga, uma lágrima chorada no ombro de quem se quer corrigir, reconhecendo-se também um pecador, apenas mais vivido e experiente, tantas vezes vale mais que mil lições de vida, que tantas palavras soberbas lançadas ao vento.
 
    Dias atrás vi uma tia “cair de pau” em cima de sua sobrinha, porque esta usava roupas curtas e um umbigo de fora. Então a sobrinha mostrou a ela uma foto antiga, do tempo da minissaia, onde a própria tia transitava pela rua com as calcinhas quase à mostra. Ah! Era moda da época! Pois, sim, hoje também o é, erradas ambas, nas duas épocas. Então esta tia poderá chegar e dizer à sua sobrinha, que ela também cometeu os mesmos pecados e que a experiência lhe mostrou que não fica bem mostrar seu corpo desta forma, pois é contra a lei de Deus. Mas, quantas vezes os mais velhos não aceitam que erraram! Isso é prova de orgulho, de quem jamais estará aberto ao perdão e sim a permanente discussão.
 
     Depois disso, dou o exemplo das nuvens de trovoada. Porque mesmo é que acontecem os raios, e depois os assustadores trovões? Porque se chocam duas nuvens carregadas. Eu disse: “se chocam” e também “carregadas” de eletricidade. E pergunto: que aconteceria se uma das nuvens descarregar a sua energia? Não acontece nada! Ela se transforma em um colchão, em uma pluma, suportando o embate da nuvem contrária sem traumas, ela se mistura com a outra em silêncio, sem provocar faíscas e sem os conseqüentes e ribombos e trovões.
 
     Ora, na vida familiar acontece o mesmo! As discussões somente ocorrem, porque os dois lados estão carregados, cheios de tensões pelos problemas diários, e isso causa a colisão mortal. Então é preciso que um dos dois lados se desarme – eis aqui o perdão – que ele descarregue sua energia negativa, evitando o embate e fugindo da discussão. Este fugir da discussão, na realidade significa renegar o convite do diabo para ir a briga e tirar satisfação. Ele conhece nossa tendência, e disso se aproveita para reforçar nossa ira, nosso querer tomar satisfação a qualquer preço. E se ninguém ceder, tudo somente se irá acentuar, até levar a crise ao inaudito. E haverão raios e trovões!
 
     Mas isso – dizem uns – é impossível, eu não consigo me calar! Eu não consigo perdoar os desaforos dele, ou dela, nem as traições, ou as faltas de amor e carinho, nem as ofensas gratuitas, até porque, muitas vezes, uma coisa tola e sem sentido é a causa do raio, que provoca a faísca, que provoca o trovão e a confusão na família. Na maioria das vezes, é ridícula a causa da discussão, e se as pessoas parassem para analisar friamente o motivo que originou a contenda, se envergonhariam, mas espertamente o demônio lhes veda o entendimento para esta realidade. E a guerra está feita! Claro, não se pode apoiar o pecado ou deixar de apontar o erro, mas... Acaso existem modos de proceder?
 
     Há uma técnica que tenho visto ser aplicada, que me parece a que melhor surte efeito e realmente é maravilhosa, para começar a o grande exercício do perdão. Nós sabemos que Maria é a adversária primeira do demônio, que desde o Gênesis à persegue. Onde ela está, ou onde se clama por ele, o inimigo foge. E nós sabemos que a Ave Maria é a maior arma contra esta fera odiosa, que tem pavor, tem verdadeiro desespero em relação a esta singela oração. Assim, o que temos indicado, o que tem surtido efeito para desarmar qualquer situação que ameaça explodir, é rezar a Ave Maria. Sim, falo em rezar alto!
 
     Dou um exemplo simples: Já muitas vezes aconteceu de eu receber telefonemas até desaforados, de pessoas ranhetas e chatas, que se julgam no direito de criticar de forma ofensiva. E tantas vezes, elas não dão sequer espaço para defesa, e gritam mesmo aos ouvidos da gente, não querendo saber de ponderação alguma. Que faço então? Começo a rezar: Ave Maria... cheia de Graças....
E mesmo que ele berre do outro lado: que Ave Maria que nada... eu continuo... O Senhor é convosco... bem pausadamente, deixando as palavras calarem fundo na alma, e podem ter certeza absoluta, ela para de gritar, antes do final da oração. Se não parar, eu recomeço mais uma vez, até que ela desista!
 
     Neste caso, a gente deve como fechar os ouvidos ao que o outro está falando, e apenas rezar, concentrando-se nesta oração. Podem ter certeza, a quebra do efeito é imediata, até porque, como diz o ditado, um cachorro sozinho não briga. Naturalmente que é difícil calar. É difícil este aparente “ficar por baixo”. Mas acreditem, na proporção dupla a tripla será também a alegria de vencer. Não é quem ganha a discussão que vence, mas quem a “perde”. Não é quem grita mais alto, mas quem cala. Da angustia aparente do primeiro momento do “perder”, surgirá uma paz indescritível depois, paz esta que não tem preço. Porque neste momento satanás estará longe!
 
     Falo agora, como exemplo, de tantas mulheres, esposas, mães sofridas que tantas vezes vivem situações desesperadoras com seus maridos, com seus filhos e filhas. Muitas são verdadeiras mártires sim, mas a grande maioria delas não sabe lidar com a discussão nem com a correção. Uma mãe deve alertar o seu filho ou filha, quanto a um perigo, mas jamais deve forçar a barra tanto, que o leve ao desespero. São Paulo diz: Pais, não irritem os seus filhos, para não desanima-los... Esta irritação acontece na maioria das vezes pela critica enfezada dos pais e das mães, que lhes é dirigida com palavras ásperas, duras, ríspidas, de quem não se lembra do próprio passado – como apontei acima – e quer na marra evitar que seus filhos caiam no mesmo erro.
 
     Reconhecer-se – antes – pecador e falho, e corrigir com humildade – depois – e dizer uma só vez e bem claro, num momento de paz e de harmonia, jamais em meio a uma batalha campal, uma tempestade. Jamais contemporizar com o erro, mas jamais também levar esta vida de continuas recriminações, que somente levam ao desastre. E depois da lição dada, uma, ou duas vezes, com o mesmo carinho humilde de quem – depois de também errar – agora é autoridade naquele assunto, resta à mãe, ao pai, a Oração permanente, e deixar nas mãos de Deus. Ele sabe o que faz, Ele jamais fará errado. Ele fará sempre o melhor, ainda que este melhor seja levar seu filho ou filha antes do tempo, para que depois, mais velho, mais teimoso, mais cheio de ódio, venha a se perder.
 
     Da mesma forma, a esposa, com seu marido: Existem esposos que ficam fora de casa e voltam tarde, e quase sempre mal chegam começa a discussão. Eu diria que existem é milhares de casos assim. Muitos chegam tarde, justo para ficar menos temos em brigas. Eu, quando atendo a tais senhoras – nunca atendi a um homem na mesma situação – sempre começo com a mesma pergunta: primeiro, você tem certeza de que não foi causa, que nada fez, que levasse seu marido a este comportamento? E quando faço isso, a resposta é sempre no mesmo sentido: a culpa é meio a meio, ambos têm falhas. Então, se é meio a meio, nenhum dos dois tem motivo para condenar o outro! Que fazer então?
 
     Já tivemos inúmeros casos em que sugerimos a estas esposas, fazer como Jesus pede: pedir e dar, seu perdão incondicional, se preciso for, de joelhos diante do esposo. Elas devem agir assim: quando ele chegar tarde, ao invés de recriminar mais uma vez, ter na verdade bem preparado o prato especial, estarem bem arrumadinhas como eles gostam, e depois de eles estarem calmos, depois de bem alimentados, aproveitar o momento para este perdão incondicional. De joelhos se preciso! Isso quer dizer, sem apontar as falhas dele, sem tocar nas mesmas feridas de sempre, mesmo que tenham sido até traições, ou que ele tenha vícios graves como a bebida. Até isso pode ser vencido com o perdão, porque muitas vezes resulta de pecado de gerações, sendo sempre doença.
 
     Podem crer, os resultados têm sido excelentes. Muitos casais se reconciliaram assim, porque ao receber este c
hoque, este pedido incondicional de perdão pela parte em que ela não correspondeu à altura do que ele desejava, isso quebra imediatamente o poder de satanás sobre ambos, e corta todas as suas reações. Ele fica confuso, aturdido, e humilhado, não raro fugindo de perto do casal, até porque esta atitude de perdão dá poder aos anjos da guarda, de ambos – pois parte de um esforço decidido da vontade humana – para que se quebrem as algemas do ódio, que leva à discussão e assim a destruição de tantos lares, no mundo inteiro.
 
     Óbvio que existem situações extremas, de ambas as partes, até devido à completa irracionalidade de um dos membros do casal. Existem, também, os casos irrecuperáveis aonde o processo de deterioração do casamento chegou a um ponto tal que melhor será a separação, porque a situação entre ambos já é de ódio mortal. Mas jamais se poderá dar ao demônio o gostinho da derrota sem luta, sem a tentativa de acerto, pelo menos por uma das partes. Certamente Deus cobrará esta atitude de ambos, porque no momento da Justiça, do julgamento da alma, ela será confrontada com os próprios erros e verá então, com clareza, até onde ela própria foi diretamente a responsável pela ruína do casamento.
 
     Entretanto, não tenham dúvidas, embora mais sofridas, as mulheres são às mais das vezes aquelas que acendem a faísca que leva a explosão final. Hoje, mais do que nunca, quando movimentos feministas e libertários tentam pregar uma situação de igualdade impossível – porque fere a própria natureza humana – entre o casal, tantas vezes a mulher descumpre seu papel de esposa, que leva ao progressivo afastamento do marido, e até a ruptura do casamento. Na verdade, estes movimentos diabólicos, que procuram subverter o sentido eterno que Deus designou para a vida de cada criatura, levaram à destruição de milhões de lares, e à ruína eterna de um sem número de pessoas. Sim, o inferno é das feministas libertárias! O Céu, das mãe santas e esposas conscientes!
 
     Naturalmente que, nestas situações extremas, quando até mesmo a possibilidade mínima de diálogo desaparece, somente a oração com fé, humilde e contrita, pode quebrar o efeito negativo, abrindo aquela primeira brechinha por onde o Espírito Santo possa entrar. E isso pode levar muitos anos. Para estes casos – e para todos os casos – Nossa Senhora tem sempre indicado a Oração do Perdão, rezada por 33 dias seguidos, para a pessoa que não perdoa, ou tem dificuldade de pedir o perdão. A Oração do Perdão tem o pendor de destruir o efeito infernal que impede a entrada de Deus na vida das pessoas, abrindo o caminho para a graça.
 
     E ainda, quando acontece uma situação grave assim entre os casais, aquele que quer tomar a iniciativa de pedir perdão – melhor pelo que foi ofendido – deve também, buscar o perdão de Deus. Caso ele sinta, em seu coração, que não lhe cabe culpa grave no caso, deve buscar o perdão em um confessionário, para abrir seu próprio coração a graça do perdão. No mínimo depois, isso deve acontecer, até porque Jesus diz: se estiveres para fazer uma oferenda diante do altar, mas tiveres algo contra teu irmão, vai antes acertar com ele, somente depois vem e faz tua oferenda. A fonte do perdão é, pois, dupla, e somente isso pode quebrar o efeito maligno que está levando à ruína milhões de lares.
 
     Das duas uma: Ou os homens partem de uma vez por todas ao perdão – incondicional – ou o demônio continuará arrastando milhões de lares à ruína, e almas à perdição. Não existe outro caminho, nem outra arma, sim, junto com a oração do perdão. É preciso desmontar as montanhas de orgulho, que barram o caminho do perdão. Embora doído, embora difícil, embora sangre e doa até no mais profundo da alma, é preciso que os homens e as mulheres busquem – agora, enquanto é tempo – a reconciliação. E esta reconciliação do mundo, jamais poderá ter curso enquanto nas famílias imperar o germe do ódio, pela falta do perdão.
 
     É das famílias que virá a paz, é das famílias que Deus espera a derrota do inferno. É das famílias que deve br
otar o perdão, o começo da cura de todos os males que afligem a humanidade! Porque certamente, quando todos os homens e as mulheres se unirem para um grande abraço de perdão incondicional, satanás terá quebrado toda a sua força de reação, e ele será obrigado a se refugiar no inferno, seu devido lugar, de onde não mais terá coragem de sair para aterrorizar as famílias.
     Será demais para as hostes infernais ver os homens se abraçando, pedido e dando-se mutuamente o perdão, porque isso lhes irá lembrar que, justamente por não terem largado seu orgulho, por não se haverem humilhado ao perdão é que atraíram sobre si o castigo eterno. E quando houver este grande perdão, Lúcifer entenderá que perdeu a luta, que foi infrutífera sua luta pelo coração do homem, e assim nada mais terá a fazer aqui. Entretanto cuidado, porque sua fúria é sem limites: ele não venderá barata sua derrota, porque como São Miguel falou os demônios são guerreiros formidáveis, e há no inferno milhares de demônios poderosos, que pertenciam aos mais altos coros celestes. Não será fácil, mas também não é impossível! Mas sem perdão a batalha é já perdida!
 
     Nós já sugerimos isto há tempos, e não somente dentro das nossas próprias casas, e sim dentre toda a família da linhagem de sangue. Eu pessoalmente já fiz isso com alguns de meus irmãos, mas penso fazer com todos os outros e com todos os que participam hoje de nossa grande família. É preciso que alguém comece a pedir e dar este perdão, de forma incondicional, para que se quebre o perverso efeito que corrói nossas vidas. Que cada um pegue o outro de surpresa, a começar pelos mais fáceis. Mesmo que você não tenha nada a perdoar, nem tenha motivo para pedir o perdão, saiba que este é o melhor caminho para a vitória com Deus. Peça e dê seu perdão! Afinal, nas suas mensagens pelo mundo, Nossa Senhora nos pede isto, como forma de mudar a face da terra, pela reconciliação dos povos e pessoas!
 
     Já contei aqui o caso de um vovô, meu conhecido, que faleceu há tempos e coloquei seu nome no Livro da Luz. E soube que ele estava já no céu, mas havia pegado antes meia hora de purgatório. É que há muitos anos atrás ele havia brigado com sua esposa, sendo ele o culpado, mas mesmo assim ela veio a ele, humildemente e lhe pediu perdão. Mas, turrão e teimoso ele lhe disse: não te perdôo! Bem, ele esqueceu de confessar isso e levou seu pequeno, mas dolorosíssimo castigo, enquanto ela, que morreu dias depois, foi direto para o Céu, porque sabia humilhar-se e pedir perdão. E lembro que meia hora de purgatório, pode ser igual a ficar um ano dentro de uma fogueira destas da terra.
 
     Lembremos enfim: quando acontecer de uma alma que morreu sem perdoar ou sem dar seu perdão ir para o purgatório, ela fica muitas vezes lá por anos seguidos, porque é preciso que alguém daqui da terra quebre o efeito maligno desta falta e isso pelo perdão incondicional. E se ambas que não se perdoaram em vida vierem a falecer, ambas ficarão amarradas no purgatório, aguardando a libertação que somente pode vir da terra: lá não adianta uma pedir perdão para a outra! Pior, existem ódios que levam ao inferno, lá é o lugar dos que odeiam, profunda e raivosamente, e não perdoam nunca.
 
      Lembre também: quem não se humilha nem diante dos homens, mais dificilmente se  curvará e se humilhará diante de Deus. Bom, pois, exercitarmo-nos bem em vida, para que, no momento da Justiça individual, quando estivermos face a face com o Juiz – Aquele que nos ensinou a perdoar sempre – não tenhamos dificuldades de reconhecer nossas falas, e humildemente pedirmos perdão. Não somente ter dificuldade, mas não perdoar nem pedir perdão de fato, e ter que ouvir aquela frase terrível: afasta-te de Mim!
 
     Assim, para termos a graça desta contrição final – porque naquele momento tudo se resume no perdão – é preciso que tenhamos conquistado em vida esta graça, isso pelo exercício continuado do perdão. Em verdade, quem realmente souber perdoar como Jesus pede, não precisará de forma alguma chegar ao julgam
ento de joelhos. Eis que Jesus lhe dirá: vinde, bendito de Meu Pai, e possuí o Reino que te foi preparado. Não será melhor? 
 
Que Deus vos abençoe a todos, e traga o perdão às famílias que sofrem tanto!
Pela falta do perdão
 
arnaldo
 
  
 
 


 
 
 

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