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08/12/2014
Mulher vestida de sol
 
8/12/2014 17:17:41

Maria - Mulher vestida de sol

       MULHER VESTIDA DE SOL
       Por Padre David Francisquini!     

       Quando se viaja de avião em sentido contrário ao sol, ou seja, do oeste para o leste, no momento em que os primeiros clarões do astro-rei rompem as sombras da noite anunciando o alvorecer, pode-se contemplar um verdadeiro espetáculo prodigalizado pela magnificência de Deus. Espetáculo sempre renovado e que em recente viagem pude mais uma vez contemplar.
       Como sabemos, o movimento aparente das estrelas, e portanto do sol, é sempre do oriente para o ocidente. Dessa luminosa impressão procurarei tirar algo que torne claro o tema que pretendo desenvolver, ou seja, a conceição imaculada da Mãe de Deus, cuja festa se celebra no dia 8 de dezembro.
       A convergência dos movimentos do avião e do sol torna efêmera a duração do fenômeno, desde a sua primeira fímbria que refulge no horizonte – um semicírculo à maneira de meia-lua – até se divisar o astro-rei aspergindo luzes e ir dando com elas forma às coisas.
       Isso era claro para os que estavam lá nas alturas, mas não para os que se encontravam em terra. Estes não podiam contemplar o prodígio – privilégio dos que voam, alegria e consolo dos pilotos – de ver nascer o sol e da maravilha que vai se operando em toda a natureza.
       Um lindo panorama para se contemplar em ocasiões assim é a cidade do Rio de Janeiro. Seria justo exclamar com Edmond Rostand: “Oh sol, sem o qual as coisas não seriam senão aquilo que elas são!” É o cenário de quem contempla a Terra com os olhos de Deus.
       Da forma mais sublime isso deve ter-se passado, por exemplo, com o profeta Isaías no momento de anunciar a vinda do Messias, ao considerar toda a Terra em função do acontecimento ápice em torno de uma Virgem, que se tornaria Mãe por obra do Espírito Santo e daria à luz um filho, Jesus.
       As coisas na Terra eram insípidas, informes e incolores, porque grassavam as trevas, e levavam os homens a bradar: “Deus, ut videamus” – fazei com que vejamos, implorando súplices a vinda do Prometido das nações.
       Como da aurora surge o sol, Maria é a aurora que anuncia o novo dia, o sol que espalhará seus raios pela Terra inteira. Maria é a obra predileta de Deus, a obra-prima da criação. Mais fácil seria separar a luz do sol do que Maria de Jesus. E o Filho de Deus fez brilhar n’Ela as prerrogativas mais excelentes, como a sua Imaculada Conceição.
       “Surgiu no Céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol”. (Ap. 12, 1). Maria Santíssima refulge com um esplendor simplesmente inatingível por qualquer outra criatura e se opõe à fealdade e à malícia do pecado, através do qual Satanás procurou arrancar os homens das mãos de Deus.
       O demônio é o reflexo do que existe de mais feio e imundo, pois se revoltou contra o seu Criador e introduziu no universo a desordem e o pecado, desgraças que levaram a humanidade a pecar por meio de nossos primeiros pais, Adão e Eva.
       Nossa Senhora é a principal inimiga de Satanás, de suas potestades e de seus sequazes. Filha bem-amada de Deus Pai, Mãe admirável de Deus Filho e Esposa fidelíssima de Deus Espírito Santo, Ela é terrível como um exército em ordem de batalha.
       Tão terrível, como diz Santo Afonso de Ligório, “porque Ela sabe bem como ordenar o seu poder, a sua misericórdia e as suas orações para confundir os inimigos em benefício de seus servos, que nas tentações invocam seu poderosíssimo socorro” (Glórias de Maria Santíssima).
       “Maria Santíssima é o grande, o divino mundo de Deus, onde há bele
zas e tesouros inefáveis. É a magnificência de Deus, em que Ele escondeu, como em seu seio, Seu Filho único, e nele em tudo o que há de mais excelente e mais precioso.”
       Sobre Ela escreveu São Luiz M. Grignion de Montfort: “É impossível perceber a altura dos méritos que Ela elevou até o trono da divindade; que a largura de sua caridade mais extensa que a Terra não se pode medir; está além de toda compreensão a grandeza do poder que Ela exerce sobre o próprio Deus”. (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem).
       Concebida sem a nódoa do pecado original, a Nossa Senhora foram aplicados no instante de sua concepção os futuros méritos de Jesus Cristo, seu divino Filho e nosso Redentor. Por isso a Igreja canta: “Toda sois formosa, oh Maria, e a mácula original não tocou em Vós. Vós sois a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra de nosso povo, a advogada dos pecadores”.

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OBS> Maria não é divina, não é deusa, nem jamais um dia desejou ser algo parecido, ao contrário em tudo se humilhou, para que o Verbo Divino nela se humanasse. De fato a infinita honra que lhe foi conferida pelo Pai, de ser a Mãe do Filho de Deus, conferiu a ela também poderes quase infinitos de intercessão, de modo a que os santos a intitulam de "onipotência suplicante".
       Quando o anjo lhe transmite esta palavra de Deus: tu és cheias de graças, na realidade ele transmitiu ao mundo e a toda humanidade uma ORDEM universal: TODAS as graças passarão necessariamente por Maria. Não, não por mérito dela, mas por mérito exclusivo Daquele que ela carregou em seu ventre, por nove meses, e Dele cuidou santamente por 33 anos. E não há como pensar nem ser diferente.
       Maria é então a Medianeira de todas as graças que salvam, porque elas não poderiam brotar do Sangue de Jesus, sem que este sangue Lhe tivesse sido infundido, por dom do Altíssimo, pelo corpo santíssimo de Maria. Eis o motivo pelo qual a Igreja também a celebra como Corredentora da humanidade, porque não há como separar a Mãe do Seu Filho Jesus! Este vínculo é eterno e inquebrantável!
       Maria, mesmo com todos os pendores com os quais foi cumulada por obra do Altíssimo, na realidade, por ela mesma, não tem poder algum! Mas pelos dons que recebeu para obrar em favor da humanidade decaída, ela assume poderes quase divinos, porque sempre opera Nele, por Ele, com Ele e para Ele, na mais perfeita das obediências. Na mais absoluta humildade, no mais profundo silêncio, nas mais eterna de todas as obediências.
       O numero 768 da Revista Catolicismo, de dezembro 2014 traz o seguinte texto: "Imagine-se uma criatura tendo todo o amor de São Francisco de Assis, todo o zelo de São Domingos de Gusmão, toda a piedade de São Bento, todo o recolhimento de Santa Teresa, toda a sabedoria de Santo Tomás, toda a intrepidez de Santo Inácio, toda a pureza de São Luiz de Gonzaga, a paciência de um São Lourenço, o espírito de mortificação de todos os anacoretas do deserto: ela não chegaria aos pés de Nossa Senhora.
       Mais ainda. A glória dos Anjos é algo de incompreensível ao intelecto humano. E a glória de Nossa Senhora está incomensuravelmente acima de todos os coros angélicos.
       A esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior somente à Humanidade Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu um privilégio incomparável, que é a Imaculada Conceição.
       “Imaculado” significa etimologicamente a ausência de mácula, e pois, de todo e qualquer erro por menor que seja, de todo e qualquer pecado por mais leve e insignificante que pareça. É a integridade absoluta na fé e na virtude. É portanto a intransigência absoluta, sistemática
, irredutível, a aversão completa, profunda, diametral a toda a espécie de erro ou de mal. A santa intransigência na verdade e no bem é a ortodoxia, a pureza, enquanto em oposição à heterodoxia e ao mal. Por amar a Deus sem medida, Nossa Senhora correspondentemente amou de todo o coração tudo quanto era de Deus. E porque odiou sem medida o mal, odiou sem medida Satanás, suas pompas e suas obras, o demônio, o mundo e a carne. Nossa Senhora da Conceição é Nossa Senhora da santa intransigência".

       Repitamos mil vezes: Ave Maria Puríssima, sem pecados concebida! O inferno não resiste a este apelo!
       (Aarão)

ADENDO:

Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pe. Bassiti e Pe. Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio proclamou o seguinte soneto:

Sou verdadeira mãe de um Deus que é filho,
E sou sua filha, ainda ao ser-lhe mãe;
Ele do Eterno existe e é meu filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

Ele é meu Criador e é meu filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.

O ser da mãe é quase o ser do filho,
Visto que o filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao filho;

Se, pois, do filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.

   Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e nossa.



 
 
 

Artigo Visto: 1820 - Impresso: 39 - Enviado: 16

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