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24/06/2005
Não Julgar
 
Montanha - 06 Não Julgar
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5ª MONTANHA
31/05/04 > NÃO CRITICAR
 
     Nesta cordilheira, está certamente outro dos picos mais difíceis de se transpor. Mas antes de entrar neste assunto, é bom entendermos bem o que é crítica. Uma coisa é você lembrar a falta, o pecado – que é comum a todos nós – para corrigir e para corrigir-se, sem atacar ao pecador, outra é criticar as atitudes dos outros, como a petulância fingida de que não se comete as mesmas faltas, ou não se é até pior. Quando você comenta uma atitude de falta qualquer, mas tem o real interesse – anterior e maior – de aplicar aquilo em sua própria vida, e até na vida dos que estão sobre sua responsabilidade, para não comete-la, e para sim, lamentar profundamente aquela queda, isso serve de exemplo negativo, e é uma forma de autocorreção. (Falaremos sobre corrigir-se, mais tarde)
 
     Mas a verdade é que milhares de pessoas, que passam o tempo todo a comentar sobre a vida dos outros, são às vezes extremamente ácidas e duras com elas – e com isso não somente criticam mas condenam – mal se dando conta de que com isso entravam seu caminho no rumo da correção. Quero dizer, a menção do pecado, pode ser feita no sentido do coletivo, onde nós mesmos nos devemos incluir primeiro, não direcionando a uma pessoa em si, apontando o dedo. Ou seja, quando apontamos nossa mão para alguém, o dedo que acusa é um só, os que apontam de volta para nós mesmos são três, e temos o polegar que aponta na direção de Deus. Cuidado com este!
 
     A verdade deve sempre prevalecer, doa a quem doer. Como exemplo, podemos usar o caso do pecado do homossexualismo assumido e praticado. JAMAIS poderemos nos calar diante de um gravame que prega contra a vida e que afronta a Deus. Mas jamais também poderemos voltar esta crítica a ponto de ataque direto a uma pessoa homossexual, pois ele é caso grave de saúde, que precisa de médico, de tratamento e acima de tudo muita oração. Com oração, e muita, até nestes casos é possível a cura. Sem Deus, nunca! E jamais será uma forma de discriminação ou preconceito combater o pecado, não se pode ser conivente ele. Deus nos cobrará muito cara o fato de não alertar contra ele.
 
     A bem da verdade, o grande objetivo de nossa vida, em relação aos outros, é sem dúvida cortar completamente qualquer tipo de crítica, mesmo de comentário individual. Ou seja: só fale bem das pessoas, se for para falar mal, cale-se! Quando algum de nós conseguir isto, pode ter certeza de que estará bem próximo do coração de Deus. São Frei Pio, ficava extremamente indignado – santamente é claro – quando ouvia alguém falar mal dos outros, especialmente dos sacerdotes ou bispos.
 
     Porque ninguém talvez, em todos os tempos, conseguiu melhor entender a força desta psicologia, eis que ele foi trucidado pelos seus detratores, mas jamais falou mal de algum deles, nem aceitou que outros falassem. Qualquer um de nós ficaria louco se tivesse que passar pelo que ele passou, sem abrir a boca, sem se defender e sem atacar. Aliás, Jesus já antes foi exemplo desta virtude estupenda. E Frei Pio foi, no meu modo de ver, depois de Nossa Senhora a criatura humana que mais perto chegou de Deus, pela vivência da cruz, onde ele esteve como pregado, por 52 longos anos.
 
     O que devemos fazer, nestes casos, é ao invés de comentar os defeitos ou as falhas de alguém, mudar nosso discurso completamente e procurar achar naquela pessoa as suas boas qualidades; todos têm alguma! É então preciso enaltecer – não fingidamente é óbvio – a estas qualidades, estas coisas boas que ela faz, estas capacidades, pois acontecerá que as pessoas irão fazer imediatamente um contraponto entre suas qualidades e defeitos e acabarão por entender que os últimos são execrandos. Esta é uma formula perfeita para cortar os chifres do diabo. Ele perde toda a força de ação, e foge. A psicologia é esta: se você quiser corrigir um homem mau, não lhe critique a mal
dade, mas lhe elogie a bondade! Isso funciona sempre, e alerta mais que soco no estômago.
 
     Assim, se você tem um amigo, ou um parente, uma vizinha, ou até um padre, que tem defeitos aos quais você abomina, tente não lembrar estes defeitos, nem para ele nem para outras pessoas, e sim fale a ele ou ela, somente sobre suas qualidades. Lembre ao padre das coisas bonitas que ele falou no sermão, e verá que ele adiante fará um melhor ainda. Então perceberá que em poucos dias a pessoa em falta muda por inteiro.
 
    Podem crer, isso funciona, porque assim você desentrava ou desbloqueia o crescimento dela. Na verdade, quando você aponta uma qualidade, nem sempre tão grande, de uma pessoa cheia de defeitos, isto a fará interiormente medir o seu próprio mérito. Todos nós temos esta escala interior muito bem implantada em nós pelo Criador. E se achada em falta, ela própria se corrigirá automaticamente, pois todos querem agradar. Somente alguns poucos insanos gostam de ser desagradáveis, mas destes a vida se encarrega. Prossiga então fazendo a mesma coisa – só fale bem – e verá o milagre acontecer.
 
     Então ela perceberá que não é nada digna deste louvor, e começará a fazer melhor para merece-lo, porque isso lhe faz bem. É próprio da pessoa humana sentir-se bem com um elogio, embora isso nos possa ser um laço, uma armadilha. Com o elogio, que é um incentivo, ela irá melhorar em outros aspectos, até mudar completamente. Ao contrário, se você vive a lembrar seus defeitos, ela acabará por aceita-los tacitamente, achará que jamais irá mudar, conformar-se-á, e isso fará ainda piorar os seus efeitos, num redemoinho que a poderá tornar totalmente má.
 
     Também quanto a uma pessoa falecida acontece a mesma coisa. Quando ela morreu, se esta pessoa tinha algum defeito em vida, nós não sabemos se ela está no purgatório ou não ou onde. Se ela estiver no purgatório, cada vez que nós aqui na terra mencionamos aquele defeito dela, ou as suas faltas, seus pecados, nos travamos a subida dela ao céu e a mantemos no purgatório. Aliás, ela desce mais um pouquinho no sofrimento! E estas dores que ela sente a mais, serão cobradas mais tarde de nós mesmos, entenderam? Nós pagaremos depois cada minuto a mais que alguém ficou no purgatório, com certeza!
 
     Eis porque Jesus pede tanto para não criticar, e não julgar, para não sermos também julgados. Até porque nós não entendemos como Deus, da alma humana, nem sabemos as circunstancias e agravantes que levam uma pessoa a agir deste ou daquele modo. Muitas vezes, este comportamento resulta de um trauma, de uma maldição, que pode ter sido herdado de antepassados distantes. E assim, quando criticamos a alguém falecido, na verdade acumulamos brasas sobre nossas cabeças. Este fato está mais ou menos ligado a aquela frase de Jesus: Ai de quem escandalizar! Deixemos os mortos para Deus, só Ele sabe!
 
     Ou seja, enquanto ela estiver escandalizando a alguém aqui na terra, não se libertará do seu purgatório. Óbvio que, se ela já estiver no céu nada sofrerá. E mais, se ela estiver no inferno, esta crítica que se faz, dá uma certa força a satanás, mas sobre a pessoa que está aqui falando mal da falecida. O demônio se aproveita disso, para destilar veneno. É então, sempre um grande perigo criticar, pois isso fortalece o poder do inferno contra nós mesmos.
 
     O certo então, é não aceitar o pecado, jamais, mas também jamais criticar o pecador. Isso implica em aceitar os outros, assim como eles são, embora não se concorde jamais com os seus pecados. Se ele os tem, não lhe bote o dedo na ferida, antes passe aja de modo que ele se espelhe no bem, então, mesmo que não demonstre na hora, no silêncio de seu interior começará a mudança. Poucos perceberam quão maravilhosamente isso funciona, no sentido de converter, de mudar as pessoas para o bem e o mundo para melhor.
 
      Na verdade, a crítica sempre assume um sentido de julgamento e de condenação. Ora, Jesus nos pede: Não julgueis, para não serdes julgados! Quando eu atribuo um peso a uma falta de
alguém, eu de fato estou condenando a esta pessoa. E milhões há que, não passam um só dia de suas vidas sem buscar defeitos nos outros e se comprazem no efeito de destilar veneno sutil contra eles. Imaginem a conta destes fofoqueiros de TV, das colunas dos jornais e revista, que passam a vida futricando na vida alheia? Sim, embora a vida de muitos destes seja mesmo um lixo, local próprio de quem gosta de porcaria!
 
     Ora, com o mesmo peso que eu carrego os outros, da mesma forma serei cobrado por Deus. Com a mesma força que eu cobro a perfeição dos outros, também eu serei cobrado em perfeição por Deus. E devemos então saber que, quanto mais dura for esta crítica, mais dobrada ela poderá cair sobre nossas cabeças. Milhões de almas estão penando no purgatório, por causa das duras críticas, dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas que fizeram. Maldita a língua ferina que se especializa em criticar os defeitos de outrem. Ai se estes mesmos defeitos vierem a atingir a própria pessoa ou um seu familiar. Quero dizer, se castigo vier a atingi-la! Dou um exemplo:
 
     Numa certa localidade, nasceu um menino que tinha a voz bem fina. E por causa desta voz, lhe deram um apelido – todo apelido odioso é uma crítica aviltante – que ele não gostava. Isso lhe provocou imensos sofrimentos não somente durante toda a infância, depois na adolescência e até na idade adulta os efeitos danosos daquelas gozações o martirizaram, embora, com o tempo, sua voz logo se tivesse tornado normal e perfeita, já na adolescência. Mas o apelido continuava e as pessoas achavam o máximo que ele se incomodava com aquilo. Como ele sofreu!
 
     Mas havia um casal em especial – já estão ambos no céu – que se aplicavam de todo o modo a massacrar o menino. Mal sabiam eles que o castigo estava vindo a cavalo. Eis que lhes nasceu um menino, cuja voz estava mais para assobio que uma voz de gente. Ele tinha nove anos quando morreu, e nunca tinha conseguido regular a voz. Bem fez o Pai em recolhe-lo, senão quem sabe ainda hoje estaria sofrendo gozações, que na verdade são críticas odiosas. Quem goza dos defeitos dos outros, atrai a ira de Deus. Na verdade, isso é odioso aos olhos Dele!
 
      Assim, não critiquemos as falhas e os defeitos dos outros: os nossos podem ser até piores! E se não temos estes mesmos defeitos, um filho nosso, um neto os poderá ter ainda maiores. Diz o ditado: a língua é o chicote do bumbum! De fato, ninguém é tão perfeito, tão sábio, tão esperto, tão bonito, tão repleto de qualidades superiores que tenha moral suficiente para criticar quem quer que seja. Lembremos que Deus, até nos anjos mais resplandecentes encontra diferenças!
 
     Quem somos nós, então, para nos colocarmos no trono de juiz dos outros? Que falsa imitação de anjo somos nós, para nos acharmos sem defeitos ou não necessitados de correção e de chamadas de atenção? De fato, o mundo mudaria inteiro e mudaria de uma hora para outra, se todos nós nos corrigíssemos a tal ponto que não mais criticássemos a ninguém, antes estivéssemos dispostos a aceitar as correções. E que elas – bem-vindas – nos servissem antes de incentivo que de amuos. Que antes de nos irarmos contra quem nos corrige, nos curvássemos e no mínimo tivéssemos a humildade de  mudar naquilo que nos cabe.
 
     Neste sentido o Céu é especialista. Ninguém melhor do que ele, através de Jesus e de Maria, também de São Miguel, para nos corrigir. Óbvio que se precisa estar atento para as sutilezas da mensagem, mas jamais, em todo o tempo que acompanho a mensagem ao Cláudio, nos avisos que recebi, houve alguma crítica direta, ou forte. Foi sempre aquela mensagem sutil e carinhosa, não me dizendo o que deveria fazer, mas aquilo que o Céu gostaria que fosse feito por mim. E quantas vezes eu entendi este recado bendito, que tanto me ajudou e me ajuda na caminhada. Assim, posso passar esta experiência adiante e a dividir com os leitores.
 
     Enfim, é difícil corrigir-se; mas não é impossível! Muito pior é manter-se agora arrogante, que depois ter que se lev
antar do abismo da teimosia à força. Muito melhor é ser caniço que verga na ventania, que tronco rígido que tomba ao primeiro sopro. Muito melhor é ser água que se espalha, que ser rocha dura que é quebrada à marretadas. E também pessoas adultas podem se corrigir de defeitos graves, mesmo que o ditado cego diga: pau que nasce torto, morre torto! Isso serve para árvores, não para filhos de Deus”.
 
     De fato, aquele que aceita humildemente a correção é um sábio, e acaba também por corrigir a todo aquele que vive a dar reprimendas, como se nunca errasse. Por isso, é preciso que não sejamos duros demais conosco mesmos, porque isso fatalmente nos levará a ser duros com os outros e exigir demais deles. Não queiramos ser perfeitos demais – especialmente aos nossos olhos, isto é deplorável – para não termos a petulância de exigir perfeição daqueles que são menos capazes.
 
     A Bíblia diz que todo aquele que não aceita a correção é um tolo. Mas se pode dizer também com certeza: aquele que vive a criticar os outros é um tolo ainda maior! Não nos prestemos a este papel ridículo. Sejamos adversários ferozes do pecado, mas amigos do pecador que cai por fraqueza. Sejamos o ombro amigo que ajuda a erguer, jamais o peso odioso que ajuda a afundar.
 
Arnaldo (Aarão)!
 
 


 
 
 

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