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21/11/2017
Como saber se a Missa é válida?
Nestes tempos de grande confusão é bom se informar bem para não trair a Jesus
 

Como sei se a Missa que assisto é Válida?

19 de Novembro de 2017

Por Padre Lucas Prado

Alguns dias atrás, recebi um e-mail de uma pessoa no qual me fazia uma pergunta que você provavelmente já fez em alguma ocasião: Como eu sei se a Missa que eu frequento é realmente Missa? Disse com termos mais precisos e teológicos: Como sei se uma missa é válida?

Durante vários dias eu meditei se a minha resposta seria pública, pois eu sei que, embora seja importante que o Católico saiba se ele realmente está assistindo a Missa, as dúvidas que podem ser geradas em pessoas de Fé fraca e não formada, podem causar desânimo e maior confusão. No entanto, Devido à importância e à atualidade do tema, creio que deva se tratar do mesmo. Aconselhando aqueles de fé mais fraca a pensar duas vezes antes de continuar lendo, para que a sua leitura não lhes cause mais confusão do que servir de ajuda.

Em primeiro lugar, dizemos que tanto a Missa do "Novus Ordo" (ou de Paulo VI) como a Missa Tridentina (Rito Extraordinário da Santa Missa em Latim) são válidas. Outra coisa diferente é qual das duas Missas expressa melhor o significado sacrificial da Santa Missa. Com relação a isso, não há dúvida de que a Missa Tridentina, com muita diferença, expressa muito melhor esta dimensão sacrifical.

Alguns dias atrás eu estava falando com uma senhora doente de câncer que me disse que ela mesma tinha ido ao Laboratório X para obter a quimioterapia que estavam administrando, pois não confiava na empresa que trazia ao hospital, já que em diversas ocasiões descobriram que estavam falsificando medicamentos em laboratórios clandestinos[1]. Se colocarmos muito cuidado quando se trata de saúde corporal, por que não tomamos o mesmo cuidado, se não mais, quando a validade de um Sacramento está em jogo, já que nossa salvação eterna pode depender disso?

Dada a confusão e transtorno litúrgico que prevalece em nossa Igreja há mais de cinquenta anos, acredito que é necessário que o cristão fiel conheça com o maior grau de certeza possível, se a Missa que está ouvindo é realmente tal.

Para que uma Missa seja tal, a Consagração do pão e do vinho deve ser realizada nela; é por isso que uma Liturgia da Palavra não é uma Missa, porque embora tenha sido celebrada por um Sacerdote, a parte essencial da Missa que é a Consagração não é realizada.

Para que a Consagração seja válida (e consequentemente a Missa também), são necessários os seguintes requisitos[2]:

   * Que o Sacerdote esteja validamente Ordenado.   

   * Que o Sacerdote pronuncie a fórmula da Consagração tal como aparece nos livros Litúrgicos aprovados pela Santa Sé e pela Conferência Episcopal de cada país.   

   * Que o Sacerdote celebrante tenha a intenção de Consagrar o pão e o vinho, para que assim se transformem no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.   

   * Que para a preparação do Sacramento se use a matéria prescrita para o mesmo: pão ázimo de trigo e vinho de videira.

Examinemos agora cada um desses quatro pontos.

 

1.- Que o Sacerdote esteja validamente Ordenado.

Uma vez que a Missa só pode ser celebrada por um homem que tenha recebido o Sacramento da Ordem no grau do Presbiterado ou superior, presume-se que cada Sacerdote que tem um cargo paroquial numa Diocese, é ordenado de maneira válida. A única dúvida que poderíamos ter seria do Bispo que o ordenou. Se o Bispo que ordenou este Sacerdote não celebrou este sacramento de acordo com os requisitos que a Igreja exige, então o Padre em questão não seria validamente ordenado e como consequência não seria um Sacerdote. Em outras palavras, as Missas e os outros Sacramentos que exigiam o Sacramento da Ordem no grau do Presbiterado, seriam nulos.[3]

 

2.- Que o Sacerdote pronuncie a fórmula da Consagração tal como aparece nos livros Litúrgicos aprovados pela Santa Sé e pela Conferência Episcopal de cada país.   

·                       Se o Sacerdote celebrante muda voluntariamente, no todo ou em parte, a fórmula da Consagração, nas palavras que são consideradas essenciais para isso, a Consagração é inválida.

·                       Se o Sacerdote celebrante mudar a fórmula da Consagração nas partes que não são essenciais, a Consagração seria válida, mas ilícita.

O Sacerdote deve respeitar com integridade todas e cada uma das palavras que aparecem no Missal aprovado pela Santa Sé, seja o Novus Ordo ou o Missal Romano Tridentino.

Quais são as palavras de Consagração do pão e do vinho?

·                       Para a Consagração do pão: "Hoc est enim corpus meum" e as traduções dispostas pela Santa Sé. Se consideram essenciais para a validade: "Hoc est Corpus meum".

·                        Para a Consagração do vinho: "Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni Testamenti, mysterium fidei, qui por vobis e pro multis effundetur in remissionem peccatorum" e as traduções dispostas pela Santa Sé. Se consideram essenciais para a validade: "His est calix sanguinis mei".

Não é permitido adicionar ou omitir qualquer uma das palavras desta forma Sacramental dupla sem se tornar culpado de pecado grave, a não ser por distração involuntária ou inadvertida. E se a mudança fosse feita nas palavras essenciais para a Consagração, não haveria Consagração e, como consequência, também não haveria Missa.

 

3.- Que o Sacerdote celebrante tenha a intenção de Consagrar o pão e o vinho, para que assim se transformem no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.   

Se o Sacerdote não tem intenção de Consagrar, - tal como a Igreja entende esse termo, e lhe dá outro diferente-, a Consagração seria inválida.

Este pode ser o ponto mais difícil de comprovar objetivamente. Como podemos saber se o Sacerdote tem realmente intenção de Consagrar? Dada a dificuldade de conhecer isso objetivamente, porque a "intenção" é algo "interno", perguntei a um Sacerdote experimentado e santo se havia alguma maneira de saber com certeza. Ele me respondeu que pode-se supor que ele tem intenção de consagrar quando:

·                       Se sabe que ele é um Sacerdote com Fé.

·                       Acredite na Eucaristia e nos outros Sacramentos e Dogmas da Igreja.   

·                       Celebre a Missa com respeito, devoção e seguindo as rubricas como diz a Igreja.   

·                       Sua pregação é profunda e sobrenatural.   

·                       Na sua pregação e na sua catequese, ele fala do respeito pela Eucaristia, da necessidade de recebê-la em um estado de graça santificadora e de confessar antes da sua recepção se houvesse um pecado grave.   

   • Ele é respeitoso com o Sacramento da Eucaristia: se ajoelha diante do Santíssimo exposto, quando passa em frente Dele ou depois de fazer a elevação do mesmo na Santa Missa.   

·                       Purifica cuidadosamente os Vasos Sagrados e purifica os dedos depois de distribuir a Sagrada Comunhão.   

·                       Não usa os ministros extraordinários da Eucaristia se não houver necessidade.  

·                       Outros sinais externos: usa a veste talar, usa os Ornamentos Litúrgicos estabelecidos para a Celebração da Santa Missa ...

A presença de todos ou a maioria desses "sinais" nos fala em favor da intenção de Consagrar. A ausência da maioria desses sinais falaria contra sua intenção; então provavelmente não haveria consagração, nem seria Missa.

O que um fiel deve fazer quando acredita que um Sacerdote que celebra a Santa Missa não tem intenção de Consagrar?

Em primeiro lugar, se possível, manifeste-o ao próprio Sacerdote para verificar se é a imaginação de alguém ou se há realmente um problema em segundo plano. Se este primeiro passo não for possível, então deveria ser manifestado ao seu Bispo, para que ele pudesse fazer as comprovações necessárias. Independentemente disso, se tal situação acontecesse comigo, desde que tudo estivesse claro, eu iria buscar uma Missa em outro lugar onde eu não tivesse dúvidas sobre a validade dela.

No entanto, eu deixo você saber que, se uma pessoa assiste a Missa de boa fé, acreditando que o Sacerdote atende aos requisitos exigidos pela Igreja para a validade do Sacramento, mas não tem intenção de Consagrar, o fiel cumpriria o preceito dominical, embora ele não recebesse a Sagrada Comunhão, mas um pedaço de pão.

Outra coisa totalmente diferente é quando o Sacerdote celebrante atende a todos os requisitos para a celebração da Santa Missa, mas ele pessoalmente está em pecado mortal e podendo se confessar não o fez por negligência. A Missa seria válida, embora o Sacerdote cometeria um sacrilégio por celebrá-la em pecado mortal.

4.- Que para a preparação do Sacramento se use a matéria prescrita para o mesmo: pão ázimo de trigo e vinho de videira.

É cada vez mais frequente ouvir que, em tal Igreja, celebram a Missa com bolachas Maria, ou que em vez de vinho, o fazem com Coca-Cola ...

A única matéria que o Sacerdote pode usar na Celebração da Santa Missa para a preparação do Sacramento da Eucaristiaé: pão ázimo de trigo (no Rito Romano) e vinho da videira. Se o pão que é usado é de trigo, mas não sem fermento, a Consagração seria válida (no que diz respeito à matéria do mesmo), mas ilícita. Qualquer outro produto que usem que não sejam pão de trigo e vinho da videira, faz com que não haja Consagração e, como consequência, que a Missa seja inválida e, além disso, sacrílega.[4]

 

****************** Tradução Livre: Leandro Vieira

 
 
 

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