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FAMÍLIA, FUNDAMENTO DA SALVAÇÃO
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16/06/2006
Histórias de Maria (6)
 
Maria - 16 Histórias de Maria (6)
Maria - 16 Histórias de Maria (6)

 
COMO MARIA SANTÍSSIMA É BOA!
FREI CANCIO BERRI C. F. M.
EDITORA  VOZES – 22/07/1954
 
Parte 6
 
60 -  SALVO DO TANQUE
 
Desde criança S. João da Cruz foi devoto de Maria Santíssima, e a Virgem ajudou-o sempre durante toda a vida.
Teria João quatro ou cinco anos quando,  certo dia, brincando de atirar pedaços de madeira num tanque para depois pesca-los, perdeu o equilíbrio, caiu na água e desapareceu. Depois de um instante, porém, voltou à superfície, todo sorridente e alegre.
Alguém o sustentava à tona. Ele falava e sorria a um ente só visível a seus olhos. Quem seria?
Mais tarde, João contou que viu uma Senhora que lhe dissera:
-         Dá-me a tua mão para que eu te tire daqui.
E estendia para ele duas mãos brancas com neve.
João examinou as suas, todas sujas de lama, e não ousou estende-las para tão bela Senhora, com medo de manchar-lhe a brancura.
Um grupo de crianças, que ali estavam, se puseram a gritar por socorro. Aparece então um jovem desconhecido que, estendendo-lhe o bastão, o ajudou a sair. Mas antes que alguém pudesse falar-lhe, desapareceu, de súbito, assim como a bela Senhora.
Quem teria sido o lindo jovem? O Anjo de Guarda ou o Menino Jesus?
Depois desse dia Joãozinho entregou-se de corpo e alma     à sua bondosa Salvadora. E sempre que se recordava desse fato, agradecia a Nossa Senhora.
 
 
61 – SEDE VÓS MINHA MÃE!
 
Foi em Ávila, Espanha, no mês de Novembro. Numa casa rica, estava agonizando uma distinta e piedosa senhora. Já os Sacerdotes, ali reunidos, haviam rezado as orações dos agonizantes, quando a enferma abre os olhos, olha em derredor de si e, com voz quase apagada, diz:
-         Teresa! Chamem a Teresa.
Uma menina de 12 anos penetra no quarto. Aproxima-se da cabeceira da mãe a morrer. Esta, fixando a filha, e como que prevendo o futuro, exclama:
-         Bendita...bendita!
E Morre.
Amenina, desfeita em pranto, beija pela última vez aquelas mãos frias e dirige-se a um aposento, onde há um belo quadro da Virgem Senhora. Erguendo os olhos, ainda rasos de lágrimas, e cheios de ternura e confiança fala:
-         Senhora, eis que já não tenho mãe; sede vós a minha mãe daqui em diante.
E aquela menina, auxiliada por Nossa Senhora, tornou-se freira, superiora e reformadora, grande escritora e uma das maiores mulheres da história; é Santa Teresa de Jesus.
 
 
62 – MAMÃE HÁ DE VIR
 
Um pobre polonês, o Conde Scholinski, preso com as armas na mão na luta da Polônia em 1864 contra a Rússia, fora condenado à morte.
Ao receber tal notícia, a condessa, sua esposa, procurou um alivio à sua dor. Com o filho Estanislau, um menino de 10 anos, ajoelhou-se no oratório do palacete, perante uma artística imagem de Nossa Senhora das Dores:
-         Santíssima Virgem, disse ela, protegei-nos, salva-nos; ó boa Mãe, que nunca fostes invocada em vão, tomai em conta nossas súplicas.
Estanislau e a mãe levantaram-se com a esperança no coração. A condessa, acompanhada de um criado e de seu filho, foi à prisão onde estava encerrado o marido. Com uma boa gorjeta conseguiu do carcereiro licença para entrar. O encontro durou meia hora, durante o qual os esposos trocaram mutuamente de roupa; e o infeliz conde saiu, escondendo o rosto, para não ser reconhecido pelo carcereiro. Só no hora do jantar é que deram pelo engano, mas já era tarde demais. No lugar do condenado, acharam a condessa. Ele fugira na direção de Paris, levando consigo o filhinho Estanislau. Passaram-se 18 meses sem ter noticia alguma da corajosa esposa. O filho sempre a perguntar:
-         Quando é que mamãe há de voltar?
O pai recomendava-lhe que rezasse a Nossa Senhora que ela a faria regressar.
O menino foi internado num colégio. Recebeu boa instrução religiosa. Aproximava-se a época em que faria a primeira comunhão.
-         Papai, repetia o pequeno, quero q
ue mamãe volte para o grande dia de minha primeira comunhão. E ela há de voltar, sim, papai.
Preocupado com esse desejo, escreve uma cartinha endereçada a Pedro, criado de quarto da mamãe, o qual ficara em Varsóvia:
-         Pedro, faça o favor de avisar a mamãe que vou fazer a primeira comunhão daqui a um mês. É preciso que ela esteja presente.
Indicou-lhe o seu endereço. Acabada a carta, pôs nela uma imagem de Nossa Senhora, para que chegasse às mãos do empregado.
No mesmo dia o pai recebeu terrível telegrama: “Toda a esperança está perdida, seguiria para a Sibéria. Paciência!”
O grandioso dia para o menino estava se aproximando. Não falou nada de sua carta nem ao pai nem aos seus professores.
Na véspera do belo dia, o pai foi ver o filho. O filho lhe pediu de joelhos perdão por todos os desgostos que lhe dera até então, e a benção para bem comungar. E disse ainda:
“Espero também a bênção da mamãe hoje ou, quando muito, amanhã cedinho”.
O conde calo-se.
-         Mamãe estará de volta. Fiz novena a Maria Santíssima, supliquei tanto que não pode deixar de me atender.
-         Está bem, meu filho, disse o pai trêmulo de comoção. Esperamos até amanhã. – E despediu-se do filhinho.
Depois do jantar o menino correu à porta.
-         Aonde vai? Perguntou-lhe um professor.
-         Quero saber se mamãe me espera no locutório.
-         Mas, meu amigo, sua mamãe não está aqui em Paris.
-         Não está, mas estou certo de que há devir, insistiu Estanislau.
-         Sossegue, menino, volte para o recreio.
O menino obedeceu, pensando, que, quando chegasse, o chamariam.
O estudo da noite pareceu-lh muito comprido. Na hora do chá, uma senhora, pobremente vestida, apresentou-se à portaria, pedindo para falar com Estanislau.
O porteiro, não sabendo de quem se tratava, não quis, naquela hora da noite, chamar o menino. Permitiu apenas que ela se aproximasse da janela, para ver desfilarem os alunos que iam ao refeitório.
Estanislau, que esperava com ansiedade a volta da mãe, vendo-a pela janela, gritou:
Ei-la! Ei-la! E caiu desmaiado.
Como é que a condessa chegara à hora marcada por seu filho? Fugira das mãos dos que a levavam para a Sibéria. Disfarçada, tomou o rumo de Paris, e dirigiu-se para o endereço indicado pelo filho ao criado.
Naquela noite os três não dormiram de alegria. E na manhã seguinte, o conde e a condessa Scholinski, reunidos, felizes, entusiasmados, receberam a Santa Comunhão ao lado do filhinho Estanislau.
Maria Santíssima não podia negar essa graça ao piedoso rapazinho. Sua fé em Nossa Senhora foi lindamente premiada.
 
 
63 – SIM, CONCEDO-TE...
 
S. João Vianey amava tremendamente Nossa Senhora. Ela dava-lhe tudo que podia.
O Santo tinha a seu uma muito boa empregada, chamada Catarina Lassagne.
Numa noitinha, pensando que o Santo Vigário ainda estivesse na igreja, Catarina entra, sem bater, no quarto dele. Mas, apenas o abriu, pára no limiar, admiradíssima do espetáculo extraordinário que se lhe apresenta. O Santo Sacerdote, de pé, inundado de uma luz, está conversando com Nossa Senhora com a simplicidade de uma criança.
Catarina compreende que não deve ficar ali; pensa em fugir. Mas não pode; sente-se presa ao lugar onde está.
-         Boa Mãe, dizia o Santo, por favor, concedei-me a saúde de tal doente.
A Virgem divina inclina-se com amor e responde, sorrindo:
-         Concedo.
-         Muito obrigado, minha boa Mãe. Nunca me recusais coisa alguma; mas, agora, tende compaixão de tal pecador obstinado, dai-lhe a graça da conversão.
-         Concedo-te isso também.
-         Oh! Mil vezes obrigado, minha boa Mãe! Mas permiti ainda que eu faça mais um pedido. Sou pobre e nada posso deixar à minha boa e velha empregada...Ao menos, se tivésseis a bondade de cura-la, antes de m
inha morte, da enfermidade que conheceis!
Terceira vez a amável Virgem respondeu graciosamente:
-         Concedo-te isto igualmente.
E a celestial visão sumiu-se. E o bondoso Vigário repara que Catarina ali está de pé na porta e vira e ouvira tudo.
-         Como!, lhe diz ele, a senhora está aí, apesar de minha proibição?
-         Mas, balbuciou a criada, eu não sabia que o senhor estava cá dentro, e quando quis ir embora, não pude.
-         Então, como está passando agora?
-         Estou curada; não sinto mais nada.
-         Então, vamos agradecer a Nossa Senhora.
E teve que prometer que nunca contaria isso, enquanto o Santo vivesse. Ela porém, contou depois, por ocasião do processo de canonização.
 
 
64 – FOI MARIA QUEM ME LIVROU DO INFERNO.
 
Na manhã  do dia 9 de janeiro de 1854, entrou um moço numa livraria e, vendo um livro de Nossa Senhora da Salete, ficou como que possesso do demônio. Falou uns palavrões contra Nossa Senhora. Num impulso de raiva, arremessou o livro ao chão.
No mesmo instante, oh! Coisa horrível, caiu como fulminado, sem fala, e sem dar sinal de vida.
O livreiro e os empregados da casa, apavorados não ousaram nem sequer levanta-lo.
Alguém, que ouvira as blasfêmias contra a Mãe de Deus, gritou:
-         É castigo de Deus, pois insultou Maria Santíssima!
Minutos depois, começou a movimentar-se como que quem procura desfazer-se de alguma coisa que o incomoda. Enfim, pareceu que se livrava de grande peso; respirou profundamente, olhou em redor de si, pôs-se de joelhos e pediu perdão aos circunstante pelo escândalo que dera.
-         Que houve, que houve? Perguntaram-se todos os presentes ainda sobressaltados.
Ao que disse:
-         No momento em que joguei o livro no chão, os demônios (não sei quantos) apoderaram-se de mim e me iam arrastando ao inferno. Maria, Mãe de Deus, apareceu-lhe tal e qual está representada sobre a capa. A Mãe de misericórdia acaba de livrar-me das garras desses monstros infernais. Ajudai-me a agradecer-lhe o grande benefício.
Ao sair da livraria, dirigiu-se o jovem à igreja, onde se confessou cheio de arrependimento e depois mudou de vida para sempre. Tornou-se devoto da Mãe de Deus. Comprazia-se em dizer:
-         Foi Maria quem me livrou do inferno.
Mas, afinal, por que esse auxilio tão extraordinário a um moço tão perverso?
A resposta é a seguinte: Em pequeno, consagraram-se a Nossa Senhora para sempre. E embora ele se tivesse esquecido do que prometera, não assim aquela que é sempre boa para com todos.
 
 
65 – CURA A SANTA TERESINHA
 
A devoção tenra e filial de Santa Teresinha a Maria Santíssima e a maternal proteção  que Nossa Senhora dispensou à Santinha são sumamente tocantes.
Nascida de pais totalmente católicos e piedosos, aprendeu a amar a Virgem desde criancinha. Invocava-a com amor e carinho. Visitava-lhe as imagens e os santuários dedicados a ela com sumo prazer. Enfeitava-lhe os altares; fazia novenas.
E Maria não tardou em manifestar-lhe seu carinho de Mãe.
Aos dez anos de idade foi Terezinha atacada por uma dor de cabeça esquisita. Andava tonta e fazia-a tremer em todo o corpo. Os queridos de casa ficaram alarmados. O pai mandou rezar uma novena a Nossa Senhora das Vitórias.
Certo domingo a dor atingiu o auge. Teresinha teve uma crise terrível, e não reconhecia ninguém. Suas irmãs cercaram-na e de quanto em quanto se ajoelhavam diante de uma imagem de Nossa Senhora, pedindo compaixão pela doente. Teresinha, deitada perante uma linda estátua da Virgem sempre bela, banhada de suor e com ânsia indizíveis, exclamou:
-         Acorde-me, mãe do Céu, acorde-me!
No mesmo instante o rosto da menina, antes pálido, distendeu-se num sorriso luminoso, e de uma expressão indefinível:
-         A Virgem me sorriu! A Virgem me sorriu!
E Teresinha estava completamente curada. E a quantos lhe perguntavam como fora, dizia:
“A Virgem caminhou para mim sorrindo. E estava tão bela, que eu esqueci a morte e fiquei boa!”
 
 
66 – OBTINHA TUD
O
 
Poucos serão os Santos que amaram a Maria Santíssima tanto quanto S. José Benedito Cottolengo, nascido em 1786 e falecido em 1842.
Repetia muitas vezes: “Oh! Como somos felizes em termos uma Mãe tão boa! Quanto a mim, depois de Deus, sei a quem devo amar;  é a minha Mãe é nossa Mãe, a Mãe de todos os homens. Se soubésseis quanto nossa Mãe é amável e admirável! É por ela que temos Jesus; é por ela que recebemos as graças; se não fosse esta boa mãe, que seria de nós, coitados?”
Cada vez que falava da bondade da Virgem Puríssima, o rosto resplandecia de doçura e alegria. Recomendava a todos a sua devoção. Não saia nem entrava em seu quarto sem se ajoelhar aos pés de linda imagem e pedir-lhe a bênção. Passando perante imagens fazia piedosa inclinação, saudando-as.
Tinha particular devoção a Nossa Senhora da Graças que um dia lhe dissera:
“Não temais, estarei sempre contigo para proteger-te”.
Gostava muito de rezar o terço e a ladainha lauretana. Punha em Nossa Senhora toda a sua confiança.
“Desta Senhora – afirmava ele – eu obtenho tudo o que desejo. Ela é boa que nunca me diz não”.
Em todos os aposentos da “Pequena Casa da Providência”, certamente o maior hospital do mundo, encontram-se imagens da Virgem Santa, com flores frescas e lindas. Mandou fazer um Santuário, onde recebeu todas as cópias de imagens que pôde obter de todo o mundo, revestindo com elas as paredes. E ali deviam vir todos os que podiam, para rezar e cantar-lhe hinos.
E Nossa Senhora, que é sempre boa, não podia deixar de auxiliar a seu servo fiel e devoto.
Vejamos alguns exemplos:
Em 1839, a Irmã Florina, encarregada da padaria, avisou ao Padre José Benedito que faltava farinha para o pão e que no dia seguinte não haveria mais uma migalha em toda a casa.
Entrou o Santo no refeitório, onde havia artística estátua da Mãe de Deus, fechou as portas, e de joelhos, entregou-se à fervorosa oração. Enquanto isso, um senhor bateu à portaria da casa. Estava ele ali com uma carroça, puxada por dois cavalos, carregada de sacos. E o homem disse: “Deram-me ordem de conduzir esta farinha”. E não quis dar outras explicações, e, desatrelando os cavalos, voltou com eles, deixando a carroça com os sacos.
O carro, que ficara no terreno, desapareceu assim que estava vazio, sem que ninguém soubesse como nem para onde.
Nossa Senhora atendera as orações do Santo.
                      *          *         *
Noutra ocasião, achou-se a Pequena Casa novamente sem pão. Era pela manhã. Cottolengo fechou-se no quarto e prostrado aos pés de uma imagem da Virgem Imaculada, invocou-lhe a proteção, permanecendo em oração até meio dia. Ao toque do sino chegou um homem, nunca dantes visto, o qual, sem falar, entregou à portaria um montão de notas de dinheiro. Informado imediatamente de tal acontecimento o Santo exclamou logo: “A Senhora!” E logo mandou comprar pão e arranjar o que era necessário.
                      *          *         *
Doutra vez veio a faltar o arroz. Uma cozinheira foi avisar o Santo. Este mandou-a acender a lâmpada de seu altarzinho de Nossa Senhora, e, passado meia hora, eis que um portador, a mando de alguém, trazia 15 sacos de ótimo arroz gratuitamente.
                      *          *         *
Certo dia chegou um negociante de fazendas para cobrar vultuosas dividas. Cottolengo não tinha com que pagar.
Insistindo o credor, mandou-lhe dizer pela portaria que esperasse um pouco. E pôs-se a rezar. Durante a oração, sentiu-se inspirado a olhar para os pés da estátua. E eis que ali encontrou um pacote de moedas de ouro suficientes para pagar o débito e ainda mais.
                      *          *         *
Outro credor, que não podia ser pago ficou furioso. O Padre conduziu-o consigo à igreja a rezar.
Enquanto recitava a ladainha de Nossa Senhora, chega uma carruagem e uma pessoa entrega à Irmã porteira duas bolsas, contendo uma moeda de ouro
e outra de prata.
O Santo pagou a dívida, dizendo ao credor:
“Vês como Nossa Senhora logo nos ajudou?”
                      *          *         *
Numa noite em que chovia a cântaros, o secretário do Santo veio falar-lhe que as coisas iam mal. Muitas contas a pagar e o cofre de esmolas estava vazio. Cottolengo, interrompendo a leitura, voltou-se para a imagem da Virgem, invocou-a cheio de confiança.
Passados alguns instantes, mandou ao moço que pegasse da lanterna e o acompanhasse a visitar o cofre das esmolas. Observou o jovem que era coisa inútil, pois que ele de lá viera havia instantes. Mas teve que obedecer. E a fé do Padre foi largamente compensada: O cofre estava cheio a transbordar de moedas de ouro e tão apertadas que não foi fácil terá-las.
Pôde assim liquidar todas as dívidas e arranjar víveres.
                      *          *         *
 Em 1837, tendo saído Cottolengo às onze da manhã foi visto voltar depois da meia noite todo abatido e cansadíssimo. Foi ao quarto. Disse à Irmã porteira, que o quis consolar, que ele precisava de descanso. Que não atenderia ninguém. No quarto pôs-se a rezar à Virgem Santíssima.
Não se passara muito tempo quando se apresenta uma senhora muito distinta que desejava muito falar com o Santo. A porteira lhe dizia que não podia ser atendida. Insistiu a visitante, afirmando que o servo de Deus não seria incomodado com a visita, pelo contrário, ficaria muito contente. E o aspecto daquela senhora era tão doce e os seus olhos eram cheios de luz tão viva e cintilante que a Irmã porteira se viu forçada a fazer ciente o Padre daquela visita.
Chegando a senhora, onde ele estava, lhe entregou um anel com uma pedra preciosa, dizendo-lhe: “Isto servirá para pagar a dívida”.
Assim que a bela Senhora deixou a casa, a Irmã encontrou o Padre todo alegre. Perguntando-lhe quem era aquela visitante, respondeu o Santo: “A Senhora não é daqui da terra, veio de cima, fique sabendo que é Nossa Senhora”.
E contou-lhe que voltara todo abatido porque um credor o maltratara e o ultrajara publicamente na rua, porque não pudera pagar-lhe o que devia.
                      *          *         *
Certo dia, novamente, as cozinheiras se queixaram que na despensa não havia mais nada. Que não poderia aprontar o jantar. O Santo retirou-se ao quarto e pediu socorro à Mãe de Deus. Enquanto estava rezando, apareceu um mensageiro avisando que os batalhões de soldados do quartel, que haviam prometido regressar aquela tarde de manobras, longe da cidade, voltariam somente no dia seguinte. A comida estava toda pronta. Se o Santo a quisesse para seu pessoal, o comandante lha enviaria.
O Servo de Deus, muito satisfeito, aceitou o presente, aliviando a casa toda.
Maria Santíssima é, de fato, muito boa.
 
 
67 – A ESCADA DE PRATA E A ESCADA DE OURO
 
Frei Leão, um dos companheiros de S. Francisco de Assis, viu em sonho do juízo final.
Num vasto campo, os Anjos reuniam, aos sons das trombetas, ima imensa multidão. Numa das extremidades do sítio, uma escada de ouro se elevava da terra ao Céu. Na outra extremidade, outra escada, mas de prata, descia do Céu e chegava até a terra.
No alto da escada de ouro, Frei Leão viu Jesus, sob as aparências de um juiz severo; em baixo, estava S. Francisco que Jesus abraçou logo. Disse então o Santo:
“Vinde, irmãos, vinde sem medo”.
Os religiosos avançavam e subiam com segurança os degraus da escada de ouro. Mas quando todos já tinham começado a subir, um caiu do terceiro degrau, outro do quarto, do quinto, do sexto, do sétimo, e assim por diante. Enfim, nem um só ficou na escada. S. Francisco, olhando para Nosso Senhor, pediu-lhe que não os repelisse; mas Jesus, mostrando suas chagas sangrentas:
“Vê, disse-lhe, o que me tem feito teus irmãos”.
Então, o Senhor desceu uns degraus e dirigindo-se de novo a seus irmãos, falou-lhes:
“Coragem, tendes confiança, meus irmãos; vede a escada de prata, é nela que subireis ao Céu”.
Apareceu logo, no topo da escada de prata, a gloriosa Virgem, clemente e misericordio
sa.
E os filhos de S. Francisco, graças à Virgem Imaculada, chegaram ao paraíso.
Se é verdade que todas as graças, que Jesus nos conquistou, são distribuídas somente por Nossa Senhora, então só se salvará aquele que a ele recorrer e for devoto dela.
 


 
 
 

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