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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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29/01/2014
A plenitude de Maria
 
Maria - A plenitude de Maria
29/1/2014 14:07:17

Maria - A plenitude de Maria


 A Plenitude de Maria
    Autor >Padre Júlio Maria, Princípios da vida de intimidade com Maria Santíssima
    Fonte > http://3.bp.blogspot.com/-shk1GmDvFr8/UpazgXv4BDI/AAAAAAAADCY/nVk7TswZDQs/s400/The+Virgin+of+the+Grapes,+1640-50+By+Pierre+Mignard+nsa+jesus+menino.jpg

    Antes de contemplar em todo o esplendor esta inefável acumulação de graças que se chama “a plenitude de Maria”, não será inútil dar algumas explicações gerais sobre a graça e as diversas plenitudes que os teólogos distinguem.
    A graça, em geral, é uma participação à natureza divina. Esta é a definição do Apóstolo São Pedro. 
    Esta graça é dupla: - 1 Santificante, ou princípio de vida que nos torna capazes de fazer atos meritórios,  2 – Atual, ou ação de Deus, pondo em movimento nossas faculdades.
    Indicamos precedentemente o papel da graça atual. Limitemo-nos aqui à graça santificante. 
    Que é a graça santificante?...
    A teologia nos diz que é uma qualidade que dá à alma sua beleza, seu valor, seu encanto para agradar a Deus e ser dele amada.
    Tão bela é uma alma em estado de graça e tão bela que é impossível a Deus não se dar a Ela.
    É por isso que alguns santos comparam-na à veste nupcial, que torna a alma digna de se assentar ao banquete do Cordeiro, e sem a qual não é permitido entrar na sala do festim.
    A graça nos merece, pois, a eterna possessão de Deus.
    Algumas graças tem por objeto santificar-nos e nos unir a Deus: dá-se-lhes o nome de “gratia gratum faciens”, para distingui-las de outra que tem por fim procurar o bem do próximo: são as graças gratuitas “gratia grátis data”.
    A primeira embeleza nossa alma, nos torna amigos de Deus, nos faz agradáveis a ele; donde lhe vem o nome: graça que torna agradável, “gratum faciens”.
    A segunda, pelo contrário, não nos torna necessariamente amigos de Deus; por si mesma não basta para nos santificar, porque o seu papel é exterior, social: tais são as graças ou os dons de profecia, das línguas, das curas, dos milagres. Seu fim é o bem das almas e a utilidade da Igreja.
    A graça que torna agradável ainda se divide em atual e habitual.
    A primeira é um socorro transitório, uma iluminação sobrenatural para a inteligência, um impulso súbito da vontade, que prepara e dispõe para a salvação.
    A segunda está habitualmente inclinada sobre nossa alma para conservar-lhe o calor e a vida, dando-lhe um ser novo e permanente, que é um nascimento para a vida divina.
    A graça atual é Deus que passa, nos une a Ele e nos santifica por este contato.
    A graça habitual é Deus que permanece e nos faz sentir o toque do Espírito Santo.
    Compreende-se que esta graça pode ser plenária ou parcial.
    É parcial, para cada um de nós.
    Ela só foi plenária para Jesus Cristo e para sua divina Mãe, conforme explicaremos aqui.
    Esta graça plenária ou plenitude das graças “gratia plena” se divide em plenitude absoluta, plenitude de suficiência, plenitude de superabundância e plenitude de universalidade.
    A plenitude absoluta não existe e nem pode existir sinão em Jesus Cristo, pois somente Ele pode possuir a graça em toda a excelência e toda intensidade possíveis.
    Só ele toca, pela união hipostática, à fonte infinita das graças, à divindade; e como é impossível estar mais perto de Deus do que Ele, não se poderá conceber uma graça mais profunda e mais extensa do que a sua. É a plenitude absoluta, sem limites, até ao último grau, em uma palavra, é o infinito.
    A plenitude de suficiência é a que torna os justos capazes de fazerem atos meritórios e alcançarem o termo de salvação: é a plenitude comum a todos os santos.
    A plenitude de superabundância, já o podemos adivinhar, é o privilégio especial de Maria. É o que derrama sobre os homens, como um reservatório muito cheio.
    A plenitude de universalidade: - são ao mesmo tempo privilégios e dons que foram e serão concedidos à Igreja, em toda a duração de sua existência.
    Não há nenhuma graça que a Igreja, considerada em toda sua totalidade e na duração de sua existência, não possa e não deva possuir.
    Ora, esta plenitude convém também a Maria, conforme este princípio teológico que “todo favor, toda graça de que gozou qualquer dos Santos, foi mais nobre e perfeitamente concedido a Maria, Mãe de Deus”.
    
    A fonte, o rio e os regatos tem sua plenitude, mas cada qual de um modo diferente; assim também Jesus
    http://2.bp.blogspot.com/-yAZ-ooDt7zc/UpazpAeAZHI/AAAAAAAADCg/-ofcnuDAqKU/s400/maria+e+jesus+menino+060++Mother+Mary+and+Child+.jpg
    Cristo, a Santíssima Virgem e os Santos.
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sp; Jesus é a plenitude da fonte, pois ele é o Oceano, sem limites e insondável onde se pode haurir sempre as águas da misericórdia divina, sem que estas se esgotem jamais.
    Os santos tem a plenitude dos regatos, correm mais ou menos largos, mais ou menos profundos, porém sempre limitados.
    Maria possui a plenitude do rio, rio majestoso e transbordante, que faz chegar até nós as ondas do vasto oceano, que é Jesus Cristo.
    As precedentes explicações far-nos-ão compreender agora em toda sua extensão os princípios relativos à plenitude de graça da Virgem Imaculada.
    A Bula “Ineffabilis” resumindo em duas palavras todas as graças da Mãe de Jesus, diz que é uma “plenitude de santidade e de inocência”.
    Em Jesus Christo a plenitude de santidade é absoluta, pertence-lhe por direito, tão perfeita desde a origem que ela não conhecerá progresso. Mas Ele quer, por sua graça e de um modo particular, associar Maria a este mistério de plenitude.
    Com relação á Maria Santíssima. Pode-se dizer que a plenitude é seu característico.
    A graça é uma divina capacidade de receber em si a Santíssima Trindade.
    A uma plenitude de graça está ligada para Maria uma plenitude à parte, de habitação de Deus nela.
    A criatura que conterá Aquele que os mundos não podem conter, é por conseguinte inteiramente habitada por Deus, como jamais o serão os templos mais santos, quer dizer, como jamais o serão os santos e os anjos.
    Quanto à plenitude de inocência, assinalada ainda pela Bula “Ineffabilis”, quem nos dirá as incalculáveis consequências que dela dimanam? – Praeter Deus nemo assequi cogitandi potest”.
    A plenitude de inocência é a imunidade absoluta do pecado e de tudo o que inclina ao pecado.
    Donde se segue que em Maria jamais houve a menor falta, mesmo a mais ligeira; nada do fogo das concupiscencias, pois a graça apagou nela todo o fogo da cubiça “fames peccati”, como diz a teologia.
    A plenitude de santidade e de inocência são os dois traços principais da alma da Santíssima. Virgem. Todavia isto não é tudo.
    Ao mesmo tempo a Bula nos diz ainda que a Virgem Imaculada foi repleta acima de todos os anjos de “toda a abundancia de todos os dons depositados nos tesouros da divindade”. Omnium charismatum copia de thesauris divinitatis deprompta.
    E como a plenitude de Deus e da graça teria podido tardar a se resolver em luz e em amor?...
    Primeiramente, plenitude de luz, de luz infusa, permitindo à alma de Maria corresponder prontamente ao amor ún
ico de um Deus que fez Maria para si.
    A Mãe da Luz devia receber vistas perfeitas e profundas, para que ela pudesse amar como via.
    Talvez não lhe dará Deus, a não ser em certos momentos excepcionais a visão intuitiva, pois Maria, sobre a terra, está pura e simplesmente no tempo da provação, enquanto que Jesus durante sua vida mortal está ao mesmo tempo no céu e na via, mas Ele dá uma ciência infusa que preludia e se assemelha á de Jesus.
    A plenitude de luz, como de graça e de inocência, é feita para se desenvolver logo em caridade e na plenitude do amor.
    Desde muito tempo Deus espera o mais perfeito e fiel amor!
    Ei-lo, - este amor... esta plenitude de amor. Deus é amado enfim, como Ele o merece, e não há uma criatura que pode dizer com toda verdade: Dilectus meus mihi et ego illi.



 
 
 

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